- Vou pegar bebida. - Ágatha gritou no meu ouvido e saiu de perto.
Quando chegamos, ela disse pra eu não ficar igual uma segurança. Relaxar, beber e dançar. Era isso que eu ia fazer.
Pelo menos por uma noite.
Senti uma mão na minha cintura e virei pronta pra dar um soco, mas Souza segurou minha mão.
- Relaxa c*****o. - falou rindo. - Bebe ai. - e enfiou o copo dele na minha reta.
- Tá tentando me m***r não né? - perguntei com um sorrisinho e ele riu.
- Ainda não. - falou no meu ouvido. Olhei pra ele com um sorrisinho e bebi.
- Não vou ser uma pedra no teu caminho. - gritei no ouvido dele e estendi a mão direita, com o dedo mindinho levantado.
- Namoral? - perguntou e eu assenti.
Souza me deu o mindinho e fiz a promessa. Confiava nele, na Ágatha e até na Cinderela.
- Tu é meu fechamento agora. - falou no meu ouvido.
Estava difícil ouvir qualquer coisa, então precisávamos um gritar no ouvido do outro, o que de certa forma, era cômico.
- Cinderela vai ficar com ciúmes. - respondi e ele gargalhou. - Se vacilar eu te mato jae?
- O mesmo pra ti. - retrucou com um sorriso.
Dei mais um gole no copo dele, e devolvi, Souza pegou e deu um gole, ainda me analisando.
- Meu celular tá tocando. - falei alto e ele me puxou.
Se tinha alguém que podia me tirar rápido dali, era ele. Demorei quase 10 minutos pra conseguir entrar com a Agatha, mas com ele, demorei 2 minutos pra fazer o mesmo caminho.
- Ligação -
- Maria? - a voz de uma mulher chamou.
- Tô ouvindo. - falei e Souza me encarou.
- Vou precisar de você. - começou. - Posso te encontrar amanhã?
- Pode. Onde e que horas? - perguntei.
- Belo Horizonte, 12h. - explicou respirando fundo.
- Até amanhã. - e desliguei.
- Ligação -
- Vou pra casa. - falei e Souza me olhou confuso. - Trabalho.
- Te levo. - assenti. - Qual nome da vez?
- Maria. - falei rindo.