The Solutions

4970 Palavras
Harry estava no templo de Apolo sozinho. Perto do castelo, ele havia mandado construir um templo novo há poucos anos, muito mais bonito e cheio de ouro, colunas de mármore e muitas oferendas diárias ao deus-sol, que há anos permitia que Wessex fosse um dos reinos mais bem sucedidos entre os sete. Ele andava de um lado para outro, entre a fumaça do ópio e dos sais de banho que davam ao local um aroma de flores silvestres e algum tipo de fruta que Harry não conseguiu identificar qual. Ele estava abalado, o que tinha acabado de acontecer com Gemma fazia uma culpa absurda cair sobre seus ombros. Ele tinha certeza que tinha irritado os deuses e aquilo era uma punição. Ele precisava mais do que nunca provar que não os estava subestimando e que teria que mudar sua postura referente à cumprir a promessa de sua mãe. Ele não conseguia e não queria pensar em sua vida sem Louis, pois a certeza de seu amor pelo ferreiro era clara, ele não tinha dúvidas que só seria feliz com aquele homem. — Por que permitiu que eu me apaixonasse por ele se ele não era para ser meu? — O rei sussurrava olhando para a bonita escultura de Apolo, que mostrava o deus apoiado em um dos joelhos, com o arco e flecha apontando para a entrada do templo. A escultura era feita de ouro polido e mostrava um verdadeiro guerreiro. O mais bonito dos deuses tinha a força e a beleza solar que quase dizia aos homens que eles viviam apenas porque ele próprio permitia. Não que Styles estivesse esperando uma resposta, mas queria algum sinal, não entendia o que estava fazendo de errado se sentia em sua alma que ficar com Louis era a coisa certa a fazer. Sua irmã estava no castelo, recuperando-se de seu quase encontro com a morte e nada tirava da mente do rei que a culpa era dele e somente dele. Ele estava nervoso, triste e confuso ao mesmo tempo. Aquele templo lembrava mais uma prisão de pedras do que uma homenagem reverenciada e agradecendo ao deus pelas bênçãos. Quando sentiu-se observado, percebeu uma das discípulas aparecendo entre a fumaça, ela vestia um fino vestido branco, deixando a mostra quase seu corpo inteiro. O branco simboliza a virgindade da moça e os cabelos eram longos como se nunca tivessem sido cortados. As discípulas de Apolo eram conhecidas pela beleza e por serem mensageiras do Olimpo. Ao contrário do que acontecia geralmente, era o único lugar onde quem se curvava era o próprio rei. Harry apoiou-se em um dos joelhos abaixando a cabeça assim que a moça apareceu. Ela estava claramente perturbada, seus olhos estavam vermelhos e pareciam olhar o nada, ela encarava a parede de pedra e permanecia em silêncio. Harry havia pedido às moças que fizessem conexão com Apolo pedindo por aconselhamento, o rei precisava saber o que fazer diante do que tinha acabado de acontecer com Gemma. Pacientemente, ele esperou em silêncio que a moça falasse quando estivesse pronta. Ela deu alguns passos na direção de Harry e maneou a cabeça para encará-lo. Não parecia ela, parecia que seu corpo estava sendo usado por outra pessoa. Quando ela começou a falar, sua voz saiu firme e não parecia vir de uma menina doce de não mais que quinze anos. — Cumpra a promessa da rainha. — A moça disse e Harry fechou os olhos, era exatamente o que ele não queria ouvir. — Althea já teve seu primeiro bebê. A moça se retirou devagar, voltando para o meio da fumaça onde as outras discípulas também permaneciam. Harry levantou-se desolado, aparentemente a história era verdade, ele precisava se casar com Taylor, os deuses estavam ficando impacientes e logo começariam a castigá-lo. A decisão que o rei tomou naquele momento não era nem de perto o que ele queria fazer, mas precisava, não poderia arriscar a vida de sua irmã ou de quem mais fosse apenas por um capricho de seu coração, por querer ficar com quem não poderia ter, era óbvio que seu romance com Louis, para os deuses, era uma verdadeira afronta. Ele deixou o templo e foi em busca do velho Alaister. Lembrava-se muito bem de que ele era o único sobrevivente da guarda real de seu pai e saberia dar bons conselhos. O único problema é que Harry sabia que aquele homem, além de velho, tinha fama de não ser bom da cabeça. Mas Harry precisava socorrer-se até a última palha, iria agarrar-se a qualquer informação, a qualquer coisa que pudesse contestar o que tinha acabado de ouvir da discípula. A última coisa que ele queria era cumprir aquela promessa. x.x.x A sala do trono de Kent recebia alguns guardas de Essex e seu rei, que permanecia ao lado de Liam, perto de uma das janelas em que o príncipe olhava seu povo trabalhando arduamente naquele dia nublado. Zayn circulou os braços pela cintura de Liam que estava de braços cruzados com o olhar distraído. — Cadê o sol desse lugar? — Zayn perguntou ao ver o céu cinza, coberto de nuvens. Era até natural que ele perguntasse aquilo, afinal, vinha de uma parte da terra onde o sol era constante. Liam sorriu de canto, virou-se de frente para encarar Malik e acariciou seu rosto. — Bem aqui. — Payne respondeu vendo o sorriso de Zayn se abrir exatamente como ele já esperava, como se aquilo realmente servisse como seu sol particular. E Liam não referia-se às roupas douradas ou às ombreiras de ouro da armadura do rei de Essex, mas sim, do quanto a presença dele naquele lugar fazia seu dia automaticamente ficar mais bonito. — Sendo assim, acho que posso me acostumar com isso. — Zayn disse segurando o impulso de beijar Liam bem ali, pouco se importando se estava na frente dos guardas de ambos e de mais da metade dos conselheiros de Payne. Liam olhava nos olhos bonitos de Zayn, percebendo seus cílios longos e, pela forma com que ele encarava de volta, Payne teve certeza que aquele homem o amava com tudo que podia. O que era absolutamente estranho pra ele. Era como se todos aqueles anos de brigas e discussões que tiveram ao longo de seus reinados fossem capazes de explicar o tamanho do sentimento reprimido que havia entre eles. Liam não podia negar nem para si mesmo e nem para ninguém que estava completamente apaixonado por Zayn por mais tempo do que pensava. — O que vamos fazer, hein? — Obviamente que Liam perguntou sabendo que Zayn entendia do que ele estava falando. Zayn abriu o clássico sorriso despreocupado, segurou em uma das mãos do príncipe de Kent e atravessou o salão do trono entrando na primeira sala vazia que encontrou. A biblioteca pessoal de Liam estava fria e os livros em sua maioria empoeirados nas estantes de madeira e pedra. Liam tinha uma mesa no local que usava para escrever correspondências oficiais, seus selos reais estavam por todos os lados, bem como a cera de cor púrpura que usava para fechar envelopes em meio a uma pequena bagunça feita pelos convites enviados há alguns dias. Liam pôs Zayn sentado na mesa e ficou entre as pernas dele, apenas abraçando-o pela cintura enquanto pensava que nunca antes tinha sido mais feliz. — Eu sei o que fazer porque eu sei o que eu quero. — Zayn respondeu firme, mas sem deixar de demonstrar a paixão através de suas palavras. — E eu espero que a noite passada tenha servido para me mostrar que você quer o mesmo que eu. — Eu quero ficar com você. — Liam disse lembrando-se mesmo de mais uma noite que passou nos braços de Malik em sua cama. — Mesmo que eu quisesse lutar contra isso, é uma batalha perdida. — Liam aproximou-se mais do rosto de Zayn enquanto falava, sussurrando. — Eu não quero ficar longe de você, meu coração dói. Sem nem precisar encontrar uma resposta, Zayn fez seus lábios encontrarem os do príncipe em um beijo apaixonado, demorado, os dois não pareciam ter mais pressa para absolutamente nada.  Era como se todo momento em que Liam tentou fugir de deixar que aquilo acontecesse, de nada serviu. Ele não sabia direito porque esperou tanto tempo para se entregar àquele sentimento e agora, como recompensa, decidiu começar a assumir as responsabilidades de seu coração e aproveitar o que tinha em sua vida naquele momento. Não havia motivos para sofrer por antecipação. — Alteza. — O chefe do Conselho de Liam interrompeu os dois na biblioteca, que cessaram o beijo e direcionaram seus olhares para a porta. — Perdão pela interrupção. — Diga o que precisa, Charles. — Liam respondeu afastando-se um pouco de Malik e prestando atenção no homem. — Há uma reunião que precisa ser feita antes da coroação. — O homem disse escolhendo as palavras. — O Conselho gostaria de saber se sua Alteza já designou os horários. — Não. — Liam respondeu distraído. — Que reunião? — Sobre as cláusulas para a coroação. — O homem respondeu não entendendo como Liam não sabia daquilo. — Certo. — Payne franziu o cenho, não gostando de ouvir aquilo, ficou levemente desconfiado. — Faremos amanhã a tarde. — Como desejar, Alteza. — O homem já preparava-se para sair, curvando-se de leve antes de se retirar. — Com licença. Liam não sabia exatamente sobre o que aquilo se tratava, mas não tinha uma boa impressão do que aquilo significaria. Voltou a ficar perto de Zayn que, aparentemente, teve a mesma impressão. Ele saiu da mesa, ajeitou a coroa que lhe caía na testa e pensou em dizer que aquilo realmente lhe parecia uma espécie de emboscada para Liam, mas pela forma pensativa com que o príncipe olhava para a porta quando o homem saiu, teve certeza que ele pensava a mesma coisa. — Não se preocupe. — Zayn disse acariciando o ombro do outro. — Não estou. — Liam tentava convencer-se, disse sorrindo virando-se para Zayn. — Existem juramentos que precisa fazer antes de assumir o trono. — Malik explicou lembrando que havia passado por aquilo. — Não é nada demais, apenas burocracias. — Ele abraçou Liam tentando passar uma calma que também não tinha. Não lhe inspirou confiança a forma como aquele homem pareceu ter escolhido o momento mais inapropriado para tocar no assunto. — Eu entendo, mas não quero falar disso agora. — Payne respondeu voltando a beijar Zayn por alguns segundos e então segurando-o pela mão. — Quero que vá comigo à reunião, eu quero contar ao conselho o que está acontecendo entre nós. — Tem certeza? — Zayn perguntou apesar de lisonjeado e feliz por ver que Payne não estava querendo esconder nada, levaria aquela relação a sério. — Não sei se é o momento mais apropriado. — Eu não acho que tenhamos que esperar pra esse tipo de coisa, pelo contrário, quanto antes, melhor. — Payne parecia ligeiramente desesperado de que Zayn cansasse de esperar por ele. Abraçou o rei de Essex e não deixou de sentir um leve medo lhe correndo pelas veias. ~x.x~ Josh Devine tinha a paciência de um caçador, mas não gostava nenhum pouco de insensatez. Apesar de deixar claro para Niall como se sentia, ele não estava disposto a servir caprichos de um rei que parecia não saber o que queria, apesar de ter a resposta óbvia em suas mãos. Tinha perdido a conta da quantidade de pessoas que tinham vindo até ele dizer que Niall estava procurando por ele, vociferando o nome dele pelas torres do castelo. Pacientemente e com o discurso pronto, Devine deixou o campo de treinamento dos soldados e entrou de volta no castelo, passando por algumas pessoas que trocavam olhares e cochichos enquanto ele subia as escadas rumo aos aposentos do rei. Josh pensou mesmo que Niall estava nos dias em que o queria por perto, tiraria toda a sua energia e então partiria seu coração novamente, mandando-o embora. Mas não dessa vez. Dessa vez, Devine tinha a lição que Niall precisava. Pacientemente, o comandante bateu na porta do quarto anunciando sua chegada e, em poucos segundos, Niall abriu a porta dando espaço para que o outro entrasse. — Sei que deve estar se perguntando porque o chamei... — Niall começou cuidadoso, recebendo o olhar firme de Josh, que não estava com muita vontade de ouvir o que aquele homem tinha a dizer. — Não, não estou. — O comandante respondeu e Niall o encarou surpreso. — Não preciso me perguntar o que você quer, eu já sei o que você quer. — Josh sentia-se particularmente estranho em tratar Niall daquela maneira, sem sequer chamá-lo pelo seu título de Majestade. — Josh... — Niall já tinha perdido todas as palavras dentro de sua cabeça sobre o que queria dizer e estava surpreso com a falta de formalidade do outro. — O que? O que você quer me falar? — Devine deu um passo na direção de Niall, ficando há poucos centímetros de distância dele. — Que está apaixonado por mim, que me quer como nunca quis antes? — Em qualquer outra circunstância, eu diria que é extremamente arrogante da sua parte presumir isso. — Niall respondeu mordendo os lábios, nunca antes tinha visto aquele homem se impor tanto pra ele. Na realidade, Horan nunca tinha visto NINGUÉM se impor pra ele daquele jeito. — Mas nesse caso... Fico feliz que saiba, que acredite em mim. — O loiro finalizou colando seu corpo ao de Josh, que foi tomado por uma fúria absurda ao sentir as mãos daquele homem novamente em sua cintura. — Quem você está pensando que é? — Josh disse entre dentes, segurando Niall pelos ombros e o atirando na cama com violência. Niall arregalou os olhos e sentiu um certo medo do quanto aquele homem pareceu ter o dobro do tamanho que tinha. — Acha que pode me chamar aqui quando bem entender e me mandar embora quando mudar suas prioridades? — Josh… — Eu não vou deixar que você e nem ninguém me trate dessa forma. — Josh gritou perto do rosto de Horan, enquanto colocava-se por cima dele. Niall estava tão surpreso e apavorado com tudo que pouco conseguia raciocinar. O corpo de Josh estava prendendo-o na cama. — Você enlouqueceu! — Niall gritou de volta, tentando se desvencilhar dos braços do comandante, mas tudo que fez foi piorar a situação. Josh prendeu os pulsos do rei acima de seu corpo imobilizando-o. — Eu sou seu rei! — Horan disse ainda mais alto, mas foi calado com um beijo agressivo de Josh. A verdade é que Niall provavelmente conseguiria se soltar se quisesse, mas conforme aquele beijo foi se desenvolvendo de uma forma que Horan jamais se imaginou sendo beijado, ele percebia que não queria parar, ele queria apenas que Devine continuasse aquela espécie de punição não somente porque ele estava gostando, mas porque ele sentia que merecia mesmo. — Me solte, Josh. — Niall de olhos fechados e praticamente gemendo aquela frase não passou nenhuma credibilidade no pedido. Mas Devine o soltou. Não para permitir que ele saísse, ainda colocou-se de joelhos na cama, o prendendo com os quadris apenas para dar espaço para tirar as ombreiras da armadura que vestia e a blusa branca de algodão fina que o rei vestia. — O que pensa que está fazendo, soldado? — Niall perguntou enquanto assistia a cena de ver o peito nu de Devine tão de perto. Ele tinha vontade de gritar ordens, de ser firme, era forte o suficiente para tirar Josh de cima de si, mas ao mesmo tempo estava paralisado assistindo aquele olhar cheio de luxúria pra cima dele, como se Josh quisesse deixar claro que Niall nada mais era do que uma presa naquele momento. O comandante não respondeu, habilidosamente abriu as próprias calças deixando a mostra os pêlos perto do umbigo e os músculos marcados de sua barriga fizeram o rei morder os lábios inconscientemente. Mas assim que Devine passou uma das mãos pelas coxas de Horan, o volume em sua calça lhe chamou atenção, pois além de ser bastante visível, ainda estava muito duro. E foi a fez de Josh sorrir irônico quando Niall segurou seu pulso, como se dissesse que ele não tinha permissão para tocá-lo daquela forma. — Você sabe muito bem o que vou fazer com você como punição por isso. — Niall disse com a voz trêmula, insegura ao mesmo tempo que não queria deixar aquilo transparecer para Devine, que não parecia nenhum pouco preocupado com o futuro de suas ações, queria apenas concentrar-se no presente. Ele virou Niall de costas na cama e baixou a calça do rei até a altura dos joelhos. Sob protestos de um Niall Horan que se recusava a gritar, mas debatia-se como se soubesse mesmo o que Josh iria fazer. No momento em que Devine o penetrou, ele abafou o grito nos lençóis, aquilo serviu para deixar Josh ainda mais e******o. Seu m****o era certamente grande demais para estar onde estava e aquilo lhe proporcionou um prazer que ele até aquele momento não tinha conhecido. Ele puxou os cabelos de Niall e curvou-se sobre as costas dele, a fim de ficar mais perto de seu ouvido. — Está doendo, é? — Josh perguntou mordendo a orelha de Horan, que estava ofegante e contendo os gemidos de dor. Josh saiu de dentro dele por um segundo, apenas para colocar-se de volta logo em seguida. O rei mordeu os lábios para não gritar. — Responde! — Está. — Niall respondeu de maneira quase inaudível. — Ótimo. — Josh respondeu segurando os cabelos dele com mais força. — Porque é assim... — Ele começou a empurrar-se pra dentro do loiro devagar enquanto falava. — Que eu me sinto... Quando você parte meu coração... Todas as vezes... Uma atrás da outra... — Devine tinha todos os motivos para não estar, mas estava absurdamente e******o. Soltou os cabelos loiros do rei de suas mãos e apenas o segurou pelo quadril, colocando-o de quatro na cama. Niall, por mais que estivesse numa dor intensa no início, pensava no quanto aquilo mostrava o que estava perdendo por concentrar-se em bailes para moças solteiras. Por mais que ele estivesse fisicamente apto a livrar-se daquilo se quisesse, ele realmente queria sentir aquilo, queria Josh dentro dele, queria as mãos dele segurando-o e os beijos dele em sua nuca fazendo-o relaxar como ninguém antes tinha o feito sentir. Apesar da situação animalesca, agressiva e até mesmo violenta, tudo para ele estava onde deveria estar e, conforme ia se acostumando com o m****o duro do outro dentro dele, pensava que aquilo parecia ir muito além de sexo puro e simples, era uma demonstração da intensidade dos sentimentos de ambos envolvidos. Josh estava segurando-se para não gozar logo, mas toda aquela situação estava deixando-o fora de controle, ter um rei como Niall naquela situação e naquela posição pra ele, completamente rendido e literalmente curvado pra ele, despertavam aquela sensação que ele procurava em Niall: a unicidade, ele era o único que poderia ter Niall daquele jeito. Percebeu que o rei estava começando a gostar daquilo pela forma como ele passou a se mover, como se pedisse por mais. Josh não só gostou daquilo, como encheu a mão e estapeou a b***a do outro, murmurando alguns palavrões de olhos fechados, apenas sentindo Niall se oferecer, se abrir pra ele daquela forma. — Me fode, me faz gozar... — Niall pediu e aquilo serviu de combustível para que Devine realmente começasse a pensar em outra forma de fazê-lo sofrer um pouco mais. Ele saiu de dentro dele e virou-o de frente para si na cama. Niall olhou pra ele sem entender, seu peito arfava quando ele respirava e ele apenas recebeu a boca de Devine em seus m*****s, ele mordia de leve ao mesmo tempo que impedia o rei de tocá-lo, voltando a segurar seus pulsos um de cada lado da cama. Logo em seguida, Josh tirou o restante das calças do rei e pôs as duas pernas do loiro por cima de seus ombros fortes e voltou a penetrá-lo com vontade, não iria perder por nada a expressão de Niall no momento em que ele atingisse o êxtase. O comandante aumentou o ritmo das estocadas, era um homem muito forte e habilidoso, deslizou suas mãos pelas coxas do rei, segurando-o pelos joelhos e não tirou os olhos dos dele por nenhum segundo. Os olhos azuis de Niall estavam mais escuros e retribuía o olhar no momento em que ele gozou, fechou os olhos jogando a cabeça pra trás e permitiu apenas que Josh assistisse seu esperma escorrendo por sua barriga. Josh gozou dentro dele com raiva e ao mesmo tempo querendo cuidar dele depois de tudo. Ele mordeu os lábios, segurou mais forte em Niall como se quisesse deixar tudo dentro dele, querendo que ele lembrasse que a partir daquele momento, ele o pertencia. Devine era quem estava ofegante naquele momento, saiu de cima da cama mas o rei não se moveu. Seus músculos ao mesmo tempo que doíam estavam incrivelmente relaxados, ele apenas abriu os olhos para olhar para Devine que fechava as calças e preparava-se para deixar o quarto. — Fique. — Niall pediu quase sem voz. — Deite-se comigo. — Não. — Josh disse segurando a vontade de fazer exatamente aquilo. A única coisa em que conseguia pensar naquele momento era ter Horan em seus braços, beijar seus cabelos e dormir ao seu lado. — Você já me fez sofrer demais, esse foi meu ponto final. — Josh... — Niall levantou-se nu da cama buscando o toque nas costas do outro, mas Devine apenas se afastou. — Me dê uma chance de me redimir com você. — Você tem essa chance. — Josh disse firme. — Você sabe muito bem o que fazer. — Diga o que quer, qualquer coisa, eu faço o que quiser. — Era até estranho ouvir Niall dizer aquelas palavras, pois geralmente ele não faria o que os outros queriam, e sim, o que ele mesmo queria. — Cancele o baile. — Josh pediu m*l deixando Niall terminar de falar. — Se quer me provar alguma coisa, essa é a hora. — Me peça tudo menos isso. — Niall disse fechando os olhos pois não queria assistir a cena de Josh novamente deixando seu quarto. — A partir de hoje, eu sou seu comandante apenas. — Josh disse com a mão na porta demonstrando que não estava nenhum pouco surpreso com a resposta. — Eu não sou nada além de seu súdito, então peço que me trate como tal. — Josh! — Niall falou mais alto apenas para interrompê-lo. Não tinha uma boa resposta para aquilo. Mas de nada aquilo tudo adiantou, Josh apenas bateu a porta com força ao sair do quarto, deixando o rei inerte a qualquer ação, a qualquer atitude, confuso e ao mesmo tempo querendo correr atrás dele, dizer que o amava e que cancelaria o baile. Apesar de ele achar que arrumaria problemas se fizesse aquilo, já estava começando a cogitar esquecer aquela história de baile e apenas assumir o romance que parecia já ter ficado claro para todos devido ao nível de fofocas e desconfianças de seus criados. ~x.x~ Louis estava na sala do torno mais bem vestido que o normal. Feliz, quando recebeu a mensagem de um soldado dizendo que Harry queria vê-lo no castelo quando ele deixasse a ferraria. Tomlinson entrou devagar e percebeu o lugar vazio, o trono era muito mais bonito visto de perto e ele então notou que, na distância em que estava, era o mesmo lugar em que viu Harry pessoalmente pela primeira vez. Estava no exato lugar onde tinha ficado no dia do aniversário de Styles, quando cantou pra ele. Distraído com o pensamento, assustou-se de leve com o barulho das passadas de sapatos pesados se aproximando dele, não eram passos rápidos, mas o sorriso de Harry era irreconhecível. Louis apenas esperou que ele viesse até ele e, sem dizer nada, apenas sentiu Harry beijar-lhe de uma forma que, até aquele momento, ele nunca tinha sentido. Harry o abraçou forte logo em seguida, tomando-o nos braços como se quisesse fundir os dois corpos num simples abraço. — Desculpe fazê-lo vir até aqui. — Harry disse afastando-se um momento, mas mantendo as mãos no rosto de Louis. — Não tem problema. — Louis sorriu aberto. — Espero que seja até bom que eu venha, já vou me acostumando. — Ele brincou e Harry sorriu triste, estudando seus traços e percebendo o quanto sentiria falta daquilo. — Louis, o sentimento que você despertou em mim foi algo que eu nunca tinha sentido antes. — Harry começou e viu os olhos azuis do outro brilharem. — Que eu nem sabia que existia... E sei, tenho certeza, que só você seria capaz de me fazer feliz… — Seria? — Louis perguntou sem entender porque Harry se referiu a ele como algo incerto. — O que aconteceu com Gemma foi muito grave. — Harry começou dizendo já sentindo as lágrimas começarem a nascer em seus olhos bonitos. — E foi culpa minha. — Harry... — Louis começou a preocupar-se com o tom daquela conversa. — Poseidon e Zeus estão me mandando uma mensagem com isso tudo. — Styles não prestou atenção na interrupção do outro, não conseguia mais sequer olhar em seus olhos, pois percebeu que Louis notou suas lágrimas. — E eu preciso fazer valer a palavra da minha mãe. — Por favor, não faça isso comigo. — Louis pediu sussurrando, juntando as mãos e cobrindo o rosto, já sabendo onde aquela conversa iria parar. — Eu não quero fazer isso, eu não quero me casar com aquela mulher. — Harry dizia sem coragem de pedir a Louis que olhasse pra ele, pois sabia que ele também estava chorando. — Eu te amo tanto Louis… — Então não me deixe! — Tomlinson nunca pensou que iria pedir de fato aquilo a alguém em sua vida. Sentiu Styles segurar suas mãos ao mesmo tempo que não queria tocar mais nele, fazia tudo parecer ainda mais difícil. — Eu preciso. — Harry m*l conseguia falar, as lágrimas corriam por seu rosto. — Eu preciso fazer isso. Me perdoe, me perdoe… Mas Louis não queria mais ouvir nada, não queria chorar na frente dele e não queria que ninguém o visse daquele jeito. Ele deixou o castelo mesmo sem nem saber direito pra onde deveria ir. Styles não o seguiu, não o impediu, apenas aproveitou os últimos segundos que seus olhos conseguiam alcançar o outro antes que ele deixasse o local sem nem olhar para trás. Harry ficou parado por vários minutos no meio da sala do trono perguntando-se se tinha feito a coisa certa, se não iria se arrepender no futuro. Talvez ele estivesse cedendo muito fácil, mas aí ele pensava em Gemma e tinha a certeza que não poderia controlar a vontade de seres muito superiores a ele. "Os deuses podem fazer o que quiserem", ele lembrou da frase que tinha dito a Louis no dia anterior. De fato, eles não só podem, como realmente fizeram. Talvez um alerta para que Harry não debochasse mais das entidades em que acreditava. No canto escuro, espiando por uma das portas, Taylor Swift comemorava sorrindo o que tinha acabado de ver. ~x.x~ No alto de uma colina afastada da aldeia, morava o velho Alaister, que recebia pouco ou nenhuma visita. Ele não era um homem que falava, há anos não tinha qualquer tipo de vida social e não revidava quando as pessoas o chamavam de "velho maluco". No fim daquele dia, no entanto, ele conheceu bem a silhueta da mulher loira que tinha a cabeça coberta por um véu preto, como se fizesse questão de não querer ser vista visitando o velho. Ele fechou a janela de casa após vê-la e abriu a porta sem que ela sequer precisasse bater. Johannah tirou o véu e entrou sem pedir permissão. — O rei vai se casar com ela. — A mulher disse cruzando os braços confusa. O homem olhou para ela sem dar nenhuma resposta, apenas tratou de colocar uma água para esquentar na chaleira de barro para fazer um chá. — Meu filho chegou em casa inconsolável, estava chorando e muito magoado. — Ela continuou falando, com o tom de voz sofrido só de lembrar a forma como Louis contou a ela o que tinha acontecido. — Os deuses castigaram a princesa Gemma. — Não estou certo se aquilo se tratou de trabalho divino. — O homem finalmente disse com a voz cansada. — Por que diz isso? — A mulher perguntou surpresa. O homem apenas encarou-a em silêncio por alguns minutos, estudando a expressão dela, entendendo que ela provavelmente seria capaz de conectar os pontos do seu comentário com o que ele estava prestes a dizer. — Quando vai contar a verdade para seu filho? — O homem disse e apenas assistiu a mulher perder a cor do rosto. Ela não tocava no assunto, tinha verdadeiro pavor de pensar naquilo. Costumava achar que certas coisas, se ficassem no passado por muito tempo, perderiam a importância e cairiam no esquecimento. O longo silêncio entre eles foi quebrado apenas pelo som da água começando a ferver. O homem tirou a chaleira do fogo e serviu chá para ambos. Ele voltou a sentar-se na cadeira de balanço perto da janela e concentrou-se na noite que estava começando a chegar. — Louis merece saber quem é e de onde veio. — Ele disse distraído, mas Johannah não aceitou o chá e pensou que não queria ficar ali por nem mais um segundo. Cobriu a cabeça novamente com o véu n***o e voltou, refazendo o mesmo caminho de volta pra casa.
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