Capítulo 3 - Tirando o Gesso!

4572 Palavras
Os dias restantes que passei me recuperando na casa da minha avó, só não foi mais chato, por conta de uma visita inesperada que tive na primeira noite que passei ali. Até aquele momento não havia sinal nenhum de Nailan perto de mim. Bom minha primeira noite foi assim, as vinte e uma horas já estava pronta pra ir dormir. Eu iria dividir o quarto com minha tia eu iria dormir em uma cama e ela na outra todas as duas, eram camas de solteiro. Por volta da meia noite, senti alguém passando a mão em meus cabelos, quando abro meus olhos me deparo com um homem jovem, sentado na beirada da minha cama, ele acariciava o meu cabelo, naquela mesma hora senti, um leve frio na espinha. Quando, ele virou seu olhar para mim e percebeu que eu o estava observando calada, ele me pergunta: Você, está vendo? Eu balanço minha cabeça em tom afirmativo e ele continua a falar, e pelo visto também me escuta. E digo também estou sentindo seu toque no meu cabelo. Ele para de alisar meu cabelo, olha para mim e diz: Se isso já está acontecendo, então chegou a hora de você cumprir seu destino, assim que ele diz isso, Nailan aparece na nossa frente. E ele se direciona a aquele senhor, calma seu José, chegou a hora sim, aos poucos ela vai aprender para assim fazer o que de fato, ela veio pra esse mundo. Mas caso queira passar tempo com ela, fique a vontade até porque nessa época, ela faz parte da sua família. Assim que Nailan diz isso, aquele homem, olha pra mim e responde a pergunta que estava em minha mente. Olá Larinha, espero que não se importe de eu te chamar assim, tenho certeza que a muitas perguntas em sua mente sobre quem sou e o porquê de está aqui, certo? Bem, me chamo José e sou seu avô, pai da sua mãe, quando ele me diz isso me levanto pra ficar sentada na cama e observar aquele homem mais de perto, tinha até esquecido que tinha um gesso na minha perna, e que me fez gemer de dor. Meu avô, olhou pra mim e minha perna e me pediu pra ter calma. Ele continuou falando, caso você não se incomode, enquanto você estiver aqui se recuperando, quero ficar ao seu lado para te conhecer melhor e você me conhecer, daí ele me pergunta: Posso? Eu respondo de imediato com um sim tão nítido, que minha tia levantou a cabeça e perguntou se eu precisava de algo e eu disse a ela que precisava fazer xixi. Na verdade, eu precisava mesmo naquele momento e usei isso para não ter que me explicar muito. Minha tia veio, pois um pinico daqueles de hospital debaixo da minha b***a e ali eu fiz xixi. Depois, ela me ajudou a me deitar de uma forma mais confortável na cama, só que com a perna levantada. Os dias foram se passando, enquanto estava na casa de minha avó, aos cuidados da minha tia, mas ouvindo histórias sobre minha mãe quando criança de um avô que só eu podia ver. Ele até me falou que o dia mais doloroso pra ele, foi o dia em que ele partiu e deixou a menina dos olhos dele sem seus cuidados físicos e p******o, mas, onde quer que ele estivesse, sempre a observava e torcendo por suas conquistas. E quando ela sentia alguma dor física ou emocional sem poder pedir ajudar a ninguém, ele se entristecia de não poder ajudá-la. Ao falar isso lágrimas rolaram pelo meu rosto, pois me lembrei de Lisa vendo o seu amado esposo sofrendo por sua falta, sem que ninguém o desse uma palavra que de fato o ajudasse a melhorar. Meu avô ao olhar aquelas lágrimas, se desculpando me disse sei que de agora em diante sua vida não será fácil, você andará por espinhos e muitos iram te julgar. Mas eu sei que minha neta é uma guerreira forte e vai enfrentar tudo isso de perto. A essas palavras dele, lhe pergunto: O senhor não poderia antecipar o que está me aguardando, sei que Nailan disse que ele iria me instruir, mas me sinto um pouco insegura ainda mais pelo o que já vi. Daí meu avô perguntou o que eu já presenciei? Eu relatei a ele sobre meu acidente na escola, de ter acordado em um hospital, de ter conhecido o Nailan em um campo aberto