Capítulo 4

1979 Palavras
Satan narrando O cheiro dela ainda estava impregnado no ar pesado daquela sala, um rastro de doçura que não combinava com o aroma de pólvora que costumava dominar minha sala, depois que a Manuela saiu, pisando firme, com aquela petulância de quem ainda acredita que tem algum controle sobre o próprio destino, eu me joguei na minha cadeira, respirei fundo, tentando sacudir a imagem dos olhos dela da minha mente. Foquei no que importa: o poder, o morro não para por causa de r**o de saia, os números piscavam na tela do notebook faturamento, rotas de entrega, o esquema logístico para despistar os vermes da polícia, eu estava fechando uma nova remessa de armas com o Cabuloso, o Santa Marta precisava de ferro novo, fuzil de primeira linha para manter a ordem e o respeito, estava ali, debruçado sobre a planilha de faturamento, quando a porta se escancarou sem aviso. Polegar entrou com aquele jeito folgado dele, batendo a porta contra a parede. — O filho da p**a tá solto, irmão, do jeito que você ordenou — disparou ele, jogando as chaves da casinha em cima da mesa. — Saiu que nem um rato fugindo da ratoeira, se escondendo pelos becos, tremendo mais que vara verde. Dei um sorriso de lado, seco, sem qualquer traço de humor. Assenti devagar, o Léo achava que tinha escapado, mas ele m*l sabia que tinha acabado de vender a alma da irmã para o d***o. — Deixa ele — respondi, minha voz saindo como um rosnado baixo. — A irmãzinha dele vai pagar cada centavo daquela dívida. Polegar não recuou como os outros faziam, ele se encostou na minha mesa, cruzando os braços, e me encarou com uma expressão que eu não consegui decifrar de imediato, havia uma hesitação ali, algo que não era do feitio dele.Satan narrando O cheiro dela ainda estava impregnado no ar pesado daquela sala, um rastro de doçura que não combinava com o aroma de pólvora que costumava dominar minha sala, depois que a Manuela saiu, pisando firme, com aquela petulância de quem ainda acredita que tem algum controle sobre o próprio destino, eu me joguei na minha cadeira, respirei fundo, tentando sacudir a imagem dos olhos dela da minha mente. Foquei no que importa: o poder, o morro não para por causa de r**o de saia, os números piscavam na tela do notebook faturamento, rotas de entrega, o esquema logístico para despistar os vermes da polícia, eu estava fechando uma nova remessa de armas com o Cabuloso, o Santa Marta precisava de ferro novo, fuzil de primeira linha para manter a ordem e o respeito, estava ali, debruçado sobre a planilha de faturamento, quando a porta se escancarou sem aviso. Polegar entrou com aquele jeito folgado dele, batendo a porta contra a parede. — O filho da p**a tá solto, irmão, do jeito que você ordenou — disparou ele, jogando as chaves da casinha em cima da mesa. — Saiu que nem um rato fugindo da ratoeira, se escondendo pelos becos, tremendo mais que vara verde. Dei um sorriso de lado, seco, sem qualquer traço de humor. Assenti devagar, o Léo achava que tinha escapado, mas ele m*l sabia que tinha acabado de vender a alma da irmã para o d***o. — Deixa ele — respondi, minha voz saindo como um rosnado baixo. — A irmãzinha dele vai pagar cada centavo daquela dívida. Polegar não recuou como os outros faziam, ele se encostou na minha mesa, cruzando os braços, e me encarou com uma expressão que eu não consegui decifrar de imediato, havia uma hesitação ali, algo que não era do feitio dele. — Cara, liberar a Manuela... ela é amiga da minha mina, tem a mãe doente, tu sabe disso — começou ele, o tom mais baixo, quase cauteloso. — E aquele noiado de merda do irmão dela não vale o prato que come, ela não foi feita para essa vida o bagulho aqui é doido demais para alguém inocente como ela. Meus olhos se estreitaram na hora, senti o meu sangue ferver e bati a mão na mesa, o som ecoando como um tiro. — Eu liberar ela? — Minha voz subiu, carregada de autoridade e ameaça. — Ela já é minha, p***a! Por bem ou por m*l, aquela garota agora me pertence, c*****o! Levantei da cadeira, circulando a mesa como um predador que acaba de ouvir um ruído estranho no seu território, parei bem na frente do Polegar. — E que p***a de preocupação é essa, Polegar? Vai me dizer que aquele noia mentiu e tu já comeu ela? Porque se for isso, eu vou agora mesmo estourar os miolos dele... e os dela e os teus também Polegar nem piscou, mas vi o maxilar dele travar, ele me conhece o suficiente para saber que eu não brinco com o que é meu. — Cara, tem nada disso não — ele soltou um suspiro pesado, desviando o olhar por um segundo. — Eu só acho a mina maneira, ela não é como as outras daqui, não tem essa maldade, essa malandragem de quem quer se encostar em bandido para ter status, e para mim... Tá me parecendo que tu já se encantou com a beleza dela e tá perdendo a linha. Dei uma risada rascante, fria como o aço de um fuzil. — Ela é gostosinha, sim, não sou cego, mas nem ela, nem ninguém, nunca vai ter a p***a do meu coração, sabe por quê? porque eu não tenho um, essa peça aqui dentro já morreu faz tempo, apodreceu junto com o que sobrou da minha infância. Polegar balançou a cabeça, saindo de perto da mesa e indo em direção à porta. Ele sabia que não adiantava discutir quando eu entrava nesse estado. — Você vai para o inferno, cara, papo reto — disse ele, já com a mão na maçaneta. Dessa vez, meu sorriso foi largo, mostrando os dentes como