CAPÍTULO 07

2146 Palavras
♡SERENA ♡ Ele avançou em minha direção, um rosnado alto ecoando de dentro de sua garganta. E eu soube agora, que realmente havia algo sob sua pele. Como se houvesse diversas cobras serpenteando por baixo, ondulando através do monstro que havia visto. — Eu avisei para que não fugisse ele falou, e sua voz parecia de uma b***a selvagem. Soando em um meio rosnado raivoso, nada como a voz baixa e masculina que havia visto. Não, era como se houvesse mais alguém ali, me desculpe foi tudo que consegui dizer, enquanto meus olhos enchiam de lágrimas. Tentei recuar, mas as minhas pernas não respondiam com a dor. Eu havia abusado, e agora meu corpo cobrava seu preço. Usei os cotovelos para recuar, e nem mesmo quando senti a pele raspar no concreto desisti. Mas o monstro já estava lá, pairando na minha frente. Se ajoelhando em ambos os lados do meu quadril. E pela primeira vez, percebi que ele estava nu. Com o seu pênis duro apontando em direção aos meus s***s, engoli em seco. Fingindo não ver algo pingar na camisa, não enquanto seus olhos permaneciam fixos em mim. E céus, aqueles olhos eram realmente de um monstro, órbitas negras profundo, completamente focados em mim. Eu sua presa, ainda respirando, por favor, só me deixe ir supliquei. Outro rosnado furioso, ele avançou colocando as palmas das mãos ao lado da minha cabeça. Fechei os olhos, sentindo as lágrimas descerem pela meu rosto. — Eu queria fazer isso fácil, mas você não me deu escolha, parceira rosnou as palavras, perto do meu rosto. Não tive tempo para perguntar, nem para compreender o que a última palavra significava. Ele puxou a parte de cima do tecido, e a blusa cedeu as suas garras. Eu podia sentir o meu seio esquerdo exposto ao ar frio da noite, enquanto via seus dentes se tornarem afiados como a de um lobo. Ele avançou, e eu soube que era o final apenas esperei pela morte, mas eu juro que isso teria sido bem melhor do que o que realmente aconteceu. Tentei me debater, tentei lutar mas o desgraçado conteve meus pulsos, tentei chutá-lo, mas ele se sentou em minha barriga. Forçando-me a ficar à sua mercê, presa entre ele e o chão frio de concreto do pátio. Gritei com a dor, sentindo minha carne sendo perfurada de forma tão dolorosa. O desgraçado havia me mordido, e ainda mantinha suas presas lá. No meu ombro, e quanto mais eu lutava, mas ele parecia ficar duro contra o meio dos meus s***s. Filho da p**a, desgraçado! Me debati no chão, tentando jogá-lo para longe de mim. Mas não havia como, ele continuava ali como se a minha força contra a dele não significasse nada. E foi como se tudo fosse demais, como se o meu corpo tivesse entrado em colapso. Em um momento eu lutava pela minha vida, torcendo para que se ele fosse me comer que me matasse logo para sofrer menos. E no segundo seguinte, eu tinha perdido a consciência. Tela preta, aquela dor misturada a todas as outras pelo meu corpo havia sido demais. Não sentia mais nada além da dor, em minhas pernas, nos pulsos e o pior de todos ainda fincado no ombro. Céus, eu era fraca demais, acordei com o barulho dos aparelhos, um bip irritante que me fez virar na cama. Mas não consegui, algo estava me contendo meus braços ao lado da cama. Tentei abrir os olhos duas vezes, e só na segunda vez foi que consegui realmente ver algo. Era o mesmo quarto da primeira noite, mas agora já tinha amanhecido e podia ver com clareza. O quarto era todo cinza, desde as paredes até móveis como a cômoda e a sapateira. Uma enorme TV de 42 polegadas estava presa na parede em frente à cama, e havia um cobertor cinza em cima de mim. Tentei me mover novamente, mas não consegui. Havia algo realmente me contendo embaixo do cobertor, naquela enorme cama king. O aparelho começou a oscilar com o meu batimento cardíaco acelerado, e uma mulher vestida com roupa hospitalar entrou. — Ah, finalmente acordou ela deu um sorriso que não alcançou seus lábios. Ótimo, era a enfermeira que encontrei naquele hospital pela primeira vez. — Você pode me soltar, por favor? pedi, torcendo para