Cap. 04 Íris

1050 Palavras
Íris narrando Meu coração está muito acelerado! É hojee! Ai senhor, diz que é hoje! Se ele me enrolar, me levar pra um lugar diferente do que eu tô esperando, eu Eu quero muito estar com ele. Estou esperando por isso há muito tempo. Meu corpo tá em chamas só dos beijos dele, aliás, mais em chamas que o normal né, porque só de ficar perto dele, parece que a quentura que ele tem no corpo, porque ele é todo quentinho, passa pra mim, que normalmente tenho a pele mais fria. Mas do lado dele eu fico em chamas completamente, beijando ele como eu sempre ansiei então, se riscar um fósforo na minha pele eu pego fogo na mesma hora. Íris: - Morro? - perguntando estranhando o caminho Não que seja um problema, eu amo aquele lugar, tão agitado, cheio de vida e cores, claro, não é nenhum arco íris, tem pessoas com dificuldades e problemas, mas todo lugar e pessoas tem, certo? Eu certamente tenho a minha cota. Eu tava esperando um motel, sinceramente, ou o apê que eu sei que ele tem no centro, já que ele evita um pouco me levar no morro. A gente se vê bem menos do que eu gostaria, cortesia da dona Iara que embaça a minha vida até mais que a leucemia. Murilo: - Vendi aquele apartamento, vou comprar outro depois. - fico surpresa com a informação inédita Íris: - Por que? - ele dá de ombros apertando o meu joelho Murilo: - Não usava e a minha casa tá praticamente pronta no morro agora. Íris: - Ahhhh, é verdade. - ele mencionou a construção dessa casa, o desejo de ter seu próprio canto Lembro como o meu coração apertou pensando como ele poderia levar mulheres lá, mas tava mais sossegada porque ia demorar bastante a construção devido à todas as coisas que ele pediu pra fazer na casa, tá mais pra uma mansão praticamente né. Murilo me desperta um ciúmes surreal que eu me esforço pra por na cabeça que não tenho esse direito, mas ele é tão meu, não sei explicar. Pra mim já somos algo, muito mais do que amigos, porque o jeito que somos um com o outro, não somos assim com mais ninguém. A mão dele tá em contacto direto com o meu joelho, por causa da f***a do vestido. Acho que ele nem percebeu, tá fazendo de forma inconsciente, tá nervoso, ansioso, eu também estou. Internamente, tô dando graças a Deus que coloquei o conjunto de lingerie de renda branca, a calcinha fio dental. Comprei escondida, na minha última fugida ao shopping sozinha, que o meu pai conseguiu passar pano pra mim com a minha mãe, até as minhas calcinhas ela quer escolher, esquece que eu não sou mais uma menina. Inclusive, próximo passo são algumas peças de roupas mais ousadas. Agora que eu me sinto um pouco mais bonita, não preciso me tampar tanto, sou jovem. Ele sobe o morro e o meu coração volta a acelerar ansioso. Reconheço a casa quando ele para, a da familia dele, já vim algumas vezes aqui, a casa é linda e a mãe dele um amor, me trata super bem, o pai dele é engraçado e o irmão um fofo, todo galanteador pra pouca idade dele, dez aninhos. Murilo: - Espera aqui. - ele respira fundo e sai do carro, me deixando sem entender nada Os vidros do seu carro são todo escuro, ouço a trava das portas e franzo o cenho, será que ele pensa que eu vou fugir? Observo a segurança da sua casa, eles olham para o carro, mas eu sei que não podem me aqui dentro, fico esperando ele voltar, tamborilando os meus dedos na minha perna até que ele volta, os braços carregados de coisas, o porta malas se abre ele coloca tudo ali atrás, faz sinal pra eu continuar esperando e volta pra dentro da sua casa mais uma vez e eu volto a esperar. Suspiro e ele aparece uma vez lotado de coisas e depois entra no carro ligando e partindo. Olho para ele com uma sobrancelha erguida e ele apenas sorri, me fazendo sorrir também, instantaneamente. Não consigo me manter séria olhando o seu sorriso, mesmo se eu estiver com raiva dele, ele sabe como me desarmar, esse sorriso v a g a b u n d o que ele tem, de ladinho, todo sedutor, c a n a l h a.. Depois não quer que eu seja apaixonada. Aff! Depois de subir um pouco mais a rua, paramos na frente de uma grande casa e bota grande nisso. Íris: - É.. - começo admirada, mas ele me interrompe Murilo: - É! - confirma o meu pensamento, é a casa dele, ele desce e vem abrir a minha porta, um b a n d i d o cavalheiro, posso com isso, sorrio pequeno e mordo o lábio admirando ele, sentindo o seu cheiro pertinho de mim, nossa, sou muito c a d e l i n h a dele - E tu é a primeira pessoa a entrar aqui. Íris: - MENTIRA! - minha boca faz um grande 'o' Murilo: - Nem os meus pais não viram ainda, essa semana colocaram os acabamentos, chuveiros, torneiras, essas coisas. Falta só os box, instalar a banheira, e a parte da marcenaria. Ele abre o portão e subimos alguns degraus até a porta principal. Observo o corredor, o pouco que dá com a iluminação da rua. Quando ele acende as luzes da sala fico chocada como a casa é linda de morrer. O chão todo em porcelanato, o teto com gesso rebaixado e um esquema de iluminação daqueles que tu deixa do jeito que tu quiser. Íris: - Chocada! Murilo: - Pensando bem, acho melhor a gente ficar lá em casa mesmo. - fala já me puxando para a porta Íris: - Não! Nem pensar. Tô amando ser a primeira a pisar aqui. Murilo: - É mas, não tem nada aqui, meti o louco. - ele coça a cabeça sem graça Íris: - Murilo, tem tudo o que eu quero, já disse. - sorrio Ele me olha daquele jeito que eu adoro e que me derrete e eu pulo nele agarrando o seu pescoço sem dar espaço para ele pensar em mais nada.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR