MARIA JÚLIA
Acordei cedo no dia seguinte, tomei um banho e coloquei um biquíni preto, um short jeans, uma camisa soltinha por cima e uma rasteirinha brilhosa.
Me olhei no espelho e agradeci mentalmente porque as marcas que meu pai deixara domingo passado já tinham sumido quase 100%. Tinham algumas que ainda não desapareciam, mas eram quase invisíveis.
Quando desci as escadas, meus pais estavam na mesa tomando café da manhã; eles me olharam e voltaram a comer.
— Bom dia! — Desejei e me sentei também pra tomar o meu.
— Bom dia, vai sair? — Meu pai perguntou.
— Vou à praia com um amigo.
— O mesmo de sexta? — Minha mãe perguntou interessada e eu assenti.
— Cuidado com esses "amigos", Maria. — Meu pai fez aspas com os dedos e eu o olhei sem entender. — É, tome cuidado.
— Tudo bem, eu vou tomar cuidado. — Falei sem dar muita importância.
Comi pouca coisa pois estava sem fome. Meus pais saíram às nove de casa e eu fiquei aguardando Rafael enquanto mexia no celular.
Rafael é extremamente pontual: às dez em ponto, ele buzinou na frente da minha casa e eu saí. O carro era diferente das outras duas vezes que eu o vi — dessa vez era um Audi. Ele não saiu do veículo, mas abriu a porta pra mim de dentro. Seu cheiro era viciante; respirei fundo pra inalar o perfume muito bom que usava.
— Oi, princesa. — Sua voz rouca fez as borboletas no meu estômago acordarem e a minha pele se arrepiar. Meu corpo reagia até ao mínimo movimento dele. Olhei pra ele e percebi que seu rosto estava abatido, tinha olheiras e parecia cansado.
— Bom dia. Tá tudo bem? — Perguntei e ele me olhou bem nos olhos.
— Tudo ótimo, melhor agora. — Ele me surpreendeu ao colar sua boca na minha em um selinho. — E você?
— Eu não esperava isso. — Eu ri e ele também. — Eu tô bem!
— Sentiu minha falta nessas vinte e quatro horas? — Ele fez graça e girou a chave na ignição pra dar partida no carro. Olhei pra porta de casa e Diana estava lá olhando pra dentro do veículo com uma interrogação na testa.
— Você é convencido demais. — Ele negou com a cabeça e ficou em silêncio — um silêncio confortável.
Eu cantarolava as músicas que estavam tocando no rádio do carro.
— Canta mais alto, sua voz é bonita. — Ele pediu e minhas bochechas esquentaram. Ele estava me ouvindo cantar?
— Eu vivo depressa em outro nível, só o impossível me interessa, sigo invicto, meu amor. Sigo invicto, invicto. — Cantei e olhei pra ele.
— Achei que você não conhecia Ret. — Ele me olhou rápido e voltou a atenção pro trânsito. — Ainda mais essas músicas antigas.
— Porque? Eu sou eclética. Acha que eu ouço só Beyoncé e Justin Bieber? Ou música de menininha? — Ele gargalhou e foi a primeira vez que eu ouvi sua risada.
— Sim, muito cara de patricinha. — O olhei incrédula.
— Mas eu ouço! Ret, L7nnon, Xamã... Por aí vai.
— Então vou te fazer cantar pra mim toda vez que a gente sair.
— Não garanto nada. — Rimos.
Ele dirigiu mais um pouco enquanto conversávamos e logo chegamos. Precisaria fazer uma pequena trilha pra chegar à praia; peguei minha bolsa e ia jogá-la no ombro, mas Rafael pegou da minha mão e colocou pelo seu próprio ombro. Eu parei de andar e olhei pra ele.
— Que foi? — Ele perguntou e continuou andando à minha frente.
Caminhamos na trilha e, como sou sedentária, me cansei logo. Ele seguia invicto à minha frente, carregando minha bolsa. Tirei uma foto dele discretamente e mandei pra Laura. Ela logo respondeu com vários emojis babando. Na foto estava bem visível os braços enormes dele — por isso não julgo a resposta dela, a diferença é que eu podia babar pessoalmente.
Depois de andar por alguns minutos, finalmente chegamos à praia — e valeu a pena andar aquilo tudo pra chegar aqui. A água azul e clarinha, super convidativa; a areia branquinha. Meu Deus, como eu amo o Rio de Janeiro.
