Anna: EU ODEIO VOCÊ! Sério!
Henry: Espero que tenha gostado do presente. ;)
Anna: ...
Henry: A noite quero ver você, vamos jantar em algum lugar. Depois te mando o endereço.
Anna: Que garantia você tem que eu vou?
Henry: Quero te ver com essa bolsa. Até mais tarde.
- Fala rápido que eu tenho pouco tempo.
Sentei na mesa, Henry tomou um susto. Ele estava olhando o celular.
- Eu sinceramente não esperava que você fosse vir. — Ele sorriu, não resisti e retribui o sorriso. —
- Eu sou uma mulher de palavra. — Dei uma risadinha irônica. —
- Você está muito bonita hoje. Não sabia da existência desse par de botas.
Ele olhou para as minhas botas de cano longo.
- Começaram a existir hoje, depois que você deu aquele show no shopping e resolveu me dar uma bolsa. — Revirei os olhos. —
- Espero que tenha gostado.
- Claro que gostei, fui eu quem escolhi.
- Anna... — Ele ficou sério. —
- O que foi? — Me fiz de desentendida. —
- O que eu preciso fazer para você me desculpar? — Henry segurou a minha mão, o encarei. —
- Se eu te disser que nesse exato momento eu não lembro de mais nada, você acredita? — Sorri encarando o chão. — Tudo bem, Henry. Vamos seguir em frente com isso. Eu entendo sua preocupação.
- Então vamos sair daqui. — Ele se levantou e me deu a mão, me ajudando a levantar também. —
- E para onde vamos?
- Para minha casa. Fazer o que fazemos de melhor juntos. — Ele me olhou maliciosamente. — Jogar World Of Warcraft.
Eu comecei a rir, fazendo algumas pessoas no restaurante olharem para nós, Henry parecia meio desconfortável.
- Vamos, vamos fazer isso juntos. — Seguimos em direção a porta do restaurante. Aguardamos alguns minutos para que o manobrista trouxesse o carro de Henry de volta. Não demorou muito para que alguns paparazzi aparecessem. Entramos no carro e fomos para casa do mesmo. —
- Kal? — Henry ligou a luz da sala e o enorme Akita veio correndo na direção dele. — Olha quem está aqui.
Quando Kal me viu atrás de Henry, praticamente voou em minha direção, eu já estava preparada, então dessa vez não caí. Tombei levemente para trás, ele é pesado.
- Oi Kal, como vai? — O abracei. — Senti sua falta. — Ele lambeu meu rosto. — Errr... bom garoto. — Sorri. —
- Vem, vamos para o meu quarto. — Henry me chamou enquanto estava subindo as escadas. —
Subi junto com Kal, que não desgrudava de mim de jeito nenhum. Entrei no quarto de Henry e ele havia tirado a camisa. Senti meu rosto corar, mesmo já tendo o visto milhares de vezes sem camisa. Qual é Anna? É só um tanquinho perfeito, relaxa. Me sentei na cama enquanto Henry pegava seu notebook para jogar.
- Está quente? Quer que eu ligue o ar-condicionado? — Ele me olhou. —
- Não, está tudo bem.
Enxuguei o suor na minha testa. Deus do céu, porque eu estava suando? Henry ligou o notebook e iniciou o jogo. Enquanto ele estava na partida eu apenas brincava com Kal. Depois de alguns minutos percebi que a atenção dele foi movida totalmente para o jogo. Não que eu estivesse incomodada.
- Henry... — O abracei por trás enquanto estava sentada na cama. — Para de jogar, eu quase não venho aqui e você está aí... — Mordi levemente a orelha dele, sorri quando o vi arrepiar. —
- Anna... Eu estou no meio de uma partida. — Ele falhava enquanto tentava me fazer soltá-lo. Ele fechou o notebook de uma vez e o colocou no criado-mudo. — É isso que você quer?
Henry se moveu rapidamente, ficando por cima de mim. Naquele exato momento Kal saiu correndo do quarto.
- O Kal entendeu... — Mordi o lábio inferior. —
Henry sorriu maliciosamente, abriu a gaveta e pegou uma gravata.
- O que você vai fazer com isso? — O encarei. —
- Você vai gostar.
Ele amarrou meus dois braços acima da minha cabeça, me deixando totalmente indefesa. Henry começou a me beijar, fazendo com que meu corpo o pedisse cada vez mais e mais ele, eu estava assustada, nunca havia desejado tanto alguém como estava desejando Henry.
- Ah! — Henry me virou bruscamente de costas, ele abriu o zíper do meu vestido, me deixando apenas de lingerie. Ele me encarou por alguns segundos. Quebrei o silêncio. — Hoje eu sou sua. Faça o que quiser comigo.
Henry não demorou e desceu seus beijos até meus s***s, que estavam totalmente ouriçados. Arfei enquanto sentia sua língua quente explorar cada parte do meu corpo. Enquanto pressionava meu quadril nele, pude sentir que Henry não estava aguentando.
- Me solta... — Falei em meio aos meus gemidos. Henry parou imediatamente. —
- Você quer que eu pare? — Ele me encarou com seus enormes olhos azuis. —
- Eu quero que você me solte, solta as minhas mãos, vai. — Ele obedeceu. Fiquei por cima do mesmo, rebolei no colo dele, que virou a cabeça para trás enquanto mordia o lábio. —
- Anna... não faz isso, é tortura. — Ele tentava me encarar, sem sucesso. —
- Você ainda não viu nada.
Comecei a distribuir beijos no seu tanquinho até chegar onde eu queria chegar. Henry rapidamente tirou sua calça moletom e sua cueca, deixando seu m****o a mostra. Imediatamente coloquei na boca. Henry soltou um gemido alto, que me fez pensar se eu estava fazendo certo ou não. Ele agarrou meus cabelos enquanto trocávamos olhares. Quando senti que sua respiração estava mais ofegante, ele me puxou. Novamente ficou por cima de mim.
- Agora é minha vez. — Henry arrancou minha calcinha, jogando-a em algum lugar do seu quarto. Ele segurou minhas coxas e sua língua percorreu toda minha i********e. Fazendo com que eu me contorcesse na cama. —
- Henry... — Naquele momento, um êxtase tomou conta de todo o meu corpo, senti meus músculos totalmente relaxados, meus olhos que estavam fechados, agora encontravam os de Henry, me encarando e sorrindo. —
- Gostou? — Ele deu uma piscada. — Ainda tem mais.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ou recuperar do o*****o mais intenso da minha vida, Henry me penetrou, me fazendo arfar novamente. Prendi minhas pernas em suas costas enquanto ele colocava todo seu m****o em mim. Um o*****o, depois outro, outro... e mais outro. Finalmente senti a respiração de Henry parar por alguns segundos, ele tirou seu m****o e senti um líquido quente ser jogado em cima da minha barriga.
- p***a, Henry. — Falei enquanto olhava minha barriga melada. — Faz quanto tempo que você não transa?
Ele riu. Corri em direção a suíte do quarto e liguei o chuveiro. Ele veio atrás de mim.
- Desculpa. — Ele entrou embaixo do chuveiro também. —
- Sai daqui, ou a gente vai t*****r de novo. — O olhei de cima a baixo. —
- Se você quiser... — Ele sorriu maliciosamente. —
- SAI HENRY! — Gritei enquanto sorria. Ele saiu da suíte e foi em direção ao quarto. Depois de alguns segundos ele voltou, me entregou uma toalha branca, me enrolei na mesma e fui em direção ao quarto. —
- Se quiser, pode ir no closet e colocar uma camisa minha. — Ele entrou na suíte. Fui em direção ao closet. —
O closet de Henry era enorme. Passei as mãos por algumas de suas camisas e no último cabide encontrei seu uniforme de Superman. Sorri. Lembrei que se algum dia eu ao menos pensasse que estaria no closet do Superman eu só poderia estar ficando maluca. Olhei todos os seus sapatos, uma gaveta onde ficavam as gravatas e os relógios, e finalmente achei uma camisa comum que não parecia ser de alta-costura. A vesti, caminhei de volta até a cama e sentei com as costas apoiadas na cabeceira. Henry saiu do banheiro com uma toalha amarrada na cintura.
- Ficou ótima em você. — Ele apontou para a camisa, que parecia um vestido em mim. —
- Foi a única que achei que não parecia ter sido extremamente cara. — Sorri. —
- Na verdade ela custou em torno de 1000 euros. — Ele deu de ombros. —
- AI MEU DEUS! — Levantei rapidamente, desabotoando todos os botões da camisa freneticamente, Henry deu uma gargalhada. —
- Relaxa, ela custou vinte euros, ganhei de uma amiga. — Ele falou enquanto vestia uma cueca box preta. —
- Que ódio! Você quase me matou agora. — Coloquei a mão no peito, respirando aliviada. —
- Vamos descer para comer alguma coisa? Eu estou morrendo de fome, você aproveita e avalia meus dotes culinários.
Ele segurou a minha mão e descemos as escadas até a cozinha.
- Eu que fiz.
- Impossível. — Examinei a pizza que Henry havia acabado de tirar do forno. —
- Eu estou falando sério, Anna. — Ele riu. — Eu sou um ótimo cozinheiro.
- Espero que a sua pizza esteja tão gostosa quanto está bonita. — Dei uma leve tapinha no ombro dele. Meu celular tocou. —
- Alô? Oi mãe, como estão as coisas?
- Oi Anna, querida, eu não queria te ligar para te dizer isso... é que eu queria te pedir uma coisa.
- Mãe, pode falar. —Henry se aproximou de mim, fazendo um gesto para que eu colocasse o telefone no viva voz. —
- Filha, eu e o seu pai não estamos indo muito bem. Fechamos o mês no vermelho. Será que você pode nos ajudar? Se não, eu vou entender.
Naquele exato momento lembrei do dinheiro que havia dado a tia Johanna para que ela desse aos meus pais. Olhei pra Henry.
- Mãe? Tia Johanna entregou o dinheiro que eu pedi para que desse a vocês?
- A Johanna não está em Londres? Faz muito tempo que eu falei com ela, a última vez ela disse que estava em Londres ainda.
- m***a. Mãe, eu posso te ligar mais tarde? Preciso fazer uma coisa.
- Claro, filha.
- Espera! — Antes que eu desligasse o celular, Henry rapidamente o pegou da minha mão. — Oi, senhora Fitzgerald, tudo bem?
- Oi, quem é?
- Henry, sou um amigo da sua filha. De quanto vocês precisam para pagar tudo? Eu posso ajudar, só me dê o número da conta que transfiro o dinheiro.
Olhei pra Henry enquanto ele falava com a minha mãe, não acredito que ele estava fazendo aquilo por mim. Tudo bem que o que ele iria dar para os meus pais não seria quase nada para ele, mas isso me deixou ainda mais encantada.
- Eu.... Eu não sei ao certo agora. Preciso fazer as contas... — Minha mãe estava confusa no celular. — Eu posso ligar amanhã?
- Claro, eu vou esperar a sua ligação. Anna vai passar meu contato, até amanhã então. — Henry desligou o celular, e o olhei. — Não precisava fazer isso.
- Eu não ia deixar os pais da minha namorada passarem por isso sozinhos. — Ele sorriu. —
Henry sorria tão quente, quando ele sorria, eu sentia raios da alegria me queimando. Mais um tempo ao seu lado e eu teria uma mutação, morria de amor exposta a ele.
- Sua namorada? — O beijei. —
- Minha namorada. — Ele fez um gesto com as mãos que me fez rir. —
- Obrigada por isso. Por tudo, na verdade.
- É o mínimo que eu posso fazer por uma mulher incrível como você.
- Eu te acho o máximo, agora mudando de assunto — Afastei nossos corpos. — Tia Johanna disse que ia voltar pra Miami, mas mamãe disse que não a viu. E que a última vez que falou com ela, ela ainda estava em Londres.
- Então você acha que... — Interrompi Henry. —
- Não quero acreditar nisso, ela não seria capaz de fazer isso comigo. Ela é da minha família, é minha tia. Sangue do meu sangue, ela jamais faria isso. — Encarei o chão. —
- Anna, nem todo mundo é verdadeiro.
- Ela não faria isso, Henry, ela não é capaz de machucar uma mosca. — Caminhei até a sala, ele veio atrás de mim. —
- Ela tem acesso a sua conta?
Olhei imediatamente pra Henry, meus olhos se arregalaram.
- Tem. — Cruzei os dedos enquanto sentava no sofá, Henry sentou na cadeira a minha frente. — Você não acha que...
- Eu não estou dizendo que ela fez, mas você deveria conferir. Você ao menos sabe quanto tem na sua conta desde que você recebeu o cachê pelos três filmes?
- Eu não recebi o mesmo que você. — Dei de ombros, Henry arqueou uma sobrancelha. —
- Anna, os cachês são os mesmos. Você recebeu um milhão e quinhentos mil dólares.
Quando Henry terminou de falar a frase meu corpo inteiro travou. Meus pés não conseguiam sequer sentir a madeira fria do piso. Minha tia me deu um golpe? Milhares de pensamentos invadiam a minha cabeça, eu queria correr para primeira agência bancária que encontrasse para checar meu saldo, mas naquela hora da noite, tudo o que eu poderia fazer era sentar, ficar aflita e esperar amanhã chegar para ir a um banco.
- Você tem certeza? — Eu custava a acreditar nisso. — Henry eu não sou famosa, não sou conhecida. Impossível eu ter um cachê desses.
- Anna, você pode ter certeza. Zendaya me contou, no dia da reunião, ela deixou bem claro que você iria receber o mesmo valor que ela iria receber antes. Um milhão e quinhentos mil dólares.
- Meu Deus. — Coloquei as mãos na cabeça. Senti que teria mais uma crise de ansiedade depois de tanto tempo. — Henry, corre na minha bolsa e pega meu ansiolítico. AGORA.
Henry subiu as escadas em questão de segundos enquanto eu fazia um exercício de respiração que havia aprendido com minha antiga terapeuta. Não demorou muito e Henry apareceu com um copo e minha medicação.
— Obrigada. — Agradeci, o entregando o copo vazio e a cartela de comprimidos. Ele colocou os dois na mesinha ao lado do sofá. —
— Você está se sentindo melhor? — Ele se agachou a minha frente. —
- Vai passar…enfim, o que eu faço agora? — Escorreu uma lágrima no meu rosto, Henry a enxugou com o polegar. —
- Agora você vai descansar. Amanhã NÓS dois vamos resolver isso. Vamos checar o saldo da sua conta e vamos tentar achar a sua tia. Ela não sumiu assim do nada. Vai ficar tudo bem. — Ele me abraçou. —
Subimos para o quarto, Henry arrumou a cama e me deitei. Ele voltou para a sala, peguei no sono e ele ainda não estava na cama. Acordei com os raios de sol tocando meu rosto e Henry já de pé ao meu lado vestindo uma regata branca.
- Bom dia. — Ele me olhou cautelosamente. —
- Bom dia. — Me espreguicei na cama. — Que horas são?
- Oito da manhã. Vamos comer alguma coisa e ir direto para o banco, Okay? — Henry beijou minha testa. —
- Eu preciso passar no hotel antes, vestir alguma coisa decente.
Sorri. Eu ainda estava com a camisa de Henry. Levantei da cama e o segui até a cozinha. O cheiro de café recém coado entrou pelo meu nariz, me fazendo lembrar da minha casa. Quando mamãe me acordava cedinho para ir à escola.
— Cheirinho de casa. — Sorri, Henry me entregou uma xícara de café. — Obrigada.
- Você tomava café pela manhã? — Ele encostou no balcão. —
- Sim. Se não eu não chegaria acordada na escola. — Ele riu. Experimentei o café, que estava um pouco forte. — Humm... seu café é um pouco forte. — Fiz uma careta. —
- Eu também preciso de café para despertar pela manhã. Então? Quer ir agora?
- Claro. Só vou colocar minhas roupas de ontem.
- Te espero no carro.
Subi rapidamente as escadas, coloquei o vestido e o par de botas, desci e encontrei Henry no carro. Kal também estava no mesmo. Fomos até o hotel, tomei um banho e coloquei roupas limpas. Fomos até o banco internacional e eu falei com um dos gerentes, contei que precisava checar o saldo da minha conta.
- É uma quantia muito alta. Faz quanto tempo que ela foi depositada?
- Em torno de seis ou sete meses.
- Geralmente o banco leva algumas semanas para valores grandes. Aqui consta esse valor...
Ele me entregou um recibo com o saldo da minha conta.
Só haviam cento e cinquenta dólares na minha conta. Naquele momento eu não consegui sentir raiva de tia Johanna. Na verdade, eu não conseguia sentir quase nada, tudo parecia ser um sonho r**m. Olhei pra Henry que permanecia com uma expressão séria, seu semblante finalmente mudou e ele conseguiu dizer algumas palavras.
- Faz quanto tempo que a conta foi movimentada? — Ele se apoiou na cadeira em frente à mesa do gerente. —
- Oito meses. Senhorita Anna, tem certeza que o dinheiro foi depositado nessa conta? — O gerente me olhou com dúvida. —
- Deveria ser depositado nessa conta. Mas vejo que não foi. — Coloquei as mãos na cabeça, Henry tocou levemente as minhas costas. —
- Obrigado pela ajuda. — Henry apertou a mão do gerente. —
- Disponha. Qualquer coisa é só me procurar. E Anna... — Eu levantei a cabeça para olhá-lo. — Boa sorte, vai dar tudo certo. — Tentei sorrir, mas tudo que consegui foi um sorriso amarelo. —
- Ei, vamos dar um jeito nisso, eu prometo. Vai ficar tudo bem.
Henry me ajudou a levantar. Assim que saímos do banco, alguns paparazzi estavam lá fora, tiraram algumas fotos minhas e dele. Eu não estava no meu melhor dia. Dopada de remédio e totalmente desolada por achar que minha tia havia me roubado. Achar? Achar não, ter certeza. Tudo o que eu queria era que aquele dia acabasse logo. Que fosse um engano e tia Johanna aparecesse dizendo que colocou na conta dos meus pais ou sei lá. Mas é claro que isso não iria acontecer, não na vida real. A pior coisa de uma decepção é que você não espera que ela venha de alguém que você ama e admira tanto. Me encolhi no banco do passageiro e senti a língua áspera de Kal na minha bochecha. Ele havia me lambido.
- Ei garoto... — Me virei para acariciá-lo, que fechou os olhos quando alisei sua cabeça. — Você sabe o que eu estou sentindo? Você sabe que eu estou triste?
Kal latiu.
- Bom menino. — Henry olhou para o mesmo pelo retrovisor. — Ele sabe, Anna. Eles sempre sabem.
- Eu quero ir para o hotel. Me leva para lá, por favor. — Henry segurou minha mão enquanto dirigia com a outra. —
- Tem certeza? Não quer ficar comigo? Amanhã eu vou pra Nova Iorque, só volto na semana que vem. — Ele desviou os olhos da estrada, para mim. —
- Sim, eu preciso colocar os pensamentos em ordem. Eu não sei o que estou sentindo agora. Eu não sei se eu odeio minha tia ou se só estou triste com ela.
- Eu vou respeitar seu espaço. Caso precise de mim, me liga. Mesmo que eu esteja em outro país, vou te atender. — Ele apertou minha mão. — Sempre estarei aqui por você.
- Obrigada. O Kal vai com você? — Sorri. —
- Ele vai, mas caso queira ficar com você, eu entendo. Eu também ficaria. — Ele riu. —
- Você quer ficar comigo, Kal? — Me virei para encara-lo, que estava deitado no banco de trás. — Se você ficar, a gente vai se divertir muito. O Henry só vai fazer aquelas coisas chatas de entrevistas, sei que você não gosta.
Ele deu uma latida.
- Parece que ele quer ficar. — Henry riu. — Ou ele só está se precipitando. Talvez quando me ver indo embora, queira ir comigo. Não é Kal? — Ele permaneceu em silêncio. —
- É, ele quer ficar sim. — Afaguei a cabeça de Kal, que logo depois deitou novamente no banco de trás. —
- Ah, Kal... — Henry balançou a cabeça. — Chegamos. — Ele parou o carro em frente ao hotel. — Tem certeza?
- Tenho. Você quer subir?
- É claro que eu vou subir. — Ele riu. — Ou você acha que eu ia passar uma semana longe de você e só me despedir com um beijinho no carro?
- Eu vou fingir que não entendi. — Ri. Descemos do carro e Henry entregou a chave para o manobrista. —
- Bom dia senhorita Anna, bom dia senhor Cavill. — O recepcionista cumprimentou eu e Henry, respondemos igualmente. —
- Ok, mais tarde vão ter boatos na internet que eu vim para o seu hotel. — Henry apertou o botão do elevador. Rimos. —
- Eu tenho certeza disso.
- Você tem que morar no último andar? — Henry olhou para o espelho do elevador. —
- Na verdade eu estou lá por uns dias, até consertarem o chuveiro do meu quarto. — Dei de ombros. Em segundos Henry apertou um botão no elevador, fazendo-o parar instantaneamente. —
Ele mordeu o lábio inferior.
- A câmera está desligada. — Henry apontou para a mesma. Eu dei uma risadinha e comecei a beija-lo. —
- Eu vou sentir sua falta. — Ele colocou a mão por baixo da minha blusa, me fazendo arfar. —
- Henry... — Eu tentava desviar, mas o meu corpo implorava por qualquer toque dele. — A gente não vai fazer isso aqui.
- Claro que não, a gente vai começar aqui.
Ele rapidamente deslizou as mãos até minha calcinha, Henry começou a fazer movimentos circulares, minhas pernas estavam enfraquecendo, até que o telefone do elevador toca. Fazendo com que ele parasse de me fazer ver estrelas.
- Alô? — Henry atendeu como se nada tivesse acontecido. —
- Algumas pessoas estão reclamando que o elevador não está descendo, você está preso aí? — Henry deu um arzinho de riso. — Ah... sim, faz alguns minutos que ele parou, não tive tempo de ligar, a moça que está comigo estava tendo uma crise de claustrofobia. — Nesse momento eu tapei minha boca com as duas mãos, evitando que o som da minha risada ecoasse pelo elevador. —
- O senhor pode pressionar o botão que está ao lado do telefone, acredito que ele pode resolver o problema. — Henry pressionou o botão, fazendo o elevador voltar a funcionar. —
- Nossa! Obrigado! Nem tinha visto esse botão. — Ele desligou. Caímos na risada. —
- Não faz mais isso. — Abri a porta do quarto. —
- Vou tentar. — Ele falou enquanto entrava no meu quarto, junto com Kal, que subiu na minha cama como se fosse dele. — Ei.... Você não pediu. — Kal abaixou as orelhas, desconfiado. —
- Tudo bem, Henry, deixa ele. Minha casa é sua casa, Kal. — Falei enquanto tirava os sapatos. —
- E agora, o que a gente faz? — O celular de Henry tocou. Era minha mãe. —
- Oi senhora Fitzgerald! Já resolveu tudo?
- Sim, Henry. Muito obrigada por nos ajudar, isso significa muito, minha filha tem muita sorte de ter você como amigo.
- Eu que tenho sorte de ter conhecido alguém como ela. — Henry me olhou docemente. — Então, me diga a quantia.
- Então, Henry, precisamos de trinta mil.
Henry rapidamente abriu o aplicativo do seu banco.
- Me passe os dados da conta, vou depositar tudo agora. Tem certeza que é só isso?
- Sim, temos certeza.
- Tudo bem.
Me senti tão grata por ter Henry no meio de tanta confusão, por ele me ajudar e ajudar minha família. Mas ao mesmo tempo me sentia traída e enganada, o que me fazia sentir pior era saber que havia sido traída por alguém da minha própria família. Henry desligou o celular e me olhou sorrindo.
- Pronto, uma parte já está resolvida. — Ele veio em minha direção. — O que foi?
- Nada, eu só estava pensando.
- Você não quer ir pra Nova Iorque comigo? Você pode ver seus pais, descansar um pouco. Tudo por minha conta. Você pode levar seus pais para Nova Iorque ou algo do tipo. Ou pode ir pra Miami também, você que sabe. — Ele me abraçou. — Eu não quero deixar você sozinha. Por favor, vamos. Eu vou amanhã de manhã.
Pensei por alguns segundos.
- Tudo bem, vamos pra Nova Iorque. Mas antes preciso avisar a minha mãe. E ao meu pai, claro. — Sorri. —
- Como quiser.