Meia hora depois, lá estava eu no hospital que conheço de cabo a rabö. Passei pela recepção, fiz todo aquele trâmite de identificação e segui direto pro quarto dela. Antes mesmo de entrar, parei na porta que estava entreaberta e ao ouvir a voz do Carlos e logo em seguida a dela, perguntando quem eu era. Foi então que o Neto soltou: — Ele é o dono da porräh toda. A galega, com a voz baixa e desconfiada, rebateu: — Ele não é nenhum maluco, não né? Vejo Neto respirar fundo e encarar ela sério: — Mina, vou te falar a real, o Caio é um mano da hora, ajuda todo mundo. Tu tá aqui por causa disso. Ele podia ter te deixado jogada na estrada, do jeito que a gente te encontrou, mas não, trouxe tu pra cá. — E tenho que agradecer, não sei o que seria de mim se não tivesse tido a ajuda de vocês. —

