EXTRA (parte 1)

3477 Palavras
Kyungsoo POV Quando eu notei que poderia estar levemente ferrado a primeira pessoa que me passou na cabeça foi Chanyeol, mesmo ele sendo amigo do Jongin, ele parecia alguém sensato para se conversar. — Kyung? O que faz aqui? E por que tá segurando um cigarro apagado? — perguntou descendo do carro quando chegou, já relativamente tarde, ainda mais pelo tempo que eu estava lhe esperando. — Eu resolvi parar de fumar, mas isso me deixa mais calmo. Eu preciso falar com você, Chan, eu preciso da sua ajuda. — falei um pouco nervoso, mordendo os lábios. Mas assim que entramos, nos deparamos não só com os latidos e brincadeiras de Steve, mas também Baekhyun e Joongi. Baekhyun me olhou f**o, como se eu estivesse tentando comer o Chanyeol. — O que faz aqui Baekhyun? — perguntou Chanyeol. — Estava esperando você. O que ele faz aqui? — perguntou ríspido. — Ele é meu amigo e eu trago meus amigos para casa. — Olha Chan, eu precisa falar com você e é só com você, mas deixa assim. A gente se vê outra hora, vou fumar meu cigarro mesmo. — passei a mão em seu ombro e saí de seu apartamento, a única outra pessoa que eu poderia procurar é meu irmão, mas antes disso eu precisava ir a um lugar. {•••} Eu segurava com força a sacolinha da farmácia. Aquela noite estava relativamente fria e tudo que eu conseguia pensar era em como eu cheguei naquele estágio. Eu tinha um relacionamento conturbado com Jongin e sei que esse tipo de relacionamento não é bom. Mas é aquela coisa, eu sou apaixonado pelo cara errado e só vou me sentir bem estando ao seu lado. Jongin tinha um passado que nunca mencionou, mas que era algo doloroso para ele, algo que ele prefere não lembrar. Mas sinto seus corpo tremer e ouço seus gemidos nos pesadelos durante a noite. Mas isso não é o importante, o real motivo disso tudo é: Jongin nunca quis filhos, sempre disse que não aceitaria ter filhos, mas então, agora aqui estou eu, quase correndo nesse noite fria ruma a casa do meu irmão. Bati na porta de Kris com força e em poucos minutos meu irmão, com uma bela cara de sono, apareceu na porta. — O que está fazendo aqui tão tarde? — me perguntou enquanto eu invadia sua casa e corria para o banheiro. Não é como se fosse realmente tarde, era pouco mais de dez da noite. — Jongin vai me m***r. Kris, eu acho que engravidei. — disse enquanto fazia xixi no palitinho. — Por que não faz isso na sua casa? Vocês nem moram juntos. — Ele poderia descobrir, não quis arriscar, além do mais, eu queria um apoio na hora de decidir o que fazer, eu fui procurar o Chanyeol, mas o Baek estava lá e eu não ia contar na frente dele. — disse olhando para o tal palito esperando os risquinhos. — E então, o que deu? — perguntou depois de alguns minutos de silêncio e eu apenas suspirei, jogando o teste no lixo. — O que eu achei que daria, eu tô grávido. Minha vida tá perdida! — Para de fazer tempestade em copo de água, vai ficar tudo bem. {•••} TRÊS MESES DEPOIS Como eu queria que as palavras de Kris tivessem sido verdade, como eu queria que Jongin fosse mais compreensivo, menos duro para com nós dois. Mas ele era frio. Um iceberg. Eu nem sei como eu me apaixonei por ele. Nos conhecemos em uma festa, dançamos juntos e depois de alguns drinks foi inevitável aquele calor dominar o nosso corpo, e naquela mesma noite transamos pela primeira vez. Se tivesse sido apenas aquela transa, talvez tivéssemos esquecido e seguido nossas vidas. Mas Jongin fez questão de acordar de manhã e beijar meu corpo, fez questão de me fazer implorar pra tê-lo dentro de mim outra vez. Ele se movia lentamente, me fazendo ter sensações que eu achei que jamais sentiria. Isso fez eu pegar seu número de telefone, ligar para ele no dia seguinte, e no outro e também