Finalmente as semanas de provas acabaram. Sim semanas, eu fiquei em recuperação em três cadeiras. Tive que estudar o dobro do tempo para tirar uma nota muito boa. Porque meus pais não aceitariam nada menos que um filho excelente, essa é a única coisa que eles se importam.
Mas no domingo nós já estaremos pegando um voo para a Coreia, estou muito ansioso e com saudade de casa.
Mas têm algumas coisas que estão meio complicadas, eu dei os dados do irmão do Baek para os advogados dos meus pais para ver se encontravam algo, mas nada foi encontrado, tinha até alguns garotos que nasceram naquela data e hospital, mas não batiam com as outras descrições.
Eu sei que o Baek vai ficar bem triste, ele ama demais aquele garoto, e talvez eu nunca entenda porque esse amor é tão forte, mas sei que é.
(...)
Cheguei em casa e o Baek estava no quarto fazendo as nossas malas.
— Yeollie! – me deu um selinho. – Eu já estou fazendo as nossas malas para não deixar tudo para última hora, assim a gente pode aproveitar o fim de semana sem se preocupar.
— Que bom, porque eu tinha mesmo pensado em um programa pra gente fazer à tarde. Tem um filme que acabou de sair no cinema, é de comédia, tá todo mundo dizendo que é muito bom. Está afim de ver?
— Claro!
~*~
Depois que Baekhyun e eu terminamos de arrumar as malas, fomos para a cozinha preparar o almoço, logo mais Sehun e Luhan estariam em casa para fazer a baderna de sempre. E se bem conheço daqueles dois a primeira coisa que vão fazer é reclamar de fome. O Baek tem razão, aqueles dois são piores que filhos.
~*~
Já estávamos pondo a mesa quando eles chegaram.
— Hm... Hyung, esse cheiro está muito bom. – disse Sehun.
— Eu sei sou ótimo na cozinha, fazer o que?!
Baekhyun deu um tapa no meu braço e começou a rir.
— Venham crianças, o almoço tá na mesa. – disse ele.
Sehun e Luhan correram para a mesa como se nunca tivessem visto comida na vida.
— Credo seus mortos de fome!
Sentamos todos para comer, contando como foi o dia entre risadas e brincadeiras idiotas.
— As malas de vocês já estão prontas? Domingo temos que estar cedo no aeroporto.
— Relaxa Baek, não precisa bancar a mãe. A gente sabe se virar. – respondeu Luhan.
— Ok, ok! Eu e o Channie vamos sair hoje à tarde, como fizemos o almoço vocês lavam a louça. – dei um beijo na cabeça de cada um e foi em direção ao quarto.
— Ele realmente parece mãe de vocês. Como as ordens já foram dadas eu só vou aproveitar.
Sai da cozinha e fui para o quarto, Baekhyun estava tirando a sua roupa para entrar no banho.
— Por que você sempre me tenta assim? É injusto sabia?
— Como assim Yeollie? Eu não to fazendo nada. – disse com sua cara de falsa inocência.
O peguei no colo entre risinhos e levei para o banheiro, tomamos banho – só banho – e fomos nos arrumar para ir ao shopping mais tarde.
(...)
Jongin ficou me mandando algumas mensagens durante a tarde, queria conferir se estava tudo certo para o Natal e se eu já tinha confirmado com todos, eu deixei algumas coisas dos preparativos com ele. Ele chegará primeiro na casa e vai conferir se a empregada deixou tudo limpo e os quartos arrumados, depois vai comprar as coisas para o jantar e nossa estadia lá. Claro que Kyungsoo vai o ajudar com tudo.
(...)
Baekhyun e eu saímos aos risos do cinema, o filme tinha sido realmente muito bom. Depois da sessão ainda paramos para comer alguma coisa e depois fomos para casa.
Chegamos no apartamento já era quase oito horas da noite.
Ao chegar todas as luzes estavam apagadas e se ouvia alguns ruídos estranhos vindos da sala.
Quando ligamos a luz, a cena não era algo que eu queria ter visto não.
Sehun estava deitado sobre as almofadas – que colocamos no chão para os almoços de domingo – e Luhan estava sobre ele com as mãos apoiadas sobre seu peito, subindo e descendo sobre o m****o do mais novo num ritmo frenético, seus olhos estavam fechados e nem se incomodou com a luz que foi, de repente, acesa.
