Giulia De Angelis
Ergo a cabeça analisando o homem abrindo a caixa, retirando a pulseira cravejada de jóias e perdendo as palavras quando joga a caixa em um canto da sala sem demonstrar nenhum tipo de emoção pelo rosto esculpido.
Fico sem jeito quando em dois passos fecha a distância entre nós, olho para a caixa jogada no canto da sala e para o seu rosto, o olhar expressando uma determinação, sinto um arrepio intenso notando que puxa meu punho esquerdo com os longos dedos, a mão cobrindo toda minha pele fazendo meu corpo esquentar de uma maneira indecifrável, fechando a pulseira em volta do pulso, acariciando com os polegares a pele exposta.
Não posso aceitar - Falo rápido tentando colocar uma distância segura entre nós - Pare com isso Giacomo.
Com o que, especificamente? - O sarcasmo escorre pelas suas palavras, conseguindo a proeza de atingir um tipo de sentimento apagado a anos.
De mandar flores e presentes. - Respondo firme, sentindo as bochechas esquentando pela raiva ao ser ignorada com os seus modos grotescos.
Essa pulseira não se compara a uma única fração da sua beleza, Giulia. - Os olhos intensos junto com a voz firme desestabilizam minhas pernas - Além disso, porque não posso te enviar flores? - Sua voz soa cínica.
Demoro um pouco tentando recobrar os pensamentos e os motivos pelo qual estou aqui, o que devo fazer, não consigo encarar seus olhos escuros.
Você está fazendo todos pensarem que se interessa em casar comigo.- Afirmo com certa mágoa.
E porque não estaria interessado? - Observo seu rosto demonstrando curiosidade.
A sua secretária estava com a boca no seu… - Não consigo completar- você sabe, e os meus irmãos não permitiriam.- Completo falando a verdade
Não estou preocupado com eles Giulia -Sua mão segura meu quadril aumentando as sensações que se passam pelo meu corpo, fico assustada com a forma carinhosa como me olha. - Mas gostaria de saber o que preciso para que você queira casar comigo - O jeito calmo com que me trata é tão...
Assustada com essas sensações tento me afastar sendo impedida pelas suas mãos fortes.
Como você pode dizer que quer casar comigo se estava com… - fico sem palavras para contra argumentar inebriada pelo cheiro do perfume amadeirado.
Começo a dar passos para trás conforme seu corpo avança, em um instante percebo que estou presa entre ele e a parede, sentindo a firmeza dos músculos contra as minhas mãos sinto o medo percorrendo a espinha na sensação conhecida, quando vou conseguir conversar com alguém sem ser uma completa tentação.
Eu posso demitir essa secretária e contratar uma velhinha de 50 anos se você aceitar casar comigo. - Ergo os olhos para ele, espantada que possa por um único momento pensar em mudar algo da sua empresa logo por mim.
Tento empurrar ele, sem nenhum sucesso ficando mais envergonhada por gostar de estar com as mãos contra seu terno, querendo decorar cada traço da fragrância desse perfume.
Meus irmãos nunca irão aceitar. - Digo, buscando voltar a sanidade.
Eles não precisam, Bella - Sua mão esquerda vem sobre a minha bochecha,com delicadeza e cuidado acabei suspirando com o carinho explícito. - Só quero a sua aceitação.
Encaro os olhos escuros agora tão abertos deixando as emoções expressas em cada traço marcado pelas bochechas, nas pequenas olheiras marcadas o nariz esculpido completando o maxilar quadrado desenhado por baixo da barba bem feita, e o cumprimento dos cabelos um pouco maior comparado aos outros homens da mafia lhe dando um ar de cafajeste. Preciso respirar fundo o que se torna um erro quando o perfume dele é capaz de tirar a força do meu corpo, fico tentada diante de tal beleza, como poderia se pudesse ser uma esposa? Como seria se tivesse o amor de um homem além da minha beleza?
Sinto o peso que carrego a anos derrubando as esperanças que ele insiste em dar ao mesmo tempo que gostaria de ter a liberdade de experimentar uma felicidade, qualquer uma na verdade.
Do que adianta a minha aceitação, se a decisão é de Giovani e Vicenzo? - Bufo com a verdade, não sou uma mulher para casar, guardo esse pensamento- Vou acabar nunca casando.
