108 — Gadernal Narrando Eu estava no meu momento sagrado. Laje, ventinho batendo, o morro lá embaixo todo iluminado e a Manu do meu lado, com aquele cheirinho que me faz esquecer até que eu carrego um fuzil pro café da manhã. O baseado estava na metade, a mente já estava começando a flutuar naquelas nuvens que só quem é da paz entende, quando o radinho no meu cinto deu aquele estalo maldito. — Visão, Gardernal… — A voz do Urso saiu cortante, seca, sem espaço pra pergunta. Eu joguei a cabeça pra trás, olhando pro céu estrelado, e soltei um suspiro que veio lá do fundo da alma. — p**a que pariu... — resmunguei, sentindo o peso do mundo voltando pros meus ombros. — Só pra acabar com minha marola, né? c*****o, que saco! A Manu, que estava encostada no meu ombro, começou a rir. Uma risadi

