Abracei Kyungsoo por trás e beijei seus ombros enquanto ele terminava de dobrar as roupinhas da nossa bebê, colocando algumas na malinha que já estávamos deixando preparada.
— Faltam poucos dias agora. – disse Kyungsoo um tanto sério, acariciando minhas mãos em sua barriga.
— Eu sei, e não n**o que estou bem nervoso. Estou com medo de errar tudo Soo. Eu não quero ser um pai como o meu pai foi, eu queria que ela me ame e eu faça tudo certo.
Kyungsoo riu e virou de frente para mim, beijando meus lábios com delicadeza.
— Os pais nunca fazem tudo certo, amor. Você se esforçando já é maravilhoso, ela vai te amar por isso.
— E se...
— Não se importe com mais nada agora, tudo bem? O que acha de tomar um banho comigo? – perguntou sorrindo e acariciando meu rosto.
— Eu vou adorar.
Fomos andando em direção ao banheiro ainda abraçados, com seus lábios junto aos meus.
Eu nunca pensei, em toda a minha vida, que eu teria a vida como a de um comercial de margarina. Tinha seus altos e baixos, mas Bonfim do dia eu sempre tinha um Kyungsoo de braços abertos, me esperando com um jantar na mesa e beijinhos.
Eu lembro de quando eu o conheci, lembro de como ele era fofo comigo, me trazendo para seus braços, enquanto eu o rejeitava, não gostava, ainda mais em público.
Lembro das primeiras vezes que fizemos s**o, a forma lenta que ele rebolava, arranhando seus ombros e gemendo baixinho de encontro meus lábios, enquanto eu gostava de tê-lo com as pernas bem abertas para que eu fodesse rápido e com força.
Kyungsoo sempre foi o meu total oposto, mas estranhamente ele não desistiu de mim... Pelo menos não de vez.
Passei a esponja em seus ombros, beijando suas bochechas, vendo a espuma escorrer e Kyungsoo suspirar.
Eu gostava de tocar sua pele gostava do sabor de seus lábios, do seu cheiro e gostava demais de ter seus lábios contra os meus.
Meu pequeno sorriu e me ajudou com o banho também. Nos secamos e deitamos na cama, ligando em filme aleatório enquanto ele deitava sua cabeça em meu peito e relaxava.
Acabei adormecendo enquanto acariciava seus cabelos.
{•••}
Acordei não muito tempo depois, já está no meio da tarde, sentindo Kyungsoo apertar meu braço com força.
— Amor... Nossa bebê está vindo. – disse sorrindo largo – Precisamos ir para o hospital!
Durante um segundo tudo passou em câmera lenta por minha mente, mas sorri também, dando um selo rápido em seus lábios e levantando. Peguei a malina e segurei sua mão, o ajudando a levantar.
Fomos para o carro o mais rápido que deu, e antes de dar partida eu só consegui pensar em uma coisa, discar o número de Chanyeol.
— Chanyeol, cara, minha filha está nascendo, vocês precisam ver, ela está nascendo.
Meu amigo sorriu do outro lado da linha, dizendo que eles viriam, que nos encontraria no hospital central de Seul.
•••
Tudo acontecia muito rápido. Assim que chegamos no hospital Kyungsoo foi tirado dos meus braços e levado as pressas para a sala de parto, enquanto eu ainda tive que preencher papéis e vestir uma roupa hospitalar, as enfim poder segurar suas mãos.
Seu sorriso era tão largo, as lágrimas se faziam presente nos nossos olhos, e eu só consegui fazer uma coisa quando ele me olhou com aquela carinha tão linda, beijei seus lábios, passando força para que ele seguisse com aquilo, e logo ouvimos o chorinho na sala e o médico dizendo que era uma menina.
As enfermeiras limparam o bebe, pesaram e fizeram mais alguns testes que eu nem sabia para o que serviam, para só então dar ela em meu colo.
Senti seu ar faltar quando ela olhou para mim, parando de chorar aos poucos, seu cenho franzido e me olhando como se nós fossemos compartilhar um segredo naquele momento. Yang-Mi segurou meu dedo com toda a sua forcinha de bebê, olhando em meus olhos e mexendo a boquinha de forma fofa, e naquele momento tudo pareceu fazer sentido.
Apesar do momento parecer durar muito, a verdade é que foi apenas um minuto e eles levaram a minha bebê de mim, os médicos costuraram a barriga de Kyungsoo e mandaram eu sair do quarto naquele momento.
Fui para a recepção do hospital, onde Chanyeol e Baekhyun me esperavam apenas com Jin Ha em seus braços.
— E então cara, como foi? Qual foi a sensação de ver sua primeira filha nascer? – perguntou Chanyeol animado e segurando meu ombro.
