Capítulo 5: Cuidados

3206 Palavras
“Você costumava dizer que me amava O que aconteceu, o que aconteceu? … Você diz que estou louca e que não tem nada de errado Você está mentindo e você sabe que eu sei ” (Ame-me ou deixe-me - Little Mix) Agatha estava ansiosa para outro pré-natal com quase quatro meses de gravidez. Ela preferiu ignorar a conversa de Max ao telefone semanas atrás. Ela não tinha janela para obter as respostas que precisava, e não sabia como reagiria a elas. A última coisa da qual gostaria era colocar sua gravidez em risco. Por enquanto, se exaltar e discutir com Max não estava em seus planos. Ao terminar de preparar o café da manhã do marido, o avisou do exame, e ele prometera que iria. Mas quando chegou às 15:00, Agatha foi chamada e adentrou ao lado de Stephen, que acompanhou-a em todo o tempo. Sem sinal de Max. Nenhuma mensagem e nenhuma ligação. Nada além do vazio que existia entre eles, visto até mesmo da cama. - Parabéns papai, é uma linda menina. Disse a médica. Agatha estava tão radiante que não notou que a médica havia incluído Stephen no quesito "papai". Lágrimas escorriam ao ouvir os batimentos cardíacos de sua filha. Era uma felicidade sem tamanho. E nada a deixou mais ansiosa do que a vontade de pegar sua filha nos braços. De olhar para os olhos de pequeninos. Segurar os dedos minúsculos entre os seus. Tamanha era a alegria de Agatha naquele momento. A realização de um sonho. Um sonho que ela idealizou viver ao lado do homem que amava. No entanto... - Será uma menina tão linda quanto a mãe. Comentou Stephen, sorridente. Agatha o olhou sorrindo, e enxugou uma lágrima que escorria pelo rosto dele. - Obrigada por estar comigo. - Sempre estarei aqui ... Ele segurou a mão dela e beijou as costas da mesma em um gesto puro de amor e carinho. Eles voltaram para casa e Agatha não conseguia estar mais radiante. Quando sentou-se no sofá da sala, percebeu que Max ainda não tinha chegado. O brilho que a envolvia foi lentamente se apagando quando seu marido veio à mente. — Ele não atende. Comentou Agatha, após ligar diversas vezes para o celular do marido. Respirou fundo e olhou para Stephen. — Queria comer biscoito com iogurte, você pode comprar para mim? — Claro, volto já. Stephen pegou sua carteira e saiu de casa apressado. Max estava sendo o pior dos irresponsáveis. Certamente estava se divertindo com sua nova amante enquanto sua mulher tinha desejos incontroláveis. Stephen nunca quis tanto ter atendido àquele telefonema que o levou ali. Mais do que nunca ela precisava de alguém ao seu lado e a pessoa que ela havia escolhido para esses momentos estava falhando miseravelmente. — Ah Max, você me faz perder o juízo! Bianca ria alegremente nos braços de Max, depois de fazerem inúmeras posições e experimentarem o mais profundo e prolongado o*****o. Ela ainda tinha péssimas noites de vez em quando, mas aqueles momentos valiam a pena. Valiam muito a pena. Bianca colocou o queixo no peito dele, enquanto ele acariciava seu cabelo. — Em falar nisso, novidades sobre a investigação? Max deu um suspiro. Não gostava muito de falar sobre trabalho enquanto estava em um momento íntimo. Então levantou e começou a se vestir, afinal já passara da hora. — Sim, o detetive me enviou algumas fotos, mas ele me entregará amanhã pessoalmente os vídeos, áudios, fotos e tudo o que tiver das traições de seu marido. Você sairá rica desse divórcio. — Quero vê-lo sem nada, por tudo que me fez. E ainda será pouco. A consciência de Max pesava toda vez que a ouvia falando assim. Imaginava Agatha descobrindo tudo e querendo depená-lo. E seria justo. Pois ele a trai