Com a benção do Don eles terão que aceitar - Seu sorriso é capaz de iluminar tudo enchendo minha mente com uma ilusão. - Se quando ele for falar com seus irmãos, você dizer que aceita eles serão obrigados a me ter como cunhado. - O pensamento de sair daquela casa é uma tentação.
Os dedos se abrem contra minha bochecha aumentando o carinho confortando as cicatrizes que nem imagina existir por baixo dessa fachada,fecho os olhos sentindo o medo indo embora por poucos minutos trazendo um desejo proibido.
Giacomo - Abro os olhos curiosa - Porque agora?
Minha festa na família foi há anos atrás, porque agora ele simplesmente começa a falar assim, dando esperanças ao meu coração tão destroçado. Não sei nem por qual motivo quero tanto acreditar nele, esse sonho infantil de ser amada me colocando em maus caminhos.
Porque agora posso ser digno de você.- Com essa declaração, preciso forçar a respiração, como ele pode se achar indigno? Faço menção para responder sendo silenciada pelo dedo contra meus lábios - Bella, não sou um príncipe encantado, mas posso te prometer ser um bom marido e ainda te livrar de ter que passar o resto da vida naquela casa com seus irmãos.
A dúvida corre pelas minhas veias com isso, a verdade nua e crua saindo pelos lábios cheios bem desenhados tocando na ferida. Fico emudecida sem saber como responder ao mesmo tempo que quero afastá-lo do risco.
Posso te beijar,Bella? - A pergunta sussurrada enquanto o rosto se aproxima do meu, nunca beijei..
Você está buscando confusão - Tento fugir.
Por você, qualquer coisa mia bella - Ergueu meu queixo, colocando a mão direita no meu quadril.- Você não negou meu pedido, Bella.
Sem tempo para responder sinto os lábios macios de encontro aos meus de maneira lenta, acabo fechando os olhos sentindo o carinho fazendo o coração palpitar, enquanto sinto derreter contra sua mão segurando firme pela nuca. Sem saber o que fazer abro um pouco os lábios e acabo gemendo com a sensação da sua língua com o gosto de álcool e hortelã.
Tenho a mente nublada pelas sensações do beijo que começa a se tornar mais forte, sinto as pernas tremendo enquanto mordiscava meu lábio inferior, causando uma euforia, destravando tantas coisas que sequer pode imaginar.
Empurro seu peito com mais força sentindo os olhos queimarem pelas lágrimas não derramadas, como ele pode se importar? me pedir permissão?
Me desculpe - Sinto enxugar uma lágrima fujona- Desculpe, Giulia não quis te machucar, vou entender se não quiser casar.
Fico escandalizada com o pedido de desculpas, é totalmente contrário a tudo que vivi desde a morte dos meus pais, que um homem honrado se importe logo comigo.
Porque se importa tanto com a minha opinião Giacomo? -Preciso saber, preciso ter algo para segurar. .
Porque sempre te observei linda e longe sabendo que nunca seria digno de ser seu marido, e agora que existe essa possibilidade - Seus olhos brilham com sinceridade - Se aceitar será minha esposa parte de mim, bella. Como poderia não me importar com a sua opinião.
Fico sem fôlego diante da declaração, ainda mais percebendo que realmente se importa comigo.
E se isso for só uma mentira, se quando casarmos isso não for real? -Pergunto tentando enfiar as esperanças no fundo da minha alma corrupta.
Ahhh mia bella, só posso te responder que o sentimento que venho guardando aqui- Ergue minha mão até colocar sob seu peito, o coração acelerado batendo por baixo do terno - É real.
Estremeço diante da declaração desejando não ter medo, desejando poder construir algo real no lugar do castelo de areia que vivo.
Nunca tinha sido beijada -Falo baixinho buscando coragem para falar uma verdade que nem mesmo ele pode mudar. - Giacomo, talvez deva considerar que posso não ser digna de você.
Vejo a surpresa nos seus olhos ao mesmo tempo que fico desconcertada com a expressão de incredulidade, em nenhum momento desde que entrei nesse escritório esse homem colocou sua vontade sobre a minha é pior do que isso em nenhum momento demonstrou que não sou digna do seu carinho .
