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Não Esqueça Meu Nome

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Sinopse

Sabe aquelas pessoas que se entendem sem ter mesmo que trocar um olhar? Assim aconteceu com Janaína e Thomas. A partir daí uma amizade inocente e sincera começou entre eles. Entretanto, o que eles combinam em sintonia, as classes sociais o separam. Thomas é o segundo filho do Barão mais respeitado e rico da região de São Paulo, dono de uma imensa fazenda de café, o qual será sua futura herança. Por outro lado Janaína não tem nada seu além das roupas do corpo.

Filha de ex escrava com um índio, a garota trabalha sol e chuva na fazenda do Barão pela própria sobrevivência. Porém sua personalidade marcante e viva suscita imediatamente a atenção de Thomas, e a atração entre eles é tão intensa que parece coisa do destino.

Mas esse mesmo destino se encarrega de levar Thomas para longe, e nove anos depois ele retorna para finalmente assumir seu título.

Logo ambos percebem é impossível resistir ao que sentem, e a relação entre eles se mostra novamente pura emoção, sentimento e sensibilidade.

Repleta de sensualidade, romantismo e entrega, mergulhe no presente incerto e no passado apaixonante desse casal contada de uma forma especial e descubra como o destino trabalha aliado ao tempo, mostrando que talvez o amor não seja suficiente para vencer grandes diferenças sociais.

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Capítulo I
A coragem é a resistência ao medo e não a ausência dele. Essa era a mensagem que carregava meu coração todas as manhãs. Todas as tristes manhãs. Eram tempos difíceis e árduos, ao menos para mim. Não só pelo calor escaldante que me cansava facilmente e ensopava meu traje, mas pelo arrastar de meu cérebro a cada novo dia. Eu já ouvia o som das pessoas saindo de suas casas, sabia que precisava ir tambem. Terminei de prender o balaio em minha cintura, dei um beijo na testa de Santiago sentindo seu cheiro de suor e menino e o deixei dormir profundamente no casabre. Lembrei de abrir a janela para que ele não acordasse com calor e parti na mesma direção que centenas de outras pessoas seguiam. Eu não tinha muito o que reclamar realmente, não em comparação aos outros de nós. Para começar a vista que minha humilde moradia tinha era de tirar o fôlego. Quilômetros e quilômetros de terras verdes e floridas, bem delimitadas pelas crescentes raízes do café e abraçadas por diversas colinas. O próprio desjejum de todas as manhãs também não era nada m*l, nos mantinha fortes e com energia suficiente até a hora do almoço. E também as condições de trabalho eram vantajosas se comparado ao que milhares de outros negros sofriam nas terras vizinhas e até mesmo no restante do país. Eu nunca fui escrava. Não no que dizia a lei do antigo imperador - e agora do presidente - desta nação. Eu nasci quatro anos após a execução da lei do Ventre Livre, então nunca cheguei a sofrer a real dor desse rótulo. Mas minha mãe era, assim como a mãe de minha mãe, e a mãe dela. Todas trabalharam na terra do Barão de Nova Inglaterra, senhor Joseph Martin, assim como eu trabalho atualmente. As terras do Barão são belíssimas, extensas e férteis para o poderoso café que plantávamos todo santo dia. Muitos ex escravos nos dizia que éramos privilegiados por trabalhar naquele lugar. Outros ainda juram que dariam a vida para trabalhar nessas terras. O que para mim não fazia muito sentido, existem razões mais dignas a se dar a vida do que por uma porção de terra que já tem dono. Mas ao admirar o sol laranja pintando o gigante cafezal de outro tom de verde e o sentimento de camaradagem no rosto dos meus colegas a volta, realmente não podia dizer que era infeliz ali. Ao contrário do que outros fazendeiros cruéis e desprezíveis faziam a seus escravos e funcionários, nossa rotina de trabalho se resumia a basicamente a levantar junto com o