Helena nem sabia qual era o pior momento, se foi quando ela descobriu que se casaria com o Tenebroso, se foi quando subiu as escadas e o veria pela primeira vez ou se era agora que descia as escadas, sabendo que era esposa daquele homem e que iria pra algum lugar com ele, lugar este que ela não fazia ideia de onde era.
Mas ela ficou com a terceira opção, nada a preparou para aquele momento.
Um soldado se aproximou para colocar as coisas de Helena que estavam no carro que sua mãe usava, na caminhonete de Rocco, mas Rocco não permitiu.
__ Eu carrego as coisas da minha mulher.
O soldado se retirou, conhecia Rocco mais que o desejado, Rocco o havia treinado e ninguém que passou pelas mãos de Rocco em um treinamento, o esquecia.
O soldado teve pena se Helena.
A palavra minha mulher soava na voz grossa de Rocco, como alguém nada satisfeito com a situação, no entanto alguém muito possessivo.
Helena e a mãe se despediram.
Helena não chorou na frente da mãe, ela foi forte mais uma vez, não queria deixar a mãe ainda mais preocupada com ela.
Helena entrou no carro, Rocco abriu a porta pra ela, não tinha muito contato com o mundo das mulheres e nem sabia como as tratar, na verdade nem queria contato e nem queria aprender como tratar bem uma mulher, mas viu um homem abrindo a porta de uma jovem em algum momento e pensou que deveria fazer o mesmo.
Quando ele deu a volta para entrar no carro, a mãe de Helena segurou em seu braço.
A mulher se chamava Nora, e Rocco fechou os olhos mais uma vez.
__ Não vá por este caminho, solte meu braço.
Ela soltou, mas implorou pela vida da filha.
__ Cuide da minha menina.
Rocco teve vontade de dizer que Helena nem era sua filha biológica, mas preferiu evitar a ofensa, não porque se importava, mas porque Nora parecia com alguém familiar.
__ Senhora, sou sim um monstr0 ou pior que isso, não faço jus do nome coração Tenebroso porque não tenho um, mas tem minha palavra que não machucarei sua filha, no nosso mundo, uma palavra vale muito.
Homens não voltavam atrás de suas palavras.
Helena tremia e suava ao mesmo tempo.
Mas a mãe dela, voltou pra casa aliviada e também teve a sensação que conhecia Rocco de algum lugar, só não sabia de onde.
Rocco deu partida no carro, fazia mais de vinte minutos que dentro do carro era silêncio total.
Até que Helena quebrou o silencioso, ela gostava de conversar e não conseguia ficar calada por muito tempo, Mesmo que Rocco não fosse a melhor opção para uma conversa, ela tinha mil e uma pergunta para fazer.
__ Senhor Rocco, posso fazer uma pergunta?
__ Não.
__ Credo, vou fazer mesmo Assim. Onde vamos morar?
Rocco deu um olhar pra Helena, a fazendo se arrepiar de medo.
__ Saberá moleca.
Helena ficou brava.
__ Não sou uma moleca.
__ Não sou seu senhor Helena, sou seu marido e vou te lembrar disso.
Medo, porque ele estava sempre presente? essa era a pergunta que Helena se fazia.
Helena conhecia o condomínio da máfia, sabia que ali ficavam os soldados mais qualificados, sua família por exemplo, andaram naquele lugar pouquíssimas vezes.
__ Vamos morar no condomínio? é isso? é bonito aqui e...
Ele a interrompeu porque queria que Helena ficasse calada.
__ Não.
Helena tirou as próprias conclusões.
__ Ótimo, uma tagarela com um monossilábico.
Ela pensou alto e falou também.
Helena era chamada pelos pais de tagarela, justamente por não ficar muito tempo sem falar.
Quando entraram no condomínio, Helena percebeu que os soldados cumprimentaram Rocco como uma autoridade maior que eles, mas que Rocco não devolveu o cumprimento.
__ Nossa que m*l educado.
E lá estava ela, pensando e falando novamente alto.
Rocco parou o carro em frente ao apartamento que era dele.
Desceu e mais uma vez abriu a porta do carro, ajudando Helena.
__ Pegue somente o necessário para uma noite.
__ Sim senhor Rocco.
Era uma provocação e Rocco sabia
Helena pegou uma pequena bolsa, somente com o essencial
Chegaram no apartamento, era grande e bonito, mas Helena achou péssima a decoração, sem vida e sem luz.
__ Posso abrir as janelas?
Ela perguntou.
__ Não.
__ Vou tomar um banho então.
__ Não precisa Helena.
__ Porque?
Ela nem queria saber a resposta, mas sua mania de não ficar calada, a colocava em confusão.
__ Será rápido, depois toma seu banho.
__ Rocco?
Eles estavam na sala e Rocco a arrastou para o quatro, tinha lençóis brancos sobre a cama.
Era estratégico.
Helena chorava, não conseguia mais segurar as lágrimas, ela tinha feito pesquisas, sabia o que acontecia entre um homem e uma mulher na noite de núpcias, suas colegas depravadas do orfanato também tinha lhes contado.
O casamento foi no período da tarde, a noite tem tinha caído ainda.
Helena foi obrigada a se deitar.
__ Abra as pernas Helena?
__ Quê?
__ Abre as pernas caralh0.
__ Não, por favor, não, não.
Ela chorava desesperada.
E ele mesmo abriu as pernas dela bruscamente.
Helena gritava, até que viu Rocco tirar um estilete do bolso.
Ela estremeceu, naquele momento achou que ele era ainda pior que os comentários a seu respeito.
__ O que vai fazer Rocco? Vai me sodomizar? estrup0? é isso?
Ele fechou os olhos, Rocco entendia bem sobre sodomizar.
__ Fique Quieta.
Ele cortou perto da virilha dela.
Helena gritou mais uma vez, era dor em meio ao medo.
__ Sai daqui.
Ele exigiu.
__ O quê?
__ Sai daqui porr@.
Ela correu, se trancou no banheiro.
E Rocco estendeu o lençol na janela, manchado pelo sangue de Helena, os anciões mais velhos aguardavam o feito, era a prova que ela era pura, Tendo sido possuída apenas por ele e que Rocco não era um fraco.
Todos deveria ver o lençol estendido, como juramento que um homem pegando que é seu por pertencimento.
Rocco poderia partir a qualquer momento do Condomínio, a missão dada foi cumprida.
Mas Magnus não era satisfeito com as regras da máfia que foram estabelecidas por seu pai ainda quando era vivo, mas precisava mudar aos poucos, começando pelo fim dos anciões.