Capítulo 2

417 Palavras
- Você tá perfeita. - Ágatha, descobri o nome dela, falou dando pulinhos. - Mas irreconhecível é impossível.  - Vou colocar um piercing. - falei olhando pra ela. - Lá em casa tem catéter.  - Tá maluca? - exclamou rindo. - Você é nova não é? - Cheguei hoje. - respondi. - Então a partir de hoje, eu vou ser sua amiga. - olhei pra ela meio desconfiada. - É bom ter uma por aqui. Fiquei meio confusa, nunca fui de ter amigas. Ágatha percebeu que me deixou balançada, pegou minha mão e começou a me puxar pra fora. - Uma boa amizade, começa com um belo shot. - exclamou ainda me puxando.  - Você é louca. - soltei e ela riu. - Gostei.  Ágatha me puxou até chegarmos em um bar, me olhou com um sorriso e pediu dois shots.  - Agora eu quero saber sua história. - isso me retraiu. - Tá bom, Dona Atena, eu conto a minha primeiro. Nos sentamos na calçada e ela começou. Contou que cresceu no morro, foi criada com o tal Souza e o Nemo, que até foi o primeiro beijo dela.  Disse que foi criada pelo avô, que morreu alguns anos atrás. E terminou contando que agora, trabalhava no salão da tia do Souza. - Viu? - falou com um sorrisinho. - Rápida e fácil.  - Eu vou te contar a minha história, mas vai ser lá em casa. - falei me levantando.  Alguma coisa me fazia confiar nela, acreditar em cada uma daquelas palavras. E como minha intuição nunca falhava, confiei. Entramos na minha casa, ela sentou e ficou me olhando. Respirei fundo e olhei pra ela, peguei a arma na parte de trás do short e coloquei no móvel.  - Minha nossa. - deixou escapar.  - Eu sou assassina de aluguel. - expliquei, Ágatha arregalou os olhos e deu um sorriso. - Ou era, não sei. Ninguém sabe disso, nem o tal do Souza. - Não vai demorar pra ele descobrir. - disse e eu assenti.  - Eu tava ficando na França, cada dia em um lugar, só que as coisas deram uma complicada, e eu vim pra cá. - completei e ela assentiu.  - Então você tá fugindo de alguém. - disse e me olhou, assenti. - Bicho grande. - assenti de novo. - Você tem mais armas? - ri com a pergunta. - Algumas. - dei de ombros.  - Seu segredo tá bem guardado. - suspirei de alívio. - Ninguém vai te achar aqui.
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