sol, comer um desjejum digno do trabalhador, cuidar da terra, almoçar, cuidar da terra mais um pouco e nos recolher junto com o sol. A noite nós tinhamos a liberdade de ir e fazer o que quisessemos, desde que não pertubassemos a ordem do casarão. Nada de castigos, açoites, palmadas ou qualquer outro tipo de violência. Trabalhávamos seis dias na semana e no dia do Senhor descansávamos livremente desde que, novamente, não pertubassemos a paz dos patrões. Aos sábados a noite sempre fazíamos festa na colônia, onde reunia muita música, dança e capoeira. E sempre foi dessa forma, muito bem antes de 1888. A única diferença era que agora podíamos sair pelos portões da propriedade e nunca mais voltar, se quisessemos. Na época, assim que chegou ao nossos ouvidos que a abolição finalmente tinha sido aprovada, muitos deixaram as terras do Barão de Nova Inglaterra para tentar a vida em outros lugares ou procurar parentes perdidos no meio da loucura do tráfico. Cerca de dois terços dos trabalhadores deixaram a região, o que foi muito prejudicial para o patrão, que sofreu uma crise na produção. Pensávamos que seríamos todos substituidos por mão de obra estrangeira, como as fazendas vizinhas estavam fazendo, mas nada aconteceu. Por muito tempo ficamos sobrecarregados ao cumprir a função dos que saíram, porém aos poucos alguns dos nossos foram voltando, pedindo emprego e refúgio novamente ao patrão, o que lhes foi concedido de bom grado. Logo menos ouvimos sobre a vida que os escravos libertos estavam tendo e entendemos o motivo de retornarem. Muitos ainda continuaram escravos para pode ter o que comer, outros foram para as cidades, mas não tinham escolhas a não ser trabalhar em sub empregos e morar em cortiços. Apenas poucos sortudos conseguiam chegar aos famosos quilombos, mas esses territórios eram constantemente atacados, o que não deixava ninguém tranquilo. Alí, nas terras do Barão Joseph Martin tínhamos o necessário: abrigo, comida, segurança e momentos de lazer. Havíamos formado uma família, e isso era mais do que muito de nós sonhava em possuir. Mas... Por que eu estava me sentindo daquele jeito então? Tão sozinha e ao mesmo tempo temerosa... A coragem é a resistência ao medo e não a ausência dele. Sim, o medo de que minha vida se resumisse a aquilo. Medo pelo futuro do meu pequeno Santiago. Medo dessa tristeza nunca mais deixar meu peito... – Senhorita Janaína, muito bom dias – alguém chamou ao meu lado. Eu me sobressaltei, meio instante depois reconheci o Sr. Eusébio, com seu típico chapéu poído de aba reta. – Bom dia Sr. Eusébio – o cumprimentei com uma mesura não tão elegante, mas sabia que isso o faria sorrir sob o grosso bigode n***o. – Linda manhã hoje – comentou ao voltar a anotar com sua pena num pedaço grosso de papel. – Assim como todos os dias - completei. Ele levantou o rosto e conferiu a belíssima paisagem a nossa volta mais uma vez. – Isso é verdade. O sol castiga, mas a vista é magnífica. Bem... – ele voltou a olhar seu papel – por certo só faltava a senhorita, tenha um bom dia. – Obrigada senhor – e voltei em direção a estrada que levava as plantações. O Sr. Eusébio era um dos ex escravos de maior confiança do Barão, e se tornou principal responsável pelo controle e necessidade da criadagem. Todo e qualquer problema que tivéssemos era a ele que diríamos e, se assim necessário, ele os levava até o patrão. Eu nasci e fui criada naquela fazenda, conhecia todos os lugares daquele imenso terreno, tão imenso que cheguei a ouvir uma conversa do assistente do patrão dizendo que as suas terras chegavam a ser maiores do que alguns países do velho mundo. Eu podia reconhecer cada flor, cada pedra e, principalmente, cada morador dali, sejam os que dormiam na colônia ou até mesmo dentro do casarão principal. Quando sai da estreita estrada de pedra, mergulhei os pés da terra roxa e úmida e adentrei cada vez mais nas profundezas daquela vegetação