Leon narrando
A minha vida está uma verdadeira bagunça, eu não tenho mais paz, eu não posso mais fazer nada que eu quero, sem o julgamento dos meus pais.
Eles tem me infernizado muito para casar, mas eu não vou casar por agora, eu quero organizar a minha vida primeiro e também vou esperar a Sophie vir morar aqui, para depois pensar nisso.
O pior de tudo é que eu tenho brigado muito com o meu pai e hoje ele acabou passando m*l, eu tive que trazê-lo correndo para o hospital.
Eu confesso que fiquei muito preocupado com ele, eu penso diferente dos meus pais, mas não quero que nada de r**m aconteça a eles.
Enquanto eu estava esperando ele ser atendido e o médico vir conversar conosco, eu acabei reencontrando a garota da boate.
Ela estava caminhando pelo corredor e se apoiando na parede, quando eu comecei a me aproximar dela, ela desmaiou.
Eu a peguei nos braços e a levei para a ala da minha família, chamei um médico e ele a examinou e pediu alguns exames.
Para piorar ainda mais a minha situação, o médico disse que ela está grávida e eu não sei se meu filho é meu, mas sinto uma possessividade crescer dentro de mim.
Os flashs daquela noite ainda estão vivos na minha memória e principalmente a mancha vermelha que vi no lençol.
Eu já havia pedido para o Arthur investigar tudo que aconteceu naquela noite, mas ele não conseguiu muitas informações, apenas descobriu que ela se chama Aressa.
A garota não acordava por nada, eu já estava começando a ficar irritado e o que eu mais temia aconteceu, a minha mãe descobriu sobre a gravidez.
Ela ficou me perturbando ainda mais e já começou a fazer vários planos para o futuro neto, eu tentei colocar na cabeça dela que talvez esse bebê não seja meu, mas não adiantou de nada.
A garota ainda estava desacordada e o médico disse que era normal, ela parecia estar desidratada e também com anemia, então ela iria dormir por mais um tempo.
Eu deixei um dos meus homens cuidando da garota e fui até o quarto do meu pai para ver como ele esta, a minha mãe me acompanhou e claro que ela já abriu o bico para contar sobre a gravidez ao meu pai.
Os dois começaram a conversar super empolgados com a ideia de ter um neto, mas eu ainda não me dei por vencido, eu vou investigar melhor essa história e vou fazer um exame de DNA para ter certeza.
Eu não vou abandonar a criança se for mesmo meu filho, mas eu também não vou aceitar ficar com essa garota, só por causa da criança.
Os meus pais começaram a me encher o saco que eu acabei ficando muito nervoso e sai do quarto, foi quando o meu segurança me ligou falando que a garota acordou.
Eu desliguei o telefone e fui até o quarto, mas acabei tombando com ela no meio do caminho, ela estava tentando fugir do meu segurança e eu a peguei no pulo.
Essa garota só está me trazendo problemas, eu ia cobrar explicações dela e a minha mãe chegou bem na hora, depois ela ficou toda irritadinha e nos deixou falando sozinhos.
Eu fui atrás dela novamente e a encontrei agarrada com um homem, eu fiquei super irritado e acabei brigando com o homem, mas com isso acabei a empurrando e ela caiu no chão gritando de dor.
Confesso que fiquei fora de mim, eu senti coisas estranhas, fiquei muito preocupado e pela primeira vez na vida, eu me senti culpado.
Eu não gostei nada disso, eu não posso deixar essa garota atrevida e teimosa mexer comigo desse jeito. Eu não vou cair nos jogos dela, se fazendo de boa moça só para me dar o golpe da barriga.
- Obrigada! - ela fala pegando uma das garrafas de água que eu peguei para ela.
- Você tem que parar de ser teimosa e... - eu comecei a brigar com ela, mas o médico apareceu para fazer o ultrassom nela.
Eu me afasto e fico de longe vendo ele preparar o aparelho para começar o exame, mas eu fico transtornado quando ele manda ela tirar as roupas de baixo.
- Você ta ficando maluco? - eu falo nervoso pegando ele pelo colarinho do jaleco.
O homem fica pálido e começa a ofegar, ele tenta falar alguma coisa, mas não sai nenhum som da sua boca.
- Se.senhor... é para... o exame... - ele fala gaguejando.
- Dá para você parar com os seus ataques descontrolados e soltar o médico?! Ele só está fazendo o trabalho dele e o que você pediu. - a Aressa fala brava.
Eu fecho a cara e franzo a testa, fico olhando para ela indignado, só me faltava essa agora, eu tendo "ataques descontrolados" ?!
- Você não vai tocar nela. Chama uma médica, mulher. - eu falo em um tom ameaçador e olhando sério para o médico.
Eu solto o filho da p**a do médico e ele sai da sala correndo, eu dou uma olhada para a Aressa e ela esta me olhando indignada. Eu me viro de costas para ela, passo as mãos pelo meu cabelo e respiro fundo tentando me acalmar.
Não sei porque isso está me incomodando tanto, eu não tenho nada com essa garota e não tem porque eu me sentir assim só porque o médico vai examiná-la.
A porta do quarto se abre novamente, mas não é o médico que entra, é a minha mãe com um olhar matador sobre mim. Eu já sei que vem mais merda por aí, hoje ela só esta me enchendo o saco.
- Se você tocar novamente nessa moça, eu mesma vou te dar uma surra que eu nunca dei antes. - ela fala brava e apontando o dedo na minha cara.
Eu fico parada olhando para ela sem expressar nada, eu odeio quando ela fala comigo assim, mas infelizmente hoje ela esta certa e eu devia ter me controlado para não acontecer o que aconteceu.
- Minha filha, me desculpe! Eu sei que errei na criação desse moleque, eu devia ter batido nele quando era criança, assim ele seria um homem de verdade e não esse... - ela fala com a Aressa, mas sem tirar os olhos de mim.
- Eu sou um homem, não duvide disso mamãe. - eu respondo bravo.
- Não é culpa sua, senhora Claire. Eu só queria que eles parassem de brigar. - a garota responde tranquilamente.
Eu fico olhando para ela fixo, tento estudá-la, pois comigo ela é sempre arisca e quer parecer brava, mas com a minha mãe ela fala doce e calma.
Essa garota só pode ser uma atriz, ela está fazendo todo esse teatro para conquistar a atenção da minha mãe e conseguir entrar para a nossa família, colocar as mãos na nossa fortuna.