"Eu tenho que confessar que minha solidão
Está me matando agora
Você não sabe que eu ainda acredito
Que você vai estar aqui "
(Baby One More Time - Britney Spears)
Depois de atender mais alguns clientes e revisões, Max pegou sua maleta e saiu. Não teria tempo de passar em casa, ou pior, talvez não conseguisse uma boa desculpa. Stephen, seu melhor e único amigo, estava viajando e Agatha sabia disso, fato que não o permitia dizer que sairia com algum amigo, então seria melhor ir direto do trabalho.
Para chegar no restaurante, começou a se distrair com o menu. Mas quando reconheceu os passos firmes do salto de Bianca, rapidamente abaixou o cardápio, para dar de cara com uma mulher que usava um vestido preto colado ao corpo na altura do joelho. Bianca sentou-se de frente para ele, mantendo o olhar fixo nos olhos de Max e sorrindo singelamente.
- Oi Max.
Ele fixou os olhos no decote generoso do vestido de Bianca, e precisou se esforçar para mudar a direção de seu olhar.
- Minha nova cor preferida é preto, com certeza.
Bianca riu, observando o modo como ele praticamente babava.
- E qual era sua cor preferida antes, senhor Williams?
- Branco.
Respondeu estático. Ele parecia um adolescente que estava vendo s***s, fartos e belos, pela primeira vez.
- É uma troca interessante.
Ela ergueu o cardápio e começou a lê-lo, impossibilitando a visão de Max. Ele piscou rapidamente e voltou a ler o cardápio, com um sorriso em seu rosto. Jamais imaginou que ficaria tão encantado por uma mulher como estava. Agatha era belíssima, isso era inegável, mas Bianca tinha um ar de superioridade e reconhecimento de sua própria magnitude que sua mulher não tinha.
- Quero um Pétrus para acompanhar o prato da casa.
O garçom anotou e se retirou. Max deslizou o braço pela mesa e segurou a mão de Bianca, encarando-a. Bianca recuou a mão que estava sobre a mesa e limpou a garanta.
— Então, como resolvemos isso?
Max recuou e respirou fundo. Assim que o garçom terminou de servir as taças de vinho, Max levou a bebida até os lábios e tomou um gole da mesma.
— É muito simples. Eu e você temos uma sintonia incrível, e eu notei isso assim que a vi entrando em minha sala. Você está se divorciando e como já disse, minha esposa é tola e jamais descobrirá algo, mesmo que esteja acontecendo bem debaixo de seu nariz.
— Não sei se posso fazer isso.
Bianca abaixou o olhar, pensativa. Ela era a mulher que havia sido traída, e não desejava essa sensação para ninguém. Tinha suas próprias necessidades, é claro, mas não conseguiria dormir bem quando colocasse a cabeça no travesseiro, não mais. Entretanto, ela conhecia bem a reputação de Max, e sabia que essa não era a primeira vez que traía sua esposa.
— Olhe para mim, por favor.
Pediu Max, olhando-a com firmeza. Bianca respirou fundo e o olhou. Por mais superior que fosse, sentia um leve incômodo por estar nessa situação. Escolher entre seus princípios e o desejo de seu corpo.
— Deixe o desejo tomar conta de suas ações, uma única vez em sua vida.
Ele estendeu o braço e deixou sua mão a espera.
— Seremos bons amantes enquanto houver desejo, lhe garanto. Se eu sentir qualquer ameaça, ou se achar que não pode mais, eu a deixo. Mas a única coisa que lhe peço é para aproveitar o momento.
Ela olhou para a mão de Max e respirou fundo. O que iria perder? Talvez algumas noites em claro? Se remoendo e com receio de ser descoberta? Bem, poderia lidar com isso, se ao menos uma vez na vida pudesse ter a sensação de ser querida e amada de verdade, mesmo que por pouco tempo, e da maneira mais incorreta que uma demonstração de amor pode lhes dar. Com um sorriso fraco, e sua mente martelando para sair dali o mais rápido possível, ela colocou a mão dela sobre a dele. Que fosse para o inferno as consequências.
Max a segurou e sorriu vitorioso. Ele sempre foi bom em conseguir convencer as pessoas. E não tinha dúvidas de que sairia tudo como sempre.
O jantar seguiu tranquilo. Max a entreteve com assuntos triviais e depois a levou para um de seus lofts. Tinha apenas dois, um alugado e aquele, onde geralmente usava para quando queria ficar totalmente sozinho.
— É aqui que traz suas amantes?
Perguntou ela, adentrando o lugar e observando a discreta decoração.
— Na verdade não. Apenas uma veio aqui, as outras eu costumo levar para outros lugares.
Respondeu Max retirando seu paletó e jogando-o no sofá, para começar a tirar sua gravata.
— Então, realmente teve outras?
Questionou-o curiosa.
— Sim. Mas isso não vem ao caso.
Ele a puxou para si e a beijou com voracidade.
— E sua esposa?
Perguntou ela, parando o beijo e o olhando. Por melhor que fosse ter Max como amante, seria quase impossível esquecer que ele era casado, e que ela estava justamente se separando por causa de traições.
— Ela irá entender que meu trabalho tomou todo meu tempo.
Sorriu Max beijando-a novamente.
Agatha arrumou as roupas no closet e deixou toda a casa em ordem. Ela chegara de tarde em casa depois da saída com Madeleine e Julia, mas tinha disposição suficiente para uma maratona. O jantar estava pronto às 19:00, e ela aguardou a volta de Max no sofá da sala.
Quase duas horas depois Agatha estava a andar de um lado para o outro enquanto ruía as unhas. Max raramente chegava atrasado. Pelo menos não sem avisar. E ela começava a ficar preocupada.
Será que tinha acontecido algum acidente? Ou foram tantas reuniões que ele não se dera conta do tempo? Ela respirou fundo, angustiada, e pegou o telefone, ligou para Max e todas as chamadas caíram na caixa postal. Não lhe restou outra alternativa a não ser ligar para o telefone pessoal da secretaria de Max.
— Senhora Williams?
— Oi Ava. O Max estava no escritório quando você saiu?
— Não, ele saiu minutos antes. Pouco depois das 18:00. Ele ainda não chegou?
— Não, será que aconteceu algo?
— Acho que não. Ele ia ter um encontro com uma nova cliente quando saiu, ainda devem estar conversando.
Agatha sentiu uma leve pontada de ciúme apertar seu peito. Uma cliente a esta hora? Ele poderia ao menos ter ligado para avisar.
Ela balançou a cabeça e suspirou.
— Tudo bem, irei aguardá-lo, obrigada Ava.
Ela desligou e sentou no sofá. Uma cliente... Obviamente que essa não era a primeira vez, mas ele sempre dava algum jeito de avisá-la. O que Agatha não sabia era que Max estava tão encantado por Bianca que se quer preocupava-se em arranjar uma boa desculpa para ela.
Agatha andou por toda a casa até se cansar e acabar sentando na poltrona da sala. Ela tentou ler, mas sua mente estava focada demais em Max para conseguir se concentrar na leitura. Durante horas, variados pensamentos perturbaram a mente de Agatha. Ela não sabia o que fazer ou pensar. Seu marido jamais fizera algo similar. Já passavam das 5 da manhã. Algumas reuniões costumavam ser mais demoradas do que outras, mas desta vez ele tinha sido muito imprudente.
Quando ele chegou em casa, o sol batia forte nas janelas de Mogno enquanto Agatha estava dormindo no sofá. Ele a viu e sentiu um sentimento de arrependimento tomar conta de seu corpo. Ela parecia tão cansada. Devia ter virado a noite a sua espera. Mas nem mesmo esse nobre sentimento foi capaz de vencer seu desejo e passou longe de qualquer ideia sobre parar com suas traições.
Ao dar o primeiro passo para se dirigir as escadas, ouviu a voz de sua esposa impetuosa questionar:
— Aonde você estava, Max?