no posterior. Acabamos tendo um "namoro", não dava pra dizer bem que era um, pois nunca houve pedido de nenhuma das partes, mas ficavámos sempre juntos, andávamos de mãos dadas, passávamos as tardes de domingo abraçados embaixo dos edredons e estávamos ali para dar apoio sempre. Mas agora eu estou aqui, dentro de um avião, indo para China sem data para voltar para minha casa, carregando um filho que eu não faço ideia de como se cria ou como eu vou criar essa criança na minha casinha minúscula e salário de m***a. Enquanto Jongin? Ele está lá, curtindo sua vida de solteiro e pegando outro cara. Eu jamais admitiria, mas aquilo partiu meu coração de a forma que eu não sei se algum dia eu serei capaz de reconstruir novamente. JONGIN POV Quem olha o Kyunggie de longe logo pensa que é um cara frio e grosseiro. É isso que ele aparenta com sua face sempre séria, suas respostas curtas e seu cigarro que ele sempre tragava lentamente. Mas nem de longe ele é assim. Não quando está longe dos olhos alheios, muito menos quando está entre meus braços. Kyungsoo é manhoso. Quando acorda de manhã ele tem o hábito de respirar fundo e sorrir antes de abrir os olhos, logo depois ele me abraça desejando bom dia, só então ele abre os olhos. Talvez seja porque ele sabe que eu já estou acordado, ou porque sabe que eu amo sentir sua pele quente logo cedo. Eu gosto de s**o matinal, já ele se sente envergonhado, a luz dia iluminado seu quarto e deixando seu corpo nu completamente visível enquanto ele se move lentamente sobre mim. Eu diria que isso é a personificação da beleza, que merecia ser emoldurado e colocado em um museu. Seu corpo nem tão magro, sua pele ainda com as marcas do sono pesado, seus cabelos bagunçados e os sorriso tímido, sendo substituído vez ou outra por gemidos baixos. Com tudo isso eu quero dizer que Kyungsoo é tudo, menos um cara durão. Ele é frágil! Sensível. Espetacular em cada célula sua. E sendo esse cara ele não merece ficar comigo. Ele deve dar seus sorrisos matinais a quem merece receber esse presente. Quem ficar ao lado de Kyungsoo tem que ser merecedor dessa alegria, da dádiva de ter ele ao seu lado, e esse cara não sou eu. — Já fez aquele relatório Jongin? — perguntou Chanyeol com um tom ríspido, me tirando de meus devaneios. — Ahn, eu já vou terminar. — disse olhando para o computador e vendo o cursor piscar, aquilo havia me tirando de órbita, me fazendo refletir sobre tudo que estava acontecendo no momento. — Cara, eu não falei nada na minha casa, até porque o clima estava uma m***a e eu não queria estragar o aniversário. Mas qual o seu problema? Cara, você sempre me deu conselhos de como agir com o Baekhyun e agora está agindo feito o****o. Por que falou aquilo para o Kyungsoo? — Para que ele fosse embora de uma vez. Eu não posso continuar sendo empecilho na vida dele. Chanyeol, eu amo o Kyunggie, você sabe disso. Mas a cada dia eu vejo ele mais distante, mais cansado e muito mais triste. Eu sei que sou culpado disso, é melhor ele longe de mim. — Do que está falando? — É óbvio que eu não estou com o Lay, se eu fosse ficar com ele teria comido ele a três anos trás, quando ele praticamente sentou na minha mesa e abriu as penas. Eu fiz isso apenas para Kyungsoo ir logo, eu sabia dos planos dele e dei uma mão, apenas. — suspirei frustrado. — Cara, essa é a maior m***a que você está fazendo na sua vida! Você não vai conseguir consertar depois. Fala com ele agora! — Não, é melhor assim! Ele merece ser feliz! — Ele não vai ser feliz sem você! p***a, ele te ama, ele está indo embora só porque te ama! Jongin impede ele! Agora! — Não! Eu sei o que estou fazendo. — Então ótimo, quando perder ele de vez não venha me reclamar. Eu avisei. — Chanyeol saiu da sala furioso. {•••} As