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A Babá Da Minha Irmã

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Sinopse

Diante da impossibilidade de os pais e irmãos cuidarem de Emily, sua filha mais nova, Alessandra decide contratar uma babá. É então que Amanda Pereira surge em suas vidas — uma jovem que vê nesse trabalho a oportunidade de quitar as contas atrasadas de seu pequeno apartamento, onde vive com sua melhor amiga, Ana.

Tudo parecia simples… até que Amanda e Alex se cruzam de maneira completamente inesperada. A partir desse encontro, suas vidas se entrelaçam em uma convivência forçada, recheada de tensão, descobertas e momentos que nenhum dos dois poderia prever.

Prepare-se para uma história onde o acaso abre portas para sentimentos que mudam tudo.

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Capítulo Um
Meu nome é Alex Miller e, aos dezoito anos, minha vida é uma mistura peculiar de tédio adolescente e a responsabilidade de ser o único garoto entre duas irmãs. Mylene, a mais velha, tem vinte e três e já trilha seu caminho profissional, enquanto Emily, aos treze, é um turbilhão de energia e pirraças. Se há algo que me define é ser um irmão superprotetor — e, confesso, um tanto ciumento. Mexeu com minhas irmãs, mexeu comigo. É uma regra inegociável na nossa casa. Minha melhor amiga e cúmplice em quase tudo é minha prima Camilly, que, com vinte anos, já me conhece melhor do que eu mesmo. Nossos pais, Jonas e Alessandra Miller, são a base de tudo, mas nem sempre a voz da razão... especialmente quando se trata de curiosidade. ______________________________________________ Neste exato momento, estou afundado no meu colchão, perdido em um limbo de pensamentos dispersos e ociosa rolagem de feeds. O silêncio do meu quarto é quebrado abruptamente por uma voz feminina que ecoa suavemente do andar de baixo. Não é a voz da minha mãe, nem de Mylene ou Emily. É uma voz nova, melódica, que me tira da inércia. Um calafrio de curiosidade percorre minha espinha. Quem poderia estar aqui? Rapidamente, me levanto e começo a descer as escadas, cada degrau sendo pisado com a cautela de um espião, para não entregar minha intromissão. No meio da descida, um sussurro familiar e levemente irritado atinge meus ouvidos. — Que coisa feia, ouvindo a conversa dos outros! Salta à minha frente, como um fantasma sorrateiro, minha irmã Mylene, com um sorriso debochado estampado no rosto. Quase caio escada abaixo. — Caramba, Myle, que susto! — Reclamo, colocando a mão no peito, o coração ainda disparado. Ela apenas ri, um som abafado para não atrair atenção. — Qual é a novidade? Você sempre faz isso. — Mylene para ao meu lado, os olhos brilhando com a mesma curiosidade que me impulsionou. Ela inclina a cabeça, tentando captar os fragmentos da conversa que ainda flutuam no ar. — E eu sei lá! Não dá pra ouvir merda nenhuma! — Falo um pouco alto demais, a frustração evidente em minha voz. Nesse instante, Emily, a pequena intrometida, se junta a nós, descendo os últimos degraus com um entusiasmo contagiante. — Gente, o que foi? — Seus olhos grandes e curiosos alternam entre mim e Mylene. Foi a deixa. No mesmo instante, a voz de minha mãe, um pouco mais alta agora, nos alcança: — Crianças, estão aí? Mylene arregala os olhos e solta um sussurro de desespero. — Fodeu. — Em um reflexo, tampo a boca dela com a mão, tentando abafar qualquer som. Emily, alheia ao perigo iminente, já começava a responder. — Estam... — mas Mylene, agindo mais rápido do que eu esperava, tapa a boca da nossa irmã caçula com a agilidade de um ninja. A poucos metros de nós, na base da escada, meu pai, Jonas, surge, com uma expressão confusa, mas um brilho de diversão nos olhos. — Meninos, o que estão fazendo? Emily, sempre a primeira a salvar a própria pele, desliza da mão de Mylene e, com a inocência mais falsa que já vi, declara: — Eu nada, eles que começaram! — E, com isso, corre para a sala de estar, nos deixando sozinhos para enfrentar a fúria paterna. Meu pai nos olha torto, uma sobrancelha arqueada em desaprovação. Mylene retira minha mão da sua boca e resmunga: — Tinha que ser a pirralha pra abrir a boca. Meu pai pigarreia, ainda com o olhar desconfiado. — Estão ouvindo a conversa de quem? — O tom dele, no entanto, não é de bronca, mas de genuína curiosidade. Ele parece interessado. Eu e Mylene nos entreolhamos, um sorriso cúmplice se formando em nossos lábios. A curiosidade paterna é uma brecha que nunca falha. — Da mamãe — respondemos em uníssono, com