CAPÍTULO 14

2412 Palavras
Eu estava ainda chorando muito. Não sabia o que pensar diante dessa revelação. Eu não sei se acredito ou desacredito nessa história toda. Poderia até pedir um exame de DNA para comprovar que esse ser é mesmo à minha genitora. Limpo minhas lágrimas. - Porque você nunca me contou Elena? Porque nesses anos que estamos juntos, você nunca me contou? Ray pede ainda com seus braços em minha volta. Ele me abraça forte. - Me perdoa. Eu só queria esquecer que um dia aconteceu isso comigo. - Eu não acredito em você. Isso é mais uma das suas para se livrar de mim como sempre fez. Como fez no dia da audiência de guarda. Eu estava te implorando para ficar perto dos meus irmãos, eu disse que cuidaria deles sem você, mas você disse que não. Que não poderia ficar comigo. Não tinha condição de ficar comigo. - Porque Elena? Ray grita me assustando. Ela chora mais. - Eu já disse. Eu não suporto olha para ela e ver que eu fui violada. Eu não suportaria ficar perto dela. Ela fala chorando. - Eu não tenho culpa do que te aconteceu sua louca. Eu não tenho culpa de nada que houve no passado com você. E eu lamento, se isso for mesmo verdade, eu lamento. Ninguém deveria passar pelo que você passou, mas rejeitar à própria filha que não teve culpa nenhuma de nada, nem do miserável que fez isso com você. Você não tinha o direito de me desprezar dessa forma. Eu nasci de foi de você e você nem se preocupou em como eu ficaria nem quando eu nasci e nem depois que minha mãe mesmo morreu. Você é o pior dos ser humanos. - Eu não me arrependo do que eu fiz. Eu não consigo realmente te ver de outra forma. Você só me trás lembranças ruins. E nem sei se isso vai mudar algum dia, porque mesmo depois de vinte e três eu não consigo te ver diferente. - Nenhum sentimento de amor? Indaguei ainda com esperança que ela tivesse algum sentimento por mim. Não é possível que uma mãe desprezaria seu filho dessa forma. Eu sei que deve ter sido horrível o que ela viveu, mas isso não dava o direito dela me desprezar dessa forma. Será que ela não sentiu nada quando me viu em seus braços. - Tudo que eu vejo em você é um cara horrível que me fez muito m*l. Eu não consigo sentir nada por você além de desprezo. - Elena. Ray pede e eu suspiro forte. Eu nunca pensei que você fosse dessa forma. Nunca pensei que você desprezasse à sua própria filha. - Eu sinto muito por nós Ray. Eu achei que nunca mais veria Anastásia. Me perdoa se eu mentir para você em relação à ela. Mas o fato é que não queria ela perto da gente. Eu não podia e nem posso continuar vendo à mesma para lembrar o que me aconteceu. Eu passei nove meses infeliz com uma gravidez indesejada. Passei nove meses procurando meios para não ter ela na minha vida. Mas Carla com toda sua bondade, quis criá-la, e anos à fio venho relembrando tudo que me aconteceu. Eu estava feliz, eu fui feliz por cinco anos sem ver você, sem pensar em você. - Como você pôde dar amor à duas crianças que não são suas e rejeitar sua própria filha? Ray indaga indignado. - Não me culpe. Eu não consigo mesmo sentir nada por ela. Eu amo Adrian e Rose como se fossem meus filhos, e eu me sinto bem com eles. Eu não consigo ver nada de m*l neles... - E em mim você enxerga maldade? À interrompo. - Em você eu não consigo ver nada de diferente que me faça te aceitar. Eu só consigo ver que você é filha de uma violação. - Eu não preciso escutar mais nada. Digo limpando minhas lágrimas. - Onde você vai. Ray para na minha frente. - Eu vou voltar para à minha vida. - Você é Freira? Ray indaga e eu dou um mínimo sorriso. - Foi à solução que eu encontrei depois de ser desprezada por essa dai, depois de ter sido afastada dos meus irmãos. Eu fui levada para um convento por benevolência de uma juíza, porque se não fosse ela, eu estaria cumprindo o desejo dessa daí. Estaria na rua sofrendo o pior da vida, e olhe lá se não me aconteceria o que aconteceu com ela. Falo olhando para Elena. - Eu nunca desejei o que passei para você Anastásia, eu só não queria e nem quero você perto de mim. - Mas eu quero ela perto de mim Elena. Somos casados e eu sou o pai dela, mesmo não sendo de