Capítulo5- Voltando para a escola!

5000 Palavras
Depois, que meus amigos vão embora, me sento pensativa no sofá da sala, olho o relógio, que já marcava quatro horas da tarde. Mia, aparece junto com sua mãe, elas me olham e sem dizer nada, vão em direção ao terraço interno, eu as sigo. Quando estamos no terraço, Mia olha para trás e me ver, ela corre em minha direção e me abraça, Mira ao ver aquilo, volta e me agradece. Atrás, dela vejo Nailan se materializar, olho para as duas e lhes digo, aponto em direção a ele e lhes digo. Larih: A carona de vocês acabou de chegar, só, que nossa despedida não será, aqui. Ainda as verei do outro lado. Certo, Nailan? Faço a pergunta olhando para ele. Nailan: Certo! Mas, seria bom você ir para outro lugar, porque se fizer aqui, irá se machucar, fora o susto, que sua avó irá tomar ao te ver caida no chão. Quando ele diz isso, corro de imediato até o quarto, Lurdes já tinha terminado sua reza, então, estava sozinha no quarto. Fecho a porta, ligo o ar-condicionado, por causa do calor e me deito, em minha cama de uma forma confortável, de imediato o sono vem e eu fecho meus olhos. Foi instantâneo, assim que fechei meus olhos e o abri já estava do outro lado. O lado que serve como ponte entre o mundo humano e o espiritual. Lá encontrei Nailan, Luiz, Mira e Mia todos reunidos e percebo que Mia chora sem parar. Me aproximo e pergunto: o que está acontecendo? Mia ao me ver, corre em minha direção e me abraça, me abaixo pra ficar na altura dela, para que o abraço seja mais sincero possível. E ela sussurra em meus ouvidos, eles querem levar minha mãe pra outro lugar. Nailan se aproxima e tenta explicar o que está acontecendo, ele olha pra mim e diz. Nailan: Larih, a Mira, matou e tirou a própria vida então nesse momento, ela passará por um julgamento. O que o anjo da justiça decidir é o que será feito, para ela. Mas, agora a Mia precisa ir com o pai dela, como ela faleceu na idade infantil, ela irá para um lugar onde fica só as crianças, que já faleceram. E é o pai dela, que deve levá-la para lá! Deve ser ele, porque ele é o único no momento apto a fazer isso. Mira se aproxima de nós e chama pela filha. Mira: Mia! Vá com seu pai na frente, assim que der irei me encontrar com você! Sinto que ela diz isso, sem saber de fato o que acontecerá com ela. Enquanto isso vejo um ser de asas enormes, na forma humana cabelo loiro e olhos azuis se aproximar de nós. Olho para o Nailan e pergunto: Larih: Como será esse julgamento? Nailan: Depende do que aconteceu com ela, é quase parecido no mundo humano onde tem advogado e testemunha. Só que o advogado pode ser a testemunha e virse e versa. Larih: Pode ser qualquer um? Nailan: Pode inclusive, você! Larih: Então farei isso, Mira irei lhe defender e Mia vá com seu pai e aguarde sua mãe, pois, ela estará com vocês logo em breve. Mia olha pra mim e pergunta. Mia: Promete de dedinho? Ela me mostra o dedinho pequeno e eu o seguro com meu dedinho e digo. Larih: Prometo! Vejo Mia correr em direção a mãe para abraça-lá. E antes de eu perceber estava caminhando em direção aquele ser de asas. Nailan me para no meio do caminho e diz. Nailan: Pra onde você pensa que vai? Larih: Se não me engano aquele que vem é o anjo da justiça que você falou, certo? Nailan: Sim! Larih: Irei ter uma conversa rápida com ele. Desvio de Nailan e vou direto ao anjo da justiça. Paro na frente dele e digo. Larih: Você é o anjo da justiça, certo? Ele olha pra mim surpreso e diz. Anjo da Justiça: Sim, pode me chamar de Chaka e você quem seria? Pois sinto que você ainda não morreu e o cheiro de humano ainda está em você. Larih: Nailan é meu mentor espiritual e ele disse, que a razão da minha existência seria ajudar os espíritos desencarnados e não, interferir nas decisões dos humanos que são comuns a minha pessoa. Chakha: Então você é a tal médium, que iria nascer nesse período da história humana, em que posso lhe ajudar? Larih: Estou aqui pra defender a Mira! Ela nada mais é do que mais uma vítima, do verdadeiro culpado. Chakha: E o que você tem pra me mostrar, em defesa dela? Larih: O que você quiser ver, estou a sua disposição! Ele se aproxima de mim e coloca sua grande palma de mão sobre meus dois olhos, quando ele tira, olha pra mim e diz: compreendo! Me deixando para trás ele vai até Mira e as pessoas que estão perto dela. Vou caminhando atrás dele, olhando aquelas asas plumadas, brancas e muito lindas, que dá vontade até de toca-las. Ele olha pra Mira e diz a ela. Chakha: Pelo o que vi pelo olhos da médium, você também foi vítima do verdadeiro culpado o qual, já está sendo julgado e pelo que vi será bem difícil pra ele! Mas como você tirou sua própria vida, terei que lhe dá uma punição. Já que seu marido irá levar sua filha, para o reino das crianças, você pode ir com eles para o paraíso, mas você irá ficar apenas na porta, por aproximadamente quatro anos. Depois disso você poderá ficar junto com a sua família. Ela olha pra ele e balança a cabeça afirmando que entendeu, então os três: Luiz, Mira e Mia vão em direção ao lado direito do lago, onde a água é mais clara. Olho pra Chakha e pergunto em tom de brincadeira. Larih: E o verdadeiro culpado, quando ele chegou até vocês, foi de toborgam, ou apenas apareceu na frente de vocês? Nailan, me ver rindo e me olha com a cara séria! Mas Chakha, deu uma grande risada que foi surpresa para nós dois. Ele olha pra Nailan e diz! Chakha: Essa médium, não irá te deixar entediado! E assim ele sai da nossa presença. Nailan se vira pra me pergunta, em um tom bem sério. Nailan: Para uma humana, você não acha que está aqui a muito tempo aqui? Agora trate de voltar, logo teremos uma conversa muito séria. Olho pra ele e digo: Larih: Calma, foi só uma brincadeira - eu lhe respondo. Nailan: VOLTE AGORA! Ele diz isso gritando comigo. Me acordo assustada e triste pelo o tom que ele usou comigo, só porque eu brinquei com o anjo da justiça, que nem se doeu pela brincadeira. Saiu da cama, tomo meu banho, janto e escovo meus dentes pondo meu pijama. Olho o relógio da sala que marca sete da noite, pego meu caderno da escola e as folhas que Hugo me trouxe. Começo a passar tudo para o caderno e estudo bastante, do nada senti uma presença e olhei na direção, vi Nailan parado me observando. O ignorei e voltei minha atenção para minhas atividades da escola. As nove da noite estávamos todos indo dormir, daí peço a minha avó. Larih: a senhora poderia me arrumar um dos remédios que toma pra dormi? Digo a ela que dormi muito durante a tarde e que provavelmente iria demorar pra dormir, agora a noite. Nailan, logo atrás dela, balança a cabeça na minha direção me dizendo pra não tomar. Minha avó me dá o remédio eu tomo e vou direto para cama. Nailan se aproxima de mim e o vejo triste! Como ainda estava só, eu lhe disse. Larih: Também estou triste com você, então por essa noite resolvi te ignorar e não te encontrar. Me virei para a parede e adormeci, em um sono sem sonho e com um coração relaxado, para me ajudar a descansar melhor. Escuto zoada no quarto e o cheiro de um perfume bem doce que me faz espirrar! Assim que o espirro sai, vejo que a zoada vem de Lurdes se arrumando, para sair e de minha avó reclamando pra ela não ir. Olho o relógio que já marca sete horas da manhã! Como hoje é domingo Lurdes sempre sai para um passeio, hoje ela está dizendo que vai visitar sua irmã. Ela ver que estou acordada e me pedi, para eu acompanhar minha avó em um almoço na casa de uma das amigas dela. Larih: Ainda tenho deveres da escola pra terminar, se não for algo que vá demorar vou sim. Me levanto, tomo meu banho e me arrumo! Quando chego na sala elas estão a minha espera, eu pergunto! Larih: Vó, posso levar meu caderno para que eu possa continuar com o dever da escola? Acredito que sua amiga não irá se importar, vamos sair daqui de que horas? Lurdes olha para mim e diz: prometi a Dona Maria que ela estaria na casa dela às nove. Olho para o relógio que já marcava oito e meia, de recanto vejo Nailan só me observando, mas o ignoro. Entro na cozinha pego umas bolachas e um iogurte na geladeira, ponho na mochila que está meu material da escola, e o coloco nas costas, que onde também guardo meu café da manhã. Olho pra elas e digo. Larih: Estou pronta! Passo por Nailan e ele sussurra em meus ouvidos, para onde você irá agora a energia lá é densa. Como sei que você ainda não está preparada para tal densidade, lhe aconselho a ignorar o que você ver. Caso algum ser residente lá perceber que você os ver, eles lhe perseguiram para te drenar energicamente! Ao ouvir isso, fiquei com um pouco de medo, mas, sai com as duas. Havia um táxi parado bem na frente dá casa, minha avó entra e eu entro em seguida. Lurdes nos dá um até logo e vai embora subindo a avenida. Minha avó passa o endereço para o taxista, que nos deixa no nosso destino. Olhei para taxímetro e vejo um horário já são nove da manhã. Minha avó paga a corrida e nós descemos. Assim que desci do carro e ele foi embora, comecei a me sentir muito estranha. Senti que estava sendo observada, mas me lembrei do aviso do Nailan e ignorei a presença, estava apenas curiosa pra saber quem que estava a me olhar. Mas consegui resistir a curiosidade e fiquei só olhando para a porta de entrada, na torcida de alguém vir abrir logo. Minha avó toca pela segunda vez a campainha e a porta se abre. A amiga da minha avó nos recebe e nos manda entrar, assim que vou entrando, uso o recanto do olho e vejo três mulheres muito estranhas do outro lado da calçada. Elas não percebem que eu as vi, mas senti que eram elas que estavam me observando. O interessante é que a casa onde elas estavam na calçada, foi a primeira casa que morei com meus pais, quando eles estavam juntos ainda. Entramos na casa de Dona Maria e fomos levadas a uma sala, ela nos manda sentar em seu sofá. Tiro a mochila das costas e me sento, botando ela no meu colo. Olho para a mochila e depois para Dona Maria, que estava em uma conversa alegre com minha avó. Eu as interrompo, olho novamente pra Dona Maria e digo. Larih: Dona Maria, posso usar sua garagem para que eu possa terminar meu dever da escola? Eu sofri um acidente e precisei passar quinze dias sem ir a escola, então tenho muita coisa pra atualizar! Comecei ontem, mas ainda preciso terminar, hoje ainda. Visto que amanhã volto a frequentar as aulas, sobre meu acidente minha avó, lhe dirá o que aconteceu. Dona Maria me olha e diz. Maria: Pode sim, vá lá! Me levanto e agradeço a ela, olho para minha avó e digo: Estou aqui fora na área da garagem! Ela acena a cabeça concordando. Me sento bem na frente do portão da garagem, e me encosto na parede, abro minha mochila e começo a refazer meu dever. Com algum tempo depois, vejo os netos e filhos dela chegarem um a um, eles comprimenta a avó e vão para se sentar em uma mesa de madeira lá no quintal da casa. Eles passam por mim, me dando, "oi"! O qual respondo com um "oi" também. Volto minha atenção para o que estava fazendo antes, da chegada deles. Com algum tempo depois, vejo Dona Maria na porta me chamando para almoçar. Olho a hora do celular, que já vai marcando meio dia! Digo a ela que estou sem fome, mas, agradeço o convite. Ela entra, e vai da atenção aos que estão na mesa, prontos para o almoço de domingo. De repente do nada sinto um frio na espinha, e vejo uma mulher passar bem na minha frente. Ela passa tão rápido que nem percebe que eu a vi, mas vejo quando ela para no meio, eu abaixo a cabeça olhando meu dever, mas com o recanto do meu olho sinto o olhar dela em minha direção. Depois ela ignora minha presença e some no quintal, onde todos estão almoçando! Do nada começou a me dá uma fome e comecei a comer o que tinha trazido, alguns minutos depois Dona Maria aparece na porta e me pergunta novamente se eu quero almoçar. Olho pra ela e disse! Larih: Acabei de comer. Mostrei a ela o pacote de biscoitos salgados e um iogurte. Daí ela diz! Maria: Já vi que você não mudou em nada, deixa de comer algo mais saudável para comer besteira. Larih: Não é sempre que eu faço isso, só quando é urgente, que no meu caso são as matérias atrasadas que tenho que estudar e passar para o caderno. Pelo cheiro acredito que estava uma delícia e eu quando rejeitei da primeira vez, foi quando ainda não estava com fome e também não quis incomodar porque pelo tempo, acreditava que todos vocês já tinham terminado o almoço. Ela olha pra mim e diz! Maria: Larih, você sabe muito bem que não é um incômodo receber sua Avó e você aqui. Pelo contrário fico muito contente quando vocês duas aparecem. Larih: Dona Maria, muito obrigada por sua gentileza! Maria, vem até mim com uma taça, como sei que você gosta muito de doces e que nem almoçou, lhe trouxe esse pudim de leite, espero que você o aprecie. Larih: Eu aceito o doce e a agradeço, eu como e depois vou levar o taça, até a pia da cozinha. Passo pela sala e me deparo com uma foto, era a mulher que passou por mim correndo! Nós três voltamos para a sala as duas se sentaram cada uma em um sofá e eu perguntei a Dona Maria. Larih: Quem é essa mulher na foto? Dona Maria olha pra onde estou apontando e diz é a irmã mais nova do meu esposo! Larih: E onde ela está agora? Maria: Ela faleceu em um acidente de carro a muitos anos atrás. Porque a pergunta? Larih: Porque eu a achei muito bonita! Minha avó olha para Dona Maria e agradece pelo convite e olhando para mim ela continua a dizer. Avó: Devo levar uma jovem para casa, acredito que ela não tenha terminado todo o dever da escola e amanhã ela tem aula. Maria: Tudo bem, foi um prazer em tê-las aqui. Vejo ela pegar o telefone e chamar um táxi! Peço licença, para ir juntar meu material que está espalhado pela garagem. Me aguacho pegando minha mochila, começo a guardar minhas coisas, presa em meus próprios pensamentos. Um jovem se aproxima de mim e sussurra em meus ouvidos foi um prazer rever você. Tomei um susto que me fez desequilibrar para trás, só não cai porque ele me segurou. Mas assim que ele me toca, vejo ele aos beijos com outra garota, quando consigo me soltar dele, a imagem sai e vejo em minha frente à mesma jovem. Ela nos ver e sai correndo, ele de imediato vai atrás dela. Olho para aqueles dois e balanço a cabeça em negativa e solto sem querer, esses humanos! Uma outra voz conhecida sopra aos meus ouvidos e diz você também é humana, volto minha atenção de onde sai a voz e vejo Nailan bem perto de mim, com um cara indecifrável, mas engraçada ao mesmo tempo. Olho pra ele e digo! Larih: Combinou com ele, pra querer me dá susto? Ele olha sorrindo e balança a cabeça, dizendo que não. Termino de juntar minhas coisas, assim que coloco a mochila nas minhas costas, escuto uma buzina de carro vindo de fora. Vejo, Dona Maria e minha avó saindo em direção a porta, o táxi chegou! Nos despedimos da Dona da casa e entramos, no táxi, para ir a nossa casa. Antes do táxi deixar aquela rua, olhei mais uma vez e pelos vidros escuros do carro a calçada da casa de onde um dia eu morei, vi aquelas três mulheres novamente. Elas perceberam que estavam sendo observadas, só não sabiam de qual direção vinha, como soube disso? As escutei discutindo e tentando descobrir de onde vinha aquela olhar, que iam em direção a elas. Fomos pra casa ao chegar, terminei logo o que faltava das aulas atrasadas. Quando olhei a hora que já marcavam três e meia da tarde, fui até a cozinha e fiz algumas pipocas para minha avó, até porque eu também queria. Quatro e meia Lurdes chega, entra no banheiro para tomar banho, troca de roupa e vai preparar a janta. Assim que ela entra na cozinha fui tomar meu banho, também, enquanto a água caia pelo meu corpo fiquei pensando. Será que quando um outro humano me tocar, também verei o que ele fez? Pensando nisso fui testar minha hipótese em Lurdes, saiu do banho, troco de roupa e vou direto a cozinha. Cheguei perto de Lurdes toquei em um dos seus braços e a vi em um quarto, com um homem meio velho os dois nus. Tirei de imediato, minha mão, de cima dela e fiquei enojada, com aquela cena. Para ver o que ela me responderia, perguntei! Larih: E sua irmã como está? Lurdes: Ela está bem, graças a deus! Saiu da cozinha e sussurro pra mim mesma, mentirosa. Vejo que minha avó, não está nem na sala e nem na varanda interna. Vou em direção a área interna e chamo por Nailan. Ele de imediato aparece e eu digo. Larih: Você pode explicar, agora mesmo essa coisa, de tocar tantos os humanos e os espíritos e, conseguir ver o que eles fizeram ou o que aconteceu a eles? Ele explica! Nailan: Sua mediunidade vai além de ver e falar com os espíritos. Com apenas um toque, que esse pode acontecer sem querer, você verá não só o passado, mas também o futuro dos humanos. No entanto eu lhe digo, você não deve interferir, todos os humanos tem livre arbítrio, qualquer interferência pode levar ao desconhecido. Larih: Como assim o desconhecido? Nailan: Cada escolha humana tem um caminho traçado, caso você interfira, pode não só ajudá-lo, mas também pode prejudicar. Larih: Então quer dizer que as outras pessoas não poderam me tocar ou abraçar, que eu verei toda a vida dela? Nailan: Não exatamente se você tiver vestida mesmo que as pessoas lhe toquem, você não verá, mas se houver um toque mais direto de carne, com carne, aí sim isso desencandeara as cenas que aparecem em sua mente. Larih: Entendi! Então se algum garoto quiser ficar comigo, não poderei, porque a um toque a mais dele, verei tudo o que ele fez e irá fazer? Nailan: Exato! Olho pra ele sem acreditar, e ele me olha me dando um sorriso sarcástico. Larih: Se não estou enganada você deve ter gostado dessa parte né? Nailan: Que parte? Ele me pergunta se fingindo de i****a. Larih: A parte que terei de virar freira, verei o garoto que gosto nos braços de outras sem nada fazer. Porque? Porque ele nem vai poder me tocar! Saiu furiosa da varanda interna, deixo um Nailan com uma expressão indecifrável e pensativo. Vou para a cozinha pra jantar, porque já são seis da tarde. Assim que terminei arrumei minha mochila, deixei minha farda já na posição de vesti-lá logo pela manhã, escovei meus dentes e fui direto para cama. Acordei no dia seguinte as seis da manhã, me levantei sentindo o cheiro de café recém feito. Tomei meu banho, vesti minha farda, tomei meu café da manhã, escovei meus dentes. Estava colocando um lanche na mochila: Um biscoito e um iogurte, quando minha avó me veio por trás. Tomo um susto porque não a esperava atrás de mim, estava um pouco preocupada com o retorno as aulas. Se ninguém pode me tocar e eu não posso tocar nas pessoas, terei que me isolar socialmente, se não eles irão me descobrir. Eles quando falo, me refiro ao Hugo e seus amigos que gosta de um sobrenatural. Se eles descobrirem que consigo ver e falar com espíritos, eles me levaram a lugares sinistros. E eu não estou preparada pra ver seres mais densos. Os espíritos com os quais tive que lidar foi moleza, mas os que ainda estão aqui apenas para sugar e praticar o m*l. Esses farão de tudo para me destruir, preciso está preparada. Minha avó me chama em um recanto e estende a mão para mim, vejo em sua palma de mão uma nota de R$ 50,00 reais. Digo a ela que não preciso, mas ela insiste que eu fique, dai resolvi aceitar. Guardo aquela nota dentro de um bolsinho que fica dentro da mochila junto com meu material. De repente a campainha toca ela atende e diz. Avó: Sua mãe acabou de chegar! Olho o relógio que já marcam seis e meia, saiu com minha avó para fora e encontro o carro de minha mãe, só com os vidros laterais baixo e ela diz! Mãe: Larih, vamos se não você irá chegar atrasada. Dou um abraço na minha avó e entro no carro. Ao entrar me deparo com minha mãe usando óculos escuro dentro do carro. E se tratando da minha mãe ela nunca faria isso, alguma coisa aconteceu com meu padrasto e ela, logo irei descobrir o que foi. Paramos em frente dá entrada da escola, tiro meu sinto e vou dar um beijo em sua bochecha, mas ao mesmo tempo puxo os óculos dela e vejo os olhos dela cheia de mancha roxa e inchado. A mancha roxa era só na parte de baixo do olho, acredito que ela deva ter passado a noite em claro e o inchado deve ser de tanto chorar. Olho pra ela e digo! Larih: Vou querer saber exatamente o que aconteceu com você, durante esse fim de semana, viu moça? Dou uma olhada na barriga que está um pouco maior e saiu do carro. Por incrível que pareça, na frente dá escola tinha um senhora que vendia umas coisas, vi que ela tinha um tipo de pele aberta que protegia os braços do sol, o incrível era a cor que estava no tom da minha pele. Me aproximo dela e pergunto o preço apontando para o objeto ela diz que custa R$ 20,00 reais. Pego aquele dinheiro que minha avó me deu, antes que eu saísse e fico lhe agradecendo mentalmente. Pago pela pele que me lembra meias calças, só que essa era para os braços, pego meu troco e corri pra dentro da escola. Vou direto ao banheiro e coloco aquela pela sobre meus braços nus, visto que minha camisa da escola não cobria todos os meus braços, uma parte ficou por cima da manga da farda e o restante cobriu todo o resto do meu braço. Ouço, o sino tocar e corro para a quadra de esportes, que é onde todos nos encontramos com nossos professores e de lá vamos direto para sala. Quando chego na minha Hugo estava na minha frente ele não me viu, quem me viu parada atrás dele e não gostou nada, me lançando um olhar f**o foi a Pathy. Daí dei um bom dia, ao Hugo que se virou com um lindo sorriso me dando um bom dia de volta daí, ele grita para os demais. Hugo: Gente olha quem voltou! Ele aponta para mim e todos vem me cumprimentar, até a Pathy pegou na minha mão e eu a vi com língua dentro da garganta de Hugo. Olho decepcionada para ele, mas agradeço a recepção da Pathy. Em seguida Luna se aproxima de mim, ao seu lado vem um rapaz que eu só o via na sala dela. Ela se aproxima me abraçando, me apresenta ao namorado dela. Luna: Larih, este aqui é meu namorado o Lucas. Olho pra ele e digo. Larih: Prazer em conhecê-lo! Lucas: A Luna me fala muito sobre você! Larih: Luna você não deveria conversar com seu namorado sobre coisas melhores, tinha que ser eu? Ela olha pra mim se aproximando e diz. Luna: Você é a melhor em tudo! Ela sussurra em meu ouvido e diz! Luna: E espero que eu não seje a única a namorar, ela diz isso apontando para seu irmão. Olho pra ele com um expressão triste e digo a ela. Larih: Vamos ver! Ao longe vi alguém conhecido, era Nailan me observando de longe. Olho pra ele e ele para mim, nosso olhar se encontram. Hugo me faz olhar, para ele me perguntando!. Hugo: Para onde você olha com tanta atenção? Se não te conhecesse, diria que estar há ver espíritos. Todos caem na risada, porque eles sabiam que era o que mais temia. Mas depois dos últimos acontecimentos, isso mudou um pouco. Daí respondo de volta! Larih: Estava apenas pensando no meu acidente, porque só me lembro de acordar no hospital. Antes disso só lembro do tabuleiro Ouija, mas depois disso não lembro mais de nada. Dessa vez foi a Pathy que falou. Pathy: Aquilo que você fez foi sinistro, mas acredito que foi brincadeira sua, para nos fazer medo não é Larih? Larih: Não lembro de ter feito nenhuma brincadeira com vocês. Nisso o professor chega e nos encaminha para a sala. Chego perto do professor e lhe imploro para me colocar em uma cadeira mais próxima do quadro, dei o motivo de está atrasada e que precisava prestar atenção nas aulas, para poder acompanhar melhor a turma. Ele acentil com a cabeça e disse que eu poderia me sentar na cadeira da frente, era uma que ninguém mais sentava, me sentei ali. Enquanto me sentava vi Hugo decepcionado por mim sentar longe dele e a Pathy,) com um sorriso de que ganhou alguma coisa, pois de imediato ela sentou ao lado dele. Os ignorei, peguei meu material e esperei o professor começar a aula! Enquanto ele dava aula vi uma senhorinha ao lado dele, olhei ao redor pra ver se alguém mais a via. Mas quando vi o Nailan na porta da sala, percebi que aquela senhorinha se tratava de um espírito. Creio que deva ser a mãe ou a avó daquele professor. A ignorei, para que ela não percebesse que eu a estava vendo! Nailan continuou na sala me observando de longe, para ver o que aconteceria ali. Prestei atenção em toda aula daquele professor, fazendo anotações. Já estava de saco cheio daquela mulher, cada passo que o professor dava ela ia atrás dele. De repente o professor para e fala conosco! Professor: Como todos que estavam presente antes, sabem do falecimento de minha mãe que irá fazer sete dias amanhã, então a última aula também seria minha, mas precisarei sair mais cedo. Para preparar a missa de sete dias dela, que ocorrerá na capelinha daqui do Diocesano, visto que ela foi professora por muitos anos aqui. Para quem não sabe a aula de religião seria na sexta, mas foi mudada para amanhã em formato de missa de sete dias do falecimento de minha mãe. Daí entendi porque aquela mulher caminhava pra lá e pra cá, perto daquele homem. Acredito que ela queira dizer algo a ele e não consegui! Fico com dó, dela e tento chamar a atenção dela para mim. Quando ela percebi que eu a estava seguindo com o olhar, se aproxima e me pergunta. Mulher: Você consegue me ver? Larih: Sim! Ela me olha e sem acreditar que havia uma humana, que seria capaz de ajudá-la, naquele momento, a passar uma mensagem para o filho. Larih: No que a senhora precisar estarei pronta, para lhe ajudar. Ela corre em minha direção segurando minha mão e me agradecendo. Mas seu toque me fez a ver lutar em uma cama de hospital, com seu filho compartilhando todo seu sofrimento. Quando ela dá o último suspiro ele se desespera e escuto ele implorando para a mãe voltar. Professor: Mãe, volte não sei o que farei da minha vida sem a senhora. Estou sozinho agora e com muito medo, porque empre tive a senhora que cuidava de mim. Ela me solta e a imagem some, olho para o professor e veio que em seu dedo não há nenhuma aliança, então deduzi que ele nem era casado ainda. Confesso que fiquei com pena daqueles dois. Larih: No dia da missa de sete dias, farei o que a senhora quiser em relação a ele, sussurro para ela. O professor percebe que estou distraída e fala. Professor: Pensei que você dentária aí, para prestar atenção na aula, mas pelo que vejo você está, bem distraída. Olho para a mãe dele que entendi que me distraí com ela e isso a faz desaparecer. Larih: Desculpa, estava pensando umas coisas aqui, prometo que agora vou prestar atenção na sua aula de matemática. Ele vira para o quadro e sua atenção para a turma e continua a aula até o sinal tocar, para à troca de professor. Quando ele está prestes a sair a professora de história entra e pergunta. Professora de História: Você está melhor? Continua...
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