Deixa assim

692 Palavras
Ela o beijou, levada pela emoção que sentia. Mais cedo, havia ido até a loja do Douglas porque um amigo indicou como o melhor técnico de celulares que ele conhecia. Mas achou o rapaz atraente demais. Tanto que não parou de pensar nele daquele momento em diante. Arranjou um pretexto para pelo menos mexer com ele de algum modo. O seu propósito real era isso que estava rolando. Saber que ele também estava curtindo foi uma mais que agradável surpresa. Douglas se sentia deliciosamente atacado em cada beijo que Tessa lhe roubava de surpresa num rompante de emoção, ela fazia isso com uma paixão avassaladora que abalava todas as estruturas e tirava o seu autocontrole. Sentia que pediu por isso a vida toda, sentia que Tessa era especial de um jeito que nenhuma outra jamais seria. Ela era, sem dúvida alguma, um presente do acaso. Se amaram mais uma vez, foram para a cama e fizeram amor, sem pressa. Vez ou outra, Douglas a beijava e acariciava durante o sexo. Sentiu o prazer de Tessa aumentar aos poucos, lentamente e suave, até explodir num ápice quente e molhado ao redor do seu m****o. Foi nessa sensação que se deixou levar e mais uma vez gozaram juntos. Pela manhã, o celular despertou, Douglas contemplou o quarto vazio. Seguiu pela casa procurando algum vestígio da noite passada e só achou uma garrafa de tequila pela metade. Ela se foi sem se despedir. Buscou a foto que tirara da garota adormecida e achou, pelo menos tinha uma recordação. Seguiu sua rotina de sábado a partir daí. Colocou ração crocante para o gato e trocou a água do potinho. Vestido de calção e camise, foi até a padaria nos seus chinelos de borracha macia. Tomou banho, café e abriu a loja para os clientes já em fila na porta da loja. Sábado era o dia mais cheio de trabalho em toda a semana. Nem teve tempo para pensar. Não pensou. Apenas trabalhou focado no de sempre, como se houvesse tido um sonho bom. A agradável sensação do sonho o acompanhava Sábado a noite tinha um cheiro quente e acolhedor. Amigos reunidos, cerveja, churrasco, pizza, etc. Passava das oito, só agora Douglas se livrou do último freguês. Faminto, vai até a padaria comprar algo pronto para jantar. Ele entra na ampla padaria que tem área com mesa para os clientes que preferem comer no local. Caminha até o balcão para fazer o pedido, pra viagem, pois precisa alimentar o Paco. Fez o pedido e esperava quando viu os lindos olhos da Tessa sobre ele. Sorriu um pouco, mas logo notou que mais alguém estava com ela. Um cara mais velho, mais gordo, barbudo. Ele tinha mais de trinta com certeza. Era o tipo que Douglas julgou ser o ideal para a a Senhora de Ferro. Ele estava certo, aparentemente. O seu pedido chegou, Douglas pagou, deu uma última olhada na moça de vermelho, enquanto esperava o troco e saiu apressado para a sua casa, seu gato, seus livros, seu canal no YouTube... Sentiu que sua vida estava vazia durante o jantar sozinho. Vou visitar meus pais. A decisão foi repentina, mas estava decidido. Se ocupou de responder os comentários dos seus vídeos. Conversou com os membros que mantinham o canal, pelo w******p. Conheceu novas pessoas online com quem conversava. Foi quando recebeu uma mensagem de um número desconhecido, viu a foto da Tessa e adicionou aos contatos. Respondeu ao seu "oi" com outro oi. _ Como está o se sábado? Douglas olhou para o relógio na parede, era dez e meia da noite. _ Como sempre. Estou em casa. E o seu sábado? _ Livre também. Posso ir aí? "Livre também"? Quem foi que disse que o meu sábado tá livre? Pensou enquanto terminava de ajustava a câmera no tripé. Olhou para o seu trabalho recém começado, decidindo. Não podia dizer não para Tessa, ele também queria vê-la. _ Pode, claro _ respondeu Ouviu a campainha assim que enviou, olhou pela janela constatando que ela estava alí o tempo todo. Desceu as escadas para abrir a porta. Recebeu um daqueles beijos antes de qualquer fala ou ação. _ Senti saudades _ olhava nos olhos dele quando disse. _ Por que foi embora assim? _ Tive uma reunião de emergência. Passei o dia com o meu sócio em um projeto independente do trabalho. Por que você não falou comigo? _ Pensei que ele fosse um dos seus casos. Tessa bufou e entrou, subindo sem esperar o rapaz. Estava brincando com o Paco quando Douglas entrou. O rapaz foi até a geladeira e pegou duas latinhas de cerveja, entregou uma para a moça e abriu a sua