Mel
Caminho pela floresta pensativa, amanhã é meu aniversário, é o dia que serei vendida para um vampiro, que meu destino será decidido.
Estou morrendo de medo, mas não posso mostrar essa aflição a Laisa, não quero que ela se assuste com meu medo, sempre fui a corajosa e forte no orfanato, preciso continuar sendo.
Enquanto estou a caminhar vejo uma carruagem passar pela estrada de areia, os cavalos acabam se assustando com uma cobra no caminhos e viram para o lado fazendo assim a carruagem tombar e cair, corro na direção do acidente por instinto, pois sempre fui de ajudar inconscientemente.
Consigo acalmar os cavalos depois de tirar a cobra de perto deles, inclusiva consigo passar a mão em uma égua branca linda, tem belíssimos olhos azuis.
Viro meu olhar para carruagem, pois preciso ajudar quem está dentro, enquanto estou indo para lá só vejo a porta do veículo se abrir, um homem alto com uma roupa extremamente formal e importante sai de dentro, tem um pouco de sangue na testa dele, parece que se cortou.
—senhor, você está bem? precisa de ajuda com seu ferimento?— pergunto mantendo um pouco de distância, pois é a primeira coisa que aprendemos sobre esse mundo, não confiar em qualquer um.
Vejo o homem tocar na testa, mas logo depois tira sem se importar muito, seu olhar é sério, mas parece estar calmo, o cabelo dele é um pouco grisalho, mas não é velho, parece ter uns 30 e poucos anos, tem uma beleza nobre.
Engulo seco e me aproximo dele com um pouco de medo, meu coração está acelerado, pois se ele parece ser um nobre é vampiro, pois humanos são pobres na maioria das vezes, pego um pano na minha bolsa e ofereço a ele de uma distância razoável, vejo que ele olha para mim e fica me encarando por um tempo antes de pegar.
Fico o olhando enquanto vejo ele tirar o sangue da testa, não tem nenhum ferimento, parece que nem se feriu no acidente.
Homem —qual seu nome?— pergunta me encarando, só fico um tempo em silêncio por causa do calafrio que a voz dele me faz sentir.
Não sei se deveria dizer, ele é um vampiro e eu não confio nele, não consigo ficar calma e minha respiração deve mostrar a ele que estou com um pouco de medo.
Homem —eu não vou te machucar, sou um ser importante, pode confiar na minha palavra.— diz no mesmo lugar, não quer se aproximar de mim, acho que está tentando me deixar confortável.
—me chamo Mel.— falo ainda cautelosa.
Homem —Meu nome é Vairon.— diz normalmente, o estranho é que esse nome me é familiar, acho que já ouvi em algum lugar.
—por acaso tem o mesmo nome do governante do Sul?— pergunto sem perceber, pois sou curiosa por natureza.
Vairon —sim, pois sou ele.— fico sem acreditar nisso, estou com outro rei a minha frente agora.
—foi um prazer conhecer você, mas preciso ir.— falo querendo me afastar, pois na minha cabeça todos os governantes vampiros são seres completamente horríveis e sem coração.
Vairon —você tentou me ajudar e acalmou meus cavalos, o que deseja em troca da sua ajuda pequena camponesa?— pergunta e eu fico um tempo sem entender o que ele esta dizendo.
—eu não tentei te ajudar por ganância, vossa excelência, eu só sou assim... ingênua.— falo a última parte baixo, mas provavelmente ele ouviu por ser vampiro.
Vairon —nada é de graça nesse mundo, deveria aprender isso antes que seja jogada para trás. Irei te dar uma boa quantia de dinheiro para ajudar você e sua família.— diz e eu só dou um sorriso falso, pois nem mesmo dinheiro é capaz de me ajudar.
—eu não tenho família, sou órfã e provavelmente amanhã serei serva ao completar 18 anos, nenhuma quantia de dinheiro poderá me ajudar já que o rei central me quer para seu entretenimento.— falo e o olhar dele muda.
Vairon —posso te comprar como serva antes dele.— diz enquanto vai até a carruagem, vejo ele virar ela somente com a força de seus braços, eu não consigo acreditar que vampiros são tão fortes assim.
—talvez seja pior que ele.— falo e vejo o olhar dele mudar, parece que contei uma piada.
Vairon —eu não irei te humilhar, nem torturar você, muito menos te obrigar a se deitar em minha cama para satisfazer meus desejos, mas com certeza Layan fará sem nenhuma piedade de ti.— só engulo seco ao ouvir isso.
—você falou que ninguém faz nada de graça, o que quer com isso?— pergunto, pois me comprar como serva para não fazer nada é estranho de se pensar.
Vairon —você vai ser minha caridade desse ano, mas como eu mesmo disse, ninguém faz nada de graça, quero seu sangue, é um pequeno preço a se pagar para morar em um castelo como se fosse uma convidada.— eu não tenho muitas opções, vai ser melhor que servir ao rei Layan, até agora o olhar dele me arrepia na alma.
—como vai me comprar primeiro que ele? Layan, vai vir amanhã para me comprar.— pergunto com medo disso.
Vairon —é só fingir que perdeu sua virtude, mas vai ter que aguentar os olhares dos outros.— diz indo até um de seus cavalos que é completamente preto.
—vai dizer a governanta do orfanato que dormiu comigo.— pergunto, mas ele não olha para mim.
Vairon —consegue chorar?— pergunta agora me olhando.
—sim, sou mediana atuando.— falo sem entender muito o porque perguntou.
Vairon —só irão te vender se acreditarem que te violei, que foi completamente dominada por um vampiro antes de ser vendida.— ele está me pedindo para fingir que fui estuprada.
—eu não sei se consigo fingir isso.— digo pensando na humilhação que irei passar.
Vairon —dei a você uma escolha, mas parece que não quer.— diz se virando para ir a carruagem.
—espera, eu faço isso.— falo quase gritando.
Vairon —suas roupas, vai precisar rascar elas como um homem faria.— e como faço isso igual um homem?
—eu não sei o que deveria fazer.— falo tentando não me arrepender disso.
Vairon —quer que eu faça?— só concordo com a cabeça.
O homem vem na minha direção, só engulo seco esperando o que vai acontecer, vejo ele colocar as mãos na frente do vestido onde ficam meus s***s, ele rasca a frente como se fosse papel, meus s***s estão protegidos com uma camisola então não estou nua. Vai até meu longo vestido, rasca na altura da coxa me deixando vermelha e constrangida.
—é só isso?— pergunto completamente envergonhada mesmo ele não tento olhado para mim com luxúria.
Vairon —preciso te morder, um vampiro não faz nada com uma mulher se não a morde deixando sua marca durante o processo.— só acabo concordando mesmo com medo.
Ele se aproxima de mim ficando na minha frente, sua boca está bem próxima do meu pescoço, só me preparo para a dor da mordida. Sinto como se tivesse uma agulha enorme furando minha pele, acabo contendo um gemido de dor, só aproveito o momento para começar a chorar já que terei que fingir daqui a pouco. Pingos do meu sangue caíram no vestido, vejo que ele passa sua mão em meus pescoço depois de me morder sujando ela de sangue e depois passando na minha coxa, bem perto na minha calcinha.
Vairon —agora precisa fazer cara de traumatizada, vai ser olhada com desprezo e nojo, mas pense que nunca mais os vera novamente.— concordo com a cabeça.