— Senhor Park Chanyeol, está ciente que na guarda conjunta a criança continuará a residir com o pai que lhe concebeu, Byun Baekhyun?
— Sim meritíssimo. — falei calmo.
Estava na audiência de guarda do Joongi, finalmente eu seria oficialmente o pai do meu bebê.
— Senhor Byun Baekhyun, está ciente que no momento que assinar estes papéis Park Chanyeol tem total direito sobre a criança tanto quanto o senhor?
— Sim meritíssimo.
— Então agora Park Joongi tem oficialmente a guarda compartilhada pelos dois. — o Juiz bateu o martelo e o promotor, Kyungsoo, nos deu os papéis para que assinassemos.
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— Eu vou para a empresa agora, tenho que dar os papéis para Luhan assinar. — disse dando um selinho em Baekhyun e um beijo na cabeça de Joongi que pediu colo.
— Appa, eu quero ficar com você. — disse agarrado meu pescoço.
— Eu também quero, filho. — acariciei seus cabelos — Mas eu preciso trabalhar. Amanhã a gente se vê. — dei mais um beijo em sua bochecha e lhe pus no chão.
— Você não vai lá pra casa essa noite? — Baekhyun perguntou baixinho e fazendo um bico.
— Não. Preciso ir pra casa.
— Hm, tá. — Baekhyun me deu mais um selinho e seguiu em direção a um táxi enquanto eu ia para o estacionamento e pegava meu carro rumo a empresa.
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— Luhan, tenho certeza que fez um bom investimento, obrigado por confiar em nossa empresa. — apertei sua mão, assim como a de Sehun, fechando o contrato.
— Estou Voltando para China hoje, mas assim que Sehun terminar a faculdade eu volto para permanecer na Coreia e assim participar mais ativamente da empresa. Até mais ver Senhor Park.
Depois que Luhan saiu eu apenas me sentei na cadeira e repousei minha cabeça na mesma.
Tudo estava girando. Por um momento eu temi não conseguir aquele acordo.
— Chanyeol, cara, você conseguiu o maior acordo da empresa até hoje. Até porque não temos muitos. — Jongin disse rindo e me deu um copo de café, sentando em minha frente e tomando o seu.
— Ah, Jongin-ah, eu não sei o que fazer. Minha carreira agora parece ótima, mas minha vida pessoal... Eu não sei o que fazer com Baekhyun sabe.
— Como está usando aliança e o Kyungsoo disse que viu vocês se beijando, eu achei que já estivesse tudo certo.
— Mas não está. Eu não sei bem o tipo de relacionamento que nós temos. Ele me quer, mas ao mesmo tempo eu sinto que não é real sabe, o tempo todo ele diz que não quer criar a Jin Ha sozinho... eu me sinto usado. — passei as mãos no rosto e suspirei.
— O Baekhyun está passando por um momento frágil. O melhor que tem é vocês conversarem. Você tem que expor tudo que está sentindo também, porque se ele quer um relacionamento de verdade, não é empurrando tudo com a barriga da forma que acha que vai dar certo que vai resolver. — disse ameno tomando seu café.
— Você parece um psicólogo as vezes.
— Eu queria ser um, mas acabei fazendo direito e agora estou aqui dando concelhos de namoro que eu m*l sigo. Nem sempre meu relacionamento com o Kyungsoo da certo, tem vezes que não nos vemos a semana inteira, ou que brigamos por quem vai ser o ativo e acaba com o clima. Mas eu o amo e nada é mais forte que isso, eu tenho certeza.
— Eu vou falar com o Baekhyun amanhã, hoje eu só quero descansar. Obrigado cara. Você sabe que eu te amo e você é meu melhor amigo, certo? — disse segurando a mão de Jongin sobre a mesa.
— Eu sei. Eu sou incrível mesmo. — ele disse e nos acabamos por rir e terminar nosso café em silêncio.
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Já era noite quando eu cheguei em casa. Me surpreendi quando vi Kyungsoo parado em frente ao meu prédio.
— Kyung? O que faz aqui? E por que tá segurando um cigarro apagado? — perguntei rindo e pegando minhas coisas no caso.
— Eu resolvi parar de fumar, mas isso me deixa mais calmo. — ele parecia meio agitado e olhava para todos os lados antes de falar — Eu preciso falar com você, Chan, eu preciso da sua ajuda.
Assenti rapidamente, Kyungsoo parecia realmente nervoso. Entramos em meu prédio em silêncio e fomos para meu apartamento.
Mas assim que entramos, me deparo não só com os costumeiros latidos e brincadeiras de Steve, mas também Baekhyun e Joongi.
Baekhyun olhou f**o para Kyungsoo e eu suspirei.
— O que faz aqui Baekhyun?
— Estava esperando você. O que ele faz aqui? — perguntou ríspido.
