- Ligação -
- Você some assim sempre? - soltei uma gargalhada sem querer.
- Você tava bem ocupada. - rebati.
- Quando cê volta madame? - podia apostar que Ágatha estava com um sorriso maroto nos lábios.
- Acho que depois de amanhã. - respondi. - Deu minha hora, beijo.
- Ligação -
Fui pro restaurante combinado olhando pra todos os lugares, criando mil e uma rotas de fugas caso precisasse.
Vi a Marcela, mulher que me ligou, sentada na mesa e dei um sorrisinho. Fui até a mesa e me sentei.
- Ele tem que morrer. - falou. Dei um gole no gin e arqueei a sobrancelha. - Você bebe em serviço?
- Cadê a foto dele? - rebati.
Ela engoliu em seco, me passou uma foto e um pacote. Peguei os dois, abri o pacote ainda olhando pra ela, depois vi o dinheiro.
- Tem certeza disso? - perguntei, Marcela assentiu no ato.
Levantei e sai da mesa. Marcela não hesitou em me responder, tenho certeza que se pudesse, faria ela mesma.
Voltei pro meu hotel e me ajeitei, ia ser fácil.
Puxei a ficha dele. Que belo filho da p**a de m***a. Ia ser prazeroso fazer isso.
•••
Apertei o gatilho e observei o corpo cair no chão. Pronto. Mais um trabalho.
Ajeitei a arma na caixa e sai pela escada de incêndio do prédio.
Passei no hotel, peguei minhas malas, paguei tudo e fui direto pro aeroporto. Antes de entrar no avião, fui pro banheiro e me enfiei numa calça.
Uma hora de voo, mais trinta minutos de transito. Desci do táxi com a pior cara possível.
Subi o morro quase me arrastando, cheguei em casa, tomei um banho e me joguei no sofá.
Acordei quando já estava escuro, com um ruído na janela. Levantei devagar, peguei uma faca na cozinha e esperei ao lado da janela.
Assim que a pessoa entrou, o imobilizei, e colei a faca no pescoço, prestes a m***r.