Ele engoliu em seco e a se virou para ela. Agatha encarava-o seriamente. Mesmo com as olheiras terríveis pelas horas perdidas, e o cabelo desgrenhado, ela mantinha a impassibilidade e ansiava por respostas. Ele não se lembrava de ver uma expressão tão séria numa pessoa que acabara de despertar. Max caminhou vagarosamente até ela.
— Desculpe meu amor, eu fechei um contrato importante com um cliente e fui festejar com os colegas, acabei perdendo o horário.
— Cliente? Festejar Max?
Ela se levantou cruzando os braços. Apesar de estar com a aparência cansada, Agatha não perdia a postura e a beleza que tinha.
— Desde quando Max Williams festeja com colegas?
Max engoliu em seco e olhou o chão por algum tempo. Jamais pensou que sua mulher o questionaria tanto. Afinal, ele realmente não era do tipo que festejava com colegas. Mas na verdade, torcia para que ela tivesse dormido no início da noite e ele não fosse pego naquele momento. Ele era cuidadoso e esperto, mas estava falhando cada vez mais em suas jogadas e a cada dia que passava um bloquinho da sua casa parecia desaparecer. Sua casa em breve iria cair e ele não poderia fazer nada além de assistir.
— Foi, bem, foi um contrato importante. Resolvi abrir uma exceção. Qual o problema? Será que não posso beber com uns conhecidos?
— Você lembra que tem uma esposa, não é Max? Lembra que todos os dias ela cozinha para você e fica a sua espera? Lembra também que existe algo chamado aparelho celular para fazer ligações e enviar mensagem?
O advogado respirou fundo e a encarou. Enquanto transava com Bianca e dormia em seus braços não lhe ocorrera que sua esposa faria tantas perguntas ao chegar em casa. Ele realmente deveria ter pelo menos lhe telefonado, mas não pensara em nada enquanto se mantinha entregue ao prazer.
— Eu esqueci, me desculpe meu amor.
Max deu um passo a frente na tentativa de segurar as mãos de Agatha, mas ela recuou.
— Me deixa, Max. Peça desculpas quando se lembrar que tem esposa.
Agatha tentou voltar para o quarto, mas Max a puxou pelo braço. Ele passou a mão delicadamente pelo rosto macio de Agatha, olhando-a com intensidade, e a beijou. Jamais negara um beijo a Max, e com a intensidade que ele fazia, era impossível. Ela sabia, lá no fundo sabia, que ele escondia algo. Mas também conhecia seu marido. Era um homem inteligente, e se estivesse fazendo algo errado, com certeza saberia esconder. No entanto, a verdade é como o sol que, mesmo nos dias mais nublados e tempestuosos, ele sempre acaba surgindo, surpreendente e deslumbrante.
Quando ele parou o beijo, Agatha ainda mantinha os olhos fechados. Ela não queria olhar para ele. Sabia que acabaria se rendendo.
— Olhe para mim, Agatha. Por favor.
Com certa relutância, ela abriu os olhos e o encarou. Max podia sentir sua garganta se fechar ao olhar nos olhos de sua esposa. De algum modo, era como se ela soubesse de tudo, mas não conseguisse o deixar ir. E ele sentia-se culpado por não conseguir abandoná-la e nem parar de traí-la. Parecia um caos sem fim. Onde tudo era incerto.
Agatha via pena nos olhos profundos de Max. Pena e arrependimento. Pelo que? Por que? Ela tinha tanto medo de fazer as perguntas quanto das respostas.
— Eu não tinha intenção de deixar você preocupada, me desculpe. Prometo que avisarei na próxima. Tudo bem?
Na próxima... então haveria uma próxima. Uma próxima festa? Ou uma saída com uma cliente? O que de fato seria a próxima?
