Capítulo 5

1150 Palavras
Consegui sair da festa sem que ninguém percebesse, tudo o que eu precisava fazer agora, pegar a minha mala, e ir em direção ao meus felizes para sempre. Fui até a rua de trás, e peguei a minha mala, em seguida, entrei em um táxi, e fui em direção ao aeroporto, o Rio realmente estava com um trânsito caótico, mas eu ia conseguir chegar na hora. *Thiago narrando* Peguei minha mala e estava pronto para sair, eu não tinha nada, não tinha família, nada do que me arrepender de deixar pra trás, minha família agora, ia ser, eu, minha morena e nossos pivete, não tinha como nada dar errado. Saindo de casa, esperando o Uber que eu tinha chamado, sentei ali num banco que tinha, e fiquei lá, esperando, até que um carro se aproximou, achei que fosse meu Uber, então levantei, mas quando vi se aproximando, percebi que era a polícia, DROGA! TUDO QUE EU PRECISAVA ERA TOMAR UM SACODE AGORA! -MÃO NA CABEÇA Ô VAGABUNDO!-Disse o policial, descendo do carro já me apontando uma arma. -Calma aí doutor, eu sou trabalhador, sou envolvido com nada errado não!-Eu disse, em tom baixo. -Ah não?? então o que tu tá fazendo na rua com uma mala? uma hora dessa? pra cima de mim ô seu merda??? anda logo, encosta!!! Decidi não discutir, por que quanto mais discutia com eles, pior era a situação pra mim, e tudo que eu queria era ir embora daqui logo e correr pros braços da minha morena. Fiquei de costas pra eles, encostado na parede, como eles pediram, podia ouvir eles abrindo minha mala e jogando todas as minhas coisas no chão, mó esculacho, mas nada que eu já não tivesse acostumado, tudo o que eu tinha na minha cabeça naquela hora era a Duda. -OLHA ISSO AQUI, PEÇANHA, E VAGUNDO AINDA DISSE QUE ERA TRABALHADOR, ONDE QUE TRABALHADOR ANDA COM DROGA NA MOCHILA?-Disse um policial pro outro, sacando uns tijolos de maconha de dentro da minha mala. -OW QUE PARADA É ESSA? ISSO NÃO É MEU NÃO!-Gritei. -Ah não, nunca é né o seu traficante de merda??? anda logo Peçanha, coloca na viatura!-Ele disse, em seguida o outro policial veio me algemar. -ISSO NÃO É MEU!! EU SOU TRABALHADOR! EU QUERO MEU ADVOGADO!-Gritei, enquanto me empurravam pra viatura. -ADVOGADO? UM MERDA IGUAL VOCÊ? O MÁXIMO QUE VAI CONSEGUIR É DEFENSOR PÚBLICO, E TORCE PRA ELE SER BOM.-Disse o policial, fechando o camburão. Eu tinha certeza de que isso era armação daquela mãe de Duda, aquilo ali foi plantado, eu fui nascido e criado no alemão, e nunca fui envolvido com nada dessas parada, eu via aonde isso levava, não queria isso pra.mim, tudo que eu queria agora era tá indo embora com a minha morena, que essa hora já deve tá lá, me esperando, e eu nem tenho como falar com ela, mas eu sabia que assim que explicasse tudo na delegacia, ia ser liberado, o amigo do meu falecido pai era um ótimo advogado, e ele me tratava como filho, certeza que ia conseguir me tirar dessa e eu ia poder contar a Duda o que aconteceu. *Duda narrando* Eu já estava esperando pelo Thiago a um tempão, e nada dele, cada tempo a mais que passava, eu ficava mais apreensiva, será que ele tinha desistido? mas se tinha desistido, por que?, era coisa da minha cabeça, é claro que o Thiago nunca ia ter desistido de nós, ele só devia estar preso no trânsito do Rio, mas, o nosso vôo já ia sair, e se a gente perdesse esse, não sei se conseguiríamos outro a tempo de não me descobrirem aqui. *1 hora depois* Já tinham se passado 1 hora, o nosso vôo tinha acabado de sair, e o Thiago não apareceu, eu não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que ele ia ter uma boa justificativa pra isso, eu podia voltar pra festa e levar essa história um pouco mais pra frente, eu já tinha aguentado até agora. Enquanto pegava minha mala, para ir pra fora do aeroporto, passei em frente um café que estava com a TV ligada, estava passando uma reportagem sobre um jovem preso com 10kg de maconha, eu não reconheci de longe, mas me chamou a atenção, entrei no café. -O senhor pode aumentar por favor?-Pedi ao moço do balcão, que atendeu ao meu pedido. "O Jovem Thiago dos Santos, de 22 anos, foi detido nessa noite, na descida do complexo do alemão na zona norte do Rio de Janeiro, ele carregava uma mala, que além de roupas, continha 10 kg de maconha, um passaporte, e 50 mil reais em dinheiro, tudo indica que ele estava levando a droga para outro lugar, fazendo algum tipo de serviço" Foi aí, que o meu mundo desmoronou... Eu conhecia o Thiago a 3 anos, mesmo ficando meio em dúvida pelo lugar aonde ele morava, deixei ele me convencer de que era um bom homem, um homem íntegro, ele me disse que nunca tinha se envolvido com essas coisas, e agora, se a polícia não tivesse pego ele, ele estava prestes a levar isso na nossa viagem dos sonhos, naquilo que nos planejamos pra fazer a meses, e ele colocou tudo a perder, ele não se importava comigo, não me amava de verdade. Não aguentei, e desabei em lágrimas. Senti uma mão por trás, me abraçando, me virei e vi que era minha mãe. -O QUE? COMO VOCÊ SABIA QUE EU ESTARIA AQUI?-Eu disse, com a voz chorosa. -Ah, Maria Eduarda, você se esquece de que saiu de dentro de mim, quando você veio com aquele papo sobre aceitar tudo numa boa hoje de manhã, eu desconfiei que tinha algo errado, então, eu só te segui. -E veio até aqui pra que? pra me dizer que estava certa, que o amor não existe, ou veio me dar uma bronca por quase jogar o nome da nossa família no lixo? -Ah, minha filha, eu não queria que você aprendesse dessa forma...a vida é muito c***l, as pessoas são muito cruéis, e esse garoto, bom, no mínimo só estava interessado em todas as facilidades que você poderia oferecer, Deus sabe lá se não ia te sequestrar e pedir resgate, Maria Eduarda, você foi muito irresponsável! colocou a sua vida em risco. -Tudo bem, mãe! já chega! você venceu, eu entendi! Eu não tinha mais nada, tudo em que eu acreditava, o homem que eu acreditava me amar, tudo caiu por terra, tudo o que eu tinha agora, era essa porcaria de casamento por conveniência, a única coisa que me restava era a minha faculdade, o meu sobrenome, e a minha família, minha mãe, que apesar de tudo, estava aqui, me consolando, então, eu faria esse sacrifício por ela. -Você está certa, mãe! eu vou me casar! o amor não existe, são apenas negócios, então, vamos fazer negócios.-Eu disse, limpando meus olhos borrados.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR