Capítulo 4- Uma menina chamada Mia!

5000 Palavras
Depois que deixamos o hospital, minha mãe me levou diretamente para à casa da minha avó paterna. Sempre fui muito próxima dela, fora eu, ela tinha mas cinco netos, só que ela gostava mais de mim. Quase todos os fins de semana eu ia para à casa dela, só que eu hoje, estava receosa de deixar minha mãe sozinha com aquele homem. Até tentei persuadi-lá a me levar de volta para casa, junto com ela. Ela olha para mim e disse: pensei que você estivesse com saudades de sua avó? Eu disse a ela: Estou! Daí, ela contínua então você vai para lá, passar o fim de semana com sua avó, como você tirou o gesso hoje ainda não é bom você subir para seu quarto. Eu amava ir para casa da minha avó, que até parecia uma mansão de tão grande que era, a casa lá era toda repartida. Tinha duas garagens enormes, dois terraços um externo e outro interno. Na parte externa, tinha uma banquinho feito de granito e duas plantações grandes de rosas brancas. O interno era fechado por grade, e havia quatro cadeiras personalizadas de madeira e um centro no meio, havia uma porta de vidro grande e duas janelas grandes, uma delas dava para segunda sala que servia também como sala de jantar, porque havia uma mesa de madeira enorme que tinha nas pernas a figura de um tigre as garras sendo os pés da mesa na parte de cima era vidro. A cadeira forrada com um veludo vermelho na parte do assento e onde as costas ficavam encostadas, mas de cada lado havia a cabeça de um tigre com os dentes a mostra. A mesa era bonita, mas estranha ao mesmo tempo por conta daqueles tigres, desenhados na madeira. A outra janela, dava acesso a um dos banheiros, que ficava em dos dois quartos. Chegamos, na frente dá casa de minha avó e começamos a descer. Minha mãe parou e disse: Larih vou ficar bem e eu já tinha prometido a sua avó que assim, que você melhorasse eu traria você para a cada dela, agora vá toque a campainha, que eu espero aqui no carro. Na segunda venho lhe buscar pra levá-la a escola, logo cedo, então não esqueça de por o alarme do seu celular pra despertar. Ela fica, dentro do carro esperando minha avó, abrir o portão para que eu,possa entrar. Vou caminhando em direção, ao portão de madeira de entrada principal e toco a campainha e do outro lado escuto uma voz familiar perguntar: Quem é? Sou eu Lurdes, antes dela por o interfone no gancho ela grita: Dona Severina, é sua neta Larih. Começo a ouvir o barulho das chaves abrindo os portões e quando o portão grande de madeira se abre, vejo minha avó com um sorriso alegre a me esperar. Assim, que eu a vejo, vou logo a abraçando e pedindo a bênção. Ela nos manda entrar, minha mãe desce do carro e resolvi entrar, e eu entro atrás dela, em seguida minha avó fecha o portão, ficamos olhando para ela enquanto ela vinha. Eu de costas para à área externa, comecei a sentir um frio gelado vindo de lá, não me atrevi a olhar, até que minha avó abriu o portão do terraço interno para nós. E foi aí que eu vi uma menina que apresentava, ter uns sete a oito anos. Ela estava nos observando, quando ela virou o olhar pra mim, fiz de conta que não estava há vendo. Então entramos pela porta grande de vidro, em uma sala grande com dois sofás, um no meio da sala e o outro próximo a televisão. Ah, televisão? É até engraçado falar sobre ela, porque era muito antiga, que nem controle remoto tinha. Para fazer qualquer coisa nela tinha que ir até ela seja pra ligar, mudar de canal ou até mesmo aumentar o canal. A imagem as vezes ficava tão r**m que tinha que por uma pedaço de palha de aço na antena que ficava conectada e em cima da TV, fora os choques que ela dava de vez em quando. Acho que ela se irritava de tanto nós cutucar em seus botões, a vingança era um pequeno choque só pra dá medo na gente e deixar ela quieta. Minha mãe e avó se sentam no sofá do meio, vou direto para a cozinha, tomar água e cumprimentar Lurdes. Larih: Oi Lurdes, como você está? Lurdes: Estou bem e você está melhor? Larih: Depois de tirar o gesso, minha perna está estranha, mas estou bem, não doi, estou com um sensação de leveza na perna. Nunca senti nada igual, piso no chão mas o não sinto! Ela me lança um olhar de compreensão e fala, suas coisas está dentro do baú da cama que você irá dormir, o material da escola está na tampa do baú. Larih: Então vou tomar um banho, que será meio demorado, porque pretendo lavar meus cabelos, que não os lavo direito, a 15 dias. Peço licença, vou até a sala, comunico a minha mãe e avó que irei tomar banho. Dou um abraço em minha mãe e vou até o quarto preparar um roupa e pegar uma toalha, bem como meu shampoo, condicionador e sabonete. O quarto, quando venho para à casa de minha avó, o divido com Lurdes, nele a duas camas baús, então dá para nós dormimos lá. Dormir sozinha ali nem me atrevo, porque eu vivia me arrepiando. Passei pela sala de jantar e pela mesa em direção a um corredor que mesmo de dia tinha que ligar a lâmpada porque era escuro. Entrei no corredor me arrepiando, mas não vi nenhum espírito por perto, quando chego no quarto que Lurdes e eu dividimos, vejo um homem sentado na cama dela, também faço de conta de que não o estou vendo ali, mas eu sinto que ele me observa, pego minhas coisas de banho, arrumo minha roupa e vou para o banheiro. Termino meu banho e entro no corredor que vai em direção ao quarto e encontro a menina que estava no terraço vindo em minha direção. Ela me observar, enquanto caminha até aquele quarto onde estava aquele homem. Há vejo, atravessar aquela porta, mas, eu giro a maçaneta para poder entrar. Quando entro, não havia mais ninguém ali, um pouco mais aliviada de está sozinha naquele quarto, sem ver ou sentir a presença daqueles dois espíritos, visto minha roupa e penteio meus cabelos. Volto ao banheiro com um secador em mãos, enquanto seco meus cabelos. Fico a pensar na sorte que tive de nenhum dos dois perceber que eu não podia os ver. Quando saio do banheiro, vou até a cozinha com muita fome queria comer alguma coisa. Mas quando vou chegando na cozinha Lurdes vai saindo com um balde, produtos de limpeza dentro, pano de chão vassoura e um rodo, imagino que ela irá lavar o banheiro. Daí ela vai em direção ao banheiro que nós duas dividimos e diz. Lurdes: Agora é minha vez de lavar o banheiro e irei tomar banho também. Você poderia estender sua toalha? Pego minha toalha e roupa suja. A toalha estendo e a roupa vou lavar, mas, enquanto lavava, presenciei outra aparição dessa vez um jovem mulher, loira que caminhava entre a garagem interna e área onde eu estava. Quando percebo que em uma de suas andadas ela para e se vira pra mim, de imediato viro minha atenção para minhas roupas, mas sinto ela se aproximando de mim. Ao senti-lá mais próxima, olho para o quintal aberto, como se eu não tivesse olhando para o nada. Mas quando olho, no final da escada do quintal, vejo a garota sentada sozinha. Aquela mulher loira se aproxima da grade e olha na direção em que estava olhando, daí ela diz: preciso da sua ajuda! Ela se vira para mim olhando nos meus olhos e sai em direção a filha. Fico atordoada e falo comigo sozinha: Será que ela percebeu que eu a vi? Senti novamente um arrepio atrás de mim e alguém me observando. Aquela altura, já estava estendendo minhas roupas recém lavadas. Quando olho na direção, vejo Nailan e Lisa, eles me olham, antes de da um oi, olho todo o quarto pra ver se estamos mesmo só. Eles olham pra mim com um ar de preocupação e Nailan começa, Lisa e eu viemos aqui, porque ela me pediu pra vir lhe agradecer pessoalmente assim que eu respondo de nada. A menina e o homem aparecem atrás deles, daí fiz de conta que não estava vendo ninguém. E passo por eles, em direção a cozinha em direção a geladeira e pego uma maçã, vi compreensão e entendimento no olhar de Nailan e Lisa. Daí escuto dois sussurros, a voz de Lisa dizia: para eu confiar em mim mesma. Nailan: estarei sempre por perto caso precise, ele falou isso olhando para aquele homem, que ao ver Nailan ali, sumiu rapidinho. A menina, continuou no mesmo lugar sem entender o que estava acontecendo. Enquanto comia aquela maçã, pensando comigo mesma e falando bem baixinho: que o fim de semana, seria bem comprido e cheio de surpresas. Voltei para a sala minha mãe já tinha ido embora, me deito no tapete e uso uma das almofadas de minha avó como apoio para a cabeca. De repente escuto uns estralos e um cheiro de pipoca no ar, me levanto rapidamente até a cozinha e ajudo Lurdes a trazer as pipocas e as bebidas para a sala, comemos, conversamos e rimos muito. Até que eu fui ajudá-la a levar as bacias onde estavam as pipocas e os copos para a pia. Volto pra sala onde minha avó está pego uma das almofadas e me deito em seu tapete, daí digo: vozinha vou tirar um cochilo aqui, viu? Não me deixe dormir demais. Aí ela diz: Porque você não vai para o quarto? Eu digo porquê aqui a senhora pode me acordar, agora são três da tarde as quatro a senhora me chama, se não a noite vou demorar pra dormir. E me lembrando do homem, da menina e da lour. Pego no sono! Comecei a ter um sonho esquisito onde um homem, matava uma garotinha e depois se matava. Durante o sonho veio em minha consciência, que eu já os vi antes e nisso me acordei sentindo uma presença estranha próximo a mim, abri meus olhos para olhar na direção onde minha avó estava sentada antes, ela já não estava ali. Começo a recobrar minha consciência e vejo uma garotinha sentada no sofá, bem ao lado de onde eu dormia, ela não percebeu que eu estava despertando, mas assim que comecei a me sentar no tapete, senti o olhar dela em mim. Continuei fingindo não vê-la, aproveitei esse momento para me lembrar do sonho e entendi que a menina assassinada era aquela que estava me observando. Enquanto me levantava do tapete que fica no chão da sala de minha avó. Ainda de cabeça baixa, escuto uma voz masculina chamar um nome: Mia, venha aqui minha garotinha vamos, dar um passeio com o papai? Sinto a menina se levantar e ir em direção aquele homem, sem que eles percebessem que eu os estava vendo, segui com meus olhos a direção que eles estavam indo, olhei a hora no relógio da parede que marcavam cinco horas da tarde. Me levantei e fui seguindo eles na direção em que estavam indo, eles entraram na cozinha, eles passaram pela porta que estava aberta, que era onde ficava a área de serviços e a porta bateu. Lurdes que até então, estava distraída preparando a janta da noite, tomou um susto ao baque da porta e sem querer tomou um susto comigo também, por me ver parada na frente dela em silêncio. Daí ela diz: Se eu tivesse problemas de coração, estaria mortinha agora pelos sustos que tomei, ela se afastando do fogão em direção a porta e eu digo: Desculpa, pra lhe compensar pelo susto que você tomou comigo deixe que eu vá reabrir a porta. Para distrair ela, fui rindo dizendo que isso foi vento forte e que o encosto da porta não era pesado o suficiente para aquele vento. Reabri a porta, e fui em direção a área de serviço, mas parei assim que ouvi um grito horripilante de uma menina que provavelmente estava sendo morta pelo próprio pai, e em seguida escutei uma espécie de tiro. E do nada vejo uma mulher loira saindo daquele portãozinho ao lado que dava para a garagem interna. Ela passou por mim e disse: preciso da sua ajuda, a vejo sair carregando um arma. Nem sei de que tipo era, até porque nem entendia de armas, só sabia que aquilo servia para m***r. Quando ela saiu da cozinha, fui atrás dela e a vi, indo em direção da varanda interna a externa e por fim passou pelo portão de madeira e depois escutei de longe, o som de um tiro! Voltei pra cozinha e me sentei em uma das cadeiras da mesa, tomando água aos poucos e pensando no que presenciei. Olhei para o relógio na parede que marcavam quinze minutos para às seis. Me levantei e fui até o quarto ligar para minha mãe, só pra ter a certeza que ela estava bem. Entrei no quarto, que pelo menos estava vazio, minha avó estava no seu terminando de rezar o terço e Lurdes terminava de por o café na garrafa térmica, peguei meu celular me deitei na cama e comecei a ligar o telefone chamava, mas ninguém atendia. Pus o celular no peito e comecei a olhar para o teto, pensando na situação daquela família no como eu poderia ajudar e se aquilo lá não era demais para mim? Sem perceber caí em um sono profundo, mas não um sono sem sonho. Eu me encontrava novamente no campo aberto com lindas borboletas amarelas e o lago estava bem a minha frente, só que dessa vez não estava sozinha. Vi dois homens um eu identifiquei como Nailan, o outro ainda não tinha visto, me aproximei de ambos enquanto eles olhavam para mim. Começando a falar com eles, mas me dirigindo diretamente para o Nailan lhe digo: Se estou aqui novamente deve ser porque você esteja precisando de mim acertei? Ele olha pra mim e diz: mais ou menos, você acertou na parte de ter te chamado aqui! Mas, quem precisa de você é ele, apontando para o homem ao lado. Ele se aproxima de mim e se apresenta meu nome é Luiz, sou o pai biológico da Mia, aquele nome soava-me como reconhecimento. Olhei para Nailan e ele confirmou minha suspeita: Mia era a garotinha, que eu escutava sendo assassinada. Olho pra ele e estendo minha mão para que ele a segure e pergunto: em que posso lhe ajudar? Assim que ele paga minha mão, vejo ele sentado na frente de um volante ao lado estava um homem que o identifiquei como sendo o assassino da menina. Vejo ele olhar pelo retrovisor para o passageiro atrás que era aquela mulher loira só que eu via nela uma barriga grande, imaginei que ela, ali estivesse grávida da Mia. Depois disso vi ele bater e o carro virar, com eles quatro dentro. Ele tirou sua mão da minha e me pediu desculpas pela cena que eu vi. Eu disse se não tivesse visto essa cena, não saberia nem por onde começar! Posso fazer as minhas perguntas? Luiz: Sim! Larih: Aquele homem que estava sentado no banco ao seu lado quem é? Luiz: Ele era meu melhor amigo, se chama Marcos! Larih: Belo, melhor amigo que você tem digo com uma voz abafada e a mulher grávida? Luiz: Minha esposa a mãe de Mia, seu nome é: Mira! Larih: Agora me conte a relação de vocês três. Porque até agora não entendi porque ele matou a sua filha? Luiz: Irei lhes contar nossa história! Antes da Mira se tornar minha esposa e mãe de minha filha, ela namorava o Marcos, que na época era meu melhor amigo. Eu, já gostava dela, mas nunca me aproximei dela em respeito a nossa amizade. Os dois terminaram devido a uma traição do Marcos, então, acabei sendo o ombro amigo em que ela podia confiar e chorar. E nós dois acabamos nos apaixonando, então começamos a namorar sem o Marcos saber. Mas ele, o Marcos mesmo após ser pego por ela, à traindo, ele ainda a procurava e ela o rejeitava. Passados alguns anos, ele por fim desistiu dela, como pensávamos que ele à havia superado. Resolvemos contar a ele, só omitimos o tempo em que estávamos juntos. E nós só falamos a ele que estávamos juntos, porque queríamos nos casar e formar uma família. Casei com a Mira, mas não sabíamos que por dentro dele havia ódio direcionado a mim. Então depois disso teve o acidente que foi fatal só para mim. Larih: Entendi, mas o que exatamente você quer que eu faça? Luiz: Preciso que você acabe com círculo em que se tornou o espírito de minha esposa e filha. Ver elas sofrerem todos os dias, porque o Marcos decidiu m***r a minha filha e quando minha esposa descobriu que foi ele quem a matou, ela o matou e pós um fim a vida dela, mesma. Larih: Uma pergunta a quanto tempo isso vem acontecendo, desde o seu falecimento? Luiz: Já tem mais de vinte anos! Eu aceno minha cabeça confirmando meu entendimento sobre o problema. Olhando para Nailan, lhe pergunto: Larih: Você não me disse que depois de desencarnar no mundo real, o espírito teria até três anos, para se desprender e caso isso não acontecesse ele desaparecia? Nailan olha pra mim e responde: Sim! Mas quando se trata de uma criança o qual ela foi assassinada, para que ela e os espíritos em sua volta possa ir para seus lugares, é necessário que alguém interfira e a ajude. E isso cabe a você fazer? Lembre-se se precisar de ajuda estarei com você! Larih: Certo, então verei o que posso fazer, terei até o domingo para resolver isso. Não sei como farei isso, mas farei! De repente escuto uma voz doce e feminina me chamar: Larih, Larinha acorde. Eu abro meus olhos e vejo minha avó, acho que você estava muito cansada, faz tempo que lhe chamo, quase tive que chamar sua mãe ou uma ambulância. Porque você nem se mexer se mexia. Ela olha pra mim e me diz: venha está na hora de jantar, ela sai do quarto e eu me levanto. Quando volto para o quarto, depois da janta me deparo com um homem, sim era o Marcos, que me observava. Olhei para ele e o toquei, assim que eu fiz isso, vi ele mexendo em alguma coisa dentro do carro e depois afrouxando o parafuso do sinto do motorista. E depois vi tudo o que aconteceu no acidente e até a morte do Luiz foi ele quem causou, pois o carro só bateu, por falta de freio e o Luiz morreu porque o sinto sem parafusos, rompeu com peso do corpo dele. Nisso ele segura meu pulso tirando minha mão de cima dele, mas ainda o vejo m***r aquela garotinha! Nisso ele solta minha mão, me olha e pergunta: Quem é você? Larih: Seu pior pesadelo, matador de crianças inocentes, não terei piedade de você. Tudo que estiver ao meu alcance, farei você pagar pelo o que fez! Quando ele percebe que o estou ele tenta segurar meu pulso mas isso o faz grita de dor. Olho pra ele e pergunto: O que houve? Senti um choque! Continuo olhando pra ele, exatamente isso que vai acontecer caso, você me toque sem que eu te autorize. Mais uma vez, saia da frente ou você pretende que eu te atravesse, se eu fizer isso não sei o que irá acontecer com você. Ele me olha com ódio e diz se atreva! Me atrevi e o atravessei, assim que fiz isso o quarto ficou cheio de nevoeiro e ouvi um grito ensurdecedor, olhei para ele o vi se desmaterializar. Fiquei pensando no que aconteceu com ele olho em volta e vejo Nailan na minha frente com um olhar orgulhoso e diz: quando você atravessou o Marcos ele foi direto, lembra da parte esquerda do lago, que sobe em um chão rachado de sertão? Bem ele foi para aquele caminho ficar justamente junto dos outros que cometeram muitos assassinatos. Se ele vier a renascer por azar dele, será em uma barata. Olho para o Nailan e digo: Mesmo que eu tenha enviado o Marcos, para seu próprio inferno, minha missão ainda não acabou, preciso que Mia e Mira se reencontre, para que elas prossigam juntas. Ele me olha com tristeza e diz: Mia poderá seguir o caminho dela e encontrar o pai dela, mas, a Mira como cometeu um assassinato e ainda se matou, ela ainda será julgada por suas ações e depois disso é que será decido pra onde ela deva ir. Olho para o Nailan e pergunto: Posso ser a advogada da Mira? Quero defende-la e ver ela ao lado de sua família. Nailan: Veremos e daí ele some! Por volta das duas da manhã me levanto, para ir ao banheiro, no caminho começo a sentir que alguém está me olhando. Quando volto para o quarto e me deito novamente, me viro para a parede, mas sinto uma presença bem atrás das minhas costas. Me viro de vagar com os olhos fechados, ficando de lado, abro meus olhos devagar e vejo Mia me olhando. Nosso olhar se cruzam e eu dou um: "Oi", quase que sussurrando, ela olha pra mim sorrindo e me pergunta: Você pode me ver? Balanço a cabeça dando um: Sim e escuto também! Ela olha para a porta assustada e olhando para mim diz: ele não pode saber que você pode nos ver! Daí eu pergunto: Ele quem? Vejo uma lágrima escorrer pelos seus olhos e ela diz: Meu pai! Larih: Mas ele não é seu pai, não de verdade. Você quer ficar deitada nessa cama comigo? Ela olha pra mim e diz: Mia: Posso? Eu me encosto mais na parede, para da espaço pra ela se deitar próximo a mim. Ela vai se deitando próximo, olhando nervosa para a porta e diz. Mia: E se ele aparecer e perceber que você pode nos ver. Nem imagino o que ele fará a você. Larih: Tenho uma pergunta, posso fazer? Mia: Sim! Larih: Vocês espíritos que ficam presos ainda no mundo humano, podem ou consegue dormir? Mia olha pra mim rindo da minha pergunta e diz: Não! Larih: Ok! Mas eu não sou espírito e preciso dormir se quiser pode ficar aqui me fazendo companhia até o dia amanhecer. E não se preocupe com o homem que você chamou por tanto tempo de pai. Pois, acredito que nesse momento ele deva está bem ocupado. Ela olha pra mim sem entender, o que eu e quiz dizer: Olho pra ela e digo, se eu tocar em você posso ver todo o sofrimento que você passou com aquele homem. Só não sei se você me tocar com minha permissão se você verá e entenderá e ficará mais tranquila. Mia começa a querer por a mão em mim, no meio do caminho paro ela e digo! Larih: Permito que a pequena Mia toque em mim e veja quem de fato me enviou para a ajudar! Olho para ela e digo. Larih: Vou dormir, mas você está permitida a me tocar caso queira ver quem está de fato lhe protegendo. Ela balança a cabeça afirmando que me entendeu. Sinto ela tocar em meu braço e daí adormeço. Assim que o dia amanhece, me vejo completamente só. Sem a Mia deitada ao meu lado e sem Lurdes na cama dela, mas sinto o cheiro de café pronto. Me levanto, tomo meu banho, começo a escovar meus dentes. Entro na cozinha e vou logo tomar um grande copo com àgua, pra tirar o gosto da pasta e assim poder tomar meu café. O qual tive direito a uma tapioca recheada de Coco e queijo, banana comprida cozinhada e uma xícara de café bem quentinho. Na mesa estava minha avó, Lurdes e na cadeira próximo a minha, Mia se encontrava sentada nos observando tomar café. Daí pego uma tigela e boto na frente dá cadeira onde ela está sentada e ponho cereal e Leite, coloco uma colher dentro e sussurro bem baixinho em direção a ela: Você pode comer! Ela olha pra mim e começa a comer. Olhei para Lurdes e minha avó e percebi que elas não estava prestando atenção no movimento da colher sozinha no ar, porque seria mais ou menos isso que elas veriam. Quando olho para a porta de entrada da cozinha, vejo a mãe de Mia nos olhar. Mia ver ela e de imediato ela corre até a mãe e as duas saem, me levanto e sigo as duas. Que vão indo até o terraço externo, Mira não me ver e começa a perguntar a filha, do porque dela está sentada a mesa comendo com as pessoas que estão vivas. Sem ela esperar, eu respondo: Larih: Porque eu a convidei! Mira se vira olha pra mim e sorri: Mira: obrigada, mas se ele perceber que agora temos ajuda, não sei o que vai acontecer. Ela começa a olha em volta nervosa esperando alguém aparecer e fala: Larih: Mira se você está falando do Marcos ele não aparecerá mais, não aqui. Ele foi mandado para outro lugar pra pagar pelos pecados dele. Então nesse caso as duas estão livres. Quando a hora em que você tira sua própria vida chegar, vocês estaram livres para seguir seus caminhos. Mira me pergunta: Mira: Quem te enviou? Larih: Bem meu guia espiritual recebeu um pedido especial do Luiz, para libertar vocês do mundo humano. E foi exatamente o que fiz. Nada mais prende vocês aqui! Mira: Como devo lhe agradecer? Larih: Se cuidando e cuidando de sua família. Desejo tudo de bom, que vocês encontrem a paz e descanso que merecem. Mia corre para me dá um abraço e me diz. Mia: Muito obrigada! Dou um sorriso para ela, você irá me agradecer ao obedecer sua mãe e seu pai. Se assim o fizer, saberei que ficarás bem. E pode ter certeza que vai dar tudo certo. Eu saiu e deixo as duas sozinhas ao som de um celular tocando. Vou até o quarto e vejo o registro de chamadas e reconheço ser da irmã de Hugo. Atendo o telefone e ela do outro lado. Luna: Oi amiga, como você está? Larih: Estou melhor! Luna: Olha Hugo tirou xerox dos assuntos que você perdeu que foram escritas no caderno e gostaríamos de saber onde você está? Larih: Estou na casa da minha avó! Luna: Podemos ir aí lhe visitar e assim deixar a xerox? Larih: Claro! Deixe apenas eu comunicar a minha avó. Você viram aqui de que horas? Luna: Depois do almoço umas duas horas da tarde! Larih: Tudo certo então? Luna: Confirmado, tchau e até a tarde. Larih: Até de tarde! Vou procurar minha avó, pra lhe comunicar sobre a visita dos meus amigos. A encontro sentada no sofá, quase cochilando! Me aproximo dela e a chamo. Larih: Vozinha? Vó olha pra mim e eu digo que meus amigos da escola viriam me visitar e trazer um material para que eu fique perdida nos assuntos quando, voltar as aulas na segunda. Daí ela me pergunta: Vó: Quem são? Larih: É o Hugo e a irmã dele Luna! Vó: Assim, gosto dos seus amigos e digo mais. Hugo e você forma um casal até que bonito. Larih: Vó! Somos só amigos de infância, nada demais. Ela olha pra mim rindo e diz: Vó: Certo, estou sabendo! Saiu da sala toda envergonhada com o que ouvi da minha avó. Vou até a cozinha e encontro Lurdes terminando o almoço, daí eu lhe peço pra fazer cocadas. E explico que Hugo e Luna vinham a tarde aqui. Ela responde: Lurdes: Fica tranquila já estão prontas em cima da mesa. Olho pra mesa e vejo um prato repleto de cocada, me aproximo e ainda pego uma. Como a cocada com gosto e depois tomo água. Vou para o quarto esperar o horário do almoço lá. Exatamente as duas da tarde meus amigos chegaram na casa da minha avó, para uma visita. Luna veio correndo me abraçando, quando ela faz isso a vejo brigar com seu irmão. Luna: Você está melhor? Larih: Estou! Agora foi a vez de Hugo falar: Hugo: Você nos deu um grande susto, moça! Ele diz isso sorrindo e me entrega um monte de folhas. Daí ele se vira para Luna e diz, Hugo: Eu lhe disse que visita seria rápido, a Larih precisar atualizar as aulas que perdeu! Daí eu respondo! Larih:Não antes de vocês comerem das cocadas da minha avó. Ao dizer isso saiu puxando a Luna pela mão direita, e vejo na minha mente ela muito feliz com algo, não sei exatamente do que se trata. Hugo vem logo atrás de nós e diz o seguinte pra Luna! Hugo: Ou você conta pra ela ou eu conto? Nos sentamos na cadeira e começamos a comer as cocadas. Daí Luna diz com uma voz bem alegre. Luna: Estou namorando! Eu me engasgo e pergunto. Larih: Desde quando? Luna:Vai fazer um mês ainda, segunda quando você for para a aula eu lhe apresento. Hugo olha pra mim revirando os olhos e diz! Hugo:Como minha irmã mais nova foi arrumar namorado primeiro do que eu? Luna: Você só já não está na morando porque não toma iniciativa! Nisso olho para as horas e vejo que já vai da três e meia da tarde. Nos levantamos e levei meus amigos até a saída, Luna me abraçou e sussurrou no meu ouvido:Até segunda! Larih:Até! Eles entram no carro e eu fico pensando em Mia e Mira, torcendo pelo bem está de toda sua família. Continua...
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