cap 11 assim você me quebra

1413 Palavras
MARIA JÚLIA Acordei cedo no dia seguinte, tomei um banho e coloquei um biquíni preto, um short jeans, uma camisa soltinha por cima e uma rasteirinha brilhosa. Me olhei no espelho e agradeci mentalmente porque as marcas que meu pai deixara domingo passado já tinham sumido quase 100%. Tinham algumas que ainda não desapareciam, mas eram quase invisíveis. Quando desci as escadas, meus pais estavam na mesa tomando café da manhã; eles me olharam e voltaram a comer. — Bom dia! — Desejei e me sentei também pra tomar o meu. — Bom dia, vai sair? — Meu pai perguntou. — Vou à praia com um amigo. — O mesmo de sexta? — Minha mãe perguntou interessada e eu assenti. — Cuidado com esses "amigos", Maria. — Meu pai fez aspas com os dedos e eu o olhei sem entender. — É, tome cuidado. — Tudo bem, eu vou tomar cuidado. — Falei sem dar muita importância. Comi pouca coisa pois estava sem fome. Meus pais saíram às nove de casa e eu fiquei aguardando Rafael enquanto mexia no celular. Rafael é extremamente pontual: às dez em ponto, ele buzinou na frente da minha casa e eu saí. O carro era diferente das outras duas vezes que eu o vi — dessa vez era um Audi. Ele não saiu do veículo, mas abriu a porta pra mim de dentro. Seu cheiro era viciante; respirei fundo pra inalar o perfume muito bom que usava. — Oi, princesa. — Sua voz rouca fez as borboletas no meu estômago acordarem e a minha pele se arrepiar. Meu corpo reagia até ao mínimo movimento dele. Olhei pra ele e percebi que seu rosto estava abatido, tinha olheiras e parecia cansado. — Bom dia. Tá tudo bem? — Perguntei e ele me olhou bem nos olhos. — Tudo ótimo, melhor agora. — Ele me surpreendeu ao colar sua boca na minha em um selinho. — E você? — Eu não esperava isso. — Eu ri e ele também. — Eu tô bem! — Sentiu minha falta nessas vinte e quatro horas? — Ele fez graça e girou a chave na ignição pra dar partida no carro. Olhei pra porta de casa e Diana estava lá olhando pra dentro do veículo com uma interrogação na testa. — Você é convencido demais. — Ele negou com a cabeça e ficou em silêncio — um silêncio confortável. Eu cantarolava as músicas que estavam tocando no rádio do carro. — Canta mais alto, sua voz é bonita. — Ele pediu e minhas bochechas esquentaram. Ele estava me ouvindo cantar? — Eu vivo depressa em outro nível, só o impossível me interessa, sigo invicto, meu amor. Sigo invicto, invicto. — Cantei e olhei pra ele. — Achei que você não conhecia Ret. — Ele me olhou rápido e voltou a atenção pro trânsito. — Ainda mais essas músicas antigas. — Porque? Eu sou eclética. Acha que eu ouço só Beyoncé e Justin Bieber? Ou música de menininha? — Ele gargalhou e foi a primeira vez que eu ouvi sua risada. — Sim, muito cara de patricinha. — O olhei incrédula. — Mas eu ouço! Ret, L7nnon, Xamã... Por aí vai. — Então vou te fazer cantar pra mim toda vez que a gente sair. — Não garanto nada. — Rimos. Ele dirigiu mais um pouco enquanto conversávamos e logo chegamos. Precisaria fazer uma pequena trilha pra chegar à praia; peguei minha bolsa e ia jogá-la no ombro, mas Rafael pegou da minha mão e colocou pelo seu próprio ombro. Eu parei de andar e olhei pra ele. — Que foi? — Ele perguntou e continuou andando à minha frente. Caminhamos na trilha e, como sou sedentária, me cansei logo. Ele seguia invicto à minha frente, carregando minha bolsa. Tirei uma foto dele discretamente e mandei pra Laura. Ela logo respondeu com vários emojis babando. Na foto estava bem visível os braços enormes dele — por isso não julgo a resposta dela, a diferença é que eu podia babar pessoalmente. Depois de andar por alguns minutos, finalmente chegamos à praia — e valeu a pena andar aquilo tudo pra chegar aqui. A água azul e clarinha, super convidativa; a areia branquinha. Meu Deus, como eu amo o Rio de Janeiro. Tinha pouquíssima gente, algumas