virando uns goles. Tessa o imitou depois de largar o gato, prestava atenção no rapaz. Notando que era o foco da atenção dela, ele largou a lata de lado, se aproximou e abraçou em um beijo. Sua saudade ficou evidente. Douglas se entregou com toda a sua carência neste gesto. Tessa retirou a camisa dele e voltou a beija-lo. Foi uma sequência de roupas retiradas até que ambos estavam nus e Douglas a conduzia para a cama entre beijos e abraços. Era loucura sentir tanto desejo por alguém assim. Mas estava acontecendo. _ Vou até a casa dos meus pais amanhã _ a frase estava solta sem motivo algum. Tessa respirou fundo se recuperando do prazer, haviam acabado de t*****r. _ Quer uma carona? Surpreso fixou o olhar nela _ Quero. Aliás, quer conhece-los? Como amiga. _ Você leva muitas amigas para a casa dos seus pais? _ Só na época escolar. Eles vão gostar de te conhecer. Tessa estava se divertindo com aquilo _ Onde eles moram? _ Aqui mesmo. Só é mais para o mato. _ Parece ser o caminho para a minha casa. Douglas sentiu que aquilo foi um sim, e foi. _ Toca uma música para mim? Douglas levantou e vestiu sua calça de moletom. Descalço caminhou até o banco, perto da janela e esticou o braço pegando o violão no canto abaixo da janela. _ Qual música? _ Você sabe tocar qualquer música? _ Se eu conhecer. _ Escolhe uma música para mim. Com um sorriso tímido, Douglas começou a dedilar as cordas do violão. Não sabia o que ela pensaria da música, mas ela soava bem simples para ele. Tocou Íris, Goo Goo Dolls. Tessa o analisava quase imóvel. Pareceu brava, talvez. Estava séria. _ Desculpa minha voz, eu sei que não devo ser bom cantor. Tessa sentou de repente e o beijou de onde estava, mas levantou durante o beijo e o abraçou obrigando ele a se livrar do violão e retribuir. Sentado, ele olhou para cima para encontrar o seu olhar, após o beijo, procurou os seus lábios quais ela cedeu, mais uma vez. A noite de sábado tinha o cheiro do perfume da Tessa. _ Você também sente isso? _ pressionava a mão da moça no meio do seu peito ao perguntar. O seu coração tava acelerado. _ Sinto _ fez mesmo com a mão dele sobre o seu peito. ,_ Nunca senti isso antes _ informou. _ Eu já, mas não acabou bem. _ Por isso você está aqui agora. Tenho sorte. Não vou pisar na bola, e você? _ Não sei. Acho que não. Mas... Talvez... _ fez silêncio _ Douglas. _ O que foi? _ Não deixa eu me boicotar? _ Não sei se posso prometer isso. _ Sempre me boicoto nos meus relacionamentos. _ Vou te lembrar disso. Acho que isso já pode te ajudar a repensar. _ Isso já ajuda. A garota nua diante dele o tentava a mais do que beijos. Tomou um dos s***s a altura da sua boca e o provou como uma fruta madura. Uma das mãos foi para o seio livre, apalpando, dedilhava o bico friccionava. Tessa entreabriu os lábios ofegante, acariciava a nuca dele por entre os cabelos lisos meio crescido como se estivesse bom de cortar a alguns meses, gostava deste estilo mais comprido, combinava com o seu estilo de roupa roqueiro. Douglas levantou o suficiente para tirar o moletom e voltou a sentar no banco, trazendo Tessa para sentar sobre ele. Ela sentou sobre o seu m****o penetrando-a aos poucos. Douglas voltou a sugar seu mamilo e beliscava o outro entre os dedos até ela sentar totalmente e encontrar o movimento. As mãos dele estavam sobre os s***s dela, agora. Ela era dona da situação. Rebolava fazendo movimentos de vai e vem, constantes no mesmo ritmo. Era muito gostoso, Douglas amou sua performance. Estava quase no ápice, quando ela levantou saindo. O corpo dele protestou. Mas ela voltou a sentar, porém de costas. As mãos do rapaz foram para as laterais da linda b***a e começou a conduzir o seu movimento. No controle, a prioridade de Douglas era o orgasmo dela. Fez do jeito que sabia que ela gostava, rápido, intenso. Ela gozava em um orgasmo de uns três minutos quando ele se deixou levar ela terminava, seus gemidos diminuíam de tom. _ Vamos tomar banho juntos _ Douglas convidou antes de conduzir a garota pela mão. Ligou o chuveiro e colocou os braços na parede prendendo-a entre seu corpo e a parede. Tessa estava meio pacata, parece que ele a cansou finalmente. Molhados, o boy pegou o sabonete e ensaboou as mãos, passando pela pele dela, sem pressa, fazendo espuma que se desfazia na água corrente. Quando chegou ao sexo que deixou por último, sentiu desejo e viu o mesmo no rosto da moça. Terminou de