Imperador Ela deu dois passos pra trás, os olhos baixos, a respiração descompassada. Yasmin — Isso não devia ter acontecido – murmurou, quase num sussurro. Eu fiquei parado, só observando. Ela passava a mão no cabelo, nos lábios, como se quisesse apagar o que a gente viveu ali segundos atrás. Mas não tinha como apagar o que tava marcado no corpo. Na pele. No olhar. Yasmin — Não era pra acontecer de novo – repetiu, firme agora. — Não é pra ser. Não tem futuro. Não tem nada aqui. Tu vive num mundo que não é o meu, Imperador. Eu sou outra coisa. Outra realidade. Imperador — Cê tá errada – falei, sem hesitar, a voz baixa, firme, carregada. — Cê é exatamente o que falta no meu mundo. E o que tava faltando em mim. Ela me olhou, e por um segundo... eu vi. Ela queria acreditar. Mas o me