desde o início do segundo ano de casados. Por um tempo achou que isso era algum tipo de doença, talvez isso o livrasse da culpa, mas a verdade era que ele era o único responsável pelos seus atos. Impulsivos, na maioria das vezes, mas não deixava de ser ele. Quando terminou de colocar a calça, e a camisa social, observou Bianca se levantar nua e caminhar até o banheiro. — Às vezes penso que, por mais que goste de bebês, agradeço aos céus por não ter ficado grávida daquele homem. Os sentidos de Max o despertaram. Ele olhou no relógio, mas já era tarde. Perdera o pré-natal do bebê. E mais uma vez Agatha ficaria magoada, e com razão. Apressou-se em se vestir e saiu quase que correndo do loft. Stephen voltou com o biscoito e uma placa de iogurte. Ele sentou ao lado de Agatha e a observou mergulhar o biscoito no iogurte, para em seguida comê-lo. — Vi a Julia fazendo isso uma vez. Inicialmente achei nojento, mas agora comendo, digo que é uma delícia. Comentou ela, toda melada de iogurte. Stephen riu, olhando-a, e acabou comendo junto. Ao terminar, Agatha ainda estava preocupada. Então pegou o telefone e ligou para o escritório. — Escritório de Advogacia Aguilar, o que deseja? — Ava, sou eu, Max já saiu daí? — Senhora Rodríguez! O senhor Williams saiu durante o almoço e não voltou. — Será que algo aconteceu? Perguntou, sentindo seu peito apertar. Mesmo Max tratando-a com indiferença, ela não deixara de amá-lo e se preocupar em nenhum instante. — Não faço ideia, senhora Rodríguez. Mas notícia r**m chega logo. Já saberíamos se algo tivesse acontecido. Ele deve ter encontrado algum cliente e perdeu o horário ou coisa assim. — Entendi, obrigada Ava. Ela desligou frustrada. Stephen imaginava bem onde ele estava, e sentia uma raiva crescente em seu peito por ver a lágrima que escorreu pelo rosto de Agatha. Uma raiva por Max fazê-la sofrer e por ele precisar esconder a razão daquele sofrimento. — Não chore... Pediu ele, secando a lágrima inutilmente, já que outras desciam rapidamente. — Será, Stephen? Será que Max está me traindo? Ele engoliu em seco, sem conseguir dizer qualquer coisa. Lhe doía na alma ter que esconder a verdade. Mas prometera a ele que jamais contaria. E Stephen não quebrava promessas. Pelo menos, ainda acreditava que Max seria sensato o suficiente para parar com essa loucura antes que fosse tarde e ele tivesse que contar. Max chegou segundos depois. Ela rapidamente enxugou as lágrimas e se levantou para olhá-lo. — Max! Aonde estava? — No trabalho, eu acabei ficando até tarde e... — Não minta. Eu sei que saiu na hora do almoço. Ele suspirou e deu de ombros, como se simplesmente não se importasse se ela soubesse ou não, já que não fazia questão alguma de inventar uma desculpa descente. — Isso importa mesmo? Ele deu um sorriso banal para ela. Tudo parecia um jogo para ele, pensou Agatha. — Estou cansado, preciso subir. — Não Max, preciso saber, está me traindo? Perguntou, olhando-o caminhar até as escadas. Não aguentava mais. A pergunta estava presa em sua garganta há tempo demais. Ela não poderia postergar mais um segundo. E queria respostas. Ainda temia, mas tinha de tê-las. Ele colocou o pé no primeiro degrau da escada e se virou para encará-la. — Acho que os hormônios da gravidez estão afetando seu cérebro, meu amor. — Está, ou não está? — Não! Você está ficando louca se pensa que estou te traindo. — Acredite, estou bem lúcida. — Não é o que parece. Max respirou fundo e voltou a subir as escadas. Agatha estava ficando cada vez mais cansada disso. Cansada de não saber o que acontecia entre eles, cansada da rejeição, cansada da dor e cansada