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Entre Vampiros

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Sinopse

(Mel)

Fui criada em um orfanato de humanos, quando completamos 18 anos somos escolhidas para servir ou alimentar vampiros, bolsas de sangue tem o direito de liberdade, mas sempre tem que doar o sangue, já servas são consideradas objetos sem direitos. Se a vida do servo será boa ou r**m depende do mestre, eu não quero ser uma serva, não quero ser um objeto de um vampiro.

(Layan)

Estou cansado e entediado dessas servas sem graça, preciso de uma nova, uma que não tenha medo de lutar para se defender. Mulheres são extremamente fácies de se conseguir quando se é um rei, elas se curvam aos seus pés por ganância.

(Vairon)

Estou há tanto tempo sozinho nesse castelo, mesmo sendo um lorde com vários empregados me sinto solidário, preciso de alguém para me fazer companhia, já fiz tanta coisa r**m, talvez se eu adotar alguém consiga ajudar a mim mesmo e a outra pessoa.

(A vida de Mel está nas mãos do destino, o que será que acontecerá com essa teimosa garota?)

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Prólogo
Mel Eu nunca conheci minha mãe, nem meu pai, fui deixada na porta de um orfanato que é pago por vampiros para se manter aberto, nenhuma criança é adotada aqui pois todos os humanos são extremamente pobres e vendem suas crias para vampiros. A vida é extremamente injusta nesse maldito continente, mas não irei ficar me lamentando, sou forte, determinada e continuarei sendo mesmo sabendo o quanto a vida é difícil e injusta. Eu sonhava ser adotada quando criança, pois todas as crianças são tratadas como um simples gado dentro das portas do orfanato, a comida é farinha com leite, as vezes comemos restos de carne que deixam aqui na frente, as coisas aqui dentro mudam com a idade, somos separados dos garotos aos 10 anos, eles começam a fazer trabalhos pesados enquanto as garotas são cuidadas para ficarem no padrão que os vampiros colocaram, magras e com cabelo grande, quanto mais natural a mulher for melhor para eles, mas é mentira pois sempre trazem maquiagem para esconder as "imperfeições" das garotas. Lá pelos 17 anos somos tratados maravilhosamente bem, pois será nosso último ano nesse lugar infernal, mas isso não é algo bom, pois tudo que eles fizeram não é de graça.... Eu tenho 17 anos, logo farei 18 e isso não é algo bom, o que você escolheria? Doar grandes quantidades de sangue ou servir como uma escrava pelo resto da vida sem poder dizer um único não? Eu não quero nenhuma das duas opções, mas não é como se eu tivesse escolha, bolsa de sangue é muito menos pior, mas ficar sempre fraca e anêmica não é algo bom realmente. Supervisora —vocês são as mercadorias mais lindas que eu já cuidei, vão trazer muito dinheiro para a instituição— Diz analisando nossos rostos, vejo que ela para em mim e me olha diretamente. Nunca fui uma menina muito quieta, sempre fui atentada e ativa, gosto de correr, pular e explorar com os garotos, e por causa disso sempre era severamente punida, mas não deixava as coisas quietas não, eu peguei um balde de tinta e joguei na cabeça dessa supervisora. Ela me odeia e nunca esqueceu disso, vai querer me humilhar, mas já estou acostumada por ser chamada de lixo indesejado. Supervisora —você é extremamente bonita sem maquiagem, vai ser escolhida na certa como serva, vai aprender a engolir esse seu orgulho, queria estar no quarto para ver esse seu olhar de braveza quando for deflorada pelo seu mestre, vai ficar tão destruída.— diz passando a mão no meu cabelo, só contenho a vontade de bater nela. Diretora —daqui a um mês receberemos vários lordes e até mesmo reis de outras regiões, sejam educadas, não envergonhem esse lugar que deu comida e uma cama quente para dormirem.— diz no alto da escadaria. Eu me sinto tão enojada com esse lugar, eles costumam medir tudo, peso, tamanho da cintura, seios.... Me sinto um objeto nesse lugar, criam a gente desde pequenos para nunca ser desobediente e nunca negar a um mestre. (...) Vou para minha cama de madeira e fico olhando o teto enquanto as outras garotas estão se maquiando e cuidando da beleza, nunca precisei fazer isso, queria ser f**a para ser escolhida como bolsa de sangue, mas a minha sorte desde criança é h******l, sou linda naturalmente e isso só me confirma o quanto meu futuro está fodido. Saio da minha cama durante a noite e vou para o jardim olhar as estrelas, subo na casa na árvore e deito lá dentro. Fico pensando nas histórias que a faxineira contava, ela era livre por ter uma cicatriz no rosto, mas eu achava ela bonita mesmo assim, eu nunca me importei com marcas e cicatrizes, não é só a beleza que importa, o que adianta a pessoa ser linda por fora, mas por dentro ser um lixo de pessoa, ser má e gananciosa? Ela me contava sobre o amor, sobre aventuras e liberdade, coisas que eu nunca terei na vida. Me fez acreditar que um dia seria adotada por alguém de bom coração antes dos 18 anos, que eu teria uma vida boa, feliz, com filhos e um marido amoroso. O que mais me doeu foi quando essa ilusão foi quebrada, ela foi demitida logo depois de termos brigado, chamei ela de mentirosa e depois nunca mais a vi. Logo saberei o que acontecerá comigo, eu só sinto meu coração pedindo para eu acabar logo com essa vida medíocre, mas não posso, pois fiz uma promessa de que seria forte, que nunca desistiria... Layan Sou o rei do região Central, filho mais velhos de três irmãos. Minha vida é monótona faz séculos e estou cansado disso, nada mais me entretém como antigamente, ver a dor e o sofrimento nos rostos das pobres humanas era divertido, mas até mesmo torturar e humilhar perde a graça quando todas se rendem no início e fazem tudo que você quer. Vou descartar minha última serva, ela já não tem mais graça, preciso de outra logo, uma virgem e com determinação no olhar, que seja teimosa. Cayan —irmão, já que vai querer se livrar da sua última serva, dá ela para mim? — diz me olhando enquanto estou sentado no trono bebendo sangue. —pode ficar.— falo olhando meu irmão do meio, ele gosta de ficar com as minhas sobras e eu não entendo isso, talvez só goste de colecionar mulheres humanas. Rayan —eu tô cansado disso, é muita conta e papéis para assinar, por que eu tenho que fazer isso sendo que você é o rei!— meu irmão caçula parece extremamente bravo, consigo notar isso por causa dos olhos ficando vermelhos. —primeiramente, você é o caçula e perdeu uma aposta.— falo e ele sai puto da sala do trono. Cayan —nossa, você poderia comprar uma serva para o nosso irmãozinho estressado.— diz e eu fico pensativo. —ele vai negar, não gosta de servas.— falo me levantando. Cayan —ele é completamente diferente da gente, tem certeza que nossos pais não o adotaram?— eu pensaria o mesmo por termos cabelo preto e Rayan ser ruivo, mas isso é defeito genético. —ele é nosso irmão, é diferente da gente, mas nunca deixará de ser.— falo me levantando. Cayan —vai ter um baile na vila de Sarmi, tem um orfanato que vai apresentar as garotas que vão completar 18 anos no próximo mês, podemos ir lá avaliar elas.— diz e eu fico pensativo. —é uma boa ideia conhecer elas antes de comprar.— falo pois só preciso procurar uma que fique afastada de vampiros, pois todas que querem vão se disponibilizar para dançar. Cayan —então irei confirmar nossa presença, o Rayan vai ir ou.... —ele vai ir dessa vez, precisa de uma bolsa de sangue particular já que vive esquecendo de se alimentar.— Apesar dos meus problemas com ele sempre será meu irmão caçula. Vairon Caio na minha cama cansado depois de ter matado lobisomens que invadiram a minha cidade, sou o rei da região Sul, todos me chamam de lorde por costume, pois esse povo me conheceu quando eu só tinha um pequeno pedaço de terra, eu nunca me importei com a forma que eles me chamam, para mim tanto faz. sou um vampiro sangue puro como a maioria dos reis são, minha vida gira um torno de administrar minha cidade, proteger ela de invasões de outras espécies, e dar a todos os vampiros segurança por ter alguém firme os comandando. Era casado, mas perdi minha esposa para um dos ataques dos lobisomens, fiquei completamente sozinho e sem ninguém depois disso. Amava minha esposa, ela era tudo para mim, sempre queria me fazer feliz, era carinhosa, sorridente, amável e débil. Quando ela morreu não quis mais me importar com as coisas a minha volta então fiz um bloqueio para parar de sentir, matei muita gente inocente e consegui territórios me tornando um rei. Quero que minha vida volte a ter sentido, pois tenho certeza que minha esposa desejaria isso. Eu sempre tratei humanos como simples alimentos, mas minha esposa era bondosa e não gostava de ver eles sendo maltratados. Preciso resolver