Capítulo-2 Nailan

2357 Palavras
Senti uma brisa leve tocar em meu rosto, brincando com os meus cabelos. Nas palmas de minhas mãos, algo macio me fazia cócegas e senti no meu dedão do pé direito, alguma coisa a pousar. Abrir meus olhos e vi um céu azul anil, completamente limpo, sem nuvens à vista. Me apoiando em meus cotovelos, levantando apenas um pouco meu corpo, flexionando meu abdômen de leve. inclinando minha cabeça, vi uma pequena borboleta amarela descansando no meu dedão do pé. Sem incomodar seu descanso, acariciei o chão e percebi que era grama, não muito grande, nem pequeno demais, do tamanho apropriado, o suficiente para fazer cócegas em minhas mãos. Puxei, devagar minha perna esquerda, ao mesmo tempo que ia sentado e dobrando a perna, apoiando e encostando meu pé, na parte de dentro do meu joelho direito. Mas esse movimento fez minha perna direita, dá uma leve balançada, fazendo a pequena borboleta ficar planando no ar à minha frente, sem sair para nenhum lugar. Dobrei todas as minhas pernas em posição de medicação, coloquei meu dedo indicador na frente da borboleta, e ela pousou. Comecei a conversar com ela, me senti um pouco louca, me falando com uma borboleta. Devo, ter batido muito forte a cabeça, para estar fazendo isso, olho em volta e não vejo mais ninguém. Percebo até então, que me encontrava sozinha naquele lugar, sem nem saber, como cheguei ali. Larih: Pequenina, onde estou? A pequena borboleta, começa a me sobrevoar, indo e vindo, ela, ia pra longe e voltava, no mesmo tempo em que saia. Senti, que ela queria, que eu a seguisse. Me levantei ficando de pé, vi que ela também sobrevoava um tipo de rio largo e grande. Quando, a borboleta foi, em direção ao Rio, novamente, fui atrás dela. Ao chegar na margem vi que as águas eram estranhas, pois de um lado era mais escura e do outro mais claro, elas se tocavam sem se misturar. Me agachei a frente do rio e toquei na água mais clara, que nem, estava fria demais e nem, quente demais, acredito que essa é a temperatura ideal para um rio, não havia o cheiro que sentia era o de terra molhada, que acredito vir do fundo do lago. Fui tocar a água mais escura, a borboleta em protesto começou a voar na direção do rosto, tentando me impedir de tocar naquela água, comecei a respirar fundo e senti um mau cheiro na água, como se alguém tivesse morrido ali e o cadáver, ainda não tivesse sido removido. Com o protesto da borboleta, me levantei sem tocar naquela água escura. Olhei na direção de onde vinha aquela água escura e o que vi foi desolador, não havia nada, apenas a água escura e um solo rachado igual quando o sol está muito quente e começa a tirar as últimas reservas de umidade que a no solo. A direita do lago onde a água era mais clara, a medida que ia ficando mais longe daquela água escura, ela ia ficando mais clara ao ponto de eu me ver no reflexo daquela água. Vi que naquela direção do lago havia muitas gramas verdes, muitas borboletas amarelas e flores de todos os tipos. Fui andando em direção às flores eu subia e subia, andando sempre ao lado da margem do lago. Quando não estava olhando as flores, olhava para aquela água do lago, parei no ponto em que estava mais cristalina naquela parte a água se transformava em um espelho o qual eu pude me ver. Eu estava com umas vestes brancas, não era vestimenta de hospital e nem minha roupa de habitual. O vento sem querer me fez ouvir um choro e gemidos tristes de cortar o coração, olhei na direção de onde vinha. E vinha exatamente do ponto de onde estava anteriormente, justamente onde às águas apresenta duas tonalidades de cor. Vi alguém de joelhos na beirada daquele rio, com as mãos no rosto e tive a sensação de a ver soluçar. Cheguei próximo dela e vi que se tratava de uma mulher, me abaixe ao lado dela e perguntei: - Posso lhe ajudar em alguma coisa? Mesmo eu não sabendo onde estou, talvez você falar e eu ouvir diminua mais, a dor que ocasionou esse choro! Com minhas palavras ela olha, pra mim enxugando as lágrimas, tentando se acalmar. Enquanto eu me levantava daquele lugar e a ajudando a se levantar também, assim que toco em sua mão esquerda na intenção de servir de apoio para ela ficar em pé também. Começo há ver, uma mulher morena de cabelos longos cacheados, de pele um pouco escura em um vestido branco, com uma calda e um véu. Com uma tiara na cabeça, parecendo uma princesa de tão linda que estava. Ao seu lado estava um homem branco, de cabelos claros, de ismoque branco e sapatos brancos também, ele também estava muito bonito naquela ocasião, tive a sensação de já ter visto ele em algum lugar na minha memória mais recente. Na frente deles havia um altar e um homem de bata, provavelmente o padre, daquele belo casamento, ouvi ele falando com os noivos. Primeiro ele fala com o homem e diz seu nome: - Cassandro Emílio, você aceita Lisa Moreno como sua legítima esposa? Ah, isso ele responde: - Olhando nos olhos de Lisa Moreno ele diz que sim. Acho que vi uma lágrima escorrer por um de seus olhos, mas eram de emoção e dava pra ver em seus olhos que ele a amava muito. Voltei minha atenção para o padre, que agora falava com Lisa Moreno. - Lisa Moreno você aceita Cassandro Emílio, como seu legítimo esposo? - Com um grande sorriso e os olhos transbordando de amor por aquele homem, ela também disse sim. Depois me veio outra cena, Lisa Moreno estava presa em um trânsito h******l, quando começo a escutar alguns tiros, só não estava vendo de onde vinha, mas vi uma bala perfurar o seu carro pela frente e a atingir bem no lado esquerdo do peito. As próximas cenas é dela no hospital sendo socorrida por uma equipe, e seu esposo que era médico, vendo de quem se tratava, fez de tudo para a salvar. Mas infelizmente ele não conseguiu, Lisa Moreno faleceu no dia doze de abril, em seus braços. Durante aquela cena senti algumas lágrima escorrer pelo, meu rosto. Agora aquela Lisa Moreno, estava bem na minha frente e eu estava sem acreditar no que tinha visto e estava vendo agora. Ela se levantou e olhando pra mim para dizer seu nome eu falo antes dela: - Lisa Moreno, não é? Ela olha pra mim e me pergunta se já nos conhecemos antes? E eu disse que não! Ela me pergunta: - Como você sabe meu nome? Não sei como te explicar, mas só posso dizer que já sabia o seu nome, antes de você mesma falar. Posso te fazer uma pergunta? Ela olha pra mim desconfiada e diz que sim: - Você passou quantos anos casada? Ela olhou pra mim sem acreditar na minha pergunta, e respondeu três anos. Do nada ela pois as mãos nos ouvidos e chorando gritou: - Não aguento mais, isso! Quando eu ia perguntar o que ela tinha, ela sumiu bem na minha frente. Dessa vez fui eu quem sentou no chão sem acreditar, no que acabou de acontecer e várias perguntas começaram a se formar em minha mente. Quando escuto uma voz masculina bem próxima de mim, com o susto que levei por ter visto alguém se aproximar e a falar comigo. Olhei pra ele e o achei bem bonito alto, cabelos pretos, olhos pretos bem apertados que me fez lembrar aqueles chineses que acho lindos e que vejo quando estou assistindo doramas. Ele se abaixa, sentando próximo de mim, passamos um tempo nos encarando em silêncio, até ele começar a falar. - Oi Larih, estava esperando por você! Sei que deve haver muitas perguntas em sua mente, mas nesse momento só irei responder a duas perguntas, pense com cuidado, o que você gostaria de saber agora? Antes de sua pergunta me chamo Nailan, agora você pode, me pergunte o que vem sua mente, neste momento. Olho pra ele sem acreditar, com a pergunta em mente e com medo da resposta, me arrisco. - Por acaso estou morta? Ele olha pra mim sorrindo e responde: - Não está! E você também está morto? Ele rir novamente e responde me olhando nos olhos. - Não nesse momento, mas ficar aqui é meu destino e castigo, pois fizn algo no passado, quando era humano, que me condenou a estar aqui e me impedi de está com a pessoa que amo da maneira que queria. Mas o que puder fazer por ela, farei. Aqui não é tão r**m assim, até porque aqui nem sinto fome e nem temo medo da morte. Até porque, já morri uma vez, apenas fui impedido de renascer nesse momento. Quando eu ia fazendo uma outra pergunta, ele me para e diz. - Hoje lhe disse que só responderia a duas perguntas! Então é hora de você voltar, já passou muito tempo em um lugar que não é pra quem, ainda está vivo. Do nada, ele põe suas mãos em meus olhos fazendo-os fechar e me fez deitar naquela grama. Quando parei de sentir suas mãos sobre meus olhos, fui no impulso de abri-los e quase fiquei cega por conta da luz que vinha do teto. Olhei pra um lado e para o outro, e percebi que estava no hospital, vi o médico do meu lado me examinando mais uma vez. E sem querer vi seu nome no crachá: Cassandro Emílio. Olhei pra ele e o reconheci, como sendo o noivo da Lisa Morena. E por falar em Lisa Morena, era ela a mulher que eu via andando próximo dele, quando acordei aqui na primeira vez. Quando ela me viu e percebeu que eu estava a vendo. O médico saiu e ela ficou olhando pra mim, e disse. - Com os olhos cheios de lágrimas, me ajuda por favor. Ela pegou na minha mão, com a mão direita dela. Vi o médico com uma garrafa de bebida e chorando, abraçado a foto de casamento deles. Quando voltei a minha consciência, ela já não estava mais perto. Eu fiquei a pensar o que eu tinha haver com aquilo tudo, como e porque eu estou envolvida em uma questão pessoal da vida deles? A tarde passa e o médico, aparece junto com minha mãe, pronta pra mim da alta. Ele me deu mais quinze dias de atestado, pois na queda acabei fraturando uma perna que estava toda em volta de um gesso. Ele marcou, daqui a quinze dias, eu teria que retornar para a retirada do gesso naquele mesmo hospital. E ele marcou para eu ir ao consultório dele, para que ele pudesse avaliar aquela perna. Minha mãe pegou o endereço da clínica e fomos pra casa, do hospital ao carro fui em uma cadeira de rodas. Mas quando cheguei em casa, pra mim não subir as escadas ela trouxe minhas roupas de cama, alguns pertences para o quarto debaixo e como aquele quarto era bem abafado por ser do lado do sol, ela mandou por um ar-condicionado ali. Ela me mandou entrar no quarto, pra descansar que logo, depois ela gostaria de conversar comigo. Mas eu disse a ela que precisava de um banho, então ela me ajudou a tomar banho do pescoço para baixo e com um saco enrolado, no gesso pra não molhar. Terminei meu banho e fui pra o quarto, pus uma camisola simples que não precisava mexer com a perna fraturado me deitei na cama com um travesseiro por baixo da perna. Daí peguei no sono, mas foi um sono tranquilo sem sonhos, pelo menos naquele primeiro dia em que voltei pra casa. Bom no dia seguinte ela veio conversar comigo e me falou, que ela estava namorando e que estava grávida, de um menino. Eu fiquei chocada, com a revelação dela e o que ela disse a seguir foi. Que ela iria me levar na cidade vizinha para eu ficar lá até me recuperar totalmente e quem iria cuidar de mim, seria minha avó e tia. Quando, chegasse o dia de tirar o gesso ela iria me buscar e assim eu voltaria para casa. Mas ela também mim falou que o atual marido dela alugou uma casa para nós irmos morar com ele. Então quando eu voltasse, da casa da minha avó já não seria para aquela casa duplex. Mãe aceitar que a senhora tenha um namorado tudo bem, mas porque morar em uma casa alugada, se já temos a nossa, traga-o para cá não seria melhor? Ela me olha, pensativa e diz: vou conversar com ele sobre isso. No dia seguinte, minha mãe me ajuda a entrar no carro e pegamos a estrada, para a cidade da minha avó que fica, a trinta minutos de distância da minha. Minha avó mora em uma casa no agreste do município mais precisamente, uma cidade chamada Singa. Onde minha mãe e eu morávamos a cidade se chamava, Chuaneian. Chegamos em Singa minha tia, a irmã mais nova de minha mãe será quem irá cuidar de mim durante esses dias de recuperação, pois minha avó, já é bem idosa, ela apenas irá ficar de olho em mim, para o caso se eu precisar de algo enquanto minha tia estiver fora ou fazendo outras coisas. A casa dela é simples com três quartos, o qual um deles ficava na cozinha que é o mais próximo do banheiro. Quando criança também vinha muito aqui, tirar frutas do pé que ficava na horta da minha avó e brincava muito com meu primo. Agora estou aqui por um motivo de cuidados, que irei precisar. Entrei na casa, minha tia me ajuda a deitar no sofá e a por uma almofada bem grande para que eu pudesse por, meu pé engessado em cima dele. Minha mãe se despede de todos nós, olha pra mim e diz que logo ela voltava pra vir me buscar e assim ela voltou para a nossa cidade.
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