Capítulo 7

362 Palavras
- Vou pegar bebida. - Ágatha gritou no meu ouvido e saiu de perto.  Quando chegamos, ela disse pra eu não ficar igual uma segurança. Relaxar, beber e dançar. Era isso que eu ia fazer.  Pelo menos por uma noite.  Senti uma mão na minha cintura e virei pronta pra dar um soco, mas Souza segurou minha mão.  - Relaxa c*****o. - falou rindo. - Bebe ai. - e enfiou o copo dele na minha reta. - Tá tentando me m***r não né? - perguntei com um sorrisinho e ele riu. - Ainda não. - falou no meu ouvido. Olhei pra ele com um sorrisinho e bebi. - Não vou ser uma pedra no teu caminho. - gritei no ouvido dele e estendi a mão direita, com o dedo mindinho levantado.  - Namoral? - perguntou e eu assenti.  Souza me deu o mindinho e fiz a promessa. Confiava nele, na Ágatha e até na Cinderela.  - Tu é meu fechamento agora. - falou no meu ouvido.  Estava difícil ouvir qualquer coisa, então precisávamos um gritar no ouvido do outro, o que de certa forma, era cômico.  - Cinderela vai ficar com ciúmes. - respondi e ele gargalhou. - Se vacilar eu te mato jae? - O mesmo pra ti. - retrucou com um sorriso. Dei mais um gole no copo dele, e devolvi, Souza pegou e deu um gole, ainda me analisando. - Meu celular tá tocando. - falei alto e ele me puxou.  Se tinha alguém que podia me tirar rápido dali, era ele. Demorei quase 10 minutos pra conseguir entrar com a Agatha, mas com ele, demorei 2 minutos pra fazer o mesmo caminho. - Ligação - - Maria? - a voz de uma mulher chamou.  - Tô ouvindo. - falei e Souza me encarou.  - Vou precisar de você. - começou. - Posso te encontrar amanhã?  - Pode. Onde e que horas? - perguntei.  - Belo Horizonte, 12h. - explicou respirando fundo.  - Até amanhã. - e desliguei. - Ligação -  - Vou pra casa. - falei e Souza me olhou confuso. - Trabalho. - Te levo. - assenti. - Qual nome da vez? - Maria. - falei rindo.
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