Tinha pouquíssima gente, algumas famílias espalhadas. Tinham quiosques de restaurantes também espalhados pela praia. Nunca fui fã de praia, mas isso aqui vale a pena.
— Você procura um lugar pra gente sentar e eu vou atrás de algo pra comer. Pode ser? — Ele sugeriu.
— Claro! — Assenti e peguei minha bolsa do ombro dele, indo até uma barraquinha onde alugavam cadeiras. Pedi duas e o homem levou pra mim até um local com sombra. Agradeci e de longe vi Rafael trazendo alguns petiscos e bebidas.
Ele sentou do meu lado e eu agradeci mentalmente por ele não ter trazido nada alcoólico — não estava afim de beber hoje.
— Você não bebe? — Perguntei.
— Não, já bebi, mas hoje não bebo mais.
— Porque parou? — Perguntei olhando pra ele, que olhava fixamente o mar.
Ele só deu de ombros e não respondeu; eu também não insisti no assunto.
Comemos olhando pro mar, acabando com tudo em questão de minutos.
— Vamos entrar? — Rafael perguntou, tirando a camisa e olhando pra mim.
— Vamos. — Tirei a minha camisa também, em seguida o short, enquanto ele olhava fixamente meus movimentos e molhava os lábios. Fiquei vermelha e ele saiu na frente rindo.
Fui atrás dele e a água estava gelada, arrepiando todo o meu corpo.
— Se entrar devagar vai ser pior, vem de uma vez. — Ele me chamou; onde ele estava, a água batia na cintura. Ainda era raso pra ele.
Fui de uma vez, sentindo a água molhar até a altura onde Rafael estava. Afundei pra me molhar de vez e, quando voltei pra superfície, ele estava me olhando. Tinha mergulhado também e estava com os cabelos molhados, as gotas caíam pelo rosto.
Ele me pegou pela mão, me levando mais perto dele, e tomou minha boca em um selinho que se transformou em um beijo mais profundo. Sua língua pediu passagem e eu me rendi, passando meus braços ao redor do seu pescoço. Suas mãos estavam na minha cintura e apertaram ali.
Sua boca desceu pelo meu maxilar, chegando ao pescoço; eu arqueei a cabeça pra trás pra que ele tivesse liberdade pra beijar todo aquele território.
— p***a, tu é viciante demais. — Ele beijou novamente a minha boca e suas mãos desceram lentamente pela minha lombar até chegar na b***a, onde deu um aperto no meio do beijo que me fez soltar um gemido baixinho.
Ele me ergueu e eu cruzei minhas pernas ao redor da sua cintura, fazendo nossas intimidades terem contato mais explícito. Tomei coragem pra rebolar contra seu p*u e foi a vez dele gemer baixinho. Mesmo dentro d'água eu conseguia sentir seu m****o muito duro contra a minha i********e — e isso me deixava ainda mais excitada.
— Assim você quebra as minhas pernas, linda. — Ele falou contra o meu ouvido e eu aproveitei pra morder o lóbulo da sua orelha.
— Essa é a intenção.
— Vamos pra outro lugar? Eu preciso te sentir. — Ele fez o convite e eu assenti, descendo do seu colo.
Pegamos nossas coisas; ele usou minha camisa pra colocar na frente do p*u duro e eu ia rindo no caminho.
A volta pela trilha foi mais rápida, trocamos alguns beijos no meio do caminho. Eu ia na frente dele e, quando olhava pra trás, via que ele olhava pra minha b***a.
— Você não tá me ajudando. — Ele passou na minha frente e seguiu rápido pro carro.
Eu ia rindo atrás dele e agradeci mentalmente pelo caminho até o veículo não ter ninguém.
Entrei no carro e ele nem me esperou fechar a porta pra atacar minha boca novamente. Ajeitou o banco e me puxou pro seu colo, uma perna em cada lado do seu corpo.
Suas mãos exploravam a lateral do meu corpo e seus dedos apertavam cada espaço. Minha pele branca estava ficando com algumas marcas vermelhas que deixavam tudo ainda mais prazeroso.
Sua mão pousou na minha costela e seu polegar contornou a lateral do meu seio — como um choque, meu corpo se arrepiou. Ele percebeu, deu um sorriso sacano e me olhou como se pedisse permissão; eu assenti, permitindo que ele fizesse o que quisesse.