a naturalidade de quem confessa a coisa mais óbvia do mundo. Os olhos do meu pai se iluminam. — Então, abre espaço aí, também quero ouvir. — E, sem mais delongas, ele se espreme entre nós, nos empurrando levemente para conseguir uma posição privilegiada na escada. É hilário ver o homem que nos repreende por intromissão se juntar à nossa "missão de escuta". Passam-se minutos que parecem horas. O silêncio da sala de estar se mantém, apenas pontuado por murmúrios inaudíveis. — Elas falam muito baixo! — Reclamo novamente, minha paciência esgotando. Meu pai suspira, sua curiosidade superando a discrição. — Quer saber? Eu vou lá! — Ele se levanta, determinado, e se dirige à sala. Mylene me olha, um misto de pânico e exasperação no rosto. — E agora, senhor esperto, o que faremos? — Ela se senta em um dos degraus, cruzando os braços. — Esperaremos! — Respondo, me sentando ao lado dela. A adrenalina da possível descoberta ainda me mantinha em alerta. Ficamos ali por o que pareceram minutos infindáveis. Na verdade, foram apenas uns cinco. Mas a impaciência de Mylene é lendária. — Que droga! Eles estão fazendo o quê? Escrevendo o roteiro da conversa! — Mylene praticamente grita, seu volume de voz ameaçando nos entregar a qualquer momento. — Ei, sua louca, fala baixo! — Me levanto rapidamente e tapo a boca dela novamente, tentando conter a avalanche sonora que é minha irmã. Nesse instante, uma voz suave e familiar nos alcança, com um tom de surpresa. — Então, querida, você po... Filhos, o que estão fazendo aí? — Minha mãe nos pegou em flagrante. Os olhos dela alternam entre mim e Mylene, que ainda está com a boca coberta pela minha mão. — Conversando! — digo eu, enquanto Mylene, com a voz abafada pela minha mão, tenta dizer — Limpando a escada! — Nossas respostas são um coro dissonante. Minha mãe cruza os braços, a expressão dela se tornando mais séria. — Vou perguntar de novo: o que estavam fazendo? — Seu olhar é penetrante. Mylene e eu nos entreolhamos, em pânico. Não há mais como mentir. — Limpando a escada! — digo, teimoso, enquanto Mylene, finalmente livre da minha mão, insiste. — Conversando! — Ela responde. Olho para ela com raiva, mas ela me devolve um olhar confuso, como se não entendesse o porquê de eu estar tão irritado. Uma risadinha abafada vinda da sala de estar nos faz desviar o olhar. Meu pai está na porta, segurando o riso. — E agora, maninho? — Mylene sussurra, sua voz tremendo levemente. — No três, a gente corre — sussurro de volta, meu coração batendo forte. — Vão me dizer ou não? — Minha mãe altera a voz, o tom subindo. O semblante dela endurece. — Um... — começo a contagem regressiva. — Agora o bicho vai pegar. — Meu pai diz e ri abertamente. — Falem logo! — Minha mãe coloca as mãos na cintura, sua expressão se tornando impaciente. — Dois... — conto, e Mylene se prepara, as pernas prontas para disparar. — Vocês são mudos? — Minha mãe nos encara, a paciência dela no limite. — Três! — Mylene sai correndo como um raio, subindo as escadas em disparada. Eu, no entanto, fico parado, observando. Minha atenção foi completamente capturada. No batente da porta da sala, ao lado de minha mãe, está uma garota. Ela não é da idade de Emily, nem de Mylene. É um pouco mais velha que Emily, mas visivelmente mais nova que Mylene. Tem cabelos castanhos claros que caem em cachos suaves sobre os ombros e olhos incrivelmente expressivos que, naquele momento, estão fixos em mim. Sinto um arrepio. Ela é linda. — Alex! Alex, está me ouvindo! — Minha mãe grita, mas sua voz parece distante, como um eco. Eu estou completamente hipnotizado, incapaz de desviar o olhar da garota. Pelo que percebo, ela também parece ter ficado presa ao meu olhar. Um pequeno sorriso quase imperceptível surge em seus lábios. — Mãe... quem é ela? — Pergunto, minha voz um sussurro. Sinto minhas bochechas esquentarem. Minha mãe parece finalmente notar para onde meu olhar está direcionado. Ela sorri, um sorriso largo e quase malicioso, vai até a garota e a abraça. — Ah, ela. — Minha mãe a apresenta com um entusiasmo que me surpreende. — Eu a contratei para ser a babá da sua irmã. — A babá da minha irmã. — Repito as palavras, mas elas parecem distorcidas, quase irreais. Meus olhos voltam para aquela garota, que agora sorri abertamente. A ideia de ter alguém tão... interessante, para cuidar da Emily, me pega de surpresa. O que a vida me reserva com essa nova presença em casa? Algo me diz que meus dias de tédio acabaram.

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