Uma garota doida

1998 Palavras

ALANA NARRANDO Eu continuei ali, parada na pia, com as mãos ainda molhadas, a espuma escorrendo entre os dedos, mesmo depois que ele se afastou. Não consegui me mover. O toque dele ainda estava ali, queimando nas minhas costas, o som da respiração dele ainda rodava dentro da minha cabeça como se tivesse ficado preso ali. O que foi aquilo? Por que ele me abraçou daquele jeito? Não era um abraço qualquer. Não era só carinho. Não era p******o. Tinha uma intensidade… Tinha desejo. Tinha um grito silencioso que eu não consegui decifrar. E ao mesmo tempo, me deixou ainda mais confusa. O que ele quer de mim? Com o coração disparado, terminei de lavar os pratos com movimentos automáticos. A água da torneira parecia ecoar sozinha na cozinha silenciosa. Só o som dela e o barulho fraco do vento

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