Kyungsoo sentiu as mãos de Jongin tocarem sua cintura por baixo da camisa e o empurrar para a parede, os dedos quentes do moreno removiam a fivela de seu cinto enquanto sua boca passeava por sobre o pescoço alvo do menor, Kyungsoo sentia seus pelos se eriçarem. Jongin o virou de costas assim que o cinto caiu no chão e prensou seu tronco na parede fria, o Do arfou ao sentir as mãos do Kim dentro de sua calça.
— Jongin... — a fala morreu, Kyungsoo nem sequer lembrava do que iria dizer.
Jongin não se cansava de olhar aquela marca posta sobre o pescoço do menor, o símbolo daquilo que haveria de ser eterno, a demonstração do que Kyungsoo era para si. Kyungsoo era seu, hoje e sempre. O menor se virou para ele, buscando seus lábios e recebendo um beijo calmo e lento em troca. Os beijos de Jongin sempre seriam os melhores de sua vida.
Impulsionou seu corpo para cima para conseguir se agarrar ao corpo do mais alto, que o recebeu seu colo e passou a caminhar em direção ao quarto. O deixou sentado sobre a cama, e Kyungsoo não conseguiu tirar os olhos de seu alfa enquanto mesmo tirava a própria camisa. Não se cansaria de olhar aquele corpo perfeito nunca. Jongin ficou de joelhos ao lado da cama, daquele ângulo ambos tinham o mesmo tamanho.
Tirou a camisa do menor, que se sentia envergonhado por estar diante do Kim daquela maneira, seria a primeira vez que faria algo assim com Jongin fora do cio, agora o Kim tinha total consciência de tudo o que fazia, e se lembraria de todos os detalhes.
— Devo ter te machucado muito durante o cio. — o Kim estava sério, olhava diretamente em seus olhos — Mas Kyungsoo, eu não sou daquele jeito.
O menor sorriu, estendeu suas mãos até tocar o rosto do moreno.
— Eu sei que não é daquele jeito. — respondeu de forma calma, seus olhos brilhavam — Não se culpe mais pelo que aconteceu.
O Do não esperou pela próxima fala de Jongin, afinal, eles teriam a vida inteira para conversar. Suas mãos foram para a barra da calça do mesmo, removendo o cinto e abrindo o botão juntamente com o zíper, mas Jongin o impediu de fazer outra coisa a mais, empurrou para trás o fazendo se deitar, enfiou suas mãos por baixo do mesmo para puxar sua calça, a removendo.
E Kyungsoo se sentia ainda mais envergonhado em estar completamente nu diante do Kim. Sentiu quando a boca do mesmo envolveu seu m****o já duro, gemeu diante daquele toque tão íntimo, algo que não havia sido feito durante o cio, nem sequer imaginava o quão bom Jongin era ao fazer isso.
Seus dedos se perdiam entre os lençóis, os segurando com força para não começar a gemer de forma descontrolada, um líquido descia entre suas pernas, seu corpo já clamava para ter Jongin dentro de si, ardia o desejando cada vez mais. O maior largou seu m****o e juntos os dois se arrastaram para o meio da cama, Kyungsoo subiu sobre o corpo de seu alfa sentando sobre suas pernas, passando a puxar a calça do mesmo para baixo.
Teve que se erguer para poder tirar a calça do mesmo completamente, e agora ambos estavam empatados. Segurou com uma das mãos o m****o pulsante do maior, estava quente. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, Jongin segurou sua mão o impedindo.
— Não, você já me saciou demais, agora é a minha vez.
Ao dizer isso, o maior empurrou o corpo do ômega para o lado, o derrubando sobre o colchão, em dois movimentos já estava sobre ele. Kyungsoo estremeceu sentindo a língua do Kim descer por seus ombros e trilhar até sua barriga, um frio percorria sua espinha e estava cada vez mais ansioso.
A lubrificação natural do ômega escorria pelas pernas, ele se contorcia em desespero pelo contato. Jongin desceu suas mãos afastando as nádegas uma da outra, Kyungsoo suspirou sentindo a cabeça do m****o alheio tocar sua entrega. Seu coração estava acerelado, o rosto vermelho. E quando Jongin finalmente o penetrou, seus olhos se reviraram e sua boca soltou um gemino não autorizado.
[...]
