- Sou eu p***a. - Souza engasgou e eu soltei ele rindo. - c*****o Atena.
- Normalmente as pessoas batem na porta. - falei ascendendo a luz.
- Eu não bato mermo não. - deu de ombros e se jogou no sofá.
- Da próxima, te dou um tiro. - ironizei.
- Se me m***r o bagulho fica doido. - rebateu. Me joguei no sofá e olhei pra ele.
- Ninguém vai saber que fui eu. - ele fez careta.
- Cê vai tomar uma comigo hoje. - falou se levantando.
- Vou? - retruquei. Ele assentiu. - Eu quero dormir.
- Cê já dormiu de tarde. - cruzou os braços e me encarou.
- Você é um porre. - exclamei me levantando.
•••
- Esse teu piercing ficou maneiro. - falou por trás do copo.
- Eu que furei. - soltei.
- Tu é sanguinária mermo. - dei um sorrisinho de lado.
- Por isso eu vou ser útil né? - rebati e ele me olhou.
- Exatamente. - respondeu meio desconfiado.
- Porque você não pede logo? - perguntei e ele arqueou a sobrancelha. - Você quer que eu mate o seu rival, não é?
- Essa parada aí é minha. - falou na defensiva.
- Sabe uma coisa que eu sou ótima? - ele me olhou.
- m***r? - falou meio irônico. Dei de ombros.
- Isso também. - respondi. - Eu sou ótima em decifrar as pessoas.
- Para de tentar me decifrar então. - retrucou. Soltei um risinho e dei um gole na cerveja.
- Tá nervoso por que? - olhei pra ele com um sorrisinho.
- Tu é chata pra c*****o. - soltou.
- Você devia aprender a mentir. - dei um gole na cerveja e olhei o movimento do morro.
Ágatha
- Que que é garoto? - exclamei e Nemo riu.
- Cê é toda bolada né. - soltou e ficou me olhando.
- Tá doido pra levar umas p*****a, de novo né? - debochei e ele fechou a cara. - Fala logo.
- Vamo lá no campinho? - convidou. - Te pago um lanche.
- Você sequestrou minha amiga, lembra disso? - arqueei uma sobrancelha pra ele.
- Sua amiga quebrou uma cadeira em mim. - retrucou e eu dei um sorrisinho.
- Tô cansada, vou pra casa. - falei e ele murchou. - Você pode me acompanhar.
- Namoral? - perguntou e eu assenti.
O Nemo mexia comigo, e eu sabia que mexia com ele. Mas não ia facilitar. Não mesmo.
- Cê tá gata hoje. - soltou quando chegamos em frente a minha casa.
- Todo dia. - respondi e ele riu.
- Vamo sair amanhã? - perguntou.
- Vou sair amanhã. - provoquei e Nemo fechou a cara.
- Com quem? - perguntou meio bolado.
- Um amigo. - soltei.
- Vai sair nada não. - exclamou e eu ri.
- Cuida da sua vida Guilherme. - falei baixinho.
- Eu tô cuidando dela po. - rebateu meio alto demais. - p***a Ágatha. - passou as mãos no cabelo. - Para de caô.