Nunca serei digno o suficiente para você, Giulia - A resposta firme aumenta a vontade de chorar. - E agora, não quero deixar que nenhum outro homem te beije.
Como posso fazer ele desistir dessa loucura quando agora tudo que quero é ter alguém lutando por mim, desde que seja ele.
Sou empurrada de volta contra a parede, fico emocionada enquanto seu nariz passa contra o meu deixando uma pergunta clara dentro das íris, pedindo para avançar mesmo que se mostre contido por fora. Fecho os olhos desejando que continue, abrindo os lábios devagar querendo ter um pouco mais do seu gosto, perco o ar quando toma minha boca erguendo minhas mãos para tocar na pele macia da sua nuca.
O jeito carinhoso ao mesmo tempo bruto mostrando todo o desejo que estava contido fazendo um calor percorrer meus quadris, passo as unhas pela sua pele querendo marcar esse homem descarado que se declara fazendo meu peito retumbar depois de tê-lo pegado no flagra.
Me sinto sórdida por querer ele.
Preciso de você, Giulia - Fico arrepiada com sua voz no pé da minha orelha enquanto uma ponta de raiva bate na minha mente.
Você tem a sua secretária - Respondo rápido querendo destruir as esperanças que me dá.
Se aceitar ser minha Giulia, só vai existir você até a minha morte. - A descrença fica exposta porque continua. - Um homem que trai a esposa não é digno. - Cita a lei da máfia deixando firme suas atitudes.
Seu olhar honesto, assusta. Só conheço a maldade da família junto com todos os meus pecados desonrando minha própria família.
fingir para ela, nunca para Guilia, para ela apenas o meu melhor.
Todos querem algo, Giacomo - Falo, porque também quero algo.
Você me basta Bella - A verdade do seu olhar me desconcerta a tal ponto que sinto as lágrimas se formando outra vez, esse homem, esse puto, pode ter quem quiser e ele me quer.
As suas atitudes pedindo minha autorização e a forma como me trata tão bem se impregnam dentro do meu coração carente, desejando ter uma realidade diferente, querendo provar um paraíso quando sou uma condenada a viver no inferno, dando esperanças a uma pecadora de encontrar redenção.
Isso é impossível, devo ter deixado isso na cara com a maneira que fixa nosso olhar.
Serei só seu, e irei te mostrar isso todo o dia. Me permita te dar outra coisa que ninguém nunca te deu. - Não quero negar ao mesmo tempo que fico curiosa.
O que? - Sinto o rosto queimando.
Ah bella..
Fico sem ar quando sinto inspirar pelo meu pescoço traçando a pele com a ponta do seu nariz, fazendo meus pelos se arrepiarem com a carícia lenta sendo apertada contra seu corpo, fazendo meus s***s ficarem pesados ao morder minha orelha, passando a barba pela pele da bochecha, escuto um som fico abismada ao perceber que acabei gemendo
A aprovação brilhando nos olhos, mordiscando meu lábio inferior enquanto busco algum equilíbrio enfiando as unhas na nuca firme o que acaba intensificando o beijo.
Perco a noção dos pensamentos sentindo um desejo ardente crescendo pelo corpo abismado com a forma em que ele toma cada parte da minha boca, fazendo meus medos serem jogados pelo canto com a fome de ter cada vez mais dele.
Tento apertar as coxas querendo amenizar a dor que cresce pelo meu centro, algo que nunca senti causando um desespero aumentando o calor pelo corpo, fazendo minhas bochechas queimarem.
Sou erguida pelas coxas sentindo seu corpo forte tomando espaço contra o vestido que se amontoa nos quadris acabo escorregando soltando um gemido ao sentir a dureza pressionando contra minha i********e fazendo a dor amenizar.
Giacomo, dói - Não consigo me esconder desesperada quando me desce dos seus braços.
Ele abre um sorriso enorme como se tivesse ganhado o dia, fiquei sem entender o motivo por apenas alguns segundos.
Logo sua mão enorme cobre meu seio fazendo um carinho quase uma massagem arrancando outro gemido pelos meus lábios traidores.