muito lindo e ainda lhe falei sobre Lisa e seu esposo. E que, quando toquei no braço de ambos, eu podia ver o que se passava com cada um. Ao ouvir isso ele olha pra mim e diz, se você já está nesse ponto, então significa que para eles você já está preparada e só vai precisar de mais alguns ensinamentos. Então, ele me entrega um colar com um pingente em formato de estrela dentro de um círculo e me diz: que ele tinha ido atrás desse talismã para mim dar, que com ele eu posso me manter segura, daquilo o qual eu não queira fazer. Todos os espíritos, que chegar perto de você, iram precisar da sua ajuda, ele deverá pedir primeiro sua permissão, para que eles possam mostrar do que precisam. E como sei que daqui a uns três dias sua mãe virá lhe buscar, devo lhe dizer que ela precisará muito de você. Eu disse a ele, só estou aqui porque ela insistiu, que aqui eu estaria bem cuidada, se não fosse por isso jamais deixaria ela só. Já quando criança ela não teve quem cuida -se dela, como filha que a ama muito, eu farei isso. Não sei o que está por vir, mas irei enfrentar por nós duas, e sempre estarei e dando apoio e do lado ela. Meu avô me olha, nos olhos e me diz não poderia esperar menos de você. Você tem uma luz, muito forte dentro de si, então sempre acredite em si mesma. Nas piores dificuldades que estiveres alguém estará sempre para lhe ajudar, daí ele aponta para quem estava atrás de mim e eu vejo o Nailan a nós observar, fazendo com cabeça o gesto de positivo. Me veio um sono tão forte, que eu bocejando disse, vô acho que vou dormir um pouco agora. Não estava com sono mas agora chegou com força total. Ele olha pra mim e diz compreendo afirmando que não irá sair do meu lado, ele olha para o Nailan e diz, cuide muito bem dela aí do outro lado. De imediato eu adormeço, olhando o relógio que apontava três horas da tarde. Me acordei de novo, naquele campo aberto, aquele mesmo lugar onde conheci a Lisa e dessa vez o Nailan era quem estava ao meu lado. Ele olhou pra mim e me pergunta, o que você acha desse lugar? A primeira vez que estive aqui me senti estranha, mas não tive medo, tive a sensação de já ter vindo aqui antes, mas não sabia o porquê visto não ser um lugar que frequento com frequência. Nailan me explica que aqui é onde os espíritos desencarnados, os que morreram no mundo humano tem acesso por um tempo limitado, pois cada um já tem seu caminho e seus julgamentos à serem concluídos, então é daqui que começa o processo de reencarnação. Os que fizeram coisas ruins são levados para onde o lago mais escuro escorre, esses voltaram a vida em formas de animais e isso de acordo com o que fizeram! E onde a água é mais clara são para aqueles como a Lisa, pessoas boas que tiveram um fim trágico, mas que poderá renascer. Ela só já não renasceu, porque ainda se encontra presa ao sofrimento do marido dela, por ele a ter perdido tão cedo. Olhei para o Nailan e perguntei: Larih: Porque eu e o que, tudo isso tem haver comigo? Nailan responde: Devido a sua vida antiga, nessa você veio com um propósito, de ser uma médium poderosa. Que não poderá interferir no destino dos humanos, sua missão é ajudar o desencarne dessas pessoas. Ao decorrer dos seus dias você saberá o que isso vai significar. Por agora deixarei, apenas você descansando em um sono sem sonho, para que assim você melhore logo e fique forte, para o que está por vir. Apaguei e não vi mais nada! Acordei com meu avô do lado dizendo: Bom dia dorminhoca. Eu lhe respondo com bocejo: Bom dia! E ele continua a falar, não temos mais tanto tempo assim, logo sua mãe estará de volta para vir lhe buscar e eu tenho isso pra lhe dá. Olho para suas mãos e vejo o colar com um estrela de cinco pontos dentro de um círculo, o cordão que segurava aquele colar era preto e tinha um tipo de feixe dourado com uma pena colorida atrás que me fez lembrar as cores de um arco-íris, a própria estrela era prateada mas também havia nela o mesmo tom de uma pena só. Eu continuo olhando aquele colar, enquanto ele continua à falar, sei que você estava vendo um colar, mas isto aqui é um amuleto que irá te proteger de espíritos que possam ter más intenções com você. Quem iria lhe entregar ele seria seu mentor astral, o Nailan, mas intervi e pedi para que eu mesmo pudesse te dá, para que assim, você tivesse algo que o seu avô lhe deu, visto que essa será a última vez que nos veremos, ele estende as mãos para me entregar e eu peço que ele mesmo o coloque em meu pescoço e assim ele o faz. Assim que ele está colocando aquele talismã envolta do meu pescoço, a mão dele toca de leve em uma parte descoberta do meu pescoço e eu tenho uma visão rápida, uma criança sentada com os joelhos dobrados e eu vi tristes lágrimas escorrendo sobre todo seu rosto, assim que ele tirou a mão a imagem sumiu. Ele olha pra mim e diz a criança que você viu era sua mãe com sete anos de idade, nesse dia em que ela chorava incosolada, foi o dia em que deixei o mundo dos vivos. Olhei pra ele vi que havia angústia em seus olhos, e ele continuou a dizer a partir de agora não poderei mais proteger sua mãe.Preciso ir para ao lugar onde eu já deveria está, mas ela, a sua mãe irá passar por provações e precisará muito do seu apoio. Sei que quando voltares pra casa, terás um monte de coisas pra lidar, mas Nailan seu mentor espiritual, estará ao seu lado para compartilhar o seu fardo e lhe ajudar também, você não estará sozinha, então não tenha medo e seje a garota mais corajosa, que você nunca foi capaz de ser antes. Você precisará da coragem e da força que há, dentro de você o qual você ainda nem o conhece, mas sei que irás descobrir, porque essa força e coragem vem do seu avô aqui, com isso ele me dá um sorriso doce e brincalhão, eu retribuo ao seu sorriso. Logo minha tia entra no quarto, pra me ajudar a tomar banho, quando ela me senta no vaso do banheiro ela observa aquele objeto no meu pescoço. Que lindo colar, ele sempre esteve aí? E eu respondo: Sim tia, sempre esteve aqui, acredito que a senhora não o percebeu antes, por está preocupada de não molhar meu gesso, aí ele passou despercebido pela senhora. Ela olha para mim rindo e diz: deve ter sido isso mesmo. E, continua a falar, daqui a dois, dias sua mãe virá lhe buscar e a levará para tirar o gesso. Ela me ajuda a ir para o quarto para eu por uma roupa eu visto minha calcinha, meu sutiã e ela me ajuda a por um vestido leve que tem girassóis desenhados nele. Me apoiando nela, vou para o sofá da sala, me deito com a perna levantada em um travesseiro e fico observando minha avó. Ela estava sentada em sua pequena cadeira de balanço e com a porta aberta da casa ela. Observando quem passava e minha tia, voltou para o quarto pra fazer alguma coisa, só não sei o que. Continuei observando, minha avó até que ela se vira para me olhar e nosso olhar se cruzaram, ela sorrindo pergunta: O que você olha tanto para sua velha avó? E eu respondo sorrindo velha nada, minha jovem avó é muito linda e estou admirando sua beleza. Ela dá uma risada e volta a olhar pra rua, fumando o seu cigarro e tomando uma xícara de café, que era o que ela sempre fazia. De repente escuto um carro estacionar na frente da casa de minha avó e reconheço o som do carro de minha mãe. Acredito, que ela veio me fazer uma surpresa e resolveu, vir me pegar mais cedo. Escuto duas portas de carro bater, minha mãe entra primeiro e em seguida um homem alto e moreno, entra atrás dela. Minha avó se levanta e abraça a filha recém chegada, que lhe pede a bênção e é abençoada pela mãe. E para nossa surpresa, ela nos apresenta aquele homem como sendo seu novo namorado. Minha tia na mesma hora entra na sala e cumprimenta a irmã e o " novo namorado", dela, pra ser sincera não fui muito com a cara dele. Daí minha mãe volta sua atenção pra mim e olhando para meu gesso ela me pergunta, filha você está melhor? Então é a vez do novo namorado de minha mãe falar comigo: Olá! Então você é a famosa Larih, sua mãe vem me falando de você a muito tempo e eu estava doido pra te conhecer. Olho pra ele dou um oi e agradeço, daí me viro pra minha mãe e pergunto, a quanto tempo vocês estão juntos? E ela me responde, a exatamente três anos! Eu olho pra ela sem acreditar no que ouvia e a indago: mãe três anos, como que a senhora nunca, me falou que estava namorando e agora do nada a senhora vem nos apresentar a esse senhor? Ela olha pra mim e diz, filha já faz exatamente doze anos que estou divorciada do seu pai, seu pai já tem até outra esposa a qual está grávida dele e você já sabe disso, e porque eu não posso ter alguém pra mim também? Mãe não é que a senhora não possa ter alguém na sua vida, mas antes devemos analisar se aquela pessoa é o melhor pra nós, principalmente para nós que somos mulheres. Ela olha pra mim e diz, ele é bom pra mim e aliás você ganhará mais um irmãozinho ou irmãzinha, ela diz isso alisando a barriga eu fiquei surpresa e me calei. E vi meu avô na sala ao meu lado, observando toda aquela conversa, daí ele sussurra no meu ouvido e diz, ela precisará de todo o seu apoio. Olhei para aquele homem, o qual olhava pra mim, me analisando, percebi que meu avô estava se referindo a ele. Lancei um olhar de desdém para o novo namorado de minha mãe, mas dando um aviso pelo olhar que se ele a magoar ou a machucar, ele se veria comigo. Minha mãe olha pra mim e diz que veio me levar pra casa, fico feliz em está novamente com minha mãe, mas estou tensa por conta daquele homem. Ela olha pra mãe dela e diz que já está indo, minha tia por sua vez pega me mala, recém arrumada e a põe no carro. Eu me esforço a ficar de pé, até que aquele homem chega perto de mim e me segura no meu braço, para me ajudar a ir até o carro. Assim, que ele pega meu braço vejo uma cena, ele sentado em um bar rodeado de mulheres. Já cheguei a conclusão, de que ele é mulherengo e um aproveitador. Entrei no carro e fui da cidade de minha avó, até a casa onde eu morava calada, preparando meu psicológico para o que vinha a seguir. Quando fomos chegando perto de casa vi algo diferente, um ponto de comércio que vendia, produtos congelados, o mais interessante era vizinha a nossa casa e percebi, que o muro não era mais tão comprido do lado. Entramos dentro de casa, minha mãe me ajudou a ir para o quarto que ficava na parte de baixo, daqui a dois dias iria tirar o gesso e assim poderei ir, para meu próprio quarto e voltaria para a escola. Assim que sentei na minha cama, perguntei a ela: mãe a senhora não disse que nós iríamos nos mudar daqui? Ela disse que essa era a ideia dela no início, mas quando ela trouxe o Anthony, até nossa casa ele a fez a mudar de ideia e ainda a manipulou, para abrir aquele ponto comercial que fiquei surpresa, em ver ao lado da nossa casa. Pelos próximos três dias ficarei ainda no quarto de baixo, assim que tirar esse bendito gesso, poderei voltar para meu quarto. De vez em quando pra minha mãe poder fazer outras coisas dentro de casa, eu ficava tomando conta daquele pequeno negócio que eles montaram. Raramente, eu via aquele homem pela parte da manhã, na verdade sempre o via sair tarde de noite e só voltar, na madrugada, do dia seguinte, quando ele tomava conta do ponto de frios era por volta das nove e meia. Toda vez que ele chegava, me mandava ir descansar no meu quarto. Eu saia para o quarto, mas no meio do caminho eu passava por minha mãe cortando cebolas e chorando, eu me aproximava dela e perguntava se estava acontecendo alguma coisa? Com os olhos cheios de lágrimas ela me disse que eram as cebolas, quer que eu as cortes para a senhora descansar um pouco? Mãe: Não meu amor, vá lá descansar mais um pouco, vou terminar o almoço do seu padrasto e o seu e já te levo, ao médico tirar esse seu gesso. Sim, já fazia 3 dias que estava em casa e estava seguindo, aquela nova rotina, só que dessa vez tinha mais, uma pessoa em nossas vidas, alguém, que vou gostar menos, conforme os dias irão passar. Larih: Eu pergunto pra ela, mãe na volta a senhora poderia me levar até a minha outra avó, gostaria de saber como ela está? Pois passei esses quinze dias, sem da notícias a ela creio, que ela esteja preocupada. Mãe: Ela sorrindo disse, eu avisei a sua avó Severina que você sofreu um acidente na escola e que estava com a perna no gesso. Então, ela já sabe o que aconteceu com você e ela já está sabendo que você está de volta, como hoje é sexta-feira e você só tem aula na segunda. Você irá passar o fim de semana com ela! Larih: De imediato com um sorriso, pergunto sério, mãe? Mãe: Sério, não se preocupe em arrumar suas roupas, já mandei algumas e inclusive sua farda e seu material escolar para lá, na segunda-feira, pego você lá e a levo para à escola. Larih: Está certo, então vou tomar um banho e trocar de roupa. Vi em cima da mesa duas sacolas de plásticos, olhei pra minha mãe e disse estou pegando. Ela olha pra mim e acena, me dando um sim! Vou para o meu quarto parecendo um saci, pulando de uma perna só. Peguei minha toalha, minha calcinha, sutiã e meu vestido de girassóis. Entrei no banheiro que ficava, no quarto de alguma secretaria do lar, que nós não tínhamos. Fechei a porta do quarto na chave e fui para o banho, assim que comecei a tomar banho, ouvi batidas na porta do quarto e de alguém girando a maçaneta para entrar. Tomei meu banho sentei na cama que tinha no quarto e comecei a me arrumar, e as batidas começaram a serem mais frenéticas. Quando terminei, abri a porta e vi meu padrasto o****o, ele olha pra mim e diz menina que demora é essa? Eu vou e aponto para o gesso ainda na minha perna, ele lança um olhar de desdém para mim e pede licença eu saiu e o deixo entrar! Vou para meu quarto, arrumo meu cabelo e ponho uma sandália rasteira em meus pés. Quando de repente, escuto alguém gritar pelo meu nome, na verdade uma voz masculina: LARISSA! Vou em direção ao grito e ele vem pra cima de mim, como você me ver entrar no banheiro e não foi ficar no ponto? Acabamos de perder um cliente! Eu olho pra ele com raiva e digo, como você ousa usar meu nome nesse tom? Nem minha mãe que foi quem, me pariu faz isso, pra você um desconhecido pra mim vir fazer! Você pensa, que eu não tenho ninguém por mim não é? Apois fique você sabendo, que eu tenho e não tenho obrigação nenhuma, em ficar no negócio que você mesmo abriu, quando eu ficava lá, era para, ajudar minha mãe e não você. Quem tem que trabalhar é você nem minha mãe e nem eu somos obrigadas a fazer o que você quer. Quando ela fica lá é para dar apoio, para lhe ajudar, a partir de agora, eu não lhe ajudo em nada e aí de você, se eu ouvir você gritar ou tocar um dedo sequer na minha mãe ou em mim. Vou pra Funase, mas mando você antes de toborgam antes direto para o inferno! Ele olha para mim sem uma gota de sangue, quando, escuta minhas palavras. Minha mãe sem saber o que aconteceu, vem chegando e diz pra ele seu almoço está pronto. Estou de saída irei levar a Larih pra tirar o gesso e já volto. Ele olha pra nós duas e diz tanto faz, entrando na cozinha e fazendo o prato dele. Minha mãe e eu entramos no carro e fomos direto ao hospital para tirar o gesso, assim que o tiraram, nos encaminharam para a sala do médico que me acompanhou os dias que fiquei no hospital. Sim o médico que era o esposo Lisa. Assim que tirei o gesso, fomos encaminhadas para a sala do médico, para ele poder avaliar minha perna. A enfermeira nos mandou sentar e aguardar que o médico logo estaria de volta. Entramos, nos sentamos cada uma em uma cadeira que ficava na frente da mesa de trabalho dele, e me deparei com uma Lisa sorridente em um retrato. Enquanto estava em meu desvaneio, tentando descobrir como ajudar esses dois, minha mãe diz que vai ao banheiro e já voltava. Ouço a porta atrás de mim se abrir e fechar em questão de segundos a mesma porta se abre e ouço passos vindo por trás de mim. Fico olhando para os sapatos dele, enquanto ele caminha para sua mesa e me faz a seguinte pergunta. Médico: Como você está se sentindo hoje? Levanto meu olhos pra ele e vejo duas Lisa uma que estava em um porta retrato sorridente e a outra que estava ao lado dele e ele nem podia ver ela, mas a expressão dela era vazia e triste. Estendo minha mão esquerda, para que ele segure e digo que estou bem. Assim que ele pega minha mão, vejo um homem solitário com uma garrafa de vinho em uma mão e na outra um novo retrato de Lisa era a foto de casamento deles. A cada golada de vinho, ele chorava e olhava aquela foto e depois o via desmaiar de tão bêbado que ficava. E uma Lisa em espírito ao seu lado ajoelhada, chorando e pedindo perdão por tê-lo deixado só. O Médico solta a minha mão e pergunta: Como a estar sua perna? Tinha tirado a pouco tempo o gesso, da perna. Deixei que minha voz falasse o que estava na minha mente: Doutor que moça tão linda é essa da foto e pelo sorriso acredito que algo aconteceu no dia em que essa foto foi tirada, estou certa? Surpreso com minha pergunta, ele olha para a foto e diz que era sua amada esposa. E que a foto foi tirada no dia em que ele, a pediu em casamento. Sorrindo eu disse os olhos dela falam do tamanho do amor que ela sente por você, mas seus olhos, demonstra tristeza o que aconteceu, com vocês dois? - lhe pergunto. De imediato, ele com lágrimas nos olhos me diz que ela faleceu aos seus cuidados como médico. O senhor quer ver como está minha perna? Me levanto e vou em direção a porta e dou uma volta na chave! Daí eu volto e me sento novamente na sua frente e digo. Se o senhor quiser chorar e desabafar comigo, fique a vontade, quando fechei a porta fiz para que ninguém atrapalha-se. Daí ele pegou o retrato e chorando começou a desabafar. O espírito de Lisa estava sentada ao meu lado chorando. Ele diz que se sentiu inútil e pensou em desistir da medicina, por não ter salvado conseguido salvar a vida da sua amada. Quando ele parou de chorar e de soluçar, me pediu desculpas por mim vê-lo naquela situação. Daí eu disse o senhor não deve me desculpas e sim, a si próprio e a sua esposa. Você é médico e não Deus! Quantos pacientes o senhor já deve ter salvo antes da Lisa vir para os seus cuidados? Não sei o que aconteceu com ela, mas tenho certeza que foi uma fatalidade. Olha sei que sou muito jovem e ainda não tive essa experiência de amar alguém, a não ser minha mãe, e nem sei se algum terei o que vocês dois tiveram. Ele olha pra mim sem entender, mas mesmo assim contínuo. Sei que você a amou muito e também sei que ela ainda deve te amar, muito. Doutor esse acidente que eu tive me levou para um mundo completamos desconhecido para mim, não sei se irá acreditar em mim ou não. Mas a Lisa está sofrendo, ao ver você se destruindo todos os dias e ela vive se culpando, por ter te deixado. Mas do mesmo modo que a culpa não foi dela de ter partido, também não é culpa sua não conseguir, salvá -la. Então, se perdoe e prossiga com sua vida, para que assim ela possa descansar em paz, e um dia acredite vocês iram se reencontrar. Ele olha pra mim surpreso e diz, sempre tenho sonhos com ela chorando ajoelhada e sinto o sofrimento dela. Eu interrompo e digo, se você teve a oportunidade de ver isso, então fiquei sabendo que ela está assim, porque ela ver o seu sofrimento em não ter a salvado. Sei que será difícil, mas lembre-se dos bons momentos em que vocês viveram e tente usar essas boas lembranças, para continuar a viver. Porque quando chegar o momento certo vocês irão, sim se reencontrar. Enquanto ele me agradece por minhas palavras, somos interrompidos por alguém tentando abrir a porta e batendo, me levanto e abro. Minha mãe vai entrando na sala e pergunta ao médico, como ela está doutor? Ela está muito bem, pedi que ela fosse fechar a porta para ver como ela estaria ao andar e pelo visto ela está liberada para voltar a rotina escolar. Ele continua, a senhora tem uma filha muito gentil e corasoja. Enquanto estamos saindo da sala minha mãe o agradece, sem entender, do porque ele falar aquilo. Até porque ela mesma já sabia, quem eu era!
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