— Ah, quer dizer que nós não podemos t*****r na cozinha, mas vocês podem t*****r na sala?
— Vocês chegaram? – disse Luhan arregalando os olhos e perguntando em tom de surpresa, mas não parou com os movimentos. Por que será que isso não me surpreende?
— Não, impressão sua, isso aqui é só o reflexo das nossa almas que vagam por aqui às vezes... Luhan pode parar com isso?! – disse Baek já ficando irritado.
— De-desculpe, mas nããão posso hmm...
— Aish! – Baek bagunçou os cabelos e me arrastou da sala para o quarto.
— Não sei quem é pior o Sehun ou o Luhan... – Baek massageava as têmporas.
— São iguais e se merecem. – comecei a rir da cena toda. – Não fica assim amor, acontece.
Comecei a distribuir muitos beijinhos por seu rosto. E logo estávamos na cama trocando um beijo mais ardente. Suas pernas estavam em volta da minha cintura e eu ondulava meu quadril o ouvindo gemer com a fricção dos nossos membros.
— Você não cansa nunca Yeollie? – perguntou rindo.
— De você? Nunca! – comecei a mordiscar seu pescoço.
— Nã-não deixa marca Yeollieee... Não quero que sua família pense coisas erradas de mim.
— Tá, tá.
Não demorou para que nossas roupas estivessem no chão e nosso corpos unidos como um.
(...)
O Domingo tinha finalmente chegado. Nem acredito, era apenas oito horas da manhã, já estávamos quase no aeroporto para um vôo que era somente às dez horas. Se eu não conhecesse o Kyung, essa mania de deixar tudo perfeitinho do Baek me irritaria.
(...)
Sehun POV
Luhan estava sentado ao meu lado no avião, Channie e Baek estavam um pouco distantes. Estávamos na primeira classe e não tinham muitas pessoas naquele vôo.
Eu comecei a achar estranho que o Luhan começou a suar frio, suas mãos estavam trêmulas e ele mantinha seus olhos fechado e o tempo todo tentava regular a respiração.
— Amor, você tem medo de avião?
— Nã-não... E-eu tenho medo de altura.
— Por que nunca me disse?
— Não achei que fosse necessário.
Já estávamos voando a duas horas, ele devia estar passando m*l desde que colocamos o pé neste avião e nem me disse nada.
Tirei os nossos cintos e o trouxe para mais perto de mim, colocando suas pernas apoiadas sobre as minhas, e sua cabeça no meu ombro.
— Tenta dormir um pouco, quem sabe passa.
— Eu não tô cansado.
— O voo dura doze horas Luhan. Tem que dormir um pouco. Ainda mais que com o fuso horário vamos chegar à Coreia cinco horas da manhã.
— Ok, ok.
(...)
Eu dormi cerca de quatro horas. Acordei quando senti o corpo de Luhan se afastar de mim. O vi indo ao banheiro e não pude resistir ir atrás, não tinha nenhuma aeromoça por perto.
Bati duas vezes na porta em que o vi entrar.
— Tá ocupado.
— Amor, sou eu.
Ele abriu a porta e me puxou para dentro com rapidez.
— Está tudo bem?
— Sehun! Não finja que se preocupou com meu medo que eu sei muito bem o que você quer.
Ele me puxou para mais perto sugando os meus lábios. Era um beijo necessitado e excitante.
O peguei no colo e o coloquei sobre a pequena pia do banheiro.
— Isso aqui é muito pequeno, não tem como se mexer.
— A gente dá um jeito. – disse voltando a me beijar. – Temos que ser rápidos.
Luhan desceu da pequena pia, abaixou as minhas calças e depois as suas, ficando de costas para mim.
— Sabe que eu adoro te chupar, mas não tem espaço, então só...
Ele nem precisou terminar de falar, eu cuspi em sua entrada e já estava colocando meu m****o dentro dele. Ele apertava a pia com força. Cada vez que ele empina a sua b***a minhas costas batiam na parede do banheiro, fazendo meu m****o se enterrar cada vez mais dentro dele.
Nosso ritmo era frenético, não demoraria para que gozassemos.
— Senhor? Está tudo bem? O senhor está aí há muito tempo. – ouvimos uma aeromoça bater na porta, sua voz era desconfiada, será que me viu entrar aqui?
— S-sim, eu tive um pouco de enjoo por causa do vôo, mas está tudo bem. Logo sairei daqui.