Um desejo arrebatador percorrendo todo corpo destruindo todo passado dolorido marcado dentro da mente enquanto a outra mão faz o mesmo com meu seio esquerdo, reviro os olhos quando sinto nossas bocas se unindo novamente, tento roçar as pernas sendo impedida pela sua perna grossa deixando meu corpo fora de controle, me sinto desesperada.
Porque está doendo Giacomo? - Pergunto querendo acabar com essa tortura.
Porque o seu corpo quer tanto o meu quanto quero o seu - Fico escandalizada por dizer que me quer.
Faça parar - peço.
Sinto minha perna direita sendo erguida até que nossos quadris se unem em uma dança erótica, fico desesperada.
Giacomo - Seu nome soa como uma prece.
Confie em mim bella, farei você perceber que sou a escolha certa.
Aceno incapaz de pedir para parar, sou virada com rapidez e força sentindo os s***s doloridos se apertando contra a parede e a dureza firme na minha b***a. A sua mão descendo pela minha barriga acendendo o corpo traidor e a voz rouca no ouvido.
Só te darei prazer, bella.
Fico desolada com os beijos lentos pelo meu ombro cobrindo a pele exposta com carinho aumentando a dor entre as minhas pernas quase arrancando lágrimas pelo sonho de ser tratada assim todos os dias.
A respiração forte contra minha pele aquecendo o ambiente fazendo a mente voar em um paraíso, fico tensa quando sua mão encontra minha calcinha, acabo gemendo ao perceber que estou úmida os dedos gentis fazendo movimentos circulares enquanto a boca continua distribuindo beijos lentos.
Só prazer Bella- Perco o pudor gemendo com mais intensidade querendo aplacar a dor.
Giacomo, dói - choramingo.
Sua outra mão sob acariciando meu seio dolorido aumentando o calor, enquanto afasta a calcinha escorregando pela umidade,jogo a cabeça para trás querendo apoio nos seus braços, seus movimentos se intensificando enquanto espalma a mão por toda minha i********e fazendo a dor crescer em uma exponencial subindo e descendo depois a língua passando pela pele exposta do meu ombro fazendo círculos sob a minha calcinha, continuo subindo com a respiração descontrolada sinto o temor crescer por dentro logo depois causando uma queda devastadora fazendo minhas pernas tremerem, fico presa entre a vergonha e a sensação de pisar nas nuvens do paraíso enquanto seus braços se fecham me acolhendo contra seu corpo derrubando as últimas barreiras de desconfiança.
Isso foi incrível - falo baixinho envergonhada.
Paro pensando nas possibilidade resolvendo dar uma chance para a esperança que desperta.
Demita a secretária - Falo firme tentando empurrar o medo. - Vamos tentar, mas prometa que não irá desistir de mim.
Foi impossível esconder a fragilidade, sinto seus braços me apertando um pouco mais.
Prometo - Sinto o carinho no rosto- Volte sexta aqui.
Sua voz soa grave como um comando com um tom suave soando como pedido me deixando confusa
Meus irmãos quase não me deixam sair - Digo a verdade
Tente pelo menos, me deixe te provar que cumpro com a minha palavra demitindo a secretária e te levando para almoçar.
Puxa minha nuca, virando rapidamente para tomar meus lábios, fico perdida até ouvir o som da porta quase com a alma voltando ao corpo assim que percebo ser Hunter e não o soldado esperando para levar de volta.
Bom Dia Giulia - Seus olhos vagam entre nós dois - Bom dia irmão.
Desperto do susto me desvencilhando do grande homem que mantém a boca torta em desgosto pela interrupção, caminho rapidamente para a porta.
Bom dia Hunter .- Falo baixinho.
Seguro a porta dando um último olhar para o homem que me encheu de esperança na última hora, fecho a porta balançando a cabeça ao olhar para o soldado voltando para a realidade.
AH Giacomo, como gostaria que fosse real.
Penso voltando para a minha prisão.
Mesmo sabendo disso, ainda sonho que aquele demônio vestido em um terno italiano possa ser meu cavaleiro, pensava não ter mais nenhuma gota de inocência correndo pelas veias deveria ter ficado mais atenta aos detalhes, aos sinais. A beleza sempre esconde monstros, o pior deles através do espelho no teto do quarto.