Capítulo 28

1700 Palavras

Capítulo 28 CAIRO NARRANDO O silêncio do barraco estava gritando. Eu olhava para a Maya, encolhida no canto desse sofá, e o que eu sentia era uma mistura tóxica de possessividade e ódio . O rastro do choro dela no rosto me dava vontade de beijar e de apertar o pescoço dela ao mesmo tempo . A imagem dela no beco com aquele moleque… o Breno… não saía da minha retina. Parecia uma tatuagem mäl feita, daquelas que inflamam e não te deixam em paz . — Eu não vou dormir aqui hoje — minha voz saiu como um trovão baixo, seco. — Se eu ficar, Maya… se eu ficar, eu não respondo pelo que eu vou fazer. Ela nem levantou o olhar. Estava quebrada. E uma parte doentia de mim gostava de ver ela assim, porque significava que ela não tinha forças para fugir. Mas a outra parte, a que estava ficando maluca,

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