lava-la e entregou o sabonete para ela. Tessa começou pelas costas do rapaz, foi bem breve e o virou de frente, deixou o sexo por último. m*l escostara e ele já estava duro. Terminou de lava-lo, colocou o sabonete na saboneteira. A iniciativa do beijo partiu dele. Suspendeu o corpo dela em seu colo e a penetrou, quando ela o enlaçou com as pernas. Beijavam-se, sem parar, em baixo da água morna relaxante. Os gemidos de Tessa começou a ecoar pelas paredes do banheiro, o som perfeito para o momento em que Douglas sentia que se apaixonava. Gozou dentro dessa nova perspectiva. Tessa o mudou. Sentiu um certo medo, mas, ao mesmo tempo, ele queria sentir. _ O que foi? _ notou a diferença nele. _ Estou me apaixonando por você. _ Eu também por você. Se beijaram abraçados por um instante. Depois de secos, deitaram na cama nus. O edredom os cobriam, adormeceram abraçados. Levantaram tarde, Douglas pediu o café da manhã da padaria, pois não queria perder o tempo que podia estar com ela. Assistiram, ou tentaram assistir um filme. Depois do almoço, Tessa lhe deu a carona que prometera. Seguiram cantando músicas do pendrive do Douglas. Sentiam meio bobos fazendo isso, mas estava divertido. Depois de uns minutos chegaram. Uma senhora estava no jardim. Douglas apeou, levando a senhora a vir abrir o portão. Tessa observou o abraço deles e a velha conversa que seguiu sobre ele estar magro, não haver descoberto o telefone e essas coisas. _ Trouxe uma amiga _ avisou a mãe quando abriu a porta do carro para incentivar a garota a descer. _ Tereza! _ a mãe do rapaz se alegrou. _ Como vai Dna Dafne? _ Tessa desceu do carro sob o olhar incrédulo do rapaz, e abraçou a senhora. _ Eu moro logo alí _ esclareceu para o Douglas _ Bom, vou indo _ sorriu como despedida e entrou no carro partindo. Não foi assim que Douglas imaginou. Viu ela sair e estacionar na garagem mais adiante. Não houve nem um beijo de despedida! Por que tanta frieza? O dia na casa dos pais foi como se ele fosse apenas uma visita. Depois que saiu de casa não se sentia mais da família, era estranho. Quase ao por do sol chamou um Uber e voltou para casa. A semana foi rotineira. Fez os vídeos que não conseguiu no final de semana. Não teve nenhuma mensagem da Tessa. Também não mandou mensagem. Estava lendo um novo livro de terror gótico. Isso o envolveu a ponto de não se perder em pensamentos sobre os porquês do mistério Tessa. De que adiantaria? Se viu conversando intimamente com uma seguidora do YouTube. Não foi intencional, mas a conversa fluiu de um jeito que o surpreendeu. Recebeu fotos da garota que era bonita. Ela não precisava de fotos dele para saber como ele era, mas lhe mandou uma que tirou no momento. A conversa durou até o sono bater. Aquela amizade começou a ficar constante. Keila lhe acompanha o dia todo, do "bom dia" ao "boa noite, preciso dormir". Era uma conversa agradável e leve, preenchia uma carência que Douglas nem sabia que tinha. Calhou de marcarem um encontro. Ia rolar uma noite de autógrafos de um escritor que Douglas gostava, se encontrariam lá. Douglas foi com a moto nova. Achou que estava na hora de ter um meio de transporte só seu, e a moto cabia no corredor da sua atual casa, antes da escada. A noite estava frenética naquela quarta feira na Av Paulista, nem parecia dia de semana. Chegou em uma hora na loja de livros a Curva do P, graças a estar de moto. Levaria duas com um carro neste trânsito maluco. A loja era um prédio de três andares, incrível para uma loja de livros. Procurou pela Keila, lá dentro, e encontrou o seu rosto simpático em meio a multidão, sorria para ele. Chegou perto, conferindo o corpo dela, foi inevitável, com o vestido que ela usava. Era mais cheinha do que imaginou, s***s fartos. Era linda do seu jeito, havia harmonia nela. As mensagens soavam a flertes constantes, mas talvez eu não seja o que ela estava esperando, pensou. Segurou-a pela cintura e deu um beijo demorado num lado do seu rosto. Ela sorriu olhando para ele, para cima, era baixinha _ Você é mais bonita que nas fotos. _ Obrigada. Está sendo servido um coquetel _ apontou antes de lhe conduzir pela mão em sua cintura atrás. Havia i********e entre eles apesar de ser a primeira vez em que se viam. Conversaram sobre livros e adaptações para filmes entre champanhe e camarão. Depois escolheram livros com capa de luxo, edição de colecionador, exclusivo para aquela noite. Uma