Capítulo 5

1675 Palavras
— Tchau, papai. — disse Ravi assim que Lúcio o deixou na porta da escola. — Tchau, filho. — diz e vê Ravi entrando na escola de mãos dadas com a professora. Quando chegou em casa, Lúcio foi logo ligando para a babá, o nome dela era Clarisse. — Bom dia. Falo com Clarisse? — Lúcio diz assim que vê que a ligação foi atendida. — Bom dia. Sim. — Clarisse, meu nome é Lúcio Almeida. Estou entrando em contato para saber se teria uma vaga disponível para o trabalho de babá? Vim pelo escritório de babás da Marta. — Ah sim. Eu tenho uma vaga disponível. — responde a moça. — Que ótimo! Eu preciso com urgência. Posso te passar meu endereço? — pergunta Lúcio. — Sim, só deixa eu pegar um papel e uma caneta pra anotar. — diz e ele espera, ouvindo barulhos do outro lado da linha. — Pronto, pode falar. — Rua… — Lúcio fala o endereço completo. — Você consegue vir ainda hoje? — Sim. Daqui a uma meia hora mais ou menos, eu chego. — Tudo bem, então, te aguardo. Obrigado! — Okay. Tchau. — ela diz e Lúcio já encerra a ligação. Ele fica parado por alguns segundos e começa a olhar ao redor da casa, o ambiente está todo desorganizado, então ele decide dar uma pequena arrumada na casa. Ele vai até o quarto, tira sua roupa de trabalho, e veste uma confortável pra ficar em casa. Logo que desce, começa organizando as revistas em quadrinhos que Ravi gosta de ler, e vai colocando os discos de videogame em seus lugares. Depois ele vai até a cozinha e começa a lavar a louça, e pensa que seria melhor também contratar alguém que cuidasse dessa parte, pois ultimamente anda exausto. Então ele pega o telefone e liga para Marta, solicitando mais uma lista de candidatas, mas dessa vez, para o cargo de governanta e uma faxineira também. Logo ele recebe as duas listas e começa mais uma rodada de ligações, até encontrar Beatrice e Alice, ele também solicita que elas venham até sua casa para passar as instruções. Depois de falar com cada uma, Lúcio ouve a campainha tocar e deduz ser Clarisse, então vai até lá atendê-la. — Bom dia. — diz ele assim que abre a porta e vê a jovem moça dos cabelos ruivos, que por si só já chamavam a atenção de longe. — Bom dia. Senhor Lúcio? — pergunta ela. — Sim, muito prazer, Clarisse. — diz estendendo a mão pra ela que é bem receptiva em cumprimentá-lo de volta. — Pode entrar, Ravi não está aqui ainda, mas vou te passando as informações certinho. — Tudo bem. — ela responde e vai entrando na casa, e não conseguiu disfarçar a expressão de surpresa ao ver o tamanho da casa. — A casa é bem grande, mas não se preocupe, sua função é apenas cuidar do meu filho. Você trouxe algum currículo? — perguntou Lúcio. — Sim. — diz e vai abrindo sua pasta que só agora Lúcio havia notado. Ela entrega o papel pra ele, que dá uma boa analisada nas informações. Ele vê a idade que ela têm e a experiência, e a princípio ele parece duvidar que naquela idade, ela seja tão experiente, mas, ao mesmo tempo, ela lhe passou confiança e internamente torce para que ela se torne a babá definitiva de Ravi. — Muito bom. Seu currículo é muito bom. — diz pegando o telefone e abrindo em uma foto recente de Ravi. — Esse aqui é o meu filho Ravi, ele é uma criança diferente das outras, talvez nem tanto, mas desde a minha separação com a mãe dele, ele ficou, digamos assim, um pouco desobediente e passou a aprontar algumas com as babás anteriores. — diz sendo sincero. — Tudo bem. — Clarisse diz e dá um sorriso de leve. — Eu estou disposta em ajudar, sei como deve ter sido difícil pra ele aceitar essa separação, e como é difícil também ficar procurando e procurando, lidando com entrevistas, com desistências… Mas farei tudo que estiver ao meu alcance, como pôde ver, eu não desisto fácil. — Isso é muito bom. Então vamos prosseguir, vou te mostrar os cômodos e passar as instruções e funções. — Lúcio diz se levantando e eles seguem para o andar de cima. [...] Depois de ter passado todas as informações para Clarisse, Lúcio não teve outra escolha a não ser deixá-la lá, pois precisava ir para seu escritório ter suas reuniões. — Qualquer dúvida ou qualquer coisa, pode me ligar. — disse ele antes de sair. — Tá bom. Lúcio sai da casa, entra em seu carro e dirige até o escritório. Chegando lá já quase não tem tempo de passar na sua sala pra deixar as coisas, pois o cliente já o esperava na sala de reuniões. — Boa tarde, desculpa a minha demora e agradeço a compreensão de todos. Vamos iniciar nossa reunião. — diz colocando as coisas