Capítulo 62

952 Palavras

Capítulo 62 GUEPARDO NARRANDO O morro tava finalmente respirando de novo. Depois de horas de guerra, cadáver no chão, sangue escorrendo pelo beco e gritaria que ecoava até o asfalto, agora só restava o silêncio pesado de pós-batalha. O cheiro de pólvora ainda grudado na garganta, as mãos sujas, o suor seco na pele. Eu dei mais um giro com os vapores pelos acessos, conferindo cada ponto de entrada, cada viela, cada canto onde os filho da putä do Niterói tinham tentado entrar. Agora tava tudo sob controle de novo. Sob o meu controle. Meu morro não cai. Não enquanto eu tiver respirando. Essa varredura é função do Pardal, mas como ele foi atingindo, eu mesmo resolvi fazer. ( ... ) Quando finalizei a última varredura, falei pro Soldado Torto: — Fecha esse acesso aqui. E amanhã cedo

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