pequena fila se formava em frente a mesa onde o autor sentara. Foi rápido para pegar os autógrafos em cada livro que comprara naquela noite. Depois caminharam para fora, guardaram os livros no porta malas da moto, se é que pode ser chamado assim, mas coube tudinho. Estavam se divertindo com uma comparação engraçada de trocadilhos trava língua, quando notaram uma moça perto. Douglas levantou o olhar para Tessa. Parecia brava, mas porque? Jogou champanhe na cara dele. _ Você enlouqueceu? _ Douglas cobrou afastando a camisa molhada do peito. _ Se eu enlouqueci? Quem é ela? _ Não é da sua conta. Você sumiu. Fui só um fim de semana pra você. Nem uma mensagem. _ Estou trabalhando. Viu o uniforme que ela usava e notou que Tessa era a responsável pela noite de autógrafos desta loja. _ Como eu poderia adivinhar? Deixa como estar _ soou frio. Tessa fez cara de quem não esperava por isso, mas apenas bufou e voltou para dentro da loja. _ Desculpa por isso _ retirava a camisa social molhada diante da Keila que ficou sem reação, secou o champanhe do rosto e colocou a peça enrolada num canto do porta volumes da moto depois de tirar uma jaqueta de couro de lá e vestir. Olhou no rosto da moça, pronto para um fora ou um "me deixa em casa". _ Para onde vamos, agora? Douglas sorriu _ Vamos ver o nascer do sol? _ São só dez da noite _ achou graça. _ Ah, vamos ter que esperar umas horas, mas vai valer a pena. _ Tá _ Keila colocou o capacete extra que o rapaz lhe ofereceu. Foram para um hotel e ficaram no quarto que Douglas pediu na recepção. _ Você vem sempre aqui? A pergunta veio quando Douglas saiu do banho usando um roupão, secando os cabelos. Keila olhava para a cidade, lá em baixo, através da ampla janela e saboreava mais champanhe que estava no gelo, na mesa, junto com morangos frescos e maduros, uma cortesia do hotel. Largou a toalha num móvel _ Só quando tenho um encontro. _ Você trouxe aquela garota aqui? _ Não. Nós não tivemos um encontro _ respirou fundo pensando no que tiveram, como ficou mexido por ela, e em como estava querendo que nunca tivesse acontecido, agora _ É complicado. Sei lá... Podemos não falar disso? _ Sobre o que quer falar? _ Você. Deitaram na cama. Não prestou no monólogo da Keila sobre sua vida, embora a olhasse com atenção. Lembrava das mensagens trocadas com ela e de tudo o que imaginava que poderia rolar entre os dois. Olhava para os seus lábios se movendo e sua visão pegava o decote com o vale entre os s***s sinuoso no decote. Como se fosse um chamado, Keila inclinou para a frente e beijou a boca de Douglas que estava de pronto em retribuição. _ Você é o cara mais legal com quem já saí _ a frase ecoou no buraco vazio da alma de Douglas como se este fosse um poço muito muito fundo. Foi a noite perfeita. Keila gemeu o seu nome em muitas nuances de prazer diferente. Gostou do que aconteceu, de todas as formas, se viu satisfeito. Estava livre da carência por sexo que Tessa havia despertado nele. Havia esquecido do que aconteceu no estacionamento para isto. O fato é que se sentiu abandonado quando Tessa não quis entrar na casa da sua mãe e curtir o momento família. Mesmo sabendo que eles já se conheciam. Este sentimento aumentou, quando ela não lhe mandou uma única mensagem. Pensou que ela estava se encontrando com outros, que ele era só mais um para ela, mas que ela era a única para ele. Sentiu-se injustiçado e quis equilibrar. Poderia ter mudado de ideia e de opinião no estacionamento, mas o que garantiria que ele era realmente o único para Tessa? Aquilo pareceu impossível pra ele. Não quis arriscar, mudar, rever, desistir. Não parecia lógico nem plausível. Preferiu não ter compromisso com Tessa, e poder fazer o que quisesse. Se ela podia viver assim, ele também poderia. "Você é o cara mais legal com quem já saí", será que Tessa pensou assim? Se pensou, será que ainda mantém sua opinião? O sol nasceu inundando o quarto de luz, ambos ainda estavam acordados conversando. Havia muito assunto em comum entre eles e quando batia vontade, se amavam. A noite com a Keila foi ótima. Até mais do que ótima. Perfeita. Ainda tomaram café da manhã no restaurante do hotel antes de seguir suas vidas. Keila foi para o trabalho, alí perto. Despediram-se durante o café mesmo. Douglas voltou para o quase interior que era Parelheiros, direto para o seu trabalho.
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