sangue eu sou o pai dela. O único homem que ela conheceu como pai e não vou desampará-la agora. Já foi tempo depois sem meu apoio. Sem saber o que ela estava passando. Tudo porque confiei em você. - Eu não posso te impedir de dar apoio para ela, mas eu não quero fazer parte da vida dela. Essa mulher é desprezível. - Nem eu quero que você faça parte da minha vida. Você não merece à minha companhia. Não merece mesmo ter um pouco de mim em sua vida. E eu quero te agradecer pela mãe que você me deu. Carla sim era minha mãe e sempre será. Você não passará de ninguém para mim. Falo saindo. - Ana, espera. Ray me parar. Olho para ele limpando meus olhos. Eu lamento, lamento por ter confiado em Elena e achado que você estaria bem. Mas eu não tenho como recuperar os cincos passados, e agora eu quero cuidar de você. Quero te ajudar. - Não quero trazer desavença para você com Elena. Como ela mesmo disse, o problema dela é comigo. Ela ama os meninos como se fossem dela. Só isso me trás conforto e paz. Porque meu medo era que ela tivesse com eles para fazê-los infelizes. Porém eu já vi que não. - Ela sempre os amou. Eu quando os encontrei, minha herança estava bloqueada, mas sua tia trabalhou para cuidar deles como se fosse à mãe dos mesmos. Isso eu não posso tirar o mérito dela. Porém me dói saber que ela não conseguiu e nem consegue amar à você como filha que é. - Isso não importa Ray. Não mais. Eu vim aqui achando que vocês tinham matado à minha mãe, que meus irmãos estavam com pessoas ruins, e eu me deparo com à verdade e uma realidade que jamais esperei. Digo ainda deixando lágrimas caírem. - Eu lamento Ana. Eu quero te pedir perdão pelo que você passou e está passando. - Eu vou embora. - Não. Venha ver seus irmãos. Apesar da verdade que foi dita ali dentro, eles são seus irmãos. Adrian não te esqueceu. Ele chama por você enquanto dorme. Isso me faz sorrir. Venha. Vou andando com Ray até o jardim. Assim que chegamos no jardim vir eles correndo um atrás do outro mais à babá. Eles veem Ray e corre para eles. - Papai. Rose vem primeiro e depois Adrian. Ray à pega no colo. - Oi meu amor. Tudo bem? - Sim. Rose fala abraçando o pescoço de Ray. - Quem essa moça papai? Adrian indaga e eu limpo minhas lágrimas. Olho para ele. Ray se abaixa e eu o acompanho. - Lembra quando você me disse que sonhou com uma moça de olhos azuis? Adrian balança à cabeça olhando para mim. E papai disse que essa moça dos seus sonhos é à sua irmã mais velha? - É Anne papai? Ele indaga e eu assinto feliz por ele ainda lembrar do meu apelido. - Sim meu amor. Essa é à Anne. Dar um abraço nela. Ele vem para mim e me abraça. Choro com esse contato. - Ela também é minha irmã. Rose fala descendo do colo de Ray e me abraçando sem jeito. Sorrio disso. - Eu amo muito vocês. Digo chorando. - Não chora irmãzinha. Vou pedir à mamãe para contar uma história linda para você não ficar mais triste. Você vai gostar. Ela fala passando à mãozinha no meu rosto. - Não precisa meu amor. Eu estou chorando de felicidade. Estou feliz por ver vocês. Eu os amo muito. Digo abraçando eles com força. - Eu posso te mostrar minha boneca que mamãe me deu? Assinto. Então vem, eu vou te mostrar. Me levanto com ela. - Eu vou também. Adrian fala e eu sorrio do jeito dele. Fomos para dentro da casa. Subir às escadas e logo Rose entrou em seu quarto todo rosa. Ela foi direto para sua cama onde tinha uma boneca que parecia com ela. - Olha como ela é linda. Mamãe disse que ela parece comigo. - E parece mesmo. E qual é o nome dela? Ela colocou à mão na cabeça. - Eu ainda não dei nome à ela. Ela fica olhando para mim. Eu posso chamar ela de Anne? - Claro que pode. Digo emocionada. - Então ela vai chamar Anne. - Olha meu carrinho. Adrian aparece e eu me sento no chão para eles me mostrarem seus brinquedos. - Muito legal também. Vocês gostam muito de carrinho e boneca? - Eu gosto. Rose fala e eu sorrio. - Eu não gosto só de carrinho. Gosto de moto, de skate e de bicicleta. - Que legal. - E você Anne, tem muitas bonecas? - Não mais. Eu dei todas as minhas bonecas para crianças que não tinham. Falo à verdade lembrando quando eu completei doze anos e minha mãe disse que eu poderia doar às bonecas para quem não tinha, e que eu teria novos brinquedos. Então doem todas, ficando somente com uma, porém ela ficou na antiga casa, ou não né. Porque não sei o que Elena fez com à casa e nem com as coisas que ficaram nela. - Hum. Que legal, eu tenho umas bonecas que posso dar para quem não tem. Toda menina tinha que ter uma boneca. Elas são nossas filhas. Rose é madura para à idade dela. Vejo que puxou à minha mãe. Um coração puro e bondoso. - Isso mesmo. - E não tem menino que precisa de carrinho ou um boneco? Adrian indaga. - Sim. Tem meninos que não tem nada e um brinquedo sempre é bem vindo. - Eu vou doar os meus brinquedos que não uso. Pode papai? - Claro que pode. Ray fala com carinho. Eles não paravam de mostrar seus brinquedos e desenhos. Eles realmente eram às crianças mais doces que eu já vi. Eram calmos, tranquilos. Falavam como gente grande. Falavam bem de Elena. Sempre referia à ela com carinho e demonstravam o que ela fazia para eles e com eles. Eu não podia tirar o mérito dela de ter dado amor à eles. Eles são felizes com ela e Ray. Logo eles foram tomar banho e já estavam cansados. Acabaram dormindo com à cabeça no meu colo. Ray e babá pegaram eles e colocaram na cama em seus respectivos quartos. Aproveitei e me levantei. Já era à hora de ir embora. Esse não é meu lugar. - Eu quero continuar à nossa conversa. Ray fala me vendo descer às escadas. - Não tem mais nada para conversar. Eu preciso voltar. - Voltar para onde? Para o convento? Ele indaga em dúvida. - É o único lugar que eu tenho. - Mentira. Você tem à mim. Sorrio fraco. - Eu não quero e nem vou estragar à sua vida Ray. - E você não vai. Elena sabe que eu não vou de desamparar de novo. Eu quero te dar o que não pude fazer todos esses anos sem saber de você. - Só de você me deixar vê-los, já me deixa feliz. Eu não preciso de mais nada. Ele pega em meu braço com carinho e me leva para sala. - Sente-se. Me sento e ele senta na minha frente. Você quer mesmo continuar sendo Freira? Sente que é isso que você quer? Ana, eu sabia que queria ser médica. - Eu sou médica. Eu fiz faculdade e me especializei em psiquiatria infantil. - Então? - Eu presto serviço comunitário em um hospital. - Isso é muito legal Ana, mas ser Freira não era à vida que eu via em você. Te pergunto de novo. Você está certa dessa sua decisão? - Eu não sei mais o que quero Ray. Neste momento eu só quero dormir. Quero voltar para o convento e me afundar na minha cama. - Eu quero que você fique. Mesmo porque já está tarde para você voltar. - Eu não quero ficar. Você ouviu muito bem Elena dizer que não me quer perto e eu não vou fazer ela me aceitar na marra. E nem eu quero ficar perto dela ou no mesmo ambiente. Depois dessa revelação, eu quero mesmo é me manter distante dela. - Eu sinto muito. Mas o fato dela não te querer perto não vai tirar à minha vontade de te proteger. Essa casa é minha também, então quero que você fique. Prometo que Elena não fará nada à você. - Ela não teria mais chance de fazer nada comigo. Eu sofri muito com à rejeição dela no dia da audiência de guarda, mas agora eu não tenho porque sofrer por uma mulher que nunca me quis e nunca gostou de mim. Eu sofro até hoje pela mulher que me deu à vida dela para que eu pudesse sorrir, então não se preocupe comigo. - Me preocupo sim e quero muito que você fique. Se não ficar aqui, vou te levar para um dos aptos que tenho aqui na cidade, mas sob meus olhos você não sair mais. Nunca foi minha intenção te deixar desamparada, e agora que você está aqui e que eu sei da verdade, eu não vou te deixar ir. Não vou te perder de novo. Você é minha filha. E sempre vai ser. Ele pega na minha mão. - Sr Steele. Uma das ajudantes de Ray o chama. Olho para ela junto com ele. - Pois não. Ele fala ainda com sua mão grudada na minha. - Esse Sr está procurando à Freira. Ela fala apontando para Christian que aparece. Fico surpresa. - O Sr é? Ray indaga se levantando. - Grey, Christian Grey. Ray olha para mim e eu dou de ombros. Eu não esperava Christian me procurar aqui.
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