palavras de Chanyeol me atormentavam todas as noites. Passando por minha mente em um loop infinito. Fazia dois meses desde que Kyungsoo havia ido em embora. Por um momento eu até tentei falar com ele novamente, mas ele não respondeu minha mensagem, nem mesmo para dizer que me odiava e não queria me ver novamente. E isso me fez acreditar nas palavras daquela mulher, de quando eu era criança. Ela sempre dizia "nem tente, Jongin. Ninguém vai amar você". "Você é um e******o Jongin, ninguém quer alguém como você, o melhor é você sumir da vida de todos". Eu evito filhos por isso. Eu fico pensando: e se eu também deixar uma marca definitiva naquela criança? E se eu for responsável por suas desilusões? E se eu o magoar e o fizer acreditar que não é bom o suficiente? Eu não posso deixar isso acontecer. Assim como não queria prender Kyungsoo a mim e o ver sofrer, mas eu notei tarde demais que eu estava muito mais preso a ele, do que ele estava a mim. {•••} Era quase cinco horas da manhã quando Chanyeol me mandou uma mensagem avisando que sua filha havia nascido. Eu já tinha comprado um presente, e conforme li na internet, lavei a roupinha com sabão de glicerina e tirei as etiquetas para não prejudicar o bebê. Quando passava do meio dia eu acreditei que Baekhyun já havia descansado do parto, por isso resolvi ir para o hospital. Entrei vagarosamente no quarto, e me surpreendi por não ver apenas Baekhyun e Chanyeol no quarto, como também Kyungsoo, que estava muito mais lindo do que uns meses antes. — Kyunggie, achei que tivesse voltado de vez para a China. — Kyung estava lindo, mais lindo do que eu jamais havia visto. Mas, porém, todavia, ele estava grávido. No fim Chanyeol estava certo, minha estupidez me fez perder ele para outro. — Eu vim conhecer o bebê, trouxe uma roupinha. Já lavei em casa com sabão de glicerina, ela pode usar. — entreguei a Baekhyun. — Obrigado Jongin, a gente coloca nela depois do banho. — disse Baekhyun enquanto amamentava a pequena, que sugava seu mamilo de forma serena, acariciando o peito do pai. — Uhum... Então, Kyungsoo, arrumou um namorado por lá? — disse olhando para sua barriga, que não era muito grande, mas era uma barriga de gravidez. Até porque Kyungsoo sempre foi bem magro. Sua b***a era grande, linda, redondinha, durinha. Mas ele era magro. — Não. Enfim. Acho melhor eu ir andando. Eu volto amanhã para conhecer melhor a Jin Ha. — Kyung deu um beijo em Baekhyun e saiu do quarto, notavelmente incomodado com minha presença. — Vocês sabiam sobre a gravidez dele? — perguntei indignado, não era capaz de acreditar que meu amigo me escondeu uma coisa dessas. — Claro, Jongin. Eu disse que você se arrependeria das suas escolhas. — Chanyeol falou direto e frio, e eu saí do quarto indo atrás de Kyungsoo. — Kyunggie, espera, por favor. — corri atrás dele e pedi segurando seu braço, ele suspirou. — Jongin, já tivemos essa conversa antes, acho que é melhor para nós dois não tocar nesse assunto. Certo? — Não Kyungsoo, a gente não teve essa conversa porque eu fui um i****a. Eu nunca fiquei com outra pessoa, muito menos o Lay. Kyungsoo, se você leu aquela mensagem você sabe que eu quero você. — Mas agora não dá mais Jongin, é tarde, não tem chance de gente ficar juntos outra vez. — É por causa do bebê? Eu não me importo, eu fico com você mesmo sendo de outro. — cheguei mais perto de Kyungsoo, o predando contra a parede. — Kyungsoo, eu ainda sou apaixonado por você. Sempre fui. — Você é o cara mais i****a que eu conheço. Eu não acredito que você acha que eu teria um filho sem pai. — ele disse segurando a gola da minha camisa e me trazendo para mais perto. — Eu odeio você Kim Jongin, por mim você poderia morrer agora. — falou sem convicção. — Jura? Porque