Capítulo 18

1792 Palavras
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Ela saiu com o nariz chiando e seus soluços ficavam cada vez menos audíveis à medida que se afastava da reunião. Eu encarava seu pai com cautela, mas ele não demostrava culpa, ou mesmo vergonha pelo que tinha feito. Eu já fui com a certeza de que havia sido ele, pois era o único durante a reunião que parecia se preocupar com a segurança em todo o nosso planejamento de evacuação da cidade. Khatu apoiou os cotovelos nos joelhos e suas mãos em sua face, em uma demonstração de agonia e de dor. - Alta Lena foi levada junto com a Escolhida Zahra Vlayer esta tarde. - disse. O silêncio que se seguiu foi amedrontador. - Gwahtu! - gritou Kayin com o punho direito no peito e lágrimas nos olhos. Em um primeiro momento, todos ficaram surpresos, mas logo entenderam que era um sinal de respeito à anciã que havia sido levada. Um a um, foram todos se colocando de pé e gritando o meus cumprimento de respeito que os guerreiros mais corajosos trocavam. - Gwahtu! - Gwahtu. - Gwahtu!! - Gwahtu.. - Gwahtu. - disse eu for fim. Todos voltaram a se sentar e algo que poucos haviam percebido era que uma pessoa não havia feito o cumprimento e estava quieta desde o início. - Dan... você está bem? - perguntou Babafemi que estava sentado ao seu lado. O menino tinha uma expressão vidrada no chão e não esboçava tristeza, mas parecia aterrorizado. - Eu...não sabia que eles a levariam... eu... não... queria nada disso. - disse em um sussurro. - Você... nos traiu? - perguntou Khatu já de pé. - Não... eu nos salvei. - Você sabe que eles as matarão! - gritou. - Era para apenas levarem aquele demônio de fogo, este era o trato! Eles não disseram que levariam mais alguém. Eu me aproximei do menino, que parecia ser poucos anos mais velho que eu e o peguei pelo colarinho de sua blusa. - Você a entregou? Por que você fez isso com a Zahra? Eles a matarão! Só ela podia nos salvar a todos! Por que você fez algo tão inútil? - ele se afastou de minhas mãos e fez uma expressão de desgosto. - O nascimento daquele monstro causou a morte de meus pais e de meus tios, assim como muitas outras vidas foram perdidas naquele dia e todos disseram que havia sido um incêndio acidental. Mas eu vi, com os meus próprios olhos. Eu presenciei, mesmo que à distancia, o momento exato que Lisa Vlayer trouxe ao mundo aquela aberração e tirou a vida de centenas de pessoas inocentes. Khatu coçou seus olhos e fez sinal para Felton, o professor da guarda, para que se aproximasse. - Por favor, tire ele daqui. Felton se aproximou de Dan e calmamente o ajudou a se levantar e a caminhar para longe dos demais. - Eu estava me perguntando quem seria o traidor que teria nos dedurado à Ordem, então era ele. - disse sorrindo nervosamente. - Alta ficará tão triste em saber disso quando voltar pra casa... - Então nós temos um plano? - perguntou Fashia. Eu nunca havia a ouvido dizer uma única palavra e agora ela se pronunciava com firmeza e com um olhar valente, de alguém que seria capaz de qualquer coisa pra fazer o necessário. - Sim, nós temos. A reunião se deu com vários debates e melhorias no plano de Khatu, que por si só era quase perfeito. Ele havia pensado em tudo, até mesmo nas pontas soltas. Tudo se seguiria da seguinte maneira: Eu e Stefan iriamos, vestidos de guardas Autothis, levando "cativos" Khatu e Felton, os dois guerreiros mais habilidosos dos Intothis. Uma vez dentro da prisão, nós nos dividiríamos e daríamos cabo dos guardas ao redor e resgataríamos ambas. Fugiríamos pelo esgoto novamente e com sorte não encontraríamos nenhum problema. Isso contanto que a prisão delas esteja sendo feita pelos Autothis, como normalmente era feita. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Zahra Vlayer Eu acordei com g**o em minha testa e minha cabeça girando e muito dolorida. Eu estava deitada em uma cama macia e confortável, ainda vestindo o meu belo vestido branco. Eu dei uma boa olhada ao redor e todas as paredes eram brancas e lisas, os móveis eram de madeiras, mas pintados de branco. Os lençóis eram brancos, a porta e as janelas eram brancas. Era tudo muito... como se eu estivesse no céu. Eu me levantei, obviamente confusa e caminhei até a janela mais próxima, ela estava protegida por grossas barras de ferro, possivelmente para que ninguém caísse lá de cima "acidentalmente". De início eu não consegui enxergar muita coisa, pois o sol lá fora já estava bem forte. Eu protegi meus olhos e observei o lado de fora. As casas ao redor eram bem movimentadas e as pessoas estavam com roupas sociais, indo de um lado para o outro. Bem ao longe eu podia ver o centro comercial amplamente ativo. Eu prendi a respiração e voltei para dentro, pensando comigo mesmo o melhor que eu conseguia. - Aonde eu estou, aonde eu estou...? O que aconteceu..? Eu fechei meu olhos e me concentrei o melhor que eu pude para me lembrar dos maiores detalhes da noite passada e o sorriso sádico de minha mão me veio à mente. Eu ficava vendo e revendo aquele sorriso assustador que ela me deu ao me rever depois de meses. Meses fugindo do encontro inevitável com aquela mulher. Seria possível que depois de tudo pelo que passei, eu tivesse sido levada com tanta facilidade? Eu deveria ser o instrumento fundamental para a sobrevivência da raça humana por si só, então por que eu não consegui fugir ao ver aquele rosto de linhas finas e olhos tão azuis como o céu no verão? Eu voltei a respirar no momento que eu entendi aonde eu estava e o que estava acontecendo. - Ah, que ótimo. Eu estou no prédio central da Ordem. Eu voltei para casa. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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