MARIA JÚLIA
Com a minha permissão, ele beijou minha boca em um beijo quente, passou as duas mãos pelas minhas costas e desfez os nós do meu biquíni. Meu b***o ficou totalmente exposto pra ele; tentei me encolher, mas ele olhava fixamente pra mim. Em seu olhar tinha puro desejo, e eu me sentia desejada com o olhar dele sobre mim. Talvez eu nunca tenha me sentido assim.
— Rafael... — Ele olhou nos meus olhos. — Alguém pode nos ver.
— Não se preocupa com isso, linda, o vidro é escuro.
Dito isso, ele passou o dedo lentamente pelo bico do meu peito, como se estivesse me torturando.
— Eu só quero que você sinta cada momento disso e relaxe. — Ele disse no meu ouvido.
Ele começou a chupar minha clavícula, desceu até o espaço entre os meus s***s e, por fim, colocou um deles na boca. Eu arfei com o contato de sua língua no bico, enquanto sua outra mão apertava o outro lado do meu peito.
— Rafa... — Ele puxou minha cintura pra baixo, ainda chupando meu peito — e esse movimento me fez sentir o quão duro ele estava.
— p***a, Maju. Você é gostosa demais.
Maju... Ninguém me chamou assim antes. Esse apelido agora é exclusivo dele, mas ele não precisa saber.
Suspirei e ele me olhou novamente pedindo permissão; assenti e estremeci quando ele desceu uma das mãos pra dentro da minha calcinha, a única peça que eu ainda vestia.
— Bom saber que não sou só eu que tô louco de excitação aqui. — Ele deslizou um dedo por toda a minha i********e, sentindo o quão molhada eu estava.
Seu dedo indicador brincava com minha entrada, e seu polegar fazia movimentos circulares no lugar certo, bem no meu c******s. Eu encostei minha testa em seu ombro enquanto gemia baixinho, sentindo o que seus dedos faziam. Um dedo entrou dentro de mim e eu gemi alto, arqueando a coluna; ele tirava e colocava de novo em movimentos rápidos e ainda massageava meu c******s. Sua outra mão apertou meu pescoço e me puxou pra um beijo que eu m*l consegui corresponder, já que minha respiração estava descompassada.
Eu m*l conseguia respirar, meu coração acelerou e a temperatura dentro do carro subiu drasticamente. Meu corpo pegava fogo; logo senti uma contração abaixo do umbigo e todo o meu corpo tremeu como em choque. Minha respiração acelerou e meu corpo relaxou. Foi a melhor sensação que eu senti em toda a minha vida.
— O que... o que foi isso? — Perguntei pra ele, que me puxou pra mais um beijo, dessa vez lento, como se estivesse saboreando cada canto da minha boca.
— Você gozou, linda. — Meu rosto esquentou com a franqueza dele e ele riu, passando os dedos na minha bochecha que com certeza estava vermelha. — O que ainda tem pra fazer hoje?
— Acho que nada. Ia ficar em casa assistindo série.
— Passa o dia comigo? — Ele perguntou e beijou várias vezes meu pescoço.
— Eu não...
— Vai recusar me ter por um dia inteiro? — Ele fez uma cara de sofrido e eu gargalhei.
— Tudo bem, eu passo o dia com você. — Me dei por vencida e beijei sua boca mais uma vez, saí do seu colo e me sentei no banco do carona.
— Você fala como se fosse um sacrifício. — E realmente, não vai ser sacrifício nenhum.
Ele começou a dirigir até seu apartamento, onde já estive mas não foi nas melhores condições. Naquele dia não pude nem conhecer o restante dos cômodos, só conheci o quarto onde acordei e a sala onde Rafael estava.
— O que tá pensando? — Ele posou sua mão na minha coxa.
— Que da última vez que estive na sua casa, não foi da melhor forma. — Ele riu e concordou.
— Qual seria a melhor forma? — Ele me olhou sacanamente.
— Como estou indo agora. Daquela vez não me lembro nem como cheguei lá.
— Mas eu lembro, te carreguei que nem um saco de batata até o quarto que você estava. — Gargalhei.
— Ainda bem que eu não peso. — Dei de ombros e ele apertou minha perna.
Eu ainda estava em êxtase pelo que aconteceu no carro há minutos atrás: eu tive meu primeiro orgasmo e m*l podia acreditar, pois nas poucas vezes que estive em um momento assim com um cara, nenhum deles me fez gozar. Meu corpo estava extremamente relaxado, minhas pernas não tinham forças e tremiam levemente.
— Então isso é tomar um chá?
Ri discretamente com meu próprio pensamento b***a e olhei pra frente tentando me concentrar, mas era quase impossível com a mão grande e quente de Rafael na minha perna.
Ele estava bem concentrado no trânsito, por isso nem percebeu minha risada.
Logo chegamos no prédio alto onde ele mora. Ele estacionou e percebi os outros dois carros dele que eu tinha visto antes, ali estacionados em meio a tantos outros veículos caríssimos.
— Quantos desses são seus? — Apontei pra garagem.
— Noventa por cento são meus. Os outros são do meu trabalho.
— Então tecnicamente todos são seus.
— Isso. — Ele deu de ombros e desligou o carro. Me deu um selinho e saiu.
Abri a porta e fui de encontro a ele, que já me esperava pra subir pro apartamento.
Fomos até o elevador e ele me encurralou no canto, beijando minha boca ferozmente. Mas tivemos que parar quando uma senhora entrou e olhou pra Rafael parecendo o reconhecer de algum lugar.
— Ah, hoje você está sóbria. Que bom que ele não precisa te carregar. — Ela disse e riu com Rafael; eu fiquei sem entender. — Felicidades ao casal.
— Obrigado. — Ele agradeceu, e aí eu não entendi mesmo.
Cerrei os olhos pra ele, que riu da minha cara.
— Ela me viu te carregando naquele dia, e eu disse que você era minha mulher e tinha bebido demais.
— O que ela deve pensar de mim agora? Que eu sou uma irresponsável.
— Ela não tem que pensar nada! — Ele disse e voltou a me beijar.
Um beijo sem mãos bobas, sem desespero — como se eu estivesse ali apenas pra ele.