eu acho que você quer isso tanto quanto eu. — segurei sua cintura com força e tomei seus lábios, rapidamente sendo retribuído por Kyungsoo. Os minutos seguintes pareciam um borrão em minha mente. Acabamos por pegar um táxi em direção a minha casa. Não conversamos e muito menos separamos nossas bocas. Ao chegar em minha casa apenas fechei a porta com o pé e peguei Kyungsoo no colo, o levando para meu quarto e tomando seu corpo como meu, como jamais deveria ter deixado de ser. Kyungsoo parecia ter tanta pressa quanto eu. Não era todas as palavras que descreviam o que sentiamos um pelo outro. Kyungsoo me abraçou forte enquanto cavalgava em meu colo, gemendo baixinho em meu ouvido e tomando meus lábios sempre que possível, parando o beijo apenas para gemer mais e me abraçar. Nossos corpos estavam entrelaçados daquela forma gostosa. Eu sentia que ele poderia ser meu para sempre, que aquele tempo seria infinito, que nada entre nós tinha mudado. {•••} — Isso foi um erro. — Kyungsoo disse sonolento, sua perna se esfregando na minha, sua pele gostosa me fazendo um carinho sutil. — Não foi, não agora. — abracei Kyungsoo que escondeu seu rosto em meu peito, acariciando minhas costas enquanto eu acariciava seus cabelos. — Eu vou ter um bebê, você não quer ter um bebê. Isso não vai dar certo. — disse um tanto choroso. — Mas eu quero você Kyungsoo, quero muito. E agora ter você quer dizer ter um bebê, então tudo bem pra mim... Eu só não posso deixar que você vá embora de novo. — E se você mudar de ideia? — perguntou fazendo um bico tão fofo que eu não resisti morder. — Eu prometo que não vou. Só... Não quero que o pai do bebê saiba fazer existência dele, eu não quero que nada, nem ninguém separe a gente. — Certeza? — Certeza! — Eu odeio tanto, tanto o fato de que eu sou louco por você, Jongin. Você me machucou muito com as merdas que fez, e eu estou aqui todo derretido. — Vou te contar um segredo. — sussurrei. — Eu também amo você! UM MÊS DEPOIS — Kyungsoo, isso é tão errado. — falei gemendo em seu ouvido e segurando sua cintura de maneira firme. — Não é nada, só continua. — Kyungsoo empurrava seu quadril contra o meu com força, arranhando a parede do quarto e me fazendo gemer com a forma que me apertava em seu interior — Eu tô quase, Jongin, só mais um pouco. — Senhores, está tudo bem aí dentro. — perguntou a corretora de imóveis batendo na porta do quarto em que nos trancamos. — S-sim. Estamos decidindo os últimos detalhes sobre... Sobre... Nós vamos ficar com a casa. — disse desesperado. — Sorte a sua que essa casa eu gostei. — disse Kyungsoo gemendo e masturbando seu m****o rápido, fazendo aquele barulho que me deixava ainda mais cheio de t***o, simplesmente por ser Kyunggie ali. — Ótimo, vou deixar vocês conversarem mais um pouco. — ela parecia estar sorrindo pelo seu tom de voz, e logo ouvirmos os saltos de direcionando para longe do quarto. Kyungsoo teve a brilhante ideia de querer t*****r na casa que estávamos procurando para comprar, mesmo assim, eu ainda o amava. Quando finalmente ele gozou, nós fomos no banheiro que tinha no quarto e lavamos as mãos. — Abri a porta e a mulher estava arrumando os papéis sobre a bancada da cozinha. — Creio que pra quem está esperando um bebê, essa é a casa perfeita. E realmente era. Era uma casa grande, com sala cozinha, três quartos, um sendo uma suíte, um banheiro grande e um quintal ótimo para se criar uma criança. — Foi o que achamos. — respondeu Kyungsoo e começou as ler os papéis antes de nós dois assinarmos. — Ótimo, façam bom proveito da nova casa. — Vamos fazer, vinte anos pagando, tem que fazer muito bom proveito. — disse rindo. Assim que ela saiu eu coloquei Kyunggie sentado sobre a bancada, beijando seu lábios — Agora séria um