que ela fizesse. — Não, desculpe ordens do Alfa respondeu, aferindo o aparelho no meu dedo. — Ordens do Alfa? Franzi a testa eu já a tinha ouvido chamar o meu sequestrador assim, mas o que isso significava exatamente? Ela me fitou, pensando em algo antes de apenas voltar ao seu serviço. Se tinha a intenção de contar algo, havia desistido. Tentei lutar contra a contenção novamente, que parecia manter meus pulsos e joelhos presos na cama. — Se precisar fazer suas necessidades básicas é só gritar avisou a enfermeira, novamente com um sorriso que não alcançava os olhos. Não respondi, e ela saiu fechando a porta atrás dela. Houve mais três tentativas, antes que percebesse que era apenas uma perca de tempo. Cochilei novamente, e acordei com aquela desgraçada injetando algo no meu braço. — O que você pensa que está fazendo? perguntei desesperada. — O que é isso? ela me ignorou comecei a lutar contra as amarras, fazendo o seu trabalho mais difícil. Até que ela perdeu a veia e a seringa caísse no chão. A enfermeira rosnou, como o cara do posto e o meu sequestrador havia feito. E ergue a mão para me dar um tapa no rosto, virei-me e fechei os olhos. Apenas esperando pela dor mas ela nunca veio então abri os olhos, percebendo que alguém segurava sua mão. Era um homem, alto e musculoso com cabelos loiros compridos e barba por fazer. Ele olhava a enfermeira como se ela fosse o inimigo, houve um barulho de osso se partindo. E percebi que a mulher recuou, segurando o pulso. — Nunca mais pense em fazer algo assim, eu posso ser o beta mais tenho total liberdade para aplicar punições quando o Alfa não está na cidade ele falou, com a voz embargada em ameaça. — Sim, meu beta respondeu a enfermeira, baixando seus olhos em sinal de submissão. — Me desculpe, mas ela não quer colaborar, ela não deixa que apliquem as medicações e o Alfa foi claro sobre dar todos os remédios necessários a ela. Ergui a sobrancelha, essa vagabunda realmente estava tentando jogar a culpa para cima de mim? O tal beta rosnou na cara dela o que fez todo o cômodo tremer com aquela voz selvagem retumbando do seu peito, a enfermeira se encolheu ainda mais do que achei possível. — Acha que sou i****a, Crystal? perguntou. — Acha que não escutei? Eu vejo através de você, loba. E recomendo que ande com cautela a partir de agora. — Meu beta ela piscou, surpresa. — Saia, eu me encarrego dela agora respondeu, vindo em minha direção. — Mas as medicações ela contestou. — Eu sei os próximos horários, vá e chame o Dr. Léo a cortou. A mulher me deu uma última olhada furiosa, pegando a seringa do chão e jogando em uma caixa de descartável contaminada perto da porta. Engoli em seco, ciente de que aquela mulher, a tal Crystal, era um perigo real. Voltei meu olhar ao tal beta, ciente de que teria de ser amigável com ele. Criar um vínculo, para que assim o convencer a me ajudar.— Oi. — Oi, ele disse, se sentando em uma poltrona ao meu lado. A poltrona era no mesmo tom da parede, em um cinza chumbo. E havia um abajur da mesma cor ao lado da poltrona, dando um ar sombrio ao homem que apenas me observava. Desconfiança brilhava em seu rosto, por trás dos olhos castanhos. Ele não era feio, pelo contrário o cabelo loiro na altura do ombro e os olhos castanhos lhe davam um ar bem bonito, se essa cidade tivesse uma praia eu apostaria que ele era um surfista. Mas as suas roupas indicavam o contrário, a calça jeans escura e a blusa preta indicavam que ele estava mais acostumado com serviços manuais do que momentos em uma prancha de surf. — Obrigado, aquela mulher só queria me furar tentei soar amigável. — Crystal não gosta de desconhecidos rebateu. — Eu não preciso ser uma desconhecida, se você me soltar e deixar ir embora. — Tentei, ele bufou, se encostando no apoio da poltrona com os dois braços cruzados, boa tentativa. Eu tinha que tentar dei de ombros ficamos em silêncio por longos minutos, até que algo constrangedor acontecesse. —Hey, você pode coçar o meu nariz sabe mordi o lábio, respirando fundo. — Eu tenho rinite, então, sério, só