espessa, tentei ao máximo manter minha mente ocupada com os grãos de café prontos para serem recolhidos. Era período da colheita e isso exigia muito de todos nós, e qualquer tempo perdido com distrações significava trabalho dobrado no dia seguinte. O afazer era bom, me ocupava o suficiente para manter a mente concentrada naquela única tarefa, mas também me exaustava o bastante para a noite não querer saber de mais nada além de descansar. E era assim que eu carregava meus dias e anos, tentando não pensar muito e, principalmente, tentando não lembrar muito. Porque se deixasse minha mente ser tomada por coisas indesejáveis... Tudo o que me importava era Santiago... Ah, e Joel, tive que acrescentar rapidamente. Meu noivo se tornara uma figura presente e cada vez mais agradável a minha rotina. Era bom ter alguém que se preocupasse com você. O sol já estava no centro do céu quando meu balaio ficou transbordante de grãos de café. Levantei ele até a altura da cabeça para que minhas costas não sofresse mais tarde, e o levei até uma das carroças para descarregar. – Quanta beleza se aproximando, e não são nem meio dia. Deve ser meu dia de sorte – uma voz muito familiar do topo da carroça me chegou aos ouvidos. – Bom dia Sr. Clemente – cumprimentei o homem de mais de quarenta anos, forte e baixo como um tonel. – Já falei para você Janaína, se casasse comigo não precisaria carregar balaios por aí, eu a deixaria dentro de casa, onde não se esforçaria tanto e o sol não castigaria seu delicado rosto. Entreguei a ele meu cesto cheio e ele me deu um sorriso desdentado de agradecimento. – Fico lisonjeada. Vou passar essa dica a Joel. Ele estalou a língua nos dentes. – Joel. Nem acredito que aquele pé rapado conseguiu te amarrar, achei que ninguém conseguiria... Mas diz aí – ele se apoio na lateral da carroça para aproximar o rosto do meu e fez uma expressão que suspeitei ser sedutora – o que você encontrou nele, milady? Quase ri da sua língua para fora ao pronunciar a palavra "milady", mas me limitei a uma postura afetada. – Com certeza não seu belo sorriso, senhor – então avistei uma senhora se aproximando carregando um balaio pesado. – Dona Ana, deixe-me ajudá-la. Dona Ana era uma das mulheres mais idosas daquelas bandas, mas como ainda dispunha de um pouco de energia para trabalhar, não pôde descansar seus dias, então sempre tentávamos aliviar seu cargo no cafezal. E foi exatamente isso que fiquei fazendo até a hora do almoço. Quando cheguei no grande galpão várias pessoas já haviam se juntando para o almoço. Tratei de encher meu prato e me sentar em uma das várias mesas longas e retangulares que tomavam conta do ambiente. Dona Ana – que veio acompanhada comigo – escolheu um lugar ao lado de Quindinho, um homem alto e muito forte, que sempre foi muito calado, mas isso não impedia que chamasse a atenção, principalmente pelas salientes marcas de chicotadas que saiam pela gola de sua camisa e transbordava até a altura do pescoço. Quindinho era um ex escravo fugido das terras de Salvador, que veio parar aqui a procura de sua irmã e o cunhado. Foi um verdadeiro milagre eles se encontrarem e muito emocionante presenciar tal reencontro. Desde então ele tem trabalhado na caça e pesca, já que o Barão concordou em lhe dar trabalho. – Ótima carne de ave essa Quindinho. Foi você que liderou o grupo dessa vez? – perguntei para puxar conversa. – Foi – respondeu simplesmente, muito concentrado no próprio almoço. Olhei para Dona Ana de canto de olho e ela deu uma risadinha. Logo menos meus primos Taiane e Joel se juntaram a nossa mesa. Joel me deu um beijo na testa e sentou a minha direita enquanto Taiane apenas sorriu e sentou do outro lado. – Oi, conseguiu terminar o vestido da baronesa? – perguntei a Taiane. Minha prima trabalhava na costura junto com outras duas mulheres. Elas eram responsáveis por todo o concerto e criação de trajes tanto da criadagem, quando da própria baronesa. Mas Taiane tinha um talento especial, de modo que a própria esposa do Barão lhe pedia para fazer trajes importantes de festas. Não que esse fato fosse divulgado a alguém do seu círculo social. – Ainda não, falta a barra – respondeu simplesmente. Eu fiquei esperando que ela acrecentasse mais alguma coisa, ou desatasse a falar qualquer outro assunto banal, mas ela simplesmente ficou comendo em silêncio. – E você Joel, como foi no estábulo? – perguntei me virando para ele. – Como sempre. Ah, Santiago apareceu lá! enfiou na cabeça que queria andar de cavalo hoje mesmo, mas não pude ensinar ele, todos os cavalos foram pedidos pelo patrão, só sobrou os potros. – Mas por que? Aconteceu alguma coisa? Mas Joel não me respondeu, apenas balançou a cabeça e olhou por cima da mim para a irmã gêmea. Virei o rosto para Taiane e ela estava com uma expressão esquisita, olhando para Joel com olhos arregalados e os lábios franzidos. – Está tudo bem Taiane? – perguntei desconfiada. – Não... quero dizer sim, está tudo bem – e voltou a atenção para seu prato. Durante o restante do almoço eu fiquei prestando atenção neles, principalmente em Taiane. Ela ficou o tempo todo agitada e silenciosa, maneiras muito incomuns para ela. Mas não perguntei mais nada, me limitei a terminar a refeição e voltar para o trabalho. Durante o restante do dia fiquei tentando descobrir o motivo de Taiane agir de forma tão estranha. O que tinha de tão importante no pedido do patrão para utilizar todos os cavalos? Pensando bem, da última vez que isso aconteceu foi no velório do antigo barão e sua esposa, o que por si só não era pouca coisa. Aquelas terras na verdade eram digiridas pelo antigo Barão de Nova Inglaterra, o Sr. Arthur Martin, que as governava desde seus vinte e um anos, até sua morte precoce a um ano atrás. Um terrível acidente de carruagem que levou sua vida e da esposa, a Baronesa Katerina Martin. Desde então seu pai e nosso antigo barão, voltou a assumir o titulo e o governo do cafezal. Apesar de sua saúde comprometida, o velho barão ainda mantinha o controle da produção com a mesma disciplina e qualidade de sempre. Então será que algo de grave havia acontecido para ter a necessidade de esvaziar o estábulo? Minha vontade primária era tomar Santiago no colo e o levar para qualquer outro lugar em que eu pudesse sentir segurança de novo. A sensação que eu tinha era que todo o privilegio de trabalhar ali podia a qualquer instante acabar, como se a paz fosse frágil feito porcelana. Quando o sol se recolheu todos nós tomamos nosso lugar onde o Sr. Eusébio faria a contagem mais uma vez, e voltamos para a colônia. Quando em casa Santiago já estava me esperando. Lhe preparei um banho e depois comecei a preparar algo para comermos. Foi enquanto eu cortava algumas mandiocas para por para mandiocas cozinhar que Joel apareceu entrando na casa como sempre costumava fazer, sem bater. – Olá de novo – disse ao passar os braços por minha cintura e beijar meu pescoço – como foi sua tarde? – Foi tudo bem. E Taiane está melhor? A achei tão estranha no almoço – falei de uma vez, querendo dar fim aquela agonia. Olhei pela visão periférica Joel dar de ombros e se sentar na cadeira de madeira velha da cozinha. Ele era muito alto, o que fazia o cômodo parecer dez vezes menor. – Não sei, e eu lá em importo com o que passa na cabeça de Taiane? Joel e Taiane eram gêmeos órfãos desde seus sete anos de idade. Apesar de considera-los meus primos, nós não compartilhávamos nenhum traço sanguíneo. O pai deles era um amigo muito próximo de minha mãe, tanto que o considerava como um irmão. Quando ele faleceu picado por uma cobra, ela assumiu a criação de seus filhos como se fossem sobrinhos, uma vez que a mãe dos garotos faleceu no próprio parto. Apesar de serem cinco anos mais velhos, eu cresci com eles como se fossem realmente da minha família. Hoje esse título carregava um pouco mais de