Século XIX
Johann Di Berna Huschel
A dúvida sobre a origem do sobrenome "Di Berna". O menino Johan, ficou órfã alguns dias após seu nascimento. Esse sobrenome pertencia a sua mãe; por isso que ele se chamava: Johann Di Berna. Giulia Catrina Di Berna nasceu na Itália. Com a morte de seus pais ela se viu sozinha aos 15 anos de idade. Sua irmã Anna que era dois anos mais velha, havia se casado recentemente com um homem de poucos amigos; não vendo nenhuma outra alternativa, a garota foi servir como dama de companhia da jovem Sra. Aleida Ruschels.
Sua tia Anna, repetiu várias vezes ao menino a mesma história: que sua mãe morrera poucos dias após seu nascimento; disse mais, que Berna, lhe enviara uma carta alguns meses antes do parto, mas ainda não poderia ser revelado seu conteúdo, só em caso extremo. Ninguém soube o paradeiro dessa carta. Anna não estava feliz com o fato de Johann ter jogado ao vento a heranças da família Ruschel. Ela mencionou ir a Soluthurn para falar com Giocondo, mas desistiu. Na sua mente, seu sobrinho havia sido ameaçado ou estaria louco de sair daquela mansão. Ao convidá-lo para entrar na cruz vermelha, viu uma forma de aproximar-se do sobrinho e fazê-lo tomar o que lhe fora de direito, mas Johan abraçou de vez a causa deixando Anna embaraçada com a situação. Ela deu apoio ao sobrinho no que podia, já estava viúva precocemente e trabalhava como enfermeira.
Na casa de Aleida, Johann sempre foi como um filho legítimo. No início, seu pai adotivo Derek, não achava uma boa ideia ter outro filho para lidar com seu primogênito de seis anos. Giocondo era um menino muito gentil. Seu pai imaginou que ele se sentiria invadido pela presença da outra criança. Mas foi o contrário, eles eram muito próximos. Johan nunca se sentiu como um filho ilegítimo. Derek percebeu que estava errado e se encarregou pessoalmente de ensinar a ele tudo o que uma criança precisava, até o dia em que ele se tornou adulto decidindo atender ao chamado do dever. Ele queria servir às tropas militares como enfermeiro para aliviar a dor daqueles que voltavam sofrendo, mutilados, porém vivos após as batalhas. Foi então que Johann escreveu para sua tia Anna contando-lhe sobre seu desejo. Ela que já trabalhava na Cruz Vermelha atendeu seu chamado.
Não foi fácil deixar Soluthurn. Lá ele cresceu, aprendendo como era ter uma família.
Johann fala os quatro idiomas oficiais do cantão: Alemão, Francês, Italiano e "Românico", que era um dialeto usado na Roma antiga. Ele viajou em busca de seus sonhos, deixando para trás a ideia de que era um herdeiro; tinha em mente que sua terra natal e seu irmão eram sua maior herança. O tempo passou e seu envolvimento com soldados feridos, surtos de tuberculose, acabaria com a ideia de voltar ao país.
Ele se casou aos 26 anos com uma enfermeira, Giulianna. Não poderia ser diferente, pois ele nunca deixou o hospital. Ele se interessou pela medicina. Estudou com muita dificuldade, encontrando o apoio de muitos amigos ricos, tornando-se o Dr. Johann Di Berna aos trinta e dois anos, residindo na Itália.
Johan ficou sabendo das perdas que haviam ocorrido na família Ruschel por meio de viajantes conhecidos. Sua tia Anna, havia saído da cruz vermelha para um retiro em Lausanne não dando mais notícias. Ele ficou chocado ao saber da tragédia que aconteceu com seu irmão Giocondo. Sentiu-se angustiado por ter deixado a família sem dar notícias por tantos anos.
Johan sempre dizia que havia nascido para cuidar de uma família muito maior, que eram os que sofriam. Nunca pediu nada a seu pai adotivo. Abdicou da herança em silêncio.
Soube que a fábrica faliu algum tempo depois, restando apenas a Mansão que ficaria aos cuidados do Distrito de Cantão.
Johann teve dois filhos. Uma delas morreu quando caiu do cavalo aos 12 anos de idade. Ela amava montaria. O filho de Johann, Henry Di Berna Huschel, cresceu e se tornou relojoeiro na Suíça Francesa. Ele deu ao velho Johann uma neta chamada "Mirna". Naquela época, Johann tinha sessenta e sete anos e vivia com sua esposa Giulianna.
Johann se considerava um homem feliz.
Johan não tinha mais sonhos de voltar a Soluthur para resgatar sua história, mas isso não aconteceu.
Sua neta Mirna casou-se em 1943 aos 23 anos com um barítono que vivia em viagens nos seus concertos. Johann já descansava em paz com sua Giulianna.
Foi também nessas viagens em 1945, que nasceu o único bisneto de Johann, "Lucciano de Berne Von-di Ruschel", provando que a genealogia Berna, era composta por pessoas honestas e prósperas com um único objetivo: preservar a família.
Pouco se sabe sobre Lucianno, além do fato de que ele se tornou um historiador. Como seu pai, ele nunca parou em um lugar, estava sempre viajando. Luciano não era casado, sempre dizia à sua mãe Mirna que o casamento era como uma prisão para os inocentes. Ele queria viver livre, mesmo que estivesse cheio de culpa na estrada. Lucciano é uma figura relaxada. Seu olhar tem uma profundidade do n***o absoluto, ele atrai como uma cobra no mato. Um homem atraente, alto; mas não é do tipo atlético. Usa roupas largas e adora verde militar e as cores no tom terroso lhe agradam. Está sempre com uma agenda de couro onde anota tudo o que pode. Lucciano é um homem muito culto, simples e gentil. Mas ele já fez as malas para desvendar o mistério que ouviu sobre "The Eleven of Soluthurn". O único herdeiro vivo, além da sua mãe, volta às suas origens. Sua bisavó viveu em Solothurn e seu bisavô também. Ele terá muitas surpresas. O destino o colocará diante de um grande beco sem saída. Chloe cruzará seu caminho enfrentando o único herdeiro da mansão e de todos os pertences dos Ruschel. Lucciano não veio para Soluthurn com essa intenção, até porque sua mãe nunca quis lutar pela herança. Ele descobrirá sua genealogia por meio de sua pesquisa. Uma batalha desigual confrontará os dois homens que se apaixonarão por Chloé. Heringer, o parceiro do passado, e o bisneto de Johann estão lutando por um coração que um dia pertenceu ao Giocondo.