um lobo. — Um pecado a mais ou a menos não importa, Polegar. Minha passagem para o inferno já está garantida e carimbada faz é tempo, esqueceu meu vulgo? Eu sou o Satan, p***a. Onde você acha que eu moro? Apontei para o morro lá fora, o labirinto de concreto e violência que eu chamava de lar. — Já deu por hoje — cortei, encerrando o assunto. — Vaza daqui. Tu tem a p***a de um morro para ajudar a controlar. Tu é meu sub, c*****o, devia estar nas ruas garantindo que os vapores estejam fazendo o trabalho deles, e não aqui dando conselho sentimental que eu não pedi. Movimenta a contenção, checa a mercadoria, quero disciplina nessa p***a. Polegar levantou as mãos em sinal de rendição, soltando um riso curto e debochado. — Já vi que o humor hoje não ta legal, tô indo nessa, irmão, vou dar um giro nas bocas antes que tu resolva dar um tiro em alguém só por diversão. Antes dele cruzar a porta, aquele arrombado parou e soltou um sorriso de quem sabe que está cutucando a onça com vara curta. — Acho que o Demônio finalmente vai se apaixonar por anjo, hein? Senti a veia da minha têmpora pulsar. — Chega de papo, c*****o! — rosnei, apontando para a saída. — Vaza logo! Ele saiu rindo, fiquei sozinho com meus pensamentos, mas a paz não veio, eu precisava de controle Manuela precisava estar sob meu domínio total, acessível a qualquer segundo. — Polegar! — gritei. ele parou no corredor. — Manda um dos vapores ficha limpa descer o morro agora e comprar um celular pra mim, dos bons, o melhor que tiver, quero essa p***a na minha mão em uma hora. Ele apenas assentiu e sumiu. Exatamente uma hora depois, um dos moleques bateu na porta e me entregou a sacola com o aparelho lacrado, Peguei a parada, e saí da boca, montei na minha moto, mas antes de ir até a casa da Manuela passar a visão de como a vida dela ia funcionar de agora em diante, eu precisava aliviar a tensão, meu p*u estava latejando, eu precisava trepa. Pilotei direto para o barraco da Isadora. Cheguei e bati na porta com força, alguns segundos depois ela aparecesse, enrolada apenas em uma toalha branca, com aquele sorriso de quem já sabia o que eu queria. — Estava torcendo para você vir, meu gostoso... — ela murmurou, tentando passar a mão no meu peito, buscando um carinho que eu não tinha para dar. Desviei do toque dela com frieza, entrando no barraco sem pedir licença. — Sem conversas, Isadora! — cortei, minha voz seca como um deserto. — Vim trepar, não bater papo. Joguei as chaves e a caixa do celular que comprei para a Manuela em cima da mesinha de centro os olhos da Isadora brilharam na hora, um sorriso ganancioso brotou nos lábios dela ao ver a marca cara no pacote. — Amor... você comprou um telefone novo para mim? — ela perguntou, já esticando a mão, toda cheia de dedos. Olhei para ela com um desprezo que faria qualquer um tremer. — Tira a mão disso, Isadora, eu não compro presente para p**a — disparei, a queima-roupa. Ela travou no lugar, o rosto empalidecendo, a boca abrindo e fechando como se quisesse protestar, mas o medo falava mais alto. — Mas Satan, eu achei que... — Você não tem que achar p***a nenhuma! — gritei, dando um passo em direção a ela, invadindo o espaço dela. — Você tá aqui para me satisfazer, não para fazer perguntas. Ela engoliu em seco, recuando, a toalha ameaçando escorregar. — Calma... não precisa ficar assim... — tentou amenizar, a voz trêmula. Comecei a desabotoar a calça, os movimentos bruscos revelando minha urgência e minha irritação. — Você vai trepar ou não? Se não quiser, avisa agora que eu procuro outra que saiba o lugar dela. — Não! — ela disse rápido, quase desesperada. — Fica aqui, por favor! — Então se ajoelha e chupa meu p*u, Isadora, não vou comer a sua b****a não to com paciência para os teus gemidos e tuas frescuras. Pus meu p*u para fora, e ela não perdeu tempo, veio feito a p**a submissa que era, pronta para cumprir o papel, e começou a trabalhar na minha glande. — Engole tudo, c*****o! — ordenei, segurando o cabelo dela com força. Ela se engasgou, os olhos lacrimejando, mas continuou. Joguei a minha cabeça para trás, fechando os meus olhos, mas a minha mente me traiu, a imagem da Manuela surgiu como uma assombração, vi aquele rosto de anjo, o jeito que ela me olhava com medo misturado com desafio, o cheiro doce e puro dela... Meu p*u pulsou com uma força absurda, mas o choque da realidade foi um balde de água gelada, quando abri os olhos e vi a Isadora ali, de joelhos, senti nojo o t***o começou a escorrer pelo ralo. Empurrei a cabeça da Isadora com força, me afastando e guardando meu p*u na calça antes mesmo de chegar perto de gozar. Ela me olhou confusa, limpando o canto da boca com as costas da mão. — O que foi? Eu fiz algo errado? Olhei para ela com um ódio que nem eu mesmo entendia. — Tu não sabe mais nem chupar um p*u direito, Isadora. Perdeu o jeito, tá sem graça, tá mecânico demais. Peguei o celular da Manuela e as chaves da moto em cima da mesa. Isadora tentou dizer algo, talvez implorar para eu ficar, mas eu já estava na porta. — Não me procura nos próximos dias — sentenciei, sem olhar para trás. Saí dali sentindo o meu sangue ferver, agora, a sede era outra. Subi na moto e pilotei em direção à casa da Manuela, Ela ia ter que aprender, por bem ou por m*l, quem era o dono da vida dela. E eu ia garantir que ela nunca esquecesse disso.
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