Capítulo 6

1212 Palavras
RF - Marcelo, eu quero vocês quatro aqui agora. - gritei pelo radinho e me joguei no chão.  Atiraram na Manuela. Duas vezes. E a doida ainda estava sem colete, e a blusa dela, que antes era branca, estava totalmente vermelha. Coloquei a cabeça dela no meu colo, e apertei sua barriga. - Amor, olha pra mim. - chamou, meio fraca. - Cuida deles, tá bom?  - Manuela, olha pra mim você! - falei sério e ela fechou a cara. - Fica comigo. Eles precisam de você. E eu mais ainda!  Levantei, peguei ela no colo e fui tentando fazer ela ficar acordada. Um carro freiou com tudo na nossa frente, peguei minha a**a, e os caras saíram do carro. Então olharam pra mim, depois pra Manu.  - Vamo. - gritei quando eles ficaram parados olhando. - RF. - Juan chamou, segurando meu rosto enquanto MM entrava no carro com a Manu. - Você vai pra casa. Fica com seus filhos, e a gente resolve isso.  - Vou trazer ela de volta. - MM prometeu quando eu ia argumentar. - Eu juro.  Assenti, Juan entrou no carro e saiu voado. Tentei pensar no que fazer, se acontecesse alguma coisa com ela, eu não sabia o que ia ser da minha vida. Fui andando até em casa, quando cheguei, Rafa pulou no meu colo, e os meninos me abraçaram. m*l consegui olhar pra Rafa, ela não tinha culpa, mas era igual a Manuela.  - Cadê a mamãe? - Léo perguntou, olhei pra Ju, que entendeu, e mandou todos subirem.  Sentei no sofá, coloquei a cabeça entre as mãos e deixei algumas lágrimas caírem, Júlia se sentou do meu lado, me fez levantar a cabeça e me olhou séria.  - Rafael, olha pra mim. - olhei. - Para de chorar. Agora. - sequei as lágrimas e olhei pra ela. - A gente chama ela de Fera não é atoa, motivo não falta, e um deles é pela força dela. Manuela é dura na queda, Rafael.  - Ela levou dois tiros, Júlia. - retruquei, olhando pra ela sério. Júlia engoliu em seco, então me abraçou. - Eu não posso perder ela.  - E você não vai. - respondeu. - Agora sobe, toma um banho, e se acalma.  Assenti. Subi, fiquei olhando a parede que estava cheia de fotos nossas, que ela sempre reclamava porque não tínhamos colocado foto das crianças ainda, suspirei e fui pro banheiro.  Ju - Vem aqui vocês seis. - chamei as crianças, me sentei no sofá e eles se sentaram no chão. - Por que meu pai tá triste, dinda? - Bê perguntou.  - Por que a Manu. - comecei e todos arregalaram os olhos. - A Fera tá bem? - Léo perguntou e eu sorri. - A Fera teve um probleminha. - expliquei. - Então ela foi pro médico, junto com o Tio MM, Tio Juan, Tio Rangel e Tio Claudinho.  - Eu quero ver a minha mãe! - Bê pediu, quase chorando.  Suspirei. Olhei pra cada um deles, e vi que o Bê não era o único prestes a chorar - além deles, eu também estava quase. Abri meus braços, e eles me abraçaram. - A dinda vai ficar bem? - Mari perguntou me olhando com cara de cachorrinho perdido. - Vai amor, ela é forte. - ela assentiu e me apertou.  - Cadê minhas crias? - RF gritou enquanto descia. Dava pra ver o desânimo no olhar dele, mas ele queria cuidar dos meninos.  - Eu quero minha mãe! - Rafa gritou e sentou no colo do Rafael. - A sua dinda já te explicou. - ele respondeu paciente. - Daqui a pouco a Fera tá aqui.  O Bê suspirou. Todos os filhos eram grudados na Manu, mas ele era diferente, talvez por ser o primeiro. A conexão deles parecia como a que ela tinha com o Rafael.  - Vem cá. - Davi chamou, e Bê abraçou ele. Sorri, e apertei a Mari e o Felipe contra mim, eles riram, depois me apertaram mais. Ficamos todos assim, até que resolvi fazer almoço. Fiz um macarrão, estilo Manu. Ajeitei a mesa, coloquei comida pra eles, e até pro Rafael, que não queria comer de jeito nenhum.  Depois que todos terminaram, lavei as louças, e fiquei olhando eles brincarem. Quando anoiteceu, eles enfim dormiram, e RF me ajudou a colocar cada dupla em um quarto. Voltamos pra sala, e ficamos olhando pro teto.  - Que clima de velório! - Manu disse entrando com a ajuda do Marcelo. Ela sorriu pro Rafael, que levantou em um pulo, e a abraçou.  - Duas balinhas. - Claudinho explicou se sentando no sofá. - Uma cirurgia, um pouco de sangue e uma fuga do hospital. - Juan completou e sorriu pra Manu. - Falei que ia trazer ela RF. - Marcelo soltou, me deu um beijo e se sentou.  Manu  - Tá bem vida? Quer alguma coisa? - Rafael perguntou me segurando no colo.  - Amor, eu tô bem, relaxa! - falei rindo. Ele continuou sério e eu fiz cara de tédio. - Não existem balas suficientes pra me tirar de você!  - Vai começar a melação! - Ju exclamou rindo e me abraçou.  - Ai gente! - soltei rindo.  - Fera? - Bê desceu correndo e parou na minha frente. - Cadê seu machucado? Posso te abraçar, mamãe?  - Tá aqui, amor. - levantei a blusa, e todos olharam. - Lógico que pode me abraçar! Cadê seus irmãos? Bê não respondeu, veio todo delicado me abraçar, então suspirou. Apertei ele, que riu, beijei sua cabeça, e ele ficou me olhando. Ele realmente parecia muito o Rafael, não tinha como negar!  - Eu te amo muito, mamãe! - soltou, no meio do nosso abraço. - Eu também te amo muito, meu amor. - e ele me apertou mais.  Quando falo que meu filho é um príncipe, ninguém pode duvidar. Rafael nos abraçou, então ouvi uma correria, olhei e vi Rafa e Léo chegando perto. Léo pediu pra ver meu dodói, então levantei a blusa de novo, e ele arregalou os olhos. Pisquei pra ele, puxei ele e a Rafa e os abracei.  - Eu fiquei com medo mamãe. - Rafa disse e me olhou séria.  - Lembra do que seu padrinho prometeu pra vocês três? - eles olharam pro Marcelo, que sorriu. - Eu sempre vou trazer sua mãe de volta, e o seu pai também. - e os três pularam nele.  - É muito amor pra uma família só! - Juan soltou com um sorrisinho.  - Mas tá faltando criança. - falei olhando pros meninos e depois pra Ju. - Seus afilhados dormiram. - ela explicou e deu de ombros.  - O resto tá em casa. - Claudinho respondeu também dando de ombros. - Dinda! - Felipe correu, mas a Rafa segurou ele. - A barriga dela tá dodói. - disse séria, depois olhou pro Davi e pra Mari. - Mostra, mamãe.  Levantei a blusa mais uma vez, então eles suspiraram. Eu ri, disse que estava bem, mas que eles não poderiam pular em mim por um tempinho, eles ficaram desanimados, mas entenderam.  - Mas vocês podem pular no padrinho, que tal? - sugeri e eles sorriram.  - Ah, amor. - RF resmungou, me olhando quando me levantei, e os meninos pularam nele.
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