— Ele é meu amigo e eu trago meus amigos para casa. — respondi no mesmo tom.
— Olha Chan, eu precisa falar com você e é só com você, mas deixa assim. A gente se vê outra hora, vou fumar meu cigarro mesmo. — Kyungsoo passou a mão no meu ombro e saiu do apartamento.
Suspirei e coloquei as mãos na cintura.
— Oi filho. — dei um beijo em Joongi e fiz carinho nas orelhas de Steve — Baekhyun, vem conversar comigo rapidinho, por favor. — Baekhyun assentiu e foi comigo em direção ao quarto — O que você está fazendo aqui? — perguntei sério.
— Esperando você chegar ué. — Baekhyun deu de ombros e passou os braços por meus ombros beijando minha boca — Você disse que não poderia ir lá pra casa, então eu achei melhor vir até você.
— Poderia ter me avisado.
— Por quê? Tá escondendo alguma coisa de mim? — me olhou sério.
— Não, claro que não.
— Então não tem com o que se incomodar. — disse e me deu vários selinhos.
— Baekhyun você está fazendo isso porque me ama ou porque tem medo de criar ela sozinho? — perguntei sério o afastando.
— Mesmo se a Jin Ha não fosse sua filha, você iria criar ela e ficar comigo?
Por um instante senti todo meu ar faltar. Eu não poderia nem imaginar não ter ela como minha filha. Eu já estava preparado pra isso, já estava esperando por ela. Ela é minha.
— Sim. — respondi convicto.
— Então não, eu não estou fazendo por medo. E sim porque eu gosto de você.
— Mas você tem dúvida e quer alguém que esteja do teu lado o tempo todo não é? Eu me sinto usado assim. — sentei na cama e passei as mãos no rosto, eu estava realmente cansado.
— Eu não tenho dúvida, ela é sua filha Chanyeol.
— E seria mesmo que não fosse.
Baekhyun assentiu e chegou mais perto, setando em meu colo e me abraçando forte, deixando sua cabeça enterrada em meu pescoço.
— Ela é sua filha.
Depois do jantar fizemos a caminha para Joongi e fomos para o quarto, depois de tomar banho me deitei ao lado de Baekhyun e logo adormeci.
{•••}
Acordei no meio da noite com meu celular tocando sem parar, até pensei em ignorar a princípio, mas ele não parava de tocar.
Atendi assim que vi o nome de Jongin.
— Oi, cara. Aconteceu alguma coisa? — perguntei baixinho, eu até sairia da cama para não acordar Baekhyun, mas ele não me soltava para que eu pudesse fazer isso.
— Você chegou a falar com o Kyungsoo? Ele disse que ia passar na sua casa e ia vir pra cá, mas não veio.
— Cheguei a falar sim...-
— Sh, eu quero dormir. — Baekhyun sussurrou e me deu uns beijinhos na bochecha antes de esconder sua cabeça em meu pescoço.
— Quem está aí Chanyeol? — Jongin perguntou desconfiado.
— O Baekhyun, é claro que é o Baekhyun. Espero que não pense nada diferente disso Jongin.
— Você disse que só ia falar com ele amanhã.
— Mas ele veio aqui pra casa e está aqui agora. Eu não estou dormindo com o Kyungsoo, eu não sei onde ele está, mas quem está na minha cama é o Baekhyun. — disse um tanto exaltado por sua desconfiança.
— Que inferno! — Baekhyun acordou e levantou da cama — Desliga essa m***a. Você não é babá do olhudo.
— Jongin, eu não sei onde está o Kyungsoo, mas amanhã eu procuro com você, preciso desligar. — desliguei o celular e fiquei olhando sério para Baekhyun — Volta pra cama, eu já desliguei.
— Você não está tendo um caso com aquele...-
— Baekhyun, meu Deus, você viu ele indo embora, é claro que eu não estou tendo um caso com ele. — falei levemente irritado por toda essa situação — Volta pra essa cama de uma vez e vamos dormir, amanhã eu tenho que trabalhar e vou ter que aguentar um Jongin todo emburrado, então... — Baekhyun fez um bico e me olhou bravo enquanto engatinhava de volta pra cama — Obrigado. — disse por fim.
Suas mãos subiram por meu braço até estar na minha nuca, chegou mais perto, roçando nossos lábios.
— Se você me trair eu vou cortar seu p*u fora. E nem pensei que eu vou sentir falta dele porque eu não vou. Vou ficar com um marido sem p*u, como as adúlteras ficavam sem nariz no Egito.
Eu não consegui evitar a risada com aquele comentário. Beijei seu rosto várias vezes antes de chegar aos seus lábios.
— Eu te amo. Muito. — disse entre o beijo o abraçando mais forte, sentindo seu cheirinho doce e sua pele quente.
— Eu também te amo.