Capítulo 7: O acordo (Parte 2)

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Capítulo 7: O acordo (Parte 2) Kara terminou de ler o contrato enorme e cheio de cláusulas, deixando um suspiro escapar de seus lábios chamando a atenção dos dois homens do outro lado da mesa. Eu não sei o que estou fazendo aqui! — Terminei. — Ela anunciou, com uma expressão cansada e confusa. Durante a noite a cabeça de Kara divagou sobre estar fazendo o correto, mas a parte do contrato que protegia seu pai até mesmo depois que aquela farsa acabasse a fez perder qualquer dúvida que tivesse e mesmo assim ainda um problema. — Pronta para assinar? — Marcos perguntou. — Eu não vou assinar, não agora. Os dois homens se espantaram. — O que? — Dessa vez foi Blake quem questionou. Até aquele exato momento Blake tinha feito tudo do seu jeito, e Kara não gostava daquilo. Ela queria mostrar que o controle seria dividido, que também teria suas próprias cláusulas de comprometimento. Ela não era boba, havia notado a futilidade nas atitudes do loiro e casualmente estava se aproveitando disso, mesmo que não por iniciativa própria. — Preciso fazer uma avaliação nessas cláusulas, e também, não falamos sobre a questão da gravidez. Por exemplo, você me dá uma estimativa de três meses para engravidar, ou o valor não será pago. Quem você pensa que é? Deus? Marcos se segurou para não rir. Como amigo de infância de Blake, ele sabia da dificuldade do amigo em ouvir respostas que não eram favoráveis a ele e aos planos dele. Na realidade, ele achava graça, porque seria a primeira vez que Blake teria que lidar com uma mulher que não estava disposta a fazer tudo por ele sem questionar. Assistir aquele casamento seria muito divertido. — É justo que você adicione as suas cláusulas, mas sobre a estimativa da gravidez, não haverá discussões. São três meses e não aceito algo diferente disso. — Blake disse como se não tivesse se sentido afetado pelas palavras da morena. Kara gargalhou friamente. — Isso não é discutível, não é mesmo? Então também terei algo nas minhas cláusulas da qual você não poderá discordar? Ou só é válido para você, todo poderoso? A ironia na voz dela era como uma adaga afiada. Cada palavra parecia rasgar um pedaço da pele de Blake. Ela não era uma garota frágil. Não se parecia nem um pouco com a garota que ele salvou do estacionamento há alguns dias. — Diga o que você quer e não irei me opor. Kara não esperava por aquilo. Não esperava que ele aceitasse tão depressa. Ela não sabia o que pediria. — Certo, enviarei para o seu advogado. Aquela reunião havia se prolongado por tempo demais e apesar de Marcos estar se divertindo, havia muito o que ser feito em pouco tempo. Ele chamou a atenção dos dois, acabando com a tensão presente nos centímetros de distância que os separava. O advogado explicou para os dois tudo que era necessário para a união legal e também lhes mostrou a história criada sobre o relacionamento dos dois antes do noivado que seria anunciado à imprensa em alguns dias. — Isso é sério? — Kara não conseguiu se segurar antes de começar a rir. Marcos não entendeu o que era tão engraçado. — Isso é ridículo, parece o roteiro de uma comédia romântica r**m. A menos, é claro, que o ator principal seja o Adam Sandler. Ele consegue fazer qualquer filme r**m ser ótimo. — Ela continuava rindo. Blake olhou sério para Marcos. — O que é isso? É uma história ridícula! — Não me olhem assim. Nova Iorque adora esse tipo de história de amor, não é minha culpa que as pessoas querem acreditar em histórias de amor impossível… Depois de alguns longos minutos discutindo e algumas breves adaptações no roteiro fantasioso, eles assinaram um acordo de confidencialidade. — Marcos, talvez você tenha que fazer um outro contrato de confidencialidade. — Kara comentou de uma forma inocente. Os dois homens olharam com surpresa para ele, Marcos sem entender o pedido e Blake sentindo-se incomodado com a i********e de Kara com seu amigo. — Você contou para alguém? Blake foi o primeiro a se recompor e questionar. — Contei para minha amiga Chloe, ela me aconselhou a aceitar. — explicou. °°° Quando Melvin viu Blake entrar em sua sala não escondeu o sorriso. Blake teve sua fase de badboy e isso aconteceu porque era uma adolecente rebelde e também porque conheceu Melvin Petterson, que foi o seu traficante até a faculdade. O problema é que Melvin viu uma oportunidade e decidiu chantagear o pai dele, dizendo que Blake tinha uma dívida enorme com ele. Mas não conseguiu nada. Blake estava na faculdade e continuava imaturo e para pagar suas dívidas decidiu que iria traficar para Melvin. Ele esteve em todas as festas de fraternidade. Era um garoto imaturo e egoísta. E graças as drogas que ele estava vendendo, uma garota acabou morrendo no campus depois de uma overdose. Quando Malvin não conseguiu nada com Robert, chantageou a mãe de Blake, que ao descobrir da morte no campus entregou o dinheiro para o traficante. — Jogos, Melvin? — Meu velho amigo! Sente-se. Blake via a falsidade na face do maldito a sua frente. — Não será necessário, o que tenho para dizer é rápido. Blake parou de falar e observou todo o local. Era imundo e o mofo era notável em todas as paredes. — Um chiqueiro, para um porco… — comentou com um sorriso fraco. — O que é isso, Blake? Veio no meu escritório para me insultar? — Não se dê tanta importância, vim aqui por causa de Donald Williams. Melvin sorriu novamente, ele acreditava que aquilo seria divertido. Ele acreditava que voltar a negociar com Blake Coleman seria a forma de tornar seus negócios grandiosos, m*l sabia ele o que estava por vir.
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