Choi?!

1873 Palavras
Baekhyun POV — JUNDAE! – gritou Chanyeol chamando a atenção de todos que tinham voltado a conversar. — O quê? – eles responderam em uníssimo. Agora eu estava realmente confuso! Channie olhou para mim, eu devia estar com uma cara de espanto e confusão. Eu não estava entendendo mais nada. — Tá, acho que agora sua cabeça está confusa. O nome do Suho é Junmyeon e o do Chen Jongdae. Mas você eu não sei porque respondeu. — Porque ele é meu irmão Channie. – sussurrei. — CHOI? –gritou Luhan. — Quem é Choi? Todos ignoraram a pergunta de Lay? – acho que era esse o nome dele. — Eu não acredito que depois de tudo que fiz, você ainda conseguiu me encontrar. – riu soprado – Como a vida é engraçada e prega peças na gente, não? Tudo que eu queria era me ver livre de você e agora te vejo aqui com a minha família. — Não fale assim! Sabe como eu sofri por ficar sem você? Tem noção do que eu passei pra te encontrar? Da dor que eu senti de não ter notícias suas? — VOCÊ FOI EMBORA PORQUE QUIS! PREFERIU FICAR COM AQUELA p*****a DO QUE FICAR COMIGO! TROCOU A MIM, SEU IRMÃO, POR UM QUALQUER! POR OUTRO PAÍS E O QUE TE FARIA FELIZ! NÃO PENSOU EM COMO EU ME SENTIRIA! – gritou. Depois dessas poucas palavras às lágrimas já corriam livres pelo meu rosto, suas palavras doeram em mim como facadas, ainda mais pela a injustiça, eu o amava com todo o meu ser. Eu o protejo a vida inteira e ela me diz que não o amei o suficiente? — Eu estava pensando em nós dois, seria melhor se eu tivesse uma formação, se eu pudesse oferecer uma vida melhor PRA VOCÊ TAMBÉM! Tudo que eu fiz a minha vida inteira foi pensando EM VOCÊ! Eu só queria te dar a vida que merecia. – eu soluçava alto, Yeollie tentava me amparar, mas neste momento não havia algo que me sustentasse, eu estava à beira de um abismo, minhas pernas tremiam, não sei como ainda não tinha ido ao chão. — É MENTIRA! Se eu fosse tão importante para você não teria ido embora com essa v***a! – apontou para Luhan. — Olha como fala do meu namorado! — Sehun se irritou, colocando-se à frente de Luhan. — Olha, ela tem cão de guarda. – seu tom de voz era irônico, eu nunca o vi assim. — Choi, por favor... — NÃO ME CHAME ASSIM! Meu nome não é esse há muito tempo, saberia se o Luhan não tivesse sido mais importante pra você. Lembra-se da noite que disse que tinha algo importante pra falar? Não né?! você precisava ajudar o Luhan! Meu nome é Do Kyungsoo a mais de um ano. Eu tenho um novo nome e uma nova vida. No dia em que peguei os meus documentos joguei meu chip fora para nunca mais ter que ouvir sua voz! Pelo menos em uma coisa você estava certo. Você sempre disse que eu me casaria com Jongin e seria feliz. E sou... E você estragou tudo aparecendo novamente. – disse calmo. Ele se retirou da sala indo em direção aos quartos. Jongin estava ao seu lado e me olhava feio. Desde a primeira vez que o vi – por webcam – ele sempre teve um olhar meigo e fraterno, mas o olhar que estava sendo direcionado a mim agora fazia um frio percorrer minha espinha. E esse foi o último baque. Cai de joelhos no chão, em certo momento pensei que minhas lágrimas formariam poças ao meu redor. Chanyeol se ajoelhou ao meu lado e me acolheu em seus braços. Eu não sei por quanto tempo eu fiquei daquele jeito, mas de uma hora para outra, minha visão ficou escura e eu já não via nem ouvia mais nada. (•••) Luhan POV Baekhyun desmaiou depois de meia hora chorando, eu estava no quarto, eu não sabia o que fazer. Eu estava em estado absoluto de nervos, já havia roído minhas unhas e agora estava quase puxando meus cabelos. Eu não consigo acreditar que Jun-Kyungsoo acredita que eu tenha "tomado" o seu lugar! Isso é ridículo, não há quem o Baekhyun ame mais do que a ele. As palavras daquele ingrato devem ter quebrado em mil o coração do meu amigo. Ouvi a porta do quarto sendo aberta, Sehun entrou e sentou-se ao meu lado. — Luhan... Eu sei que você também deve estar estressado e tudo mais, mas eu não entendi direito o que aconteceu. Por que aquele garoto falou aquelas coisas sobre você? Essa não era uma pergunta que eu estava esperando. Eu não sabia o que dizer. Já era hora de contar a verdade? — Eu nunca te falei sobre isso porque estava esperando a hora certa, Sehun. Quando eu tinha dezesseis anos minha mãe morreu, eu arrumei um emprego de meio período, mas não era suficiente. Depois de um tempo eu comecei a trabalhar para um cara... Foi onde eu conheci o Baek... Eu... Eu era prostituto. Eu só consegui largar essa vida depois de cinco anos, quando tinha juntado um bom dinheiro trabalhando nos dois empregos e consegui a bolsa de estudos em Londres. – não sei como consegui falar tudo com tanta calma e naturalidade, mas saiu. E junto com as palavras o peso que estava em meu peito. Sehun ficou me olhando por longos minutos sem esboçar reação alguma até que se levantou e foi em direção a sua mochila e depois em direção a porta. — A onde você vai Sehun? — Embora! Eu não sei se posso suportar. Eu não sei se