em cima da mesa. Lúcio começa a reunião, explicando as opções que o cliente tinha para resolver o assunto ao qual ele foi contratado pra resolver, também explicou as consequências caso no fim de tudo não chegasse a um acordo com a outra pessoa envolvida, e logo que sua reunião foi concluída, ele voltou para sua sala. Do outro lado, Clarisse já esperava por Ravi na porta da escola, e assim que o sinal tocou, ela ficou bem atenta a cada aluno que saía. Até que viu o menino conversando com a professora, e resolveu se aproximar. — Boa tarde! Eu sou Clarisse, a nova babá dele. — diz Clarisse e se abaixa pra ficar na altura de Ravi. — Oi Ravi. — diz sorrindo. — Seu papai me chamou pra cuidar de você. Olha o que ele te mandou. — Clarisse tira o celular do bolso e mostra uma gravação para Ravi de seu pai, pedindo pra ele ir com Clarisse pra casa, obedecê-la e se comportar. Então logo depois que o vídeo acabou, Ravi se soltou da professora e deu a mão para Clarisse e assim seguiram até o carro. — E aí, Ravi. Você gosta de jogar videogame? — pergunta Clarisse tentando puxar assunto com o menino. — Sim. — Qual jogo você gosta mais? — pergunta. — Eu gosto de Super Mario. — Que legal! É um jogo muito bom. Eu gosto de jogar também, sabe qual eu mais gosto? — Clarisse olha pra ele sorrindo. — Qual? — Ravi pergunta curioso. — Crash Nitro Kart, é de corrida. — Nunca joguei. — Eu vou tentar achar pra gente jogar juntos, tá bom? — Clarisse fala. — Tá bom. — Ravi responde animado. Chegando no carro, Clarisse abre a porta de trás do carro dela, onde está fixada a cadeirinha e Ravi logo entra e se senta nela, sem a ajuda de Clarisse. — Tudo certo aí? — pergunta depois de dar um tempinho pra ele se ajeitar, e ele apenas balança a cabeça em sinal de sim. Depois disso, ela dá a volta no carro e se senta atrás do volante, colocando seu cinto e dá partida no carro, levando Ravi para casa. Assim que entraram pela porta da casa, Ravi foi logo para o andar de cima, enquanto Clarisse olhava em sua folha de tarefas o que ela precisava fazer naquele momento, e viu que teria de ajudar Ravi com o banho, mas de repente, Beatrice, a nova governanta também em fase de teste, surge da cozinha. — Boa tarde! — Boa tarde. — Clarisse responde com um sorriso para a senhora. Beatrice parecia ter por volta de 45 anos, e tinha um jeitinho que encantava as pessoas logo de cara, então ela e Clarisse começaram a conversar um pouco e se conhecerem, já que teriam que conviver, se dar bem, estava na lista. Depois Clarisse finalmente pôde subir para o andar de cima, ajudou o pequeno a tomar seu banho e se vestir, em seguida, desceram e Ravi tomou seu café da tarde, e quando estava quase acabando, seu pai chegou. — Ravi? — Chamou Lúcio. O menino se levantou da mesa e foi correndo até o pai. — Oi, papai. — disse pulando no colo dele, enquanto Clarisse vinha logo atrás. Lúcio pegou seu amado filho no colo e olhou para Clarisse, que observava atentamente a cena dos dois. — Como foi o dia? — perguntou ele, curioso. — Foi tranquilo. — Clarisse responde com sinceridade. — Tem certeza? — Lúcio fala e coloca Ravi no chão. O menino logo sai correndo, deixando um espaço para que seu pai e a babá conversem. — Sim, senhor Lúcio, ele se comportou bem comigo, mas acredito que seja porque sou nova. Amanhã ele provavelmente vai se mostrar quem realmente é. — Clarisse diz sorrindo. — Certo então, amanhã você volta. Vou te pagar e seu serviço está concluído por hoje. — diz e vai até sua pasta e pega o valor que foi combinado. — Desde já, eu agradeço. Espero você amanhã, às 6h00. — Eu quem agradeço, senhor Lúcio. — diz pegando o dinheiro e vai em direção das suas coisas, pegando a bolsa e guardando o dinheiro lá. — Tchau. — Tchau. — Lúcio responde. E assim ela sai pela porta. Lúcio suspira aliviado por ter encontrado uma moça que não parece ter se intimidado com Ravi. Lúcio resolve subir para o andar de cima, onde nos corredores se encontra com Ravi que está correndo pra lá e pra cá, se divertindo. — Oi, filho. Papai só vai tomar um banho e já vamos jantar, tá bom? — ele diz. — Tá bom, papai. Lúcio termina de passar pelo corredor, notando que está tudo limpinho, que Alice cumpriu muito bem a lista de afazeres domésticos. Ele toma um banho rápido e desce com Ravi, onde Beatrice está terminando de servir a mesa, e assim ele agradece e a dispensa para casa, depois eles jantam e logo estão em suas camas, dormindo.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR