Gisele
Gisele, Gisele, 30 anos e continua a mesma s*******o de quando tinha 15 anos.
A minha ida ao shopping era para ser discreta, apenas para ficar um pouco a sós, sem a presença de ninguém conhecido.
Mas, não. Eu tinha que fazer algo constrangedor como marca do dia.
Meu sonhado momento resumiu-se em uma vergonha sem precedentes, nunca mais volto nesse shopping.
O lado bom é que conheci o Gabriel, que homem.
Tenho certeza que se não fosse o banho de Fanta nem em mil anos aquele deus grego olharia ou falaria comigo.
Eu vi a camisa dele, lembrei do quiosque de celular. Apesar do uniforme, Gabriel, aparentava uma elegância diferenciada, como se aquele não fosse o seu lugar.
Bom, está na hora mesmo de trocar de aparelho, quem sabe eu…
Gisele, chega. Isso já foi longe demais, aquele homem já deve ter esquecido de você, além disso, ele deve achar você uma maluca.
Você só passaria uma nova vergonha indo vê o Gabriel no quiosque, o melhor é esquecer o que aconteceu, afinal, tem o Edu, seu marido.
Edu foi meu primeiro namorado, eu o amei quando ainda estava no colégio, depois da faculdade decidimos ficar juntos.
Eu amo o Edu, ele foi o meu primeiro homem. O único garoto que já confiei 100%. Muito mais de um casal, Edu e eu, somos melhores amigos.
Já se passaram 5 anos do nosso casamento, estamos em um momento de busca por estabilidade que exige bastante esforço e trabalho.
Infelizmente, nossas rotinas exigem muito de nós, à noite quando estamos juntos vejo o esforço do Edu em estar comigo, mas, assim como é forte o desejo de me dá atenção também é forte o cansaço dele.
Perdi a conta das vezes em que me vi falando sozinha, pois, o Edu havia caído no sono ao meu lado.
O s**o é outro problema. Moramos com meus pais, escolhemos ficar na casa deles para economizar e poder nos concentrar em nossas carreiras.
Porém, morar na casa de outras pessoas exige discrição, não temos a privacidade de um casal.
O s**o precisa ser sempre do mesmo modo, silencioso, contido, sem grandes surpresas. Já planejei inúmeras vezes fazer algo diferente, um jantar afrodisíaco, uma música sensual ou recepcionar o Edu nua.
Mas, nem um dos meus planos deram certo, pois, meus pais estão sempre em casa. Isso tem me angustiada e intediada. Até gozar é um martírio.
Enfim, espero que logo isso acabe. Estou há meses esperando ser chamada para um projeto de uma empresa americana que responderá pela construção e administração de um complexo de prédios para a prefeitura da cidade.
Se for chamada o salário será mais que o dobro do que o Edu recebe como garçom. Poderemos por em prática o plano de morarmos sozinhos, tenho certeza que assim reacenderemos o nosso relacionamento.
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Chegou a segunda-feira, finalmente, fui selecionada para trabalhar na Stand, uma empresa de grande prestígio no Brasil com sede em Nova York. Estou ansiosa para o meu primeiro dia.
Poder trabalhar como arquiteta sempre foi um sonho, fiz a faculdade já visando a minha vida profissional de sucesso, mas, precisei esperar 5 anos até consegui essa oportunidade, nada me impedirá de ser a melhor profissional.
Finalmente, encontrei a sala de reunião, cheguei cedo para garantir a boa imagem, o local já estava cheio. Mas, em meio aquelas quase 50 pessoas um rosto chamou atenção, Gabriel. O que esse homem faz aqui?