assuntos administrativos na Vila de Sarmi, talvez eu ajude alguém como faço todo ano no aniversário de morte da minha esposa, sei que se ela estivesse viva sempre me obrigaria a isso. Mel Amanhã vai ser o baile de apresentação das mercadorias desse orfanato, com isso quero dizer o gado que somos nós que moramos aqui. Só saio do orfanato pela janela, decido ir na cidade para ver se consigo algum dinheiro vendendo os legumes que planto aqui, esse mês tudo que cresceu e deu frutos foram os morangos e as batatas. Pego minha cesta e vou de casa em casa vendendo, todos compraram as batatas pois precisam de alimento calórico, mas os morangos só foram comprados por duas famílias que tem dinheiro. Vou na mais antiga moradora da vila, ela é uma senhora muito doce, não tem dinheiro, o único filho morreu, está doente então não consegue mais plantar sua própria comida. Bato na porta e entro, vejo a velha senhora deitada na cama, ela parece tão fraquinha.... —vou fazer uma sopa para você e uma geleia de morango para passar no pão.— falo com um sorriso. Maria —não precisa minha pequena, vou morrer logo e.. —não diz isso! Vai ficar bem e com saúde.— falo sentando na cama e tocando nos cabelos dela. Maria —como eu queria que meu filho tivesse vivo para te tirar do orfanato, eu queria tanto que você tivesse o conhecido.— diz com um sorriso enquanto pensa no filho que já não está mais entre nós. Vou para o lado de fora pegar lenha para acender o forno de pedra dela. Depois de molhar o jardim e fazer a comida de Maria, começo a dar na boca dela. Maria —você parece preocupada pequenina.— diz me olhando. —é que logo farei 18 anos e não vou mais estar aqui para cuidar de você...— falo preocupada não só comigo, mas também com ela. Maria —minha pequenina, você não precisa se preocupar mais comigo, cuide somente de você. Deixo pães com geleia de morango em cima da cabeceira para caso ela fique com fome a noite, pois preciso ir embora antes que a supervisora perceba que sai. (...) Já amanheceu.... O baile é hoje, eu não quero ir, estou guardando dinheiro para conseguir sair desse lugar antes dos 18 anos, mas o pouco dinheiro que consigo todo dia não dá para nada.... Vão me fazer colocar um vestido apertado, eu não quero ir para festa no salão principal da cidade, os vampiros só vão estar lá para nos ver como mercadoria, para ver se vamos servir como bolsa de sangue ou nos comprar como servas. Estou sentindo como se fosse morrer do coração, todas as outras querem ser servas de um rei, mas elas não pensam que eles podem ser malvados, ou podem fazer coisas ruins com elas. Não entendo o motivo de parecer que sou a única em sã consciência nesse maldito lugar. Laisa —fica calma, se tudo ter certo seremos bolsas de sangue.— diz minha melhor amiga com um sorriso confiante no rosto, ela ê tão fofinha e baixinha. —que você esteja certa amiga.— falo sentindo que tudo vai dar errado. (...) Quando todas nós entramos no baile só vejo os vampiros ficarem nos encarando como se fossemos alguma mercadoria na vitrine de uma loja. Eu nunca tinha visto tantos vampiros antes... na verdade nunca tinha visto nenhum. Só fico observando os vampiros irem nas mulheres que parecem ter preferência, só fico afastada perto de uma mesa de bebidas, não que eu vá beber, só quero me afastar desses sanguessugas horríveis. fico sem palavras quando um homem alto e de cabelo preto vem na minha direção, sei quem é pelo emblema em seu anel, é o rei da região central. Layan —me concederia uma dança.— diz de um jeito cavaleiro, por todos os boatos horríveis que eu ouvi quero ficar é longe. —não.— falo e fico completamente sem reação ao ver todos os vampiros me olharem, eu tenho certeza que falei super baixo, acho que é hoje que eu morro. Layan —e por que não?— pergunta me olhando com a sombrancelha levantada. —é que eu estou naqueles dias......— falo extremamente baixo. Layan —não está, dizer isso em um baile cheio de vampiros é provar o quanto é ingênua ou burra. Vampiros sentem cheiro de sangue e você não está sangrando.— diz e sinto meu rosto queimar de vergonha. —eu odeio vampiros.— falo ficando cansada, vejo que ele dá um sorriso ao ouvir isso. Layan —você parece ser uma garota divertida.— só sinto um calafrio passar pela minha espinha ao ouvir isso. —tenho certeza que outras mulheres mais bonitas que eu querem chamar sua atenção, então se puder ir vossa excelência.