Capítulo 4

1007 Palavras
Mel Estou a semanas viajando para chegar no reino do Vairon, tive que parar em várias pousadas e estou tentando aprender a língua de lá por livros, quero tentar falar com meu mestre na linha do país dele. Finalmente estou chegando, não estava mais aguentando morar nessa carruagem apertada a meses. Vampiros tem sorte de não precisarem parar para fazer necessidades físicas ou se alimentar. Abro a janela de vidro e fico impressionada ao ver a muralha enorme em volta do reino, parece não ter fim, logo entramos pela ponte enorme. As casas parecem todas mansões enormes, as pessoas andando pela rua usam roupas lindas e estilosas, parecem todas da realeza. Servo —quer olhar a parte dos humanos que vivem aqui para doar sangue?— pergunta enquanto controla os cavalos. —quero sim.— falo pois quero saber como minha espécie vive no meio de um país só de vampiros. servo —certo, irei passar lá, sabe que vai demorar alguns dias para chegarmos no castelo não é, esse país é enorme e passaremos por várias cidades.— diz normalmente. —Vairon controla todas a cidades?— pergunto sem acreditar que ele é o rei de tudo isso. servo —o rei das cidades e de muito mais, Vairon é o rei do sul, controla tudo.— não imagina que era tão importante. (...) Passamos por várias cidades lindas, a vista e os monumentos reais feitos de ouro só me deixaram mais impressionada, acho que é por eu ser uma camponesa que viveu em uma pequena vila cheia de casas pequenas e de madeira. Servo —estamos próximos do castelo, não se esqueça e ficar calada caso veja algum nobre vampiro a sua frente. —eu sei, li o livro de etiqueta para humanos, não falar, não responder se não pediram sua opinião, não encarar, ser educada, não desobedecer.— falo pois tive que gravar isso a viagem inteira. Servo —recomendo tomar cuidado caso tenha algum caso com um nobre, se engravidar poderá ser decapitada, ou no mínimo terá que abortar, mas sempre escolhem m***r pois humanos não tem muito valor.— estou ficando um pouco nervosa com esses assuntos. —irei ficar longe de nobres, obrigada pelo concelho.— digo colocando a cabeça para fora da janela, vejo o enorme castelo a frente, ele é maior que a torre mais alta que já vi, parece ser coberto de ouro e prata. Servo —o rei é bom e benevolente, não precisa ficar com medo, não vai te obrigar a nada, mas precisará tomar muitas escolhas na sua vida, essas escolhas podem te levar para um caminho sem volta. —vou pensar bem antes de tomar um escolha.— só escuto o servo a respirar fundo, acho que pensa que sou ingênua por causa do meu tom de voz firme. Servo —caso um dia o rei pergunte se quer ser transformada pense bem, a ligação de mestre e servo é mais forte que a s******o, não poderá jamais desobedecer a ele.— acho que está falando isso por experiência própria já que é um transformado. —é tão r**m assim?— pergunto e ele fica em silêncio por um tempo. Servo —o vício em sangue é muito forte, é como uma vontade que não se pode parar, pode acabar machucando muitos humanos inocentes até conseguir o controle da fome, além disso, tudo se amplia, desejo, raiva, angústia, sofrimento, medo. Só estou te falando isso para saber, nenhum vampiro irá falar os lados ruins da transformação, mesmo eu não sabendo se irá conseguir a confiança do mestre a esse ponto. —se eu conseguir a confiança plena dele, ele vai me fazer a proposta da transformação?— se um dia terei a possibilidade de mudar de vida quero saber mais. Servo —talvez, se ele quiser manter você ao lado dele por séculos sim, mas depende de vários fatores, a vida perde o brilho depois da transformação, vai ver todos que conheceu e viveu ao lado morrerem de velhice enquanto continua jovem, isso faz qualquer um ficar frio.— vendo por esse lado parece solidário. —tem como se tornar mais importante que um transformado?— pergunto curiosa. Servo —sim, mas a maioria dos vampiros n**a isso, não querem dar liberdade, e transformar em um vampiro livre do controle do mestre.— tudo parece tão complicado para os humanos. —os humanos são tratados muito m*l aqui?— pergunto enquanto vejo alguns servos humanos levando bolsas e servindo aos mestre. Tem um vampiro tomando sangue do pescoço de uma mulher no meio da calçada. Servo —não é pior que nos outros continentes e regiões, aqui pelo menos o assinado de um humano é crime, eles precisam ter um motivo forte para fazer isso, é por isso que aconselho a humanas a fazerem de tudo para não engravidar, pois já é um motivo. —tudo isso é tão horrível...— falo começando na pensar. Servo —não precisa se preocupar, siga as regras e nada te acontecerá.— eu espero que esteja certo. —nunca tinha tido convivência com vampiros antes, estou um pouco nervosa.— falo pois terei que server uma bolsa de sangue e empregada. Servo —vai ficar bem, mas tente evitar vampiros maliciosos a todo custo, eles sentem prazer com a dor. —como alguém pode sentir prazer com a dor de outra pessoa?— pergunto sem acreditar. Servo —isso é bem mais comum do que consegue imaginar, muitos gostam de morder em várias partes, torturar e estuprar.— só sinto um calafrio não ouvir isso. —não existe regras que impedem esse tipo de coisa? Servo —se for mestre pode fazer qualquer uma dessas coisas com o servo, mas se for um nobre vampiro qualquer não, fique calma, seu mestre é o rei e naturalmente ele não gosta dessas coisas pelo que eu saiba.— pelo menos posso ficar tranquila sobre isso. —estamos tão perto.— falo olhando o castelo que está ainda mais lindo.
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