Me remexo com força, tentando me livrar daquele maníacö, mas estou presa. Ele é mais forte que eu. Quanto mais luto, mais sinto o desespero me dominar. Num movimento brusco, ele consegue rasgar as minhas peças íntimas, e o som do tecido se partindo me apavora. Mas então tudo se desfaz. Abro os olhos, o quarto está iluminado pela luz suave do abajur. Sinto o coração disparado, a respiração acelerada. Por um instante, tento me situar onde estou. — Ei, calma, calma, respira — Ouço a voz doce de Kátia, e só então percebo que estou tremendo. Ela está ao meu lado, me segurando pelos ombros, o olhar cheio de preocupação. — Foi só um pesadelo, tá me ouvindo? — Ela me diz, acariciando meu rosto. Demoro alguns segundos para responder. O corpo inteiro ainda dói, como se o sonho tivesse sido real,