— falo meio arrogante sem querer. Layan —estou ficando cada vez mais fascinado em você, humana revoltada.— diz me puxando para uma dança a força, não consigo me soltar então acabo aceitando. O olhar dele para mim me causa calafrios extremos, quero me afastar, mas ele parece não deixar, está se divertindo com o fato de eu estar incomodada e brava. Só fico aliviada quando os sinos tocam, é o toque de recolher humano, significa que todas precisamos voltar para casa. Layan —se quiser ficar.— só puxo minhas mãos para longe dele. —espero nunca mais te ver vossa excelência.— falo e ouço um riso, acabo me virando, vejo que ele esta com um sorriso assustador olhando para mim. Layan —vai ser minha de um jeito ou de outro garota.— só vou em direção a saída depois de ouvir isso. Saio do baile meio assustada, pois fiquei com um pouco de medo, aquele vampiro me dá calafrios, quero ficar bem longe dele. (...) Estou ficando cada vez com mais medo, não quero fazer 18 anos, não quero ser vendida, quero fugir, mas não dá.... (...) Já se passou uma semana e meu aniversário esta cada vez mais próximo, meu medo só aumenta com isso. Pego todo dinheiro que guardei, compro remédios e alimentos para a velha Maria, pois ela vai precisar quando eu não estiver mais aqui para cuidar dela. Vou até a casa na árvore e vejo Laisa lá dentro, ela está desenhando como sempre, ela conheceu um ruivo no baile e parece ter ser apaixonado perdidamente por ele, pois só fala dele e como ele é bonito e educado, falou que ele vai comprar ela como bolsa de sangue, parece tão perdida no próprio conto de fadas. Vou para trás dela e vejo o desenho do ruivo, ele é extremamente bonito, entendo o motivo de ter se apaixonado por ele. Laisa —Mel, eu tô com medo, será que ser mordida dói?— a pergunta dela é a dúvida que todas nós temos. —provavelmente deve doer um pouco, mas pelo que dizem o vampiro pode aliviar a dor da mordida se quiser, se você acha que ele é tudo isso de bom que falou não precisa se preocupar.— falo e ela parece ficar meio insegura. Laisa —eu queria entender, será que irei me transformar com a mordida?— ela parece estar com a cabeça cheia de dúvidas. —não acho que seja fácil assim, pois se realmente fosse só isso não existiria tantos humanos, só vampiros.— falo pois deve ter um segredo por trás da transformação. Laisa —eu ainda acredito no amor, sou burra né? Nesse mundo não existe mais esse tipo de coisa.— diz meio para baixo. —só acho burro se apaixonar por um vampiro, tirando isso... Laisa —ainda tenho curiosidade em saber de onde vem os bebês, eles nunca nos contaram, só nos separaram dos garotos.— é uma curiosidade que até mesmo eu tenho, como os bebês são produzidos? Talvez um dia eu descubra. —não precisamos saber disso, pois criar uma vida nesse mundo injusto não vale a pena, já viu quantas pessoas passam fome, sofrem e são escravizadas por vampiros? Laisa —ainda assim, um dia desejo ser mãe e criar um bebezinho com todo amor que eu conseguir dar.— Eu entendo o quando ela sofreu, a mãe a abandonou quando ela só tinha 7 anos para poder casar pois o cara não queria uma boca a mais na casa dele. —espero que consiga o que deseja amiga.— falo deitando no chão da casa na árvore, pois está fresco e quero aproveitar os últimos momentos bons aqui. Laisa —você parece triste, tem que pensar positivo se não trás azar.— eu não acredito nessas coisas, mas se ela acredita tudo bem né. —Lai, promete que nunca vai me esquecer?— falo olhando seus olhos azuis quase cinzas. Laisa —é claro que nunca vou te esquecer sua boba, somos melhores amigas desde os 7 anos, e você nunca me deixou na mão em nenhum momento, se formos separadas continuares escrevendo uma para outra as coisas boas e ruins nas nossas vidas.— diz deitando ao meu lado. Laisa era uma garota muito tímida no início, ficava todos os dias na porta do orfanato esperando a mãe voltar para buscar ela, pois a desgraçada tinha prometido voltar, todos os dias minha amiga fica na parte de fora esperando no frio, no calor e até mesmo nas tempestades, eu ficava ao lado dela pois sempre fui sozinha, e queria fazer companhia a garota nova. Vejo Laisa tirar uma folha do seu caderno de desenho e me entregar, é uma imagem que ela fez de nós duas sorrindo quando éramos crianças, só sorrio e abraço ela agradecendo o desenho.

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