Pré-visualização gratuita Epígrafe
“Atravessando um mar de podridão, indo ao encontro do hospedeiro deste lugar infame, precisei controlar as mãos tremulas pelo medo, pela ânsia da descoberta que me deixara inquieta durante todo o trajeto, mas principalmente pela curiosidade a qual toma cada célula do meu corpo.
De todas as histórias contadas em meio às noites frias e durante os momentos de terror foi a ânsia para descobrir qual delas é verdadeira, trouxe-me aqui. A imaginação não vai além do que se herda durante a vida numa construção volátil carregada pela descrença que se atrela ao medo do desconhecido, e notar a beleza da escuridão traçada pelo vermelho fulminante da lava rachando a terra num ciclo sem interrupções escorrendo como um rio perverso sem volta.Como o tempo que gastei com tantas coisas supérfluas e agora desejaria usar para descobrir um pouco mais deste lugar. Almas desesperadas que não sabem os próprios pecados pela arrogância do ser se castigando sem fim, e poucas tão poucas que pude contar nos dedos, aceitaram o seu destino cantarolando sobre a felicidade em aceitar o que é, o que nasceram para ser, destinos traçados desde o berço para exercer tal perversidade, agora recebendo os afagos daquele que os incutiu a maldade.Eis aqui o teu livre arbítrio, mas entre ser o que esperam de ti seja o que deseja ser, sem mais sem menos sem se importar se és mau se és bom , de que vale tanta consciência quando padece no mesmo martírio em meio a morte contando quantos momentos poderia ter e não teve por medo do castigo.
Deveria como bom cristão, achar fétido, podre, depravado, horrendo, mas, ao Pai que sirvo a mentira é uma tentação, pois, digo-lhes a verdade se o paraíso não for tão bom quanto o inferno, deixe-me aqui com os espinhos da minha alma e os espinhos da minha rosa derramando o sangue dos meus pecados neste quarto forrado pelos desejos da minha alma sendo presenteado pela própria escuridão com toda a devassidão em se deixar ser conquistada pelo d***o. Uma escolha sem volta, um destino amargo, um traçado sonolento em meio ao caos que habita lá em cima naquela sociedade injusta e perversa, aqui tenho um alento, aqui tenho um afago diante dos olhos vermelhos, confesso, apaixonei-me pelo d***o”