uma coçadinha. Ele deu uma risada baixa, inacreditável se levantou, vindo em minha direção para realmente coçar o meu nariz. — Melhor? perguntou, desconfiado, sim obrigado! Ficamos novamente em silêncio. — O que a enfermeira tentou aplicar em mim? perguntei, desconfiada de que ele dissesse a verdade. Para minha surpresa, ele falou: Antibiótico. — Por quê? — indaguei, desconfiada — Nos últimos três dias você teve febre intensa, e o Dr. Léo descobriu que você tinha uma infecção bacteriana grave. Como perdeu muito sangue durante a sua fuga, o seu corpo m*l tinha imunológico para combater. É um milagre estar viva não perdi como seus olhos se distanciaram por algum momento, como se houvesse mais coisa ali e ele estivesse escondendo. Espera, eu fiquei inconsciente por três dias? Três malditos dias que aquele sequestrador podia ter feito o que quisesse comigo? p***a! Não surte, você precisa manter o controle franzi a testa eu teria perdido menos sangue, se não tivesse sido mordida... — Fechei a boca de imediato ele não era um amigo, m*l um conhecido. Poderia estar ali, para verificar o quanto aquilo eu lembrava. E pelo visto, já havia fornecido as minhas lembranças de mão beijada. Ele respirou fundo, limpando o rosto, nosso Alfa não percebeu isso falou com visível desconforto. — Você não cheirava a doença quando chegou. — Cheirar a doença? — repeti suas palavras, franzindo a testa com confusão. Eu nunca ouvi ninguém falar assim, principalmente sobre doenças terem cheiro. A não ser que fosse uma virose, isso tinha um cheiro bem específico. — Não importa, sente dor? ele perguntou mudando de assunto. Permiti que ele fizesse isso, afinal eu não podia arranjar briga com a única pessoa que parecia fácil de manipular. Não, no ombro, parece que queima confessei. O tal beta se levantou e veio em minha direção, puxando um pouco do cobertor até a altura dos meus s***s. Deixando o meu ombro exposto à amostra você não disse o seu nome constatei, fitando os seus olhos. Ele pareceu desconcertado com a i********e, ficando tenso enquanto retirava o esparadrapo no meu ombro para verificar a mordida. — Jeremy! revelou,e então a lembrança veio como um tapa na minha cara, a voz do meu sequestrador intitulado Alfa.“Ela é escória, Jeremy”. Engoli em seco, tentando jogar a lembrança para longe. A última coisa que precisava agora, era que o meu rosto transparecesse nojo. Ele estava lá, ele havia falado de mim ele havia me visto como um objeto e falado da minha b***a, Bastardo. Eu não teria dó de usá-lo, bonito nome. — O seu também, Serena respondeu, passando seus dedos ao redor da mordida. — Sente algo? questionou, se referindo ao contato da pele machucada em volta. Não tive tempo de responder, não quando alguém abriu a porta com força. Fazendo-a bater com a maçaneta na parede. — É o suficiente beta! rosnou o monstro, vindo em nossa direção. — Eu só estava verificando a marca dela, Alfa, respondeu Jeremy, tirando os dedos da minha pele como se o queimasse. Ele pulou para fora da cama, e eu sequer havia percebido que ele estava sentado na ponta. O tal Alfa, me olhava com visível ódio agora um rosnado gutural emanando do seu peito, ele voltou o olhar para o tal beta que parecia recuperado da surpresa agora. Meu ombro permanecia visível, e com isso veio a consciência que não deveria estar usando mais do que uma cueca e que a única coisa que mantinha meus s***s escondidos era o cobertor em cima de mim. — É o suficiente, beta estalou cadê a enfermeira? Está lá embaixo. — Ela deveria estar aqui, não você avisou. — Ela não estava, por isso subi se não gostou, troque a enfermeira e coloque alguma competente respondeu, cruzando os braços. O tal Alfa ficou em silêncio, analisando o outro homem por fim, indicou para a porta. — Lá fora, conversamos lá fora, sim, meu Alfa concordou, baixando o olhar em sinal de submissão. Não perdi como seus olhos pararam sob os meus, avaliando algo. Só então ele saiu pela porta, batendo-a com a mesma força de antes.
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