— Ela parece comigo, ela... Chanyeol foi tão diferente, ela parecia me conhecer. Yang-Mi parecia muito ser feita por mim. Você não entende, acho que eu não estou fazendo sentido. – suspirei.
— Sim, nós entendemos você. E acho que precisa conversar com o Kyungsoo. – disse Baekhyun de forma doce.
Concordei e tomei um copo de água, logo indo para o quarto onde Kyungsoo estava deitado e Yang-Mi estava ao seu lado, dormindo.
— Kyunggie, ela é tão parecida comigo. – disse sentindo meu coração bater mais rápido, eu não sabia o que estava acontecendo comigo, mas aquilo era tudo novo demais para mim.
Sentei ao seu lado na cama, acariciando seus cabelos.
— Não poderia ser diferente, você é o pai dela. – disse convicto e segurou minha mão, dando beijinhos – Eu fui embora por isso Jongin, como você é burro. Não fez as contas? Ela é sua. Você não queria filhos, então eu fui embora.
— Nem pensou em conversar comigo?
— Você disse que estava transando com outro, amor, eu achei que não houvesse mais chance entre nós dois. – disse com as lágrimas escorrendo por seus olhos.
— Perdão, Soo. Eu fui tão i****a. – segurei seu rosto e beijei seus lábios com todo o carinho que existia em mim.
— Yang-Mi é sua filha e você amar ela é tudo que importa Jongin.
— Eu a amo. Amo muito.
Fiquei fazendo carinho nos cabelos de Kyungsoo até ele dormir, para só então ir ver a linha princesa que também dormia.
Eu não sabia o que pensar, eu estava com sensação inexplicáveis dentro de mim, eu só queria guardar tudo como se fosse um filme e poder viver um pouco mais cada cena.
Peguei a pequena no colo e fiquei acariciando seu rostinho macio e delicado.
Não sei quanto tempo eu passei apenas a observando, mas ela acordou, fazendo Kyungsoo acordar também.
Ele poderia ser pai de primeira viagem, mas sabia exatamente o que ela queria, ela estava com fome e eu não saberia se estivesse sozinho, mas ele sabia.
— Eu estou com ainda mais medo de fazer tudo errado. – disse ao ver a pequena mamando no peito de Kyungsoo.
— Você não vai, Jongin. Você a escolheu, já mostra que você está fazendo certo. – recebi um beijo nos lábios e ouvi a porta ser aberta.
— Viemos conhecer essa essa princesa. – disse Baekhyun baixinho, vendo a minha pequena mamar – E então Jongin, como se sente sabendo que é pai de uma menina tão linda assim?
— Eu acho que meu coração vai parar, eu nunca fui feliz assim. Eu nunca achei fosse amar alguém assim.
(...)
Depois que Chanyeol e Baekhyun foram embora, eu fiquei muito tempo olhando para Kyungsoo e minha filha.
O pequenos estava dormindo, cansado pelas horas difíceis e memoráveis, eu fiquei sentado na poltrona, olhando a pequena que dormia em meus braços, mexendo a boquinha de forma fofa e fazendo seus barulhinhos de bebê.
Por um momento que quis sentir raiva de Kyungsoo por ele ter escondido de mim que aquela era a minha filha. Mas eu passei a entender mais o seu lado e ser menos egoísta depois que quase o perdi uma vez. Se eu não tivesse sido tão b****a eu não teria quase perdido a minha família, se ele não tivesse vindo visitar o Baekhyun, eu não o teria hoje, então mesmo que ele tenha mentido para mim nos últimos meses, no fundo a culpa foi inteiramente minha.
(...)
ALGUNS MESES DEPOIS
— Quem é a bebê mais linda do papai, quem? – perguntei para a pequena que ria abertamente enquanto eu lhe dava banho.
— Você é um pai muito babão Jongin. – disse Kyungsoo, pegando Yang-Mi e secando a pequena, que ainda ria e soltava alguns gritinhos, esperneando para voltar ao banho – Olha, viciada em banho.
— Não, ela é viciada em mim. Né gostosa? Você ama é brincar com o papai. – a peguei do colo de Kyungsoo e a levei para o quarto, começando a vestir minha pequena.
Depois de alimentar, brincar mais um pouco e a fazer dormir, eu fui finalmente deitar ao lado de Kyungsoo, abraçando seu corpo quentinho e cheiroso.
— Já disse que te amo?
— Hoje ainda não. – disse com um bico e largou o celular, onde estava mandando uma mensagem para Baekhyun.
— Pois eu te amo, e amo muito. – o puxei para mim, tomando seus lábios com quase desespero.