— Tudo bem senhor. – ouvimos os passos se distanciando.
Eu comecei a estocá-lo cada vez mais rápido o masturbando ao mesmo tempo. E logo gozamos.
— Eu vou sair primeiro e dou duas batidas na porta se não tiver ninguém olhando você sai, se não espera uns minutos. – disse Luhan terminado de se vestir.
Logo que ele saiu eu ouvi as duas batidas na porta e sai também. Voltamos para nossos acentos como se nada tivesse acontecido. Luhan pegou no sono rápido depois disso.
Eu esperei um tempo, zelando por seu sono e logo depois adormeci também.
(...)
Chanyeol POV
Assim que chegamos a Coreia nos separamos. Sehun foi com o Luhan para a casa dos seus pais e Baek e eu para a minha casa.
Era dia 22 de dezembro ainda teríamos três dias para procurar o irmão de Baek.
Quando chegamos a minha casa não havia ninguém – como de costume – não havia nem empregados. Será que meus pais esqueceram que eu viria para o Natal?
Yoora disse que não viria, estava muita atarefada no Canadá, mas eu ainda estaria em casa, então queria um pouco de atenção, queria que eles pelo menos conhecessem meu namorado. Mas acho que seria esperar demais que meus pais lembrassem que tem filhos e que aquele hospital não é tudo.
Minha mãe é cirurgiã e meu pai neurologista, consequentemente sempre tem trabalho. Eles não poderiam ter profissões mais fáceis?
Subimos para o meu quarto e trocamos de roupa, depois de comer algo que eu preparei, fomos dormir um pouco, ainda eram apenas sete horas da manhã, tínhamos a tarde inteira para passear pelo centro de Seul e procurar novas pistas do paradeiro de Choi.
(...)
Acordei sentindo os lábios do Baek em meu pescoço.
— Que horas são?
— Quase quatro da tarde. A gente dormiu muito! – disse aos risos. – Eu to com fome Yeollie.
— Tá, eu vou fazer algo pra gente comer.
Me levantei da cama e fui em direção a porta do quarto, mas ele não veio comigo.
— Vai ficar aí?
— Aham! Eu tô com fome e com preguiça!
— Tsc folgado!
Desci para preparar um café da tarde, fiz umas torradas, piquei algumas frutas e fiz um suco natural de laranja.
Voltei para o quarto com uma bandeja em mãos com nosso café, Baekhyun estava todo esparramado na cama vendo um daqueles filmes natalinos.
— Não quer mais nada da vida né?!
— Quero! Quero o meu Yeollie. – ele deu aquele sorrisinho fofo que mostrava as pressinhas e deixava os olhinhos fechados.
Ok, agora ele ganhou meu coração de vez!
— Mas se era só isso que faltava eu to aqui...
Deixei a bandeja ao lado da cama e pulei sobre seu corpo o fazendo cócegas e enchendo de beijos.
— Vamos comer Yeollie... – disse rindo
Me sentei ao seu lado na cama e coloquei a bandeja entre nós para comermos.
— Estava pensando... Vamos aproveitar a noite em Seul e amanhã de manhã procuramos mais coisas sobre seu irmão, pode ser?
— Pode.
(...)
Baekhyun e eu resolvemos jantar fora a noite e depois ir para uma boate.
Acabamos chegando em casa às três horas da manhã, e o mais estranho era que meus pais já não estavam mais em casa, se é que eles chegaram a vir para a esta.
Eu não entendo como eles conseguem viver trabalhando, o dia que eu me tornar psiquiatra vou querer estudar a fundo o cérebro desses dois.
(...)
Não sei como tanta coisa estranha conseguia acontecer junta.
Levantamos cedo para procurar mais algumas coisas sobre o Choi.
Tá, talvez não fosse tão cedo, era uma hora da tarde.
O primeiro lugar que fomos foi o orfanato onde eles cresceram que pegou fogo há dois meses. Até ai tudo bem, acontece, mas fomos ao prédio em que eles moravam e ele estava interditado por alguns buracos feitos na estrutura – buracos de marretas – o que foi bem estranho. Por último fomos até a escola que eles tinham estudado, mas ela havia fechado há quatro meses por causa dos saques constantes.
Eu não sei se tudo isso foi uma coincidência, mas parecia que Choi nunca existiu...
Ou que não queria ser encontrado.