Capítulo 72 – O Juiz Protetor

1508 Palavras

A tarde caiu devagar sobre as fazendas, tingindo o céu em tons de ferrugem e melancolia. As nuvens pesadas deslizavam lentas, o vento arrastava o cheiro de terra molhada e de rosas machucadas pela chuva da noite anterior. Era um desses dias em que o silêncio parecia rezar — e, sob ele, tudo se movia com o peso das coisas não ditas. Felipe caminhava pelo corredor principal da casa grande com passos firmes, mas os ombros carregavam um fardo invisível. As últimas notícias sobre Antenor ainda ecoavam dentro dele como trovões surdos. Havia reforçado a segurança, triplicado a vigilância nas fronteiras da fazenda, mas a sensação de perigo não passava. O m*l, ele sabia, não precisava de portas abertas. Bastava o medo — e o medo já estava lá. Jonas o esperava no escritório, curvado sobre uma pilh

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