Capítulo 9

516 Palavras
- Sou eu p***a. - Souza engasgou e eu soltei ele rindo. - c*****o Atena.  - Normalmente as pessoas batem na porta. - falei ascendendo a luz. - Eu não bato mermo não. - deu de ombros e se jogou no sofá.  - Da próxima, te dou um tiro. - ironizei. - Se me m***r o bagulho fica doido. - rebateu. Me joguei no sofá e olhei pra ele.  - Ninguém vai saber que fui eu. - ele fez careta. - Cê vai tomar uma comigo hoje. - falou se levantando.  - Vou? - retruquei. Ele assentiu. - Eu quero dormir. - Cê já dormiu de tarde. - cruzou os braços e me encarou.  - Você é um porre. - exclamei me levantando. ••• - Esse teu piercing ficou maneiro. -  falou por trás do copo.  - Eu que furei. - soltei. - Tu é sanguinária mermo. - dei um sorrisinho de lado. - Por isso eu vou ser útil né? - rebati e ele me olhou.  - Exatamente. - respondeu meio desconfiado. - Porque você não pede logo? - perguntei e ele arqueou a sobrancelha. - Você quer que eu mate o seu rival, não é? - Essa parada aí é minha. - falou na defensiva.  - Sabe uma coisa que eu sou ótima? - ele me olhou. - m***r? - falou meio irônico. Dei de ombros. - Isso também. - respondi. - Eu sou ótima em decifrar as pessoas.  - Para de tentar me decifrar então. - retrucou. Soltei um risinho e dei um gole na cerveja.  - Tá nervoso por que? - olhei pra ele com um sorrisinho.  - Tu é chata pra c*****o. - soltou. - Você devia aprender a mentir. - dei um gole na cerveja e olhei o movimento do morro. Ágatha  - Que que é garoto? - exclamei e Nemo riu. - Cê é toda bolada né. - soltou e ficou me olhando.  - Tá doido pra levar umas p*****a, de novo né? - debochei e ele fechou a cara. - Fala logo. - Vamo lá no campinho? - convidou. - Te pago um lanche.  - Você sequestrou minha amiga, lembra disso? - arqueei uma sobrancelha pra ele.  - Sua amiga quebrou uma cadeira em mim. - retrucou e eu dei um sorrisinho.  - Tô cansada, vou pra casa. - falei e ele murchou. - Você pode me acompanhar.  - Namoral? - perguntou e eu assenti. O Nemo mexia comigo, e eu sabia que mexia com ele. Mas não ia facilitar. Não mesmo.  - Cê tá gata hoje. - soltou quando chegamos em frente a minha casa.  - Todo dia. - respondi e ele riu.  - Vamo sair amanhã? - perguntou. - Vou sair amanhã. - provoquei e Nemo fechou a cara. - Com quem? - perguntou meio bolado.  - Um amigo. - soltei. - Vai sair nada não. - exclamou e eu ri.  - Cuida da sua vida Guilherme. - falei baixinho.  - Eu tô cuidando dela po. - rebateu meio alto demais.  - p***a Ágatha. - passou as mãos no cabelo. - Para de caô.
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