Depois que tudo se resolveu no QG, fui pra casa da Kátia com o Neto. Nem sei direito o que eu queria, ou talvez saiba — Queria ver a dona encrenca. Essa mina tá mexendo comigo, mas óbvio que não vou dar o braço a torcer. Chegamos lá e a casa tava num silêncio danado, tudo parecia tranquilo, pensei que já tivessem ido dormir. Só que não. Assim que entramos, ela aparece descendo as escadas — Cabelo meio bagunçado num coque frouxo, camiseta larga, aquele jeito que finge despretensioso, mas que me desmonta por dentro. Ela falou que a Karen já tava dormindo, e o Neto pediu pra deixar ela lá mesmo, porque se acordasse, já viu: não para mais. Eu só assenti, fingindo naturalidade, mas o coração batendo mais rápido do que devia. Fui pro meu cafofo, tentando me convencer a mim mesmo de que aquela