consigo lidar com o fato que metade da Coreia deve ter transado contigo! Eu sabia que você tinha uma fama na faculdade, mas isso é totalmente diferente. Eu não sei se suporto. Ele disse essas palavras e saiu. Foi embora! Me deixou! Meus medos se mostraram reais no momento que ele bateu aquela porta. Por dentro eu queria berrar, socar as paredes e quebrar tudo que eu visse pela frente. Mas por fora meu corpo não tinha reação alguma. Apenas uma única lágrima que rolou por minha face. Chanyeol POV Eu, Jongdae e Minseok levamos o Baek para o hospital, o resto tinha ficado em casa. Eu nunca poderia imaginar que o meu tão sonhado Natal em família poderia ser esse desastre. Eu cheguei a ver o D.O lá nos registros quando procurava por Choi, mas nunca ia imaginar que ele era o irmão perdido de Baekhyun. Também nunca ia imaginar que ele guardava tanta mágoa, mas nesses quase quatro meses em que estou com Baek eu posso afirmar com certeza absoluta que ele ama aquele garoto, e eu só imagino o quanto aquelas palavras devem tê-lo ferido. Ele está desacordado há dois dias, o médico disse que ele entrou num estágio avançado de nervos o que o fez entrar nessa espécie de coma. Os garotos ainda estavam aqui no hospital comigo, mas achei melhor eles irem para casa. Não ia adiantar mais gente apreensiva na minha volta. Eu só achei estranho até agora o Luhan não ter aparecido, ele nunca deixa o Baekkie por nada no mundo, é como se fosse um irmão pra ele, ele sempre cuidou do meu pequeno com unhas e dentes. Eu tô com a sensação de que essa história m*l começou. (•••) — E aí hyung, como você está? – perguntou Jongin. — m*l né. Eu nunca ia imaginar que o Soo era o irmão do Baekkie, e já faz quase três dias que ele está em coma. Eu me sinto vazio e culpado. — Isso ia acabar acontecendo cedo ou tarde. — É... Mas o que mais me impressionou foi a atitude do Kyungsoo. Nunca imaginei que ele pudesse fazer algo assim. Ele não faz ideia de como o Baekhyun ama ele. Ele não sabe quantas noites ele chorou ou quantos dias ele bebeu sem parar por se sentir culpado, por achar que o irmão poderia não estar bem. — E-eu não sabia disso. Eu achei que ele fosse feliz com você. — E hoje em dia ele é. Mas é como se algo sempre faltasse, na verdade alguém. Só eu sei a blusa encharcada que deixei em casa. Ele chorou muito por não ter encontrado o Soo logo que chegou. Eu me decepcionei muito com o Kyungsoo. Esse foi o fim da minha conversa com Jongin. Eu não sei o que ele passou com o Soo quando começaram a namorar. Eu sei que se conheciam antes e tudo mais, mas eles começaram a namorar na época que o Baekhyun foi para Londres. E apesar de querer saber os motivos dele eu não queria ouvir naquele momento. Eu amo mesmo o meu pequeno e agora sinto meu coração pesado e falhando as batidas. (•••) — Yeollie... – sua voz era fraca. — Baekkie, meu amor. – começou a distribuir beijinhos por todo o seu rosto o que fez dar aquela risadinha gostosa. — Por que eu estou no hospital? — você desmaiou depois de chorar aquele dia. — Aque-aquele dia? — Sim! Faz dois dias que está no hospital. — Ah Yeollie... Eu não queria ter trazido tantos problemas e ter estragado o seu natal. Eu sabia o quanto isso era importante pra você. Desculpe. – seus olhos estavam úmidos, eu não acredito que ele realmente estava se sentindo culpado pelo que aconteceu. — Neném, isso não foi culpa sua. Esse reencontro... isso ia acontecer hora ou outra. Foi nesse momento e passou. Eu não culpo você por nada, teremos muito outros natais, muitos outros anos e eu sei que serão bem melhores do que esse. — Yeollie... Eu sabia que apesar dele não conseguir dizer nada além do meu nome, aquilo significava tudo o que ele sentia. O abracei e o beijei. Beijei até cansar, até ficar sem ar e com os lábios dormentes. Só naquele momento eu percebi que eu enlouqueceria se ficasse sem meu pequeno. Só naquele momento eu havia percebido que ele havia se tornado a pessoa mais importante para mim. (...) Baekhyun foi liberado algumas horas depois, era noite, quase oito horas. Quando chegamos em casa eu estava morto, queria dormir por uns dois dias. Minhas costas doíam e meus olhos pareciam querer se fechar a todo o momento. Mas parecia que descansar era a última coisa que iriamos fazer. Na sala estavam Jongdae, Minseok, Tao, Kris, e Lay. Todos com uma expressão aflita. — O que aconteceu? — Então... O Kyungsoo brigou com Jongin e foram os dois embora. O Suho teve uma emergência no hospital, que agora é da sua família, e também teve que ir embora. Fora aquele seu amigo com cara de porta que foi naquela mesma noite. Mas, o loiro baixinho, ele está trancado no quarto nos últimos dois dias, com tudo que estava acontecendo nem notamos e quando tentamos abrir a porta do quarto... Ela estava trancada e ninguém atendeu quando chamamos. – disse Kris, o único que conseguiu se pronunciar naquele momento. Eu só pude ouvir o Baek sussurrar "de novo não...".
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