Madeleine e Julia tinham a alertado sobre Max estar... trabalhando demais. Passando muitas horas da noite em reuniões e jantares com clientes. Mas ela não conseguia acreditar. Sequer idealizava o pensamento de Max estar sendo infiel. Era a ideia mais absurda que ela poderia ouvir. Mas naqueles momentos... naqueles instantes, ela podia ouvir uma voz lá no fundo alertando-a, gritando que havia algo errado, no entanto, ela não conseguia ouvir. Ou não queria.
Agatha se afastou de seus braços e respirou fundo, virando-se para caminhar até as escadas.
— Tudo bem.
Ela começou a subir as escadas enquanto Max apenas a olhava. Ele sabia que ela estava magoada. Já ficara chateada com sua saída. Mas ele não era do tipo que implorava por perdão. Apenas esperava o tempo passar e tudo voltar ao normal.
— Se estiver com fome, esquente o jantar e coma.
Disse Agatha, terminando de subir as escadas.
— E você? Já comeu?
Perguntou Max, tirando seu paletó e o jogando no sofá, para em seguida desabotoar os botões dos punhos.
— Não. Estou sem fome.
Agatha caminhou até o quarto, e adentrou o mesmo, respirando profundamente. Parecia enlouquecer com tantas possibilidades. Max, seu marido devotado, estaria na verdade, traindo-a? Mentindo descaradamente e lhe enganando? E se sim, por quanto tempo? Uma semana? Um mês? Um ano?
Agatha sentou sobre a cama e suspirou. Ela não era uma jovem adolescente. Tinha mais de trinta anos. Não podia ficar se remoendo e apertando os parafusos por causa de paranoias. Não. Ela iria seguir sua vida e esquecer a ideia absurda. Se ele a tivesse traindo, ela saberia. Ou pelo menos era o que esperava.
Max respirou fundo e passou a mão em seu cabelo. Tinha que ficar mais esperto e tomar cuidado. Ela jamais poderá descobrir sobre suas puladas de cerca. Enquanto desejar ter Bianca em seus braços ele continuará, mas no dia em que isso mudar, ele tomará um jeito e irá parar de vez com tudo isso. Tentará, ao menos.
Os dias passaram rapidamente. Max chegava antes da hora em casa, apesar de não ter mais a mesma calorosa recepção de sua esposa, Agatha continuou com sua rotina normalmente. Às vezes, como de costume, pegava-se pensando em sua mãe, e em o que ela diria se soubesse a vida que sua filha levava. Não que fosse r**m, seus hobbies a mantinham bem. Ela sempre gostou de regar suas flores, ler, ouvir música, e sempre tentava se entreter da melhor forma possível. Era tudo maravilhoso na vida de Agatha, e ela não poderia reclamar disso de modo algum
Mas um dia tudo que ela conhecia mudou. Numa consulta de rotina, Agatha teve a maior surpresa de sua vida. A alegria de se tornar mãe bateu a sua porta, a realização de um grande sonho se tornando real. Ela sempre imaginava, ainda criança, contando essa novidade para sua mãe, mas conteve o pensamento, porque as lembranças de sua mãe ainda lhe doíam muito. E quanto menos estresse ela tivesse, melhor.
Quando o médico lhe deu a notícia ela m*l conteve a emoção.
— Parabéns amiga!
Julia abraçou-a fortemente.
— Ai amiga!
— Oh, desculpe.
Julia a soltou, rindo.
Agatha riu e recebeu o abraço de Madeleine, que quase chorava de emoção.
— Fico tão feliz por você, amiga.
Disse ela, segurando as mãos de Agatha. As três estavam reunidas em uma lanchonete, no bairro onde Julia morava.
— Max já sabe?
Perguntou Julia, terminando de tomar um gole do suco. Agatha desfez o sorriso, e suspirou profundamente, abaixando o olhar.
— Quase não conversamos mais. E não, ainda não contei para ele. Estou esperando o momento certo.
— Tudo bem, ele irá descobrir quando você estiver a caminho do hospital.
Comentou Madeleine. Agatha sorriu e balançou a cabeça em negação.
— Não é para tanto. É que ele está sempre ocupado. Essa notícia precisa ser dada com cuidado, não sei como ele pode reagir.
Agatha estava receosa, e isso estava estampado em seu rosto. Mas ela sabia que não podia prolongar isso. Então tomou uma decisão enquanto suas amigas pediam algo para comer; quando chegasse em casa, prepararia um jantar e daria a notícia.
— Max, por que toda vez que transamos você guarda a embalagem da c*******a no bolso?
Perguntou Bianca, intrigada com a atitude do empresário. Ela estava deitada sobre a cama ,com apenas um fino lençol cobrindo seu corpo.
— Eu tenho uma coleção...
Respondeu Max, sem jeito. Era constrangedor contar isso para as pessoas. Não é algo que se espera ouvir de uma pessoa, ainda mais sendo Max Williams.
— Você o quê? Coleciona isso? É sério?
Bianca riu após vê-lo assentir com a cabeça. Era no mínimo, inusitado, em sua opinião.
— Cada um com seus gostos.
Ela disse após se levantar e começar a vestir sua roupa.
— Sim, bom que pensa isso.
— Quando tem muitas, você faz o quê?
— Guardo em outro lugar, ainda mais reservado.
Respondeu ele, colocando o paletó e ajeitando-o. Todo mundo tem uma mania, sua mulher por exemplo, adorava regar plantas e roer as unhas, e Bianca, bem, ele reparou que ela estava sempre se maquiando e que nenhum homem deve ter tido a oportunidade de vê-la ao modo natural.
— Uau! Onde as guarda? Em casa é que não deve ser.
— No meu escritório. Tenho uma gaveta apenas para elas.
Ela apenas riu e foi se arrumar. Quando ele terminou de vestir-se por completo, Bianca estava justamente, passando o rímel em seus cílios, e Max a agarrou por trás e deu-lhe um beijo em seu pescoço.
— Não posso errar, Max!
Ele riu, a olhando através do espelho, e a soltou. Achava, de certo modo, uma bobagem a maioria das mulheres se preocuparem tanto com isso. Muitas mulheres ficavam mais lindas naturalmente, e a sua era um perfeito exemplo.
Após ficarem prontos, Bianca saiu na frente para minutos depois Max sair do loft. Apesar de nem sempre dar certo, era a melhor forma de não serem vistos juntos.
Em uma noite fria, Agatha resolveu preparar o jantar para dar a notícia. O estômago, antes revirado, se embrulhou ainda mais quando ela ouviu o som do motor do carro.
Ela usava um vestido rosa tomara que caía e uma pequena sapatilha, já que salto lhe deixava mais alta do que Max, por terem apenas um centímetro de diferença.
A mesa estava especialmente a postos, incluindo velas aromáticas, talheres especiais e um pouco de música, dando uma atmosfera mais romântica ao ambiente.
Max adentrou sua casa e, ignorando o som de música de fundo, subiu as escadas. Agatha ouviu os passos dele e caminhou até lá.
— Max! Eu preparei um jantar, não vem comer?
— Estou sem fome.
— Eu preciso te contar uma coisa.
Agatha começou a subir as escadas atrás dele.
Max parecia um zumbi. Como se nada mais em sua casa fosse importante. Ele tivera mais um dia cheio de reuniões, e antes de voltar para casa, se aninhou aos braços de Bianca. Desejava apenas chegar em casa e dormir até não poder mais. A última coisa da qual precisava era de sua mulher aos seus pés, implorando atenção.
— Apenas quero dormir Agatha.
— Eu estou grávida, Max.
Agatha soltou a bomba, travando o pé de Max em um degrau da escada. Ela não sabia se aquela era a melhor forma de contar o que precisava, mas foi o único jeito que encontrou, levando em consideração que Max m*l conversava nos últimos dias ou sequer lhe dava alguma atenção. Talvez, aquilo o fizesse mudar. O transformasse no homem bondoso, atencioso e charmoso que sempre fora. Era no que seu coração, sofrido e abandonado, preferia acreditar.