bom momento para um s**o selvagem, amor. — disse rindo e vendo Kyungsoo revirar os olhos. — Mas eu estava com vontade aquela hora, agora eu tô satisfeito. — Eu sei, do jeito que você me devorou deveria estar mesmo. — dei vários beijos em seu pescoço — Mas então, como agora não vai ser o momento do s**o selvagem, melhor os criarmos outro. — pigarreei segurando sua mão — Ficar sem você aqueles três meses foi a pior coisa da minha vida Kyungsoo. A gente sempre foi um tanto frio um com outro, sem rótulos, tendo um namoro um tanto desgastante, mas foi só perdendo você que eu percebi o quanto eu te amava e eu não quero mais perder você de novo, então... Você quer casar comigo? — perguntei tirando a caixinha do bolso. Kyungsoo ficou olhando de mim para a aliança diversas vezes antes de segurar minhas bochechas e beijar de um jeito que eu não conseguia nem entender, apenas me perder no gosto de seu beijo com a mesma paixão com que eu lhe retribuía. — É claro que eu aceito, eu sempre te amei, Jongin. E vai ser maravilhosos poder criar nosso bebê nessa casa. Nosso... Ele fala como se fosse realmente meu. Se eu soubesse que ele teria um filho com outro porque eu não queria lhe dar um, eu teria lhe dado, pelo menos eu não teria o perdido, nem uma parte dele. — Sim, nosso bebê. {•••} Logo depois que saímos da nossa nova casa fomos jantar fora e acabamos passando em uma loja infantil, comprando algumas roupinhas unissex, já que ainda não sabíamos o s**o do bebê. — Amanhã é o ultrassom e já vamos saber o s**o, estou ansioso. — disse Kyungsoo sentando em meu peito. — Eu admito, estou nervoso. {•••} — Voces estão vendo essa parte aqui? — perguntou o médico, passando o dedo por aquele bebê lindo e estranho naquele tal ultra-som 3D — É a filha de vocês, vocês vão ter uma menina. — Jongin, vamos ter uma filha. — Kyunggie disse animado, apertando minha mão. — Eu ouvi Soo, acho que já sabemos que um quarto da casa precisa ser cor de rosa. Acariciei a mãos de Kyungsoo enquanto ele olhava aquela tela. Eu estava amando ter essa oportunidade de viver tudo com Kyungsoo, mas era tão estranho. {•••} Depois de passar o dia na casa de Baekhyun e Chanyeol, voltamos para a casa, que estava uma verdadeira bagunça, tínhamos acabado de trazer os móveis do antigo apartamento de Kyungsoo e comprado algumas coisas novas, o único lugar da casa que já tínhamos feito era o quarto de Somin. — A gente tem que arrumar essa bagunça. — disse Kyungsoo já começando a abrir as caixas com os objetos da sala de estar. — Sim, não podemos ficar assim pra sempre, a casa tá limpa, é só colocar tudo no lugar. — É, você tem razão. Começamos pela sala, arrumando os móveis que estavam fora do lugar e tirando o que estava nas caixas. A sala que era o maior cômodo fizemos juntos, depois começamos a nos dividir, até que tudo estivesse em seu lugar e as caixas no porão. {•••} — Pedi uma pizza. — disse sentando no sofá ao seu lado — Estou cansado demais para cozinhar. — Olha, ela está mexendo. — Kyungsoo levou minha mão sobre sua barriga, onde eu podia sentir a bebê chutar. — Isso é... — Maravilhoso né? Eu estou tão feliz Jongin. De verdade, eu achei que fosse voltar da China e que teria apenas a companhia de Baekhyun e Chanyeol e no fim você... — Eu te amo, Kyungsoo, só não queria perder você de novo. — Eu também amo, eu amo muito. No fim, aquele mês tinha sido a reviravolta da minha vida, como um plot twist de filme. Kyungsoo me deixou, voltou grávido de outro, melhor amigo de Baekhyun, vamos casar e eu vou criar uma criança como minha filha, além de tudo compramos uma casa juntos... Eu nunca achei que chegaria tão longe com alguém. Mas vale a pena, por Kyungsoo tudo vale a pena.
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