de ficar cansada. Com exceção do momento do pré-natal, fazia meses que não sabia o que era ter uma alegria e plenitude a preenchendo. E ainda sim, o único momento que teve, foi tão breve que ela m*l pode aproveitá-lo. Stephen foi até ela e ajudou-a a se sentar. Ela parecia ficar mais fraca a cada briga. Max adentrou seu quarto e respirou fundo. A cada dia, Agatha parecia chegar perto da verdade. E ele nem mesmo conseguia persuadi-la. Ela se afastava sempre que ele chegava perto. E mesmo tentando ficar acordado para esperá-la, acabava dormindo antes. Usava sua energia para o trabalho ou para Bianca. Quando não era uma coisa, era outra. — Está tudo bem? Perguntou Stephen, ao trazer uma xícara do chá recomendado pela médica de Agatha e observá-la fazendo expressões de dor. — Sim, apenas um pouco de dor de cabeça, nada demais. Ela pegou a xícara e bebericou o líquido. — Não seria mais recomendável procurar um médico? — Não é nada grave, não se preocupe. Stephen assentiu hesitante, e tomou o chá. Agatha notara a crescente preocupação dele com ela. Desde que chegara, na verdade. Era algo que ela não esperava dele, pelo seu jeito de viver. Ele mais parecia um daqueles homens bonitos que curtem a vida e não se preocupam com nada. Entretanto, vira um lado mais cuidadoso em Stephen ultimamente. Cuidado esse que não recebia de seu marido. E ela sentia-se bem por ter chamado-o. E com sorte de tê-lo como amigo. Agatha não conseguiu dormir no quarto. Quando Stephen subiu, disse que ficaria apenas uns minutos a mais refletindo, mas acabou por dormir ali mesmo. Não devia ser bom para suas costas, mas ela não conseguia caminhar até o quarto e encontrar o homem de sua vida deitado na cama dormindo tranquilamente como se nada estivesse acontecendo. Dormiu com a companhia das lágrimas que molhavam seu rosto. Stephen levantou de madrugada para beber água e a viu no sofá. Seu coração pareceu se encolher com a cena que presenciou. Ela estava deitada dormindo, com a mão na barriga e o rosto sereno e levemente vermelho. Certamente estivera chorando, concluiu ele. Ele se agachou diante dela e acariciou seus cabelos. A sensação de tocá-la era indescritível. Ele sorriu observando-a dormir e respirou fundo. — Agatha, precisa ir para seu quarto. Stephen chamou, passando a mão por seu rosto. Não podia deixá-la dormir ali. Seria desconfortável demais. Ela ainda não tinha acordado. — Vamos Agatha, acorde, não pode dormir aqui. Ele balançou seu ombro de leve. — Humm, o quê? — Precisa ir para seu quarto. Não pode dormir nesse sofá. Vai acabar com suas costas. — Não, não quero encontrar o Max lá. Disse ainda com os olhos fechados. Stephen a observou e a pegou em seus braços cuidadosamente. — Stephen! Agatha despertou sentindo os braços fortes ao redor de seu corpo erguê-la. — O que está fazendo? Indagou, olhando-o de olhos arregalados, surpresa. — Te levando para dormir. Respondeu, caminhando até a escada. — Não quero ir para meu quarto. — E quem disse que estou te levando para lá? Ele sorriu e subiu os degraus da escada. Agatha balançou a cabeça e soltou um pesado suspiro, repousando sua cabeça no ombro de Stephen. Ele adentrou em seu quarto e a pôs na cama, cobrindo-a logo em seguida. — Não precisava. Não sou uma criança, sabe. Stephen se sentou ao seu lado e sorriu observando-a. — Ás vezes é teimosa como uma. Aqui não é mais confortável que o sofá? — Onde irá dormir? — Bem, o chão daqui é mais confortável, e com alguns lençóis... — Não, vai dormir comigo. — O quê? O coração de Stephen congelou com o pedido. Ele não saberia se comportar se ficasse com o corpo tão perto ao dela. — Você ouviu. O Max não vai se importar mesmo... e não posso te deixar dormir no chão. Se não dormir aqui, eu volto pro sofá. Ele suspirou derrotado, e sorriu, olhando-a. Agatha sempre acabava conseguindo o que queria. — Está bem. Você sabe negociar. Ela sorriu vitoriosa e ajeitou-se na cama. Stephen deitou ao seu lado e prendeu a respiração. Ele não dividia sua cama com alguém há muito tempo. E sendo esse alguém Agatha Rodríguez seria muito mais difícil. — Está com medo de mim Stephen? Perguntou ela vendo que ele estava praticamente na ponta da cama, e que havia um enorme espaço vazio entre eles. Ele não a temia, mas sim a proximidade. Aquilo iria acabar com ele. Sentir o cheiro tão de perto, ver a pele macia, o calor humano de Agatha não iria permitir que ele dormisse tão cedo. Essa noite a fábrica de sonhos iria trabalhar mais do que deveria. — Não, só, só não quero te deixar sufocada ou parecer muito abusado. — Deixe de bobagens. Somos amigos há mais tempo do que eu sou casada. E não seria a primeira vez que dormimos juntos. Stephen permitiu-se sorrir e lembrar-se um pouco. — Aquela noite foi bem louca. Mas tinha a Julia dormindo na cama com a gente. Não era apenas você, casada e grávida e eu. Agatha o puxou até o meio da cama e o olhou sorrindo. — Relaxa, tá? Não precisa ficar preocupado. Estou ótima aqui. E a menos que seja muito desconfortável para você, eu tenho certeza que vai dormir muito melhor do que no chão. Ela sorriu gentilmente e se virou para finalmente voltar a dormir. Quando Stephen notou que ela dormia pesadamente, soltou sua respiração. Era difícil estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Ele não entendia como Max desejava outras mulheres tendo Agatha ao seu lado. Ele balançou a cabeça e respirou fundo. Não podia pensar nisso estando ao lado dela. Estava fazendo o seu melhor para ajudá-la. E essa não era a hora certa de pensar em um futuro ao lado dela. Duvidava muito que Agatha conseguisse pensar em um futuro que não fosse com Max. E se agarrar a uma esperança tola de que eles se separem e ela resolva, um tempo depois, dar uma chance a ele, só magoaria mais seu coração. Ela terá um filho com Max Williams, e isso os unirá até o fim de seus dias. Mesmo que ela descubra tudo, eles ainda serão ligados pela criança que nascerá. E ele não tem direito de tentar nada. Afinal, Agatha ainda ama o marido. Enquanto houver apenas desconfianças Max não irá parar. Talvez esteja na hora de Stephen tomar uma atitude. Quando o bebê nascer, irá revelar quem Max Williams é de verdade. Não importa o quão amigos são, ele não pode continuar escondendo a verdade, e muito menos mentindo para quem ama. E não importava se ela iria ficar chateada com ele, se talvez o quisesse longe por ter mentido e compactuado com as traições de Max, ele tinha de contar. Não podia permitir que Agatha ficasse no escuro, enfrentando os problemas sozinha e ainda tentando decifrar porque seu marido não era presente em casa e parecia cada vez mais distante da família. Ela não tinha de enlouquecer pensando se Max estava ou não a traindo quando ele tinha a resposta para aquelas perguntas. Max acordou lentamente e se assustou quando percebeu um lado da cama intacto. Onde estaria sua mulher? Levantou-se e caminhou pela casa. Quando estava voltando para seu quarto, a viu saindo rindo do quarto de Stephen. — Pare de ser assim Stephen, ninguém acorda bonita. Ele riu saindo logo atrás. — Você sim. Devia acreditar... eu não tenho porquê mentir. Agatha parou de rir ao ver Max e sentiu o corpo enrijecer. Não estava com medo da reação dele ou qualquer coisa do tipo, mas não