peso, uma vez que Joel se tornara meu noivo a pouco tempo. Se dependesse dele, já teria assumido essa posição a muitos anos, mas depois de muita relutância, eu finalmente aceitara seu pedido. Afinal Joel era um homem bom e forte, e Santiago precisava de uma figura masculina assim para o proteger. – Ei Joel! – gritou a voz do garoto assim que saiu do banho, vestindo apenas cueiro e com os cumpridos cabelos cacheados pingando no corpo. – Ora ora, se não é o moleque aventureiro. Santiago se jogou no colo de Joel e abraçou seu pescoço. – Você não vai acreditar no que eu fiz – disse Santiago entusiasmado. – Então por que não me conta enquanto sua irmã prepara essas mandiocas deliciosas? – ele deu batidinhas no pequeno banco ao seu lado e Santiago se sentou. – Depois que sai do estábulo você não imagina o que eu encontrei... UM FORMIGUEIRO! Com formigas vermelhas e enormes, desse tamanho assim – e abriu os braços o máximo que pôde – Então eu tive que seguir elas, não é? As formigas. Segui, segui até chegar no portão. E sabe onde elas pararam? – ele fez uma pausa tão dramática quanto um garoto de nove anos conseguia fazer – no túmulo do barão e da baronesa. Será que as formigas estão comendo eles? Joel coçou o queixo. – Acho provável. Eu me virei com as mãos na cintura. – Santiago! O que eu já lhe disse sobre andar por aquelas bandas? E se alguém te encontrasse bagunçando o jazigo dos antigos patrões? – falei com severidade. – Ninguém me viu Nina, eu sou muito rápido – e para provar seu argumento deu uma corrida em volta da mesa. – Mas de qualquer modo estava todo mundo meio ocupado no casarão hoje, nem notaram minha presença. Fingi uma concentração da mandioca no fogo e tentei soar o mais despreocupadamente possível. – A é? E por que? Santiago deu de ombros com os bracinhos ossudos. – Não sei. Nem quis entender também, estava muito ocupado com as formigas. Concordei com o garoto, sem demonstrar a frustração pela falta de detalhes em suas historinhas. Quando coloquei as mandiocas na mesa, não duraram um minuto inteiro no prato. Joel mesmo devorou três, enquanto Santiago se empanturrava com seu quinto pedaço. Sabe-se Deus quando aquele garoto comeu da ultima vez. Era difícil controla-lo quando eu ficava o dia inteiro no cafezal, então infelizmente Santiago passava seus dias solto na propriedade atazanando a vida de todos. Apenas uma regra eu havia lhe imposto: nada de se aproximar do casarão. Quando terminei de limpar a tigela, coloquei Santiago para dormir. O que não durou muito tempo, já que o garoto estava exausto da sua caçada as formigas. Depois acompanhei Joel até a porta, onde ficamos algum tempo conversando sobre amenidades. Quando ele deu indicação de que estava indo embora, eu finalmente deixei minha curiosidade falar mais alto, um tanto irritada por ele não ter tocado no assunto até o momento. – O que está acontecendo? – Como assim? – perguntou ele encarando meu rosto com desconfiança. – Taiane estanha durante o almoço, os cavalos do patrão e Santiago dizendo que todos os funcionários do casarão estavam muito ocupados. Isso tem alguma relação, Joel? Eu sei que sim, e sei que você também sabe. Fiquei o encarando numa postura obstinada. Eu iria arrancar a verdade dele nem que precisasse ficar a noite toda insistindo. Joel avaliou meu rosto varias vezes antes de se decidir. – Pois bem. Não aconteceu nada demais, só que o filho do barão está de volta ao Brasil para assumir a fazenda. Desviei os olhos de seu rosto simples e amigável para a escuridão da noite a fim de entender melhor suas palavras. Filho do Barão... O Barão só tinha dois filhos. O primogênito havia falecido ano passado, e o mais novo... ah, não! Thomas. Ele estava de volta. Thomas Martin, o próprio. Meu coração deu uma parada subida e depois acelerou como os galopes de um cavalo selvagem. Meu Thomas. Ele estava de volta.

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