famílias espalhadas. Tinham quiosques de restaurantes também espalhados pela praia. Nunca fui fã de praia, mas isso aqui vale a pena. — Você procura um lugar pra gente sentar e eu vou atrás de algo pra comer. Pode ser? — Ele sugeriu. — Claro! — Assenti e peguei minha bolsa do ombro dele, indo até uma barraquinha onde alugavam cadeiras. Pedi duas e o homem levou pra mim até um local com sombra. Agradeci e de longe vi Rafael trazendo alguns petiscos e bebidas. Ele sentou do meu lado e eu agradeci mentalmente por ele não ter trazido nada alcoólico — não estava afim de beber hoje. — Você não bebe? — Perguntei. — Não, já bebi, mas hoje não bebo mais. — Porque parou? — Perguntei olhando pra ele, que olhava fixamente o mar. Ele só deu de ombros e não respondeu; eu também não insisti no assunto. Comemos olhando pro mar, acabando com tudo em questão de minutos. — Vamos entrar? — Rafael perguntou, tirando a camisa e olhando pra mim. — Vamos. — Tirei a minha camisa também, em seguida o short, enquanto ele olhava fixamente meus movimentos e molhava os lábios. Fiquei vermelha e ele saiu na frente rindo. Fui atrás dele e a água estava gelada, arrepiando todo o meu corpo. — Se entrar devagar vai ser pior, vem de uma vez. — Ele me chamou; onde ele estava, a água batia na cintura. Ainda era raso pra ele. Fui de uma vez, sentindo a água molhar até a altura onde Rafael estava. Afundei pra me molhar de vez e, quando voltei pra superfície, ele estava me olhando. Tinha mergulhado também e estava com os cabelos molhados, as gotas caíam pelo rosto. Ele me pegou pela mão, me levando mais perto dele, e tomou minha boca em um selinho que se transformou em um beijo mais profundo. Sua língua pediu passagem e eu me rendi, passando meus braços ao redor do seu pescoço. Suas mãos estavam na minha cintura e apertaram ali. Sua boca desceu pelo meu maxilar, chegando ao pescoço; eu arqueei a cabeça pra trás pra que ele tivesse liberdade pra beijar todo aquele território. — p***a, tu é viciante demais. — Ele beijou novamente a minha boca e suas mãos desceram lentamente pela minha lombar até chegar na b***a, onde deu um aperto no meio do beijo que me fez soltar um gemido baixinho. Ele me ergueu e eu cruzei minhas pernas ao redor da sua cintura, fazendo nossas intimidades terem contato mais explícito. Tomei coragem pra rebolar contra seu p*u e foi a vez dele gemer baixinho. Mesmo dentro d'água eu conseguia sentir seu m****o muito duro contra a minha i********e — e isso me deixava ainda mais excitada. — Assim você quebra as minhas pernas, linda. — Ele falou contra o meu ouvido e eu aproveitei pra morder o lóbulo da sua orelha. — Essa é a intenção. — Vamos pra outro lugar? Eu preciso te sentir. — Ele fez o convite e eu assenti, descendo do seu colo. Pegamos nossas coisas; ele usou minha camisa pra colocar na frente do p*u duro e eu ia rindo no caminho. A volta pela trilha foi mais rápida, trocamos alguns beijos no meio do caminho. Eu ia na frente dele e, quando olhava pra trás, via que ele olhava pra minha b***a. — Você não tá me ajudando. — Ele passou na minha frente e seguiu rápido pro carro. Eu ia rindo atrás dele e agradeci mentalmente pelo caminho até o veículo não ter ninguém. Entrei no carro e ele nem me esperou fechar a porta pra atacar minha boca novamente. Ajeitou o banco e me puxou pro seu colo, uma perna em cada lado do seu corpo. Suas mãos exploravam a lateral do meu corpo e seus dedos apertavam cada espaço. Minha pele branca estava ficando com algumas marcas vermelhas que deixavam tudo ainda mais prazeroso. Sua mão pousou na minha costela e seu polegar contornou a lateral do meu seio — como um choque, meu corpo se arrepiou. Ele percebeu, deu um sorriso sacano e me olhou como se pedisse permissão; eu assenti, permitindo que ele fizesse o que quisesse.
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