Não foi pela luz do sol que Kyungsoo acordou, e sim pelo arrastar dos trilhos das cortinas, o Do espreguiçou-se sentindo dores pelo corpo, mas cada dorzinha daquela valia à pena, valia muito à pena. Piscou seus olhos várias vezes tentando se acostumar com a luz do dia, e seu dia não poderia ter começado com uma visão melhor, Jongin estava parado na porta que dava acesso à varanda, de costas e completamente sem roupas.
O Kim virou-se ao ouvir um barulho desconexo vir de Kyungsoo, o menor desviou seus olhos assim que o moreno se virou, estava vermelho.
— O que foi? — o Kim perguntou fingindo-se de inocente — Por que virou o rosto?
Kyungsoo continuava olhando para o outro lado, agora com ainda mais vergonha com Jongin parado ao seu lado e o rosto abaixado em sua direção.
— Você está sem roupas, Jongin.
— Você não reclamou disso ontem à noite. — Jongin sabia o quanto Kyungsoo ficava constrangido, ainda mais com sua mão descendo por seu abdômen daquela maneira tão sem vergonhada e descarada, como se o corpo do menor já fosse inteiramente sua propriedade.
O que de fato era.
— Para, Jongin, você sabe que eu ainda não me acostumei com isso.
O Kim tirou sua mão de dentro das cobertas e beijou de leve o rosto do menor, se afastando do mesmo logo m seguida. Por mais que gostasse de deixar Kyungsoo vermelho, não poderia ficar brincando com isso o tempo todo, uma hora o Do poderia se cansar e acabar em alguma briga desnecessária, ou simplesmente em um chinelo voando pela sala em direção à sua cabeça.
— O que acha de irmos buscar o Jooheon? — Jongin sugeriu enquanto vestia um roupão — Se sairmos agora ainda dá tempo de tomarmos café com a minha mãe, gostaria muito que vocês se conhecessem.
O Do sorriu, conhecer a família de Jongin já era um grande passo, e afinal, fora justamente nesse ponto que os erros do Kim começaram, e se ele queria concertar tudo de vez, precisava começar sarando a ferida que se abriu primeiro. E Kyungsoo queria conhecer a família de Jongin, saber como se comportavam, se eram tão amigáveis quanto ele, ou se eram mais daqueles riquinhos mesquinhos.
— Seria ótimo.
Depois de conseguir arrancar o envergonhado Kyungsoo da cama, ambos tomaram um banho — muito necessário — para logo em seguida irem buscar o pequeno Jooheon na casa principal dos Kim.
Era uma casa muito bonita, Kyungsoo não conseguiu deixar o queixo no lugar assim que a viu, com todo aquele espaço para correr no jardim, Jooheon deveria estar gostando muito de ficar com a avó. O carro parou bem no meio daquele jardim tão bonito, e demorou alguns segundos até que o encantado Kyungsoo saísse.
Jongin segurou sua mão enquanto caminhavam para a entrada principal, Kyungsoo se sentia protegido sempre que Jongin segurava sua mão, e agora ainda mais, pois agora Jongin era seu, e não importava mais nada, não o deixaria ficar longe, seu lobo clamava para que sempre se mantivesse ali perto.
— Tente não ficar tão amigo da minha mãe, pra ela não te roubar de mim. — esse foi o único aviso que Jongin deu ao entrarem.
— Se ela for legal nós podemos sair pra fazer compras no seu cartão qualquer dia desses. — o menor retrucou fazendo o alfa o olhar com falsa indignação.
Como o esperado, a mãe de Jongin estava tomando café sozinha na sala de jantar, e aos olhos de Kyungsoo, aquilo era comida demais para uma só pessoa, nem sequer Jooheon estava com ela. Assim que viu o filho, a mulher ficou de pé e abriu um enorme sorriso.
Veio caminhando em direção aos dois com os braços abertos, abraçando Jongin primeiro, em seguida parando diante Kyungsoo esperando que o alfa falasse alguma coisa, ou pelo menos dissesse quem é.
— Mãe, este é Do Kyungsoo, meu namorado.
Os dois ômegas presentes na sala não deixaram de sorrir ao ouvir essa informação, Kyungsoo estava feliz por Jongin finalmente anuncia-lo da maneira certa, e sua mãe por ver que seu filho havia se acertado com o pequeno ômega. Quando ela o abraçou, Kyungsoo ficou surpreso, não esperava que a mulher fosse ser tão calorosa assim com ele.
— É um prazer conhece-lo, Kyungsoo, Jongin me falou muito de você. — ela dizia enquanto os arrastava para a mesa, para que tomassem café com ela, sem perceber, ambos já estavam sentados — E realmente, você é um ômega muito bonito.
Kyungsoo não deixou de se sentir envergonhado, receber elogios nunca foi o seu forte.
— E então, quando vão se casar?
Se estivesse com alguma coisa na boca, Kyungsoo teria cuspido, a mãe de Jongin estava sendo muito apressada, m*l haviam reatado e ela já estava querendo colocar a carroça na frente dos bois. Em contrapartida o alfa parecia tão calmo e sereno como se sua mãe tivesse citado um assunto simples do dia a dia.
— Já estamos casados, praticamente. — o alfa respondeu após beber um gole do suco que havia acabado de servir — Kyungsoo já se mudou para minha casa, só precisamos fazer uns ajustes.
A mulher pareceu ficar desapontada.
— Você é muito sem graça, Jongin. — ela comentou entre um gole e outro, parecia dar uma risada chateada, dessas que você dá para não começar a tagarelar insistindo em algo.
Se o Kim tivesse parado para perguntar a Kyungsoo como se sentia sobre isso, talvez o ômega fosse falar que realmente queria se casar com ele, e ter um casamento tão bonito quanto o de Lu Han e Sehun, mas isso não se passava pela cabeça do alfa no momento, se contentaria com o que já tinha.
Precisava dar um passo de cada vez.
— Onde está o Jooheon? — o alfa perguntou mudando de assunto, o que era uma boa pergunta, já que não havia visto o menino em lugar nenhum ainda.
— Brincando no quintal com um garoto. — a avó respondeu — Uma das empregadas trouxe o filho, já que não tinha com quem deixa-lo hoje. .
Kyungsoo gostou de ouvir aquilo, já havia ouvido falar de pessoas ricas que não deixava que suas crianças brincarem com outras crianças pobres, e ver que a família de Jongin não era assim, era muito bom. Ainda demoraria muito até se familiarizar com todos, mas não deixaria nenhum detalhe passar.
— Nós vamos leva-lo pra casa, precisamos comprar algumas coisas, quebramos muita coisa durante o cio. — Kyungsoo achou essa fala muito desnecessária, encolheu seus ombros pela vergonha, não esperava que Jongin fosse falar algo assim para a própria mãe — E precisamos de comida também, além de que a mesa da cozinha está com umas manchas estranhas.
Queria morrer naquele mesmo instante.
— Jongin, você está deixando o Kyungsoo com vergonha. — finalmente uma mão ajudadora estava vindo em sua direção para salva-lo — Desculpe, meu querido, o Jongin faz essas coisas de propósito para deixar todo mundo constrangido.
— Precisamos ir, vou chamar o Jooheon.
O Kim levantou-se da cadeira e sumiu por uma das portas, deixando Kyungsoo sozinho com sua mãe. E só foi preciso a mulher ter certeza de que o alfa já estava longe o suficiente para não ouvi-los, para poder virar-se para Kyungsoo com a pergunta que queria fazer desde o momento em que colocou seus olhos nele pela primeira vez.
— Quando vai contar pra ele sobre a gravidez?
Kyungsoo se assustou ao ouvir aquilo, não esperava que ela fosse perceber assim tão rápido.
— Como percebeu?
— Antes do Jongin nascer eu era médica, além de que sou mãe, conheço o cheiro de um ômega grávido quando sinto um, quando o abracei eu senti. — ela estava séria, e Kyungsoo não sabia como interpretar essa expressão.
— Estou esperando o momento certo, nossa última briga foi por esse motivo, a única preocupação de Jongin era não ter outro filho, não sei se ele vai ficar feliz ao saber. — o Do estava triste ao tocar nesse assunto, queria ter dito a verdade logo de cara, mas se sentia acuado — A cabeça dele está tão bagunçada que nem sequer notou a diferença no meu cheiro, eu não sei o que fazer e nem quando contar.
Compadecida, a mulher segurou uma das mãos do ômega.
— Não precisa ter medo, Jongin amará seu filho da mesma forma que ama Jooheon.