— Jongin… você mudou demais nos últimos tempos, tenho até medo do que possa ter acontecido com você. – disse acariciando meu rosto.
— Eu não mudei demais, amor, eu sempre fui assim, mas minha insegurança, meu medo me fizeram ser um i****a com a única pessoa que me amou e esteve em meu lado dos melhores aos piores momentos da minha vida.
— Em pensar que quando eu dei em cima de você, não quis ficar comigo… olha só o que quase perdeu. – disse rindo.
— Eu lembro de como foi a noite que Chanyeol reencontrou Baekhyun. Eu estava tão animado para encontrar você naquele bar, a gente ainda nem tinha um relacionamento sério, mas você me deu um beijo tão bom aquela noite… eu tive certeza que estava viciado em você!
Kyungsoo sorriu de forma doce, dando vários beijinhos em meu rosto, me fazendo sorrir e seguir seus beijos.
Não consegui resistir, eu precisava sentir Kyungsoo.
Aos poucos me livrei de suas roupas e continuei beijando seus lábios, até finalmente poder estar em seu interior, o amando da forma mais bruta.
CINCO ANOS DEPOIS
Yang-Mi pareceu ter crescido rápido demais e cada momento da minha que eu passava ao seu lado era memorável, depois de ver cada momento da minha filha, passei a entender a dor de Chanyeol o porque para ele era tão importante ficar ao lado de Joongi, cuidar dele e vê-lo crescer.
Minha filha é a coisa mais importante da minha vida desde que nasceu e fico pensando que eu poderia ter acabado na mesma situação de Chanyeol, sendo muito mais i****a que ele, pois Chanyeol ao menos pensou que Baekhyun o amava tanto ao ponto de não querer que ele partisse, já eu simplesmente joguei o amor de Kyungsoo no lixo por tempo demais, sendo e******o demais.
— Bom dia, papai. – disse Yangi-Mi, subindo na cama e se espremendo entre nós, ficando embaixo das cobertas naquela manhã fria demais.
— Bom dia, minha princesa. Quer comer torradas ou Kalgooksu para se esquentar?
— Kalgooksu é mais gostoso. – disse sorrindo e me abraçou, escondendo seu rostinho lindo em meu pescoço.
— Bom dia para vocês que estão me excluindo desse carinho todo. – disse Kyungsoo sonolento e abraçou Yang-Mi, beijando o rostinho da nossa filha.
— Vou fazer nosso café da manhã, esperem aqui. – levantei e fui para a cozinha, começando a fazer a comida.
Quando ficou pronto apenas servi em um único recipiente e peguei três colheres e indo para o quarto.
Kyungsoo estava sentado na dama e Yang-Mi estava abraçada em seu corpo, olhando o desenho que passava na tv.
Esses eram os meus momentos preferidos do dia.
Sentei ao lado dos dois e deixei o prato entre nós e entreguei uma colher para cada um, começando a comer enquanto ainda olhava o desenho que passava.
Mas a cada duas colheradas o Kyungsoo parava de comer para prestar atenção em seu celular, e eu já sabia até quem seria naquele momento, fazia dias que ele estava mais grudado em Baekhyun do que de costume.
— O que tanto vocês conversam, você não consegue largar esse celular nem pra comer, acabamos de acordar, amor.
— Eu sei, mas eu preciso falar isso com ele. É importante.
— Se é tão importante porque não fala comigo?
Kyungsoo suspirou e mordeu os lábios, deixando o telefone de lado e voltando a comer a comida.
{...}
Já era final de tarde, Yang-Mi estava na aula de piano e Kyungsoo estava dobrando as roupas na lavanderia.
Abracei seu corpo por trás e beijei seu ombro.
— Vai me contar o que está acontecendo ou vou ter que pensar que você anda tendo um caso com o Baekhyun? – perguntei fazendo bico, e mesmo que Kyungsoo não estivesse vendo, eu tenho certeza que ele sabia, pois sorriu.
— não seja manhoso, eu precisava ter certeza de umas coisas, e sabe, tem coisas que o Baek sempre me ajuda antes de falar com você.
— Vai, me conta logo antes que eu tenha um treco, Kyungsoo.
— Nini, o que acha da nossa família ter um m****o a mais? – perguntou parando de dobrar as roupas.
— Que bom que falou disso, eu estava mesmo pensando em adotar um cachorro.
— Não amor, outro filho. – disse rindo e suspirando.
— Você está…?
— Estou. – disse animado e virou entre meu abraço, beijando meus lábios.
— Eu vou amar, Soo.
Beijei seus lábios como se não houvesse amanhã.
Eu me sentia feliz e completo, queria nunca ter perdido Kyungsoo.
Quero mantê-lo em meus braços até o último dia das nossas vidas.