estava preparada para olhar para ele depois da noite anterior. Stephen cruzou os braços e sorriu olhando-o. — Bom dia Max, dormiu bem? Eu dormi. Comentou caminhando e passando por ele. Max sentiu o corpo congelar. Ele não sabia o que dizer. Será que sua esposa era capaz de traí-lo? Não, ele a mataria se soubesse! — Por que dormiu no quarto do Stephen? — Não estava a fim de dormir no mesmo ambiente que você. Ela caminhou em direção as escadas, mas Max a segurou pelo braço e a olhou. Ela pôde ver uma chama ardente e perigosa no fundo dos olhos azuis. — Você é minha esposa, e deve dormir comigo. — Lembrou que sou sua esposa? Perguntou ela, franzindo a testa. — Não seja tão ousada, Agatha, se eu sonhar que está me traindo, não sei do que sou capaz... Ele apertou a mão em volta do braço de Agatha e ela o encarou com fúria. Um brilho reluzia em seus olhos marrons. — Não sou você, querido. Ele riu com escárnio. — Está ficando louca, se pensa isso. — Estou mesmo? Em nenhum momento Agatha desviou o olhar ou fez alguma expressão de dor pelo aperto no braço, que começava a marcar. Ela apenas observou até onde ele iria. — Solte-a. Ordenou Stephen, olhando-o. — Por que? O que fará comigo, Stephen? Ele se aproximou, encarando-o. — Olha o que você está fazendo com sua esposa. Max olhou para o braço da esposa, e o viu quase roxo de tanto que ele apertara. E ela sequer disse uma palavra sobre isso. Ele a soltou, e percebeu sua imprudência. m*l se deu conta do que estava fazendo. E quase se ajoelhou para pedir desculpas. Não era agressivo, muito menos um homem de deixar marcas em mulheres que não fosse de prazer, mas ainda sim, tinha feito aquilo. — Me perdoe, me desculpe, desculpe mesmo, eu... — Guarde suas desculpas para suas amantes. Disse Agatha, recolhendo o braço e caminhando para a cozinha. — Enlouqueceu, Max? Olha o que está fazendo com sua esposa. Esbravejou Stephen encarando-o de frente. — Eu pensei que vocês... Ele abaixou o olhar, e respirou fundo. Ele não se reconhecia mais. Era um homem diferente daquele que fizera uma promessa há alguns anos. — Não seja i****a. Ela jamais te trairia, mesmo você merecendo. — E você, Stephen? Ficaria com a Agatha se pudesse? Max o encarou. Stephen engoliu em seco, e continuou encarando-o, impassível. Por um instante, parecia que a natureza estava em confronto com o mar. Os dois encaravam-se com uma expressão séria. Água e floresta. Brilhando e iluminando os mundos com todo seu poder e alvorecer. Como se estivessem prestes a entrar em uma batalha sem fim. E Stephen não fugia de uma batalha, como não temia a verdade. Pelo menos ali, contra aquele inimigo, ele não temia. — Sinceramente, meu amigo? Sim! Ela é uma mulher incrível e você é um i****a que não vê isso. Stephen colocou a mão sobre o ombro de Max e o olhou. — Eu faria de tudo por ela. Infelizmente, nem mesmo se eu pudesse dar o mundo a ela, não seria suficiente. Ela ainda ama você. Max nota o sangue ferver ao ouvir como palavras do amigo. Agora ele gosta-se traído. Como se duas facas tivessem penetrado lentamente em suas costas. - Ela é minha esposa, e você não a roubará de mim. Stephen riu, recuando um passo. - Então, pelo menos trate-a como merece, meu amigo. E pare de agir feito um b****a, e reconheça a mulher incrível com quem se casou. Antes que outro faça. Ele passou por Max e desceu para a cozinha. O ar estava mais leve, a alegria fluía por seu corpo, a consciência pesava menos, agora que Max sabia que ele amava Agatha e faria o possível para ajudá